Eterno

7 Capítulo 8


Notas iniciais
Sorry, sem tempo para conversa.
Só queria pedir desculpas pela demora. ^^
Novo capitulo para vocês. Espero que gostem.
BEijos.

- Diga-nos. O que aconteceu ontem? – Ayako exige, sentada de frente para Gene, mas olhando para Naru. – Ele veio me chamar dizendo que a Mai havia desmaiado e depois disso vocês se isolaram naquele laboratório.

- Yeah, o que aconteceu lá embaixo? – Hoshou pergunta, lançando um rápido olha em direção as escadas.

Era manhã já e eles estavam esperando os dois carros virem para levá-los a montanha. De acordo com Madoka, seria o dia todo de viagem, e só chegariam lá tarde da noite.

- Noll, eu não entendo. – Luella chega na sala, acompanhada de Martin – Os resultados estão certos. Tudo ocorreu bem no teste. O computador não mostrou nada incomum e as imagens também não.

- Talvez ela tenha ficado muito assustada. – Madoka sugere – É normal isso acontecer, certo?

- Sim, mas quando isso começou, eu já havia desligado a máquina. Não há explicação para o que aconteceu.

- Você está dizendo que ela desmaiou sem razão nenhuma? – Ayako o olha, incrédula – Vocês devem ter feito algo errado!

- Matsuzaki-san, nós não fizemos nada errado. Meu pai faz esse teste ao menos trinta vezes por dia e nunca nada deu errado. – Gene sorri.

- Ela não pode simplesmente desmaiar do nada! – Ayako diz, frustrada.

- Ela está certa. – Masako concorda.

- Noll, por que não está falando nada? – Martin olha o filho.

- Eu não entendo. – Noll levanta o olhar – Ela reagiu bem ao teste. Os resultados foram bons e nada irregular aconteceu durante a simulação. Ela conseguiu bloquear quase 60% dos sentimentos e não havia nada de errado com seus batimentos que indicasse um colapso.

- Bem, aconteceu. – Hoshou diz.

- O que vamos fazer sobre o caso?

- Hm… Você tem certeza de que deixar Mai-san para trás é a coisa certa, Shibuya-san? – Jonh pergunta, hesitante.

- Sim. Ela não está em condições de participar de um caso como esse.

- Ela irá ficar furiosa quando acordar. – Hoshou diz, já imaginando o quanto ela irá gritar ao acordar e descobrir que foi deixada para trás.

- Os carros estão aqui, Noll. – Lin entra na sala – Vamos.

- Onde estão indo? – uma doce voz chega ao ouvido de todos, que se viram, deparando-se com Mai parada na porta.

- Mai, você acordou! – Hoshou sorri – Como está se sentindo?

- Onde estão indo?

- Estamos indo para a montanha Victória para resolver o caso. – Naru se levanta – Vamos. — todos se levantam, seguindo o garoto.

- Você…ia me deixar aqui? – Mai pergunta, observando o chefe passar por si, rumando para o hall.

- Você não está em condições de vir conosco, Mai. – Gene sorri – Você desmaiou ontem. E se acontecer de novo?

- Vocês não podem me deixar aqui! – Mai diz, correndo até Naru e segurando seu braço – Eu não vou ficar aqui!

- Sim, você vai.

- Não! Eu não vim desde o Japão até aqui para ficar entalada nessa casa enquanto todos vão para o caso, correndo perigo.

- Yasuhara-san e Madoka vão ficar aqui também, Mai. Você não vai ficar sozinha. – Luella sorri.

- Não! Eu vou com vocês!

- Não, você não vai. – Naru se vira, encarando a garota friamente – Agora volte para seu quarto e descanse.

- Não. – Mai cruza os braços – Eu. Vou. Também.

- Mai, isso não é um pedido. É uma ordem.

- Eu não vou obedecer. Nem que eu tenha que seguir vocês a pé, eu vou para essa montanha!

- Leva um dia de carro, Mai. Você iria levar uma semana a pé, sem contar com o frio. É impossível. – Ayako diz, sentindo pena pela garota.

- Eu não me importo. Eu vou também.

- Mai, entenda, isso é para seu próprio bem. – Gene sorri.

- Ficar aqui enquanto vocês correm perigo não vai me fazer bem nenhum! – Mai diz, irritada – E você sabe que precisa de mim, Naru!

- Mesmo? – Naru cruza os braços – Diga três motivos e eu talvez permita você a vir conosco.

- Primeiro: meus sonhos sempre ajudam.

- Você sempre faz coisas impulsivas e se machuca quando os têm. – Naru diz.

- Segundo: eu faço seu chá.

- Qualquer pessoa pode fazê-lo.

- E terceiro: eu vou com vocês!

- Isso não é motivo, Mai. – Naru se vira.

- Não me dê as costas! – Mai grita, segurando o braço do garoto – Você não pode me deixar para trás! Eu não sei o que aconteceu ontem, mas eu vou com vocês, sim!

- Espere. – Martin interrompe – Mai, você não lembra o que aconteceu ontem?

- E-eu… eu lembro de ter entrado naquela sala branca e então… pronto.

- Intrigante. – Martin coloca a mão embaixo do queixo, pensando.

- De qualquer jeito, eu vou!

- Não, você não vai. – Gene e Naru dizem ao mesmo tempo, fazendo Mai recuar.

- É perigoso, Mai, entenda. – o mais velho diz, sorrindo.

- Sempre é perigoso! – ela diz – E eu sempre vou!

- E sempre se machuca.

- E dessa vez eu não posso mais guiá-las em seus sonhos. Não posso garantir o que verá.

- E dai? Foi para isso que serviu aquele teste de ontem, certo? Eu posso não lembrar do que aconteceu, mas tenho certeza de que posso me virar sozinha.

- Você vem conosco. – Martin declara.

- O que?! – todos olham o homem chocados, menos Naru.

- Pai, você entende o que acabou de dizer? – Gene o olha.

- Se ela ficar aqui, não poderemos descobrir o que houve com ela e pelos e-mails de Lin enquanto estavam no Japão, os sonhos de Mai são bem revelativos e importantes.

- Eu posso resolver o caso sem eles. – Naru diz friamente.

- Sim, eu sei que pode. Mas como eu já disse, o caso é perigoso. Quanto mais rápido resolvermos, melhor. E se ela ficar aqui, corre o perigo de o que aconteceu ontem, acontecer de novo.

- Aqui há hospital. Se algo acontecer lá, serão ao menos duas horas até o hospital mais perto. – Luella diz, preocupada com a garota.

- Matsuzaki-san é médica, certo? Eu tenho certeza que ela pode nos ajudar caso algo aconteça. – Martin sorri. Naru olha para o pai por alguns segundos, antes de trocar um olhar com o irmão e então olhar para Mai.

- Você vem conosco. – ele declara.

- Sim! – ela sorri, feliz.

- Mas. – Naru interrompe a garota, olhando-a com uma olhar que assustaria muitos – Você irá me obedecer completamente. Você está entendendo? Se eu disser para ficar parada, você ficará. Se eu disser para não andar sozinha, você não andará. Se eu disser para não respirar, você não irá respirar.

- Mas se eu não resp…

- Prometa a mim, Mai. Você irá me obedecer não importa o que aconteça.

- Mas eu…

- Prometa.

- Eu prometo! – a garota responde rapidamente, assustada.

- Ótimo. Agora vá pegar suas coisas. Estamos partindo.

Todos são iguais. Egoístas, ignorantes, ambiciosos, só pensam em si mesmos. Eles fazem os outros sofrerem, sem pensar em seus sentimentos. Todos mentem. Todos fingem. Todos temem. Todos odeiam. Todos machucam alguém. Ninguém é perfeito. Ninguém merece viver. Ninguém.

- Monstro!

- Eu vou protegê-lo de todos.

- Ninguém o ama!

- Eu vou ficar ao seu lado para sempre.

- Vá embora!

- Papai e mamãe morreram em um acidente. Não foi sua culpa.

- Feio! Feio! Ninguém o quer!

Amor.

Verdade.

Justiça.

Amizade.

Honestidade.

Compaixão.

Perdão.

Isso não existe. O mundo não é perfeito. Contos de fadas não existem. Amor verdadeiro não existe. Uma família feliz não existe. Deus não existe. Tudo é uma mentira. Os humanos não significam nada. Somos apenas um jogo para as forças maiores. Um jogo onde o vencedor é o último a sobreviver. Onde somos simples peças que podem ser descartadas. Onde sempre há alguém para nos substituir. Não há regras. Um jogo simples, mas mortal.

- Você deveria morrer!

- Nós amamos você.

- Monstro!

- Você não está sozinho.

- Monstro!!

- Você não é um monstro.

- Monstro!!!

Felicidade e Tristeza. Amor e Ódio. Perdão e Pecado. Realidade e Ilusão.

Qual a diferença? No final, todos morremos. Ninguém sentirá falta do que já morreu, pois um dia, todos são esquecidos. Não há exceção. Familia? Falsidade. Amigos? Interesse. Amor? Mentira.

Tudo é uma ilusão. Não passa de uma história encantada contada para as crianças antes de dormir. O mundo está podre. Todos estão manchados. Todos estão corrompidos.

- MONSTRO!!!

Eu estou corrompido.

- Hm… — Mai pisca, acostumando seus olhos a claridade, que no momento, era uma semi-escuridão.

- Oh, boa noite bela-adormecida. – Hoshou sorri, sentando a sua frente.

- Bou-san?

- Boa noite, Mai. – Gene sorri ao seu lado – Meu irmão tem um ombro confortável?

- Eh? – Mai o olha sem entender, então sente algo duro, mas macio contra sua cabeça. Ela levanta o olhar e dá um pulo para longe. Ela tinha dormido no ombro de Naru!

- M-m-me d-d-desculpe! – Mai gagueja, vermelha, mas o garoto não fala nada. – O-onde estamos?

- Subindo a montanha. Faz horas que eles dizem isso. – Ayako reclama – Quando vamos chegar?

- É um caminho perigoso. O carro precisa ir devagar, Matsuzaki-san. – Jonh sorri – Há neve em todo lugar.

- Neve?! – o rosto da garota se ilumina e ela olha para a janela, vendo uma imensidão branca. – Tão lindo…

- Mai. Saia de cima de mim. – Naru diz, olhando a garota que havia passado metade do corpo por cima do seu para ter uma vista melhor.

- Eh? Oh, desculpe. – Mai sorri sem graça, voltando ao seu lugar.

- Mai, diga seu segredo. – Hoshou diz de repente.

- Que segredo?

- Como você consegue dormir tanto tempo? Você dormiu a viagem inteira! E não acordou nenhuma vez.

- Oh… Prática, eu acho. – Mai sorri, imaginando porque havia parecido como minutos. Seu sonho não fora tão longo assim.

- Você pratica muito, não? Já que sempre dorme no meio do trabalho. –Masako diz, cobrindo sua boca com a manga de seu quimono para esconder um sorriso.

- Eu não faço isso! – a garota diz, irritada.

- Hey, por que estamos parando? – Ayako pergunta, olhando para a janela.

- É verdade… — Jonh olha para os bancos da frente, onde Luella, Martin e Lin sentavam junto com o motorista.

- Pessoal, preparem-se. Vamos continuar andando daqui. – Luella avisa, sorrindo.

- Andando?! – Ayako a olha, incrédula. – Está congelando lá fora!

- O carro não passa daqui, Matsuzaki-san. Não se preocupe, são uns 700 metros apenas.

- É quase 1 quilômetro! – a mulher reclama, saindo do carro.

- Agradeça que os equipamentos já estão lá. – Hoshou diz, esticando os braços e pernas.

- Mai, o que está fazendo? – Naru olha para a garota que estava a beirada da estrada, olhando para a floresta estranhamente, tendo seus cabelos levemente levantados pela brisa fria da montanha.

- Naru, aqui tem ursos?

- O que?! – Ayako a olha, chocada.

- Não, mas há lobos. – Naru diz – Venha, ou vou deixá-la para trás. – ele diz, andando na frente e se juntando aos pais e Lin. Gene sorri e segue o irmão.

- Droga, esse sem dúvida é o pior caso de todos. – Ayako resmunga, começando a andar. Mai lança mais um olhar para a floresta e corre atrás dos amigos – Eu aposto como é só um esp…

- Um espírito terreno. – todos dizem.

- Sim. E temos todos esse trabalhão. – Ayako diz, chutando a neve.

- Você sempre diz isso e nunca é. – Masako olha a miko.

- E eu não posso nem fazer um exorcismo adequado. – a mulher diz, olhando para as árvores ao seu redor.

- Por que? As árvores estão mortas? – Mai a olha.

- Não! – Ayako diz aterrorizada — Mas é como se elas estivessem com medo de algo. Não vai machucá-las, mas está assustando-as.

- Elas estão certas. Há uma presença maligna nessa montanha e quanto mais perto chegamos dessa casa, mais intensa fica. – Masako diz, olhando para frente.

- É ruim assim?

- Sim. Eu acho que já nos sentiu e não está nem um pouco feliz com isso.

- Espero que não seja tão ruim assim. – Jonh diz, olhando tristemente para frente.

- Mai! – Hoshou grita após alguns minutos.

- Sim, Bou-san? – a garota o olha.

- Será que dá para parar de olhar para trás de dez em dez segundos?! Você está começando a me assustar!

- Me desculpe. É só que… eu sinto como se houvesse algo me observando. – ela diz baixinho, olhando furtivamente para trás.

- Não diga isso! – Ayako bate de leve na cabeça dela – Traz azar!

- você pode sentir algo, Hara-san? – Jonh pergunta, olhando a médium.

- Há espíritos na montanha. Vários na verdade. É comum, mas nenhum é perigoso. São apenas exploradores, pessoas que se perderam ou sofreram algum acidente na montanha.

- E essa presença maligna? Você disse que já tinha percebido que estamos aqui.

- Eu ainda não defini o que é essa presença. É forte, maligna e parece controlar todos da montanha, mas ainda não pensa em nós como ameaça.

- Então ainda estamos salvos?

- …Sim.

Mai olha para a médium e então olha para a floresta, tremendo inconscientemente. Eles estavam tudo, menos seguros. Tudo ali parecia gritar medo. Não havia barulho algum, a não ser seus passos. As árvores não se mexiam. A lua estava coberta por nuvens, como se não quisesse assistir o que quer que fosse acontecer ali.

‘Volte.’

- Eh? – Mai olha para os amigos – Vocês disseram alguma coisa?

- Não.

- Estranho. Podia jur…

- A casa! – Ayako aponta, sorrindo em puro alivio.

- Bem, não foi tão longe quanto eu esperava. – Hoshou sorri – Você está bem, Mai? – ele enlaça a garota com um de seus braços, abraçando-a parcialmente.

- Um pouquinho de frio. – a garota sorri, abraçando o monge. De repente ela para – Bou-san, por favor diga que você ouviu isso.

- Ouviu o que?

- Não somos bem-vindo aqui. – Masako diz, olhando para a casa com seriedade.

- Vamos logo. Não fico mais um minuto nesse frio. – Ayako apressa os amigos.

A casa era maior do que Mai esperava. Havia dois degraus e então uma espécie de varanda, onde havia um pequeno balanço e uma pequena parte coberta, formando um compartimento onde apenas Mai e Masako, do grupo inteiro, poderiam entrar, mas se se encolhessem. Ela podia ver uma grande janela ao lado da porta, e olhando mais para cima, viu duas janelas. A casa tinha dois andares. A pintura era simples e parecia desgastada.

Todos subiram a escada, formando um grupinho na frente da porta, tentando se aquecerem. Mai aproveitou a chance e esgueirou-se para perto de Naru, que a deu um breve olhar e roçou sua mão na dela, como se dizendo ‘tudo ficará bem’. Mai sorriu e olhou para Martin a sua frente, que levantou a mão, pronto para bater na porta, quando essa foi aberta e um homem em seus 50 e poucos apareceu, sorrindo. Ele tinha cabelos pretos grisalhos, seus olhos eram um verde claro e usava uma grande casaco de pele que a vista de Mai, parecia ser bem quente. O homem parecia ser muito gentil, seu rosto mostrava os traços de todos seus anos de vida, mas seus olhos pareciam cansados e tristes.

- Martin, Luella! – ele exclama em inglês, um forte sotaque presente. – Obrigado por virem! – ele abraça o casal — Vocês devem estar congelando ai fora, entrem, entrem. – ele apressa o grupo, que fica mais do que feliz em obedecer.

- Fico feliz em vê-lo novamente, Edgar. – Martin sorri, trocando mais um abraço com o homem.

- Muito obrigado por me ajudarem. Eu não sei o que faria sem vocês. Essa casa está me levando a loucura. – Edgar ri forçadamente – Oh, Oliver, vejo que aceitou vir com seus pais. – o homem sorri para Naru, estendendo a mão e trocando um rápido aperto de mãos.

- Sim, Sr. Edgar. – Naru diz, sem expressão alguma – Seu caso me interessou.

- Bem, acho que devo agradecer a isso, não? – o homem ri, então percebe o outro gêmeo – Oh!

- Olá, Sr. Edgar. Fico feliz de poder vê-lo novamente. – Gene sorri gentilmente.

- É verdade! – o homem olha admirado – C-como é possível? Martin, você tem que explicar tudo para mim. Olhe para você! É quase como se nada houvesse acontecido! – Gene apenas sorri.

- Hey, do que eles estão falando? – Hoshou sussurra para Ayako, que da de ombros.

- Algo sobre o gêmeo sorridente. Deve ser algo sobre ele estar de volta do mundo dos mortos.

- Este deve ser seu grupo, Oliver.Edgar sorri, falando em japonês – É um prazer.

- Sim. Essa é Matsuzaki Ayako, uma miko. Takigawa Hoshou e Jonh Brown, um monge e um padre. Essa é Hara Masako, uma médium. Esse é Kojou Lin, mas imagino que ainda lembre dele.

- Oh, sim, Lin, como Madoka está?

- Bem, obrigado. – Lin acena com a cabeça.

- E essa é Taniyama Mai, minha assistente.

- É um prazer, Edgar-san. – Mai sorri e falha em perceber a hesitação do homem. Ele a olha por bons segundos, então sorri.

- O prazer é todo meu.

- Então, Edgar? Onde estão seus filhos? Imagino que Lilian já seja uma bela garota. – Martin sorri.

- Sim. Venham, eles estão todos na sala.

Em alguns segundos, eles estavam entrando em uma grande sala, onde havia um piano preto na ponta, dois sofás e quatro poltronas no centro, as paredes era enfeitadas com alguns quadros e havia uma espécie de armário com várias estatuetas. Mai olhou admirada para elas por alguns minutos, até que se deu conta de que haviam pessoas ali.

A mais alta era um homem de cabelo pretos e olhos castanhos, em seus 40 anos. Ele vestia uma calça jeans e um casaco vermelho e segurava algo na mão. Ao seu lado, havia um garoto da idade de Mai, talvez um pouco mais velho, de cabelos pretos e olhos verdes. Ele usava uma calça preta e um suéter azul marinho, o que deixava bem claro seu peito definido. Mai imaginou se ele tinha mais tanquinho do que Naru. Bem, não importava. Ela gostava muito do de Naru. Era tão branquinho quanto uma folha de papel.

‘Não acredito que estou pensando sobre isso agora!’

As bochechas da garota ficam vermelhas e ela desvia o olhar para os outros indivíduos na sala. Havia uma bela garota, de sua idade também, de cabelos loiros e cacheados, e olhos tão verdes quanto uma esmeralda. Em seu colo havia um pequeno garoto, o qual Mai daria 6 ou 7 anos, de cabelos loiros e cacheados, com olhos azuis como o oceano. Ele parecia com um pequeno anjinho daqueles de desenhos animados.

- Me de! – o adolescente diz, irritado, tentando alcançar o objecto na mão do homem de cabelos pretos.

- É frustrante ser baixinho, não é, Nick? – o homem sorri maliciosamente, levantando o objeto mais alto.

- Cala a boca, seu velho!

- Peça educadamente e eu lhe devolvo.

- É meu! Devolva antes que eu chute seu traseiro! – o garoto pula, quase alcançando o pequeno livro nas mãos dele.

Enquanto isso, a garota estava distraída mostrando os desenhos de um livro para a criança em seu colo. Ela sorria, falando coisas em inglês e apontando para as figuras, enquanto o garoto em seu colo apenas olhava fixamente para o livro, sem expressar nada ou pronunciar uma palavra.

- Nick, Lilian, Aydan. – Edgar chama, e todos se viram, percebendo o grupo na porta – Nossos convidados estão aqui.

- Tome. – o homem mais velho abaixa a mãe e Nick, como o havia chamado, pega o livro, lançando-lhe um olhar irritado.

- Otário. Faça de novo e eu vou roubar a foto que você tanto olha. – Nick resmunga.

- Tente e você vai ter que lidar com mais do que seu diário sendo lido. – o homem lança um olhar para o garoto, que hesita, mas logo bufa ao ver o sorriso travesso no rosto do mais velho.

- R-ryu-san? – Mai olha para o homem que há alguns segundos brigava com o adolescente – É você?

- Eh? – o homem se vira, então seus olhos se arregalam – Mai!

- Ryu! – Martin e Luella olham para o homem, chocados, então ele os olha e hesita, para então olhar para Edgar.

- Aha há, ops. – Edgar sorri sem graça.

- Ops? – Ryu olha para o amigo, incrédulo – Você esqueceu de dizer que eles – Ryu olha para o casal Davis – vinham hoje e diz ops?

- Desculpe.

- Ryu! – Luella atravessa a sala correndo e abraçando o homem – Você está vivo!

- Calma Luella, você é bem fortinha lembra? – o homem sorri, abraçando a mulher e sorrindo.

- Eu não posso acreditar nisso! Consegui meu filho e meu melhor amigo de volta dos mortos em apenas 3 semanas! – a mulher ri, emocionada. – Obrigada, obrigada!

- Eu acho que deveria lhe bater. – Martin diz, olhando o melhor amigo.

- Eu acho que vou passar essa. – Ryu sorri – Essa expressão não era bem a que eu esperava.

- Depois de ver meu filho vivo novamente, acho que nada mais me surpreende.

- É bom vê-lo novamente, Martin.

- Você continua o mesmo idiota de sempre, não é?

- Sempre. – o homem sorri e abraça o amigo com força.

O grupo do SPR observava tudo calados, sem entender nada do que estava acontecendo. O inglês era tão rápido que até Mai e Jonh se atrapalharam.

- Hey, alguém está entendendo alguma coisa? – Ayako pergunta.

- Não.

- Naru-bou? Gene-bou? – Hoshou olhou para os gemeos. Um ignorou a pergunta, o outro apenas sorriu.

- Pai, mãe, ainda estamos aqui. – Gene diz, não querendo interromper o encontro que se passava a sua frente, mas se sentindo obrigado a fazer isso – Poderiam nos apresentar e explicar o que está acontecendo? Noll realmente odeia quando fica por fora das fofocas.

- Ryu, esses são meus filhos, Oliver e Eugene. – ela aponta para os gemeos.

- Eu já os conheço. – Ryu diz, sorrindo, então olhando para Mai – O que você pensa que está fazendo aqui?

- Eh? Trabalhando.

- Eu acho que não. – Ryu se aproxima – Você está voltando nesse exato momento.

- O que?! – Mai o olha chocada – Você também, Ryu-san? Está todo mundo fazendo um motim? – a garota suspira.

- Motim é uma rebelião contra o líder. Você não é o líder. – Naru diz, recebendo um olhar de Mai.

- Você acabou de sair do hospital. Você estava morrendo há três semanas atrás. – Ryu diz, olhando para Mai – Como médico, não autorizo você a estar aqui. É muito perigoso.

- Nós dissemos isso a ela. – Hoshou sorri.

- Qual de vocês disse que é o namorado dela? – Ryu olha para os irmãos.

- Esse seria eu. – Gene sorri e seus pais lhe olham chocados.

- Você realmente precisa aprender onde levar sua namorada e onde não levar. Essa casa é o primeiro lugar da lista de lugares onde você não deve levá-la.

- Ele não é meu namorado! – Mai bufa – E eu não estou voltando. Não depois de ter passado o dia inteiro dentro de um carro.

- Dormindo. – Hoshou acrescenta e recebe um olhar maligno da garota.

- Suponho que pelo jeito que está falando, tenha bastante experiência com espíritos Ryu-san. – Naru olha o homem.

- Sim, eu tenho, Oliver. E eu tenho certeza de que você também tem, então seja sensato e a mande de volta.

- Você não é meu chefe! Naru é meu chefe, bem, Martin-san é meu chefe e ele disse que eu poderia vir, então eu vou ficar aqui! – Mai cruza os braços.

- Ela vai ficar, Ryu. – Martin diz, sério – Tenho certeza de que entenderá o motivo mais tarde.

- Martin, eu salvei sua pele duas vezes. Eu praticamente vivi em um laboratório estudando sobre o paranormal e acredite quando eu digo, essa casa não é nada parecida com qualquer outro caso que já tenha enfrentado. Isso vale para você também, Oliver.

- Esqueça, Ryu. Ela não vai voltar, a não ser que a amarre e a jogue no carro.

- Posso fazer isso. – ele se aproxima e Mai recua, surpresa. De repente, sua vista é coberta por dois corpos, Naru e Gene.

- Toque-a e você terá que se preocupar com mais do que um fantasma. – os dois dizem simultaneamente, a mesma expressão em seus rostos que dizia que não estavam brincando.

- Legal… — Hoshou murmura bobamente, olhando para os gemeos.

- Idiota.

- Oww!

- Deixe a garota em paz, seu velho. – o adolescente diz, se aproximando.

- Esse é meu filho, Nicholas. – Edgar sorri – E essa são meus filhos também, Lilian e Aydan.

- Me chamem de Nick. – ele acena, sorrindo para Mai.

- É um prazer conhecê-los. Obrigado por nos ajudarem. – a garota sorri gentilmente – Va lá, Aydan, se apresente. – ela olha para o garotinha ao seu lado – Não seja tímido.

- Desculpem, ele não fala desde que a mãe morreu. – Edgar olha para o filho tristemente.

- Tudo bem. – Mai sorri, aproximando-se dele e ficando de joelhos – Olá Aydan, meu nome é Mai. Nós viemos ajudar seu papai a se livrar do fantasma. – ela sorri docilmente. O garoto a olha por alguns segundos, então segura sua mão.

- Ele gosta de você! – Lilian diz, sorrindo. Ela estava animada por ter outras garotas na casa além de si.

- Bem, imagino que todos estejam cansados da viagem. Vou mostrá-los a casa e então poderão descansar.

- Obrigada, Edgar. – Luella sorri.

Por dentro, Mai descobriu que a casa era muito maior do que aparentava. Só no primeiro andar havia a sala de estar, a sala de jantar, a cozinha, a biblioteca e três quartos, o qual um deles seria a base. No segundo andar, havia três banheiros no corredor, um quarto para Nick, um para Lilian e outro cheio de brinquedos para Aydan, mas que estava vazio, pois o garoto estava dormindo com a irmã. Dobrando o corredor a direita, encontraria mais dois quartos de casal e dobrando novamente a direita mais um quarto de casal, onde Edgar dormia. Voltando ao corredor central e dobrando a esquerda, encontraria mais um banheiro e dois quartos, onde em um deles Ryu dormia.

- Você viu aquela cama? – Hoshou sussurra para Jonh – Cabia umas dez pessoas ali.

- Você está exagerando, Bou-san. – o padre sorri sem graça, mas ainda surpreso com o tamanho.

- Mãe e pai, Matsuzaki-san e Hara-san ficarão nos quartos no térreo. – Naru declara – Bou-san e Jonh, Lin e Gene ficarão nos quartos aqui em cima, no corredor a direita. Mai ficará comigo no quarto a esquerda.

- Espere, Mai ficará com você? – Hoshou o olha, completamente desconfiado.

- Sim.

- Ela pode ficar conosco. Eu não vou deixar ela dormir com você. – Ayako diz, também desconfiada.

- Noll, você não espera que ela aceite isso numa boa, certo? – Martin olha o filho.

- Por que você não fica no quarto debaixo e deixa as garotas dormirem no aqui em cima? – Gene olha o irmão.

- Matsuzaki-san pode proteger apenas a si mesma, Hara-san também. Mai não consegue se proteger, então é lógico que ela fique com alguém que possa protege-la.

- Noll, você não pode usar seus poderes. Mai ficará comigo e você ficará com Lin. – Gene sorri.

- Eu confio mais nele. – Hoshou diz.

- Não confio em nenhum. – Ayako resmunga.

- Eu não preciso de poderes para me proteger. Mai ficará comigo. Se não gosta, venha dormir conosco.

Gene sorri.

- Como diabos acabou assim? – Mai murmura para si mesma, olhando para o teto e tentando seu melhor não olhar para seus lados, onde Naru e Gene estavam deitados.

‘Me desculpe papai, mamãe, eu estou dormindo na mesma cama que dois garotos. Eu peguei o caminho da maldade. Por favor, me perdoem.’

A garota suspira, puxando o edredon e cobrindo seu rosto. Como todos puderam concordar com aquilo?! Por que ela? Por que Luella-san não havia dito nada? Como Bou-san pode deixá-la nas mãos dos irmãos?

- Vá dormir. – a voz de Naru interrompe suas reclamações.

- Fácil falar. – Mai resmunga, tirando o edredon de seu rosto – Por que eu estou dormindo com vocês?

- Porque foi decidido assim.

- Mas…

- Feche os olhos e vá dormir, Mai. – Gene sorri – Apenas finja que não estamos aqui.

- Como se fosse fácil. – ela resmunga – Eu posso ficar na ponta?

- Não, agora vá dormir. – Naru diz, pondo um ponto final na discussão.

- Eu não consigo! Vocês dois estão com raiva de alguma coisa e eu quase consigo ver os raiozinhos se chocando em cima da minha cabeça. – Mai reclama, fazendo os dois irmãos a olharem.

- Você acha que estamos com raiva um do outro?

- Eu não acho, tenho certeza.

- Como pode saber?

- Quando o Naru está com raiva, ele não se concentra em nada e faz 10 minutos que ele está na mesma página. E você, Gene, sempre sorri desse jeito quando está irritado com algo.

- Hm… — Gene olha para o irmão sorrindo.

- Okay, coloquem os livros na mesa. – Mai diz.

- Eu não estou a fim de brincadeiras, Mai. – Naru diz e tem seu livro tomado – Mai!

- Gene, por favor, coloque os livros na mesinha ao lado da cama. – Mai sorri e Gene obedece – Agora deitem.

- O que?

- Deitem! – os dois se olham, perguntando-se se deveriam obedecer – Estou esperando. – suspirando, Naru se deita e Gene imita o irmão.

Mai desliga a luz e se deita, pegando uma mão de cada irmão e segurando.

- Soltem minha mão e eu chuto os dois para fora da cama. Boa noite.

- Você qu…

- Eu disse boa noite.

- Bom dia, bela adormecida. – Hoshou sorri, observando Mai entrando na base.

- Como foi a noite, Mai? – Ayako sorri maliciosamente, lançando um rápido olhar para os gemeos que no exato momento discutiam algo com os pais.

- Boa. – Mai sorri, surpreendendo os dois.

- Como assim boa? – Masako cerra os olhos para a garota, que sorri.

- Você nunca saberá. – ela sorri misteriosamente.

- Okay, já que todos finalmente estão aqui – Naru lança um olhar para Mai que mostra a língua – Vamos começar.

- Nós sabemos o que está causando isso? – Hoshou pergunta.

- Não. Temos pistas, mas vamos esperar pelas informações da Madoka e Yasuhara-san. – Martin diz.

- Então não sabemos nada sobre o fantasma?

- Não. Por isso, Gene, Hara-san e Matsuzaki-san irão andar pela casa e ver se sentem algo. Bou-san, Jonh-san e Martin irão montar as câmeras e os microfones. Mai irá acompanhar vocês e medir as temperaturas de todos os quartos.

- Eu odeio quando ele me chama pelo nome. – Martin resmunga, sorrindo.

- E eu, Noll? – Luella sorri.

- Olhe as informações que temos até agora e separe o que é importante. Não andem sozinhos sob nenhuma condição. Entenderam? – Naru pergunta para todos, mas tendo seu olhar fixo em Mai.

- Hai.

- Mai, quando acabar, venha até mim e iremos pegar os testemunhos.

- Okay! – Mai sorri, saindo do quarto atrás de Hoshou.

- Um pouco mais para a direita, sim, ai está bom. Podem voltar, Takigawa-san. – a voz de Lin vem pelo walktalkie.

- Finalmente! – Hoshou diz, suspirando.

- Qual a temperatura do quarto, Mai?

- 19ºF. – a garota responde, anotando na prancheta.

(N/A: 19ºF(Fanrenheit) é aproximadamente -7ºC)

- Está um pouco mais baixo que os outro, não?

- Sim. Melhor voltar para a base. – Mai sorri, girando o trinco, mas a porta não abre. – Eh? – ela tenta de novo, mas a porta não se mexe – Bou-san, você trancou a porta?

- O que? Não.

- Jonh?

- Não.

- Martin-san?

- Não tenho a chave. – ele sorri – Deixe-me tentar. – o homem gira o trinco, mas nada acontece. Então ele empurra a porta, mas sem nenhum resultado. Então ele bate na porta com o ombro, de novo e de novo, mas nada acontece.

- Martin-san, a temperatura está em 10ºF (-12ºC) – Mai avisa.

- Lin-san, você poderia vir nos pegar? Nós meio que ficamos presos no quarto. – Hoshou diz através do walktalkie, mas não há resposta nenhuma.

- Naru disse que espíritos e eletrônicos não se dão bem. Isso não significa que… — Mai olha para Martin, esperando uma negação.

- Talvez.

- Oi, Naru-bou! Ayako, Masako!! – Hoshou chama, batendo na porta – Tem alguém ai?!

De repente o chão começa a tremer, os objetos caem no chão, espatifando-se em vários pedaços. Os quatro se juntam no centro da sala, jonh rezando e Hoshou recitando seu mantra.

- Martin-san, o que fazemos? – Mai pergunta, começando a se assustar.

- Isso não é um bom sinal. Temos que sair daqui agora. – ele diz, trazendo a garota para mais perto de si. Seus filhos lhe matariam se algo acontecesse a ela.

- Como? A porta está trancada e esse fantasma idiota nem se mostra! – Hoshou diz, irritado.

- Não é bom chamar os mortos de idiotas. Eles normalmente ficam ir… — de repente, Hoshou é jogado contra a parede, mas ele não cai. É como se algo o estivesse segurando ali. Algo que ia contra todas as regras da gravidade.

- Bou-san!

- Irritados. – Jonh termina a frase.

- Droga, isso realmente não estava nos meus planos. – Martin olha ao redor, procurando um meio de sair do quarto ou quem sabe alguma ferramenta que pudesse usar e quebrar a porta.

- Dro…ga… — Hoshou murmura, tentando libertar suas mãos e pernas daquela força invisível. Ele sentia como se houvessem mãos ultra fortes o segurando na parede e ele não estava gostando nenhum um pouco do jeito como os móveis começaram a cair e os objetos a voarem pelo quarto, quase acertando Mai.

De repente, Jonh é jogado contra a parede oposta a Hoshou, também sendo preso lá, inibido de movimentos. Ele podia sentir uma mão apertando sua garganta, não o forte o suficiente para matar, mas forte o suficiente para impedi-lo de falar.

Mai olhou para os amigos, assustada. O que diabos estava acontecendo ali?!

- Martin-san, o que fazemos?! Temos que salvar Bou-san e jonh!

- Acalme-se, Mai. Ficar agitada só dará forças ao esp… Ahh! – Martin é arrancado do lado de Mai e jogado contra a parede em frente a porta.

- Martin-san! – Mai o olha, assustada. Todos os seus amigos estavam na parede. Ela com certeza seria a próxima.

- Eu a encontrei. – uma voz rouca ecoa pela sala, fazendo o chão tremer ainda mais e Mai cair de joelhos.

- Quem é você?! Pare de machucar meus amigos!

- Mai… Corra…

- Bou-san!

- Salve-se. – Mai olha para os lados, assustada. Ela sentia como se o dono da voz estivesse ao seu lado, sussurrando em seu ouvido.

- Quem é você? Nós queremos ajuda-lo! Por favor, não machuque eles. – Mai pede.

- Ele os quer, ele os pegará, ele os matará.

- Não!

- Deixe a casa. Não volte. – Mai vê um leve tremular no ar e uma figura se forma a sua frente. Ela não podia definir a face e não tinha certeza se queria vê-la.

- Por favor, só queremos ajuda-lo!

- Ninguém pode ajudar.

- Você já morreu, siga em frente.

- Ele virá por você.

- Quem? Por favor, diga! Eu quero ajudar!

- Ele virá pelo seu coração.

- Quem?! – Mai pergunta, desesperada. O fantasma queria pegar seus amigos, ela não podia permitir isso.

- Mai. – ele sabia seu nome. A coisa…sabia seu nome.

- Quem é você? – ela sussurra, assustada demais para perguntar algo mais importante.

- FUJA!!! – a garota é jogada contra a porta, sentindo todo o ar deixar seus pulmões. Ela cai no chão como um peso morto, mas ainda consciente. Sua visão falhava, embaçada pelas lágrimas.

- Mai! – ela escuta passos apressados e se arrasta para longe da porta, ainda tentando puxar ar para seus pulmões. Sua garganta estava seca, suas costas doíam.

- Mai, você está bem? – Martin estava ao seu lado, olhando-a preocupadamente.

- E-estou…bem. – ela sussurra, tentando sentar.

De repente a porta é escancarada e todos entram no quarto, seus rostos mostrando apenas preocupação. A única coisa que eles viam eram quatro pessoas no chão e um quarto destruído.

- Mai! – Naru vê a garota no chão e seu pai ao seu lado, e dá passadas rápidas até a garota, ajoelhando-se ao seu lado – Você está bem? – então olha para o pai – O que aconteceu?

- Tivemos uma conversinha com o espírito.

Notas finais
REviews?