Eterno Amor
9 Encontrando o amor
Notas iniciais
Tempos mais tarde, no barzinho, Seiya e a garota estavam totalmente bêbados. Tinham acabado com uma garrafa de uísque, outra de conhaque e estavam começando uma serie de copos de caipirinha.
– Aê, qual é o seu nome, coisa linda?
– S-Shina e o seu?
– Seiya. Por que está aqui “enchendo á cara”, qual é o seu problema?
– Eu não deveria ter nascido... – deu uma pausa – O mundo seria melhor sem mim. – gritou.
– Tem certeza? Acho que não, v-você é tão linda e...
– As pessoas têm medo de mim, sabia?
– Não vejo motivo.
– Eu posso só com a força do meu pensamento matar uma pessoa, você até corre risco de está perto de mim.
O vampirou riu alto, encontrando a cabeça no balcão.
– Não se preocupe você não pode mais me matar, já estou morto há muitos séculos.
– Eiii, você já está ficando bêbado. Sab-bia?
– Tó falando serio! – gritou – Suas preocupações são pequeninas em relação as minhas, gata!
– Cada um possui seu fardo.
– Quer saber? Vivo muitos séculos nas sombras, mas o que detona meu peito é que uns “filhos da mãe” que sequestraram minhas irmãzinhas e podem até matá-las e eu não posso fazer nada, pois nem sei onde elas estão. – contou Seiya caindo em lagrimas.
– Não chora se não vou chorar também. – pediu Shina puxando a braço dele – Chama a policia!
– A minha lei é diferente. Policia tá fora.
– Por quê? Vo-cê é bandido?
– Promete não rir da minha cara e não dizer para ninguém?
– Prometo!
– Chega aqui pertinho: sou um vampiro.
– Eu disse que estava bêbado. – falou rindo muito.
– Pode ser, mas você também esta.
– É. Bêbada e sozinha no mundooooo...
– Quer uma companhia legal? O que acha de sair daqui é ir até minha casa, você vai gostar. Eu garanto.
– Hahaha... Nem te conheço, cara!
– Mas pode conhecer tudinho na hora que quiser.
Shina olhou para Seiya e analisando sua proposta.
– Tó gostando disso. A minha vida já é um lixo, o que tenho mais para perder.
– Então vamos embora. – disse o vampiro puxando Shina e deixando o dinheiro no balcão.
Na mansão, Shiryu estava deitado no sofá da sala e escutando ao fundo a triste melodia do piano de Ikki (1). Então se dirigiu para a saleta onde seu líder estava.
– Posso entrar Ikki?
– Pode, Shiryu.
– Dei um volta para saber como está o Hyoga e o Shun e eles estão péssimos e para completar, o maluco do Seiya ainda não apareceu. Acho que quem está melhor somos nós.
– Acho que a culpa foi minha. Não tomei conta “das minhas crianças”.
– Não, Ikki. Você é um excelente líder, sempre foi. E é essa sua garra que eu admiro.
– Mas eu não consegui defender as pessoas mais importantes das nossas existências.
– Não se culpe. Nós vamos resgatá-las.
– Shiryu, é por este motivo que lhe considero o meu sucessor.
– Que historia de sucessor é está? Ninguém pode te substituir. Por que estas dizendo isso?
– Desta vez, para salvar as garotas, não vou poupar minha vida.
– Não diga isso, o que será de nós sem sua amizade?
– Shiryu, tenho certeza que você poder ser um líder igual ou até melhor que eu. Por isso lhe peço: se acontecer algo comigo, torne-se o novo líder. Certo?
– Mas...
– Eu não admito negação.
– Sim.
– E este anel será seu. – disse Ikki mostrando seu anel de líder.
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Seiya e Shina chegaram à mansão.
– Esta é minha casa.
– Nossa! Como sua casa é pequena. Da até peninha de você. – brincou a garota – precisa ver o buraco que eu moro.
– Senta ai em qualquer lugar. – pediu Seiya jogando-se no sofá.
– Você mora aqui sozinho?
– Não, sou eu e... – contou nos dedos – quatro amigos e minhas duas irmãs.
– Você é vampiro mesmo?
– Souuuu!
– É bom ser vampiro?
– Só é chato porque tenho que me esconder da luz do sol, mas estou acostumado. Somando tudo, é legal! A não ser por alguns idiotas tentando nos destruir.
– Você dorme em caixão?
– Prefiro uma cama bem macia. Nunca gostei de caixão. Mas, isso é um interrogatório? Daqui a pouco vai querer saber se uso cueca.
– Não são todos os dias que se verem vampiros andando por ai. – sorriu – Estou curiosa.
– Você que pensa, queridinha. Encontrar um vampiro e muito fácil. Nesse mundo a muitos mistérios escondidos nas sombras.
– Mas como é viver tantos anos?
– Legal, mas nós vampiros nos sentimos muito solitários. Essa solidão havia melhorado com a volta das garotas. Agora acho que tudo voltará, pois já estou sentindo o mesmo vazio de antes. Eu preciso encontrá-las. – disse Seiya deixando rolar algumas lágrimas.
– Não chora de novo. – pediu Shina se aproximando do vampiro – Olhe dentro dos meus olhos.
Assim que Seiya olhou, ela afirmou:
– Tudo vai melhorar. Essas garotas vão voltar e vocês vão ser felizes. Eu garanto.
– Nossa! Você tem realmente o poder de dominar a mente.
– Por que diz isso?
– Já estou me sentindo bem melhor só com suas palavras.
– Que bom! Era exatamente isso que eu queria.
– Seu olhar é lindo!
– Obrigada! – agradeceu Shina sem jeito.
– Nunca me senti assim antes. Pela primeira vez, depois de muito tempo, tenho a sensação de está vivo.
– Enquanto eu sinto meu coração bater mais acelerado.
– Sua respiração quente no meu rosto. Ai, isso é bom demais!
Shina mordeu seus lábios inferiores.
– Eu te quero muito está noite. – revelou o vampiro sussurrando no ouvido da garota.
Shina não resistiu e beijou profundamente Seiya que a pegou no colo com carinho, ao subir a escada ele deu uma tropeçada, eles caíram no chão e deram uma longa gargalhada, logo após se beijaram intensamente, o vampiro se levantou, pegou novamente a garota no colo e se dirigiram ao seu quarto.
Shiryu e Ikki que tinham escutado o barulho da chegada deles na mansão ficaram vendo toda a cena reservadamente.
– Shiryu, eu estou abismado! Como o Seiya pode ter trazido suas conquistas para a nossa casa? Ele sabe que eu não gosto disso.
– Definitivamente ele é louco! Mas eu acredito que ele traria uma simples conquista para cá. Ou traria?
– Bem, voltarei para meu piano. Depois me entendo com ele. Tchau!
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Na noite seguinte Seiya acordou tomou um banho e acordou Shina pingando algumas gotinhas de água em seu rosto:
– Boa noite.
– Boa? Mais ou menos. Ai! Minha cabeça está doendo muito.
– Ser vampiro tem algumas vantagens. Não temos ressaca.
– Pois é! Ser humano tem suas vantagens também. Porém pra que importa ser humano se todos me tratam como anormal? Até meus pais me abandonaram quando descobriram meus poderes.
– Agora acho que é a minha vez de lhe consolar: Você não tem que se preocupar com que as pessoas pensam ou dizem de você. Tudo nesta vida tem um motivo nobre. Além disso, é bom ser diferente do resto do mundo. Pense: é sua marca registrada e ninguém pode copiá-la. Eu me “amarrei” no seu jeitinho de ser.
– Você é o primeiro cara que diz coisas legais para mim, sabia?
– E você é a primeira garota que eu trago para casa, sabia? – deu um sorrisinho e eu leve beijo nos lábios de Shina – Sabe qual é problema do mundo? É que as maiorias das pessoas valorizam demais a coisas habituais, dentro dos seus padrões e leis. Quando eu era mortal também pensava assim, mas depois passeia não suportar essas coisas pequenas e mesquinhas.
– Sempre escutei que vampiros eram maus, não tinham caráter e não respeitavam ninguém, mas você é diferente.
– Desde que me tornei vampiro, meu líder sempre falou que deveríamos ser bons. Ele pensa que devemos respeitar todos os seres e é assim que fazemos. Só matamos para nos defender.
– Eu estou me sentindo feliz aqui ao seu lado.
– Eu também. Sabia?
– Eu queria que você nunca me deixasse?
– Impossível isso acontecer. Eu quero ficar ao seu lado até o fim da sua vida.
– Fim da minha vida? Não quero morrer, quero está com você eternidade.
– O que? Você quer isso realmente? Tem certeza?
– Sim. Olha para mim. Eu não tenho ninguém lá fora. Isso é vida? Você em poucas horas me fez sentir especial. Eu quero ser sua companheira sempre. Dei-me esta alegria. Ser mortal não tem sentido para mim. Eu quero ser uma vampira. – pediu Shina oferecendo o seu pescoço ao vampiro.
Seiya desviou o olhar e pensou: “eu não devo, mas.”. Olhou novamente o belo pescoço da garota, e seduzido por ele “beijou-o” cuidadosamente. Shina gemeu de dor e caiu adormecida. O vampiro cortou seu pulso e pingou sangue na boca da garota.
– Esta feito.
Seiya saiu do quarto e ao descer a escada encontro Ikki a sua espera.
– Boa noite, “chefinho”!
– Boa noite, Seiya. Cadê a garota que você estava ontem?
– Adormecida em minha cama. Sei que não você não gosta do que fiz ontem, sair sozinho por ai e ainda trazer pessoas estranhas para casa, mas entenda, estava fora de mim.
– Nós não sabemos o grau de perigo que estamos enfrentando e fiquei realmente preocupado com você fora de casa e sozinho. E ainda por cima enchendo a cara.
– Se eu tivesse voltado para casa naquela hora não sei o que seria de mim hoje.
– Por que esta se sentindo bem agora?
– Sim. Encontrei alguém para me acompanhar pela eternidade.
– Não! Você não fez o que estou pensando, não é, Seiya?
– Fiz sim, Ikki.
– Seiya!
– Entenda-me eu preciso dela.
– Até quando? Você não é do tipo que fica com alguém por muito tempo.
– Ela é diferente. Eu... Estou apaixonada pela primeira vez. Isso é verdade!
– Apaixonado?
– Sim. E ela que me pediu para transforma-la em vampira.
– Tudo bem, o que se pode fazer agora. Só espero que essa paixão não seja fogo de palha.
– Você vai conhecê-la e entendera os meus motivos. Ela é maravilhosa!
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Mais tarde, tocaram a campainha e Shiryu foi atender. Ele se surpreender.
– Não acredito! E você mesmo Geist?
– Quanto tempo, não?
– Com certeza.
– Não vai me convidar para entrar?
– Claro, perdão pela indelicadeza.
Ao entra ela reparou na arrumação da casa e comentou:
– Pode passar tempos, mas vocês sempre têm um estilo rústico de decorar a casa.
– Marca de quem já viveu muito e em outras épocas. Mas quer beber alguma coisa?
– Só se você me acompanhar.
Então Shiryu e Geist dirigiram-se a um pequeno barzinho no canto da sala principal. Shiryu serviu vinho seco.
– Vinho sempre foi sua bebida favorita, né Shiryu?
– Você ainda lembra?
– Como eu poderia esquecer?
– Tem quanto tempo que não nos vemos?
– Entorno de cento e cinquenta anos.
– Mesmo depois de tanto tempo, você ainda usa esse broche?! – surpreendeu-se Shiryu, olhando para o objeto.
– Sempre uso. – respondeu acariciando o enfeite – Esse broche foi presente seu e era a única lembrança que eu tinha de você.
Shiryu sorriu e segurou a mão de Geist.
– Naquele tempo eu era muito imatura e não quis saber dos seus problemas, fui muito egoísta e deixei você escapar pelos meus dedos.
– Mas acho que isso não importa muito agora, não é? O importante é que você esta de volta.
– Então você não guardou mágoa de mim?
– Jamais. Eu não posso guardar sentimentos ruins por você.
– Ficou muito feliz! Saiba que eu não te largo mais. — falou sorrindo.
Os dois ficaram se olhando, Shiryu passou o dedo polegar nos lábios de Geist e eles acabaram se beijando profundamente, um beijo apaixonado e esperado por eles há muitos anos.
– Nossa! – exclamou Geist.
– Seu beijo é maravilhoso desde quando nos separamos nunca mais encontrei alguém que me beija como você.
– Saiba que nunca deixei de te amar em todo este tempo de separação.
– Eu também.
Abraçaram-se e continuaram a beijar-se.
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Ikki estava lendo um livro em seu quarto, quando bateram na porta.
– Entre.
– Posso falar com você.
– Claro Hyoga.
– Ontem, antes da festa, a Marin e June usou os seus poderes e descobriram que o nosso inimigo é alguém do passado.
– Do passado... Quem pode ser?
– Isso elas descobrira, mas pelo menos temos uma pequena pista.
– Mas ainda é muito pouco.
– Bem, dei-me licença. – pediu Hyoga saindo do quarto.
Ikki ficou pensando:
– “Quem pode ser este inimigo?”
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Ainda na sala Shiryu e Geist estavam juntos, abraçados no sofá.
– Você e seus amigos conseguiram reencontrar as garotas que procuravam?
– Sim, mas ontem elas foram raptadas por alguém que não sabemos. Acho que estão as usando como isca para chegarem perto de Ikki.
– Serio! Vocês devem está muito preocupados e tristes.
– Sim.
– Se depender, farei de tudo para acha-las.
– Como?
– Posso te ajudar a procurá-las com meus poderes.
– Poderes?
– Depois que nos separamos conheci uma pessoa que me ensino os mistérios da magia.
– Interessante...
– Foi com esses poderes que te encontrei... Na verdade tenho te procurando muito tempo, mas vocês nunca pararam em lugar nenhum e por isso foi mais difícil acha-lo.
– Você está me surpreendendo!
Depois de mais um longo beijo:
– Esta maravilhoso ficar aqui com você, mas preciso ir.
– Por quê?
– Cheguei ao Brasil agora, tenho que procurar um lugar para ficar antes que o sol apareça.
– Sua procura acabou. Fique aqui, afinal a casa é grande. Além disso, será um prazer lhe hospedar em meu lar.
– Será ótimo ficar perto de você. Bem só irei pegar minhas coisas e logo voltarei.
– Ficarei te esperando. Mas antes de você ir.
O vampiro beijo mais uma vez a Geist. Ela foi embora e Shiryu ficou olhando sua amada de longe.
No jardim olhando o céu, Shun se lembrava de June.
– Onde será que você está Ju. Queria tanto está contigo agora.
– Ela estará perto de nós em breve, pode acreditar. – consolou Shiryu com a mão no ombro do amigo.
– Espero de sim.
– Agora o importante é esperar “ele” dar uma pista para que possamos segui-lo. Até lá, a paciência e o pensamento positivo tem que está presente em nós.
– Sim... Você deve esta feliz, de certa forma. Afinal a Geist voltou. Você nunca a esqueceu, certo?
– É verdade! Nunca a esqueci mesmo. E agora ficaremos juntos para sempre.
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