Eterno
4 Capítulo 4
Notas iniciais
To sem muito tempo para falar, então vou simplesmente deixá-los ler em paz e decidir se preferem me matar agora ou depois.
Beijos
- Onde ela está? – Hoshou pergunta pela 17ª vez, andando de um lado para o outro impacientemente.
- Acalme-se Takigawa-san. Mai-san deve estar chegando. – Jonh sorri.
- Não é como se ela nunca chegasse atrasada. – Ayako diz, de braços cruzados.
- E o Naru? Onde ele está, Gene-san? – Masako pergunta.
- Eu não sei. A última vez que o vi foi ontem.
- Ele não foi para casa? – Luella pergunta, preocupada.
- Não. Quando eu fui embora, ele disse que ainda tinha alguns negócios para resolver, então eu fui na frente.
- Lin? – Martin o olha, procurando respostas.
- Eu avisei que iria com Madoka. Ele disse o mesmo para mim.
- Quem foi a última pessoa que deixou o escritório? – Luella pergunta, olhando para todos.
- Quando eu fui embora, só tinha a Mai e o Naru-bou. – Hoshou diz e todos se olham.
- Vocês acham que eles estão juntos? – Ayako pergunta.
- Por que estariam? – Masako pergunta.
- Naru mandou uma mensagem. – Lin diz de repente – Ele e Mai já estão no aeroporto.
- Eles estão juntos! – Hoshou agarra o ombro de Jonh, controlando sua raiva paterna.
- Ah vamos lá, nada aconteceu.
- Será? – Madoka sorri misteriosamente.
- Vamos, Mai. Estamos atrasados. – Naru a apressa, andando entre as pessoas com habilidade. Era como se por onde ele passasse, todos abrissem caminho. Já Mai, não tinha tanta sorte assim. Todos pareciam bater nela de propósito, só a atrasando. Por causa disso, já havia perdido o chefe de vista mais de uma vez.
- Estou indo! – ela diz, tentando passar entre as pessoas – Onde está sua mala?
- Já está em casa. Mandei-a alguns dias atrás.
- Então para que você quis passar no escritório?
- Trocar de roupas e pegar o manuscrito. – ele responde, sem olhar para trás.
- Você gostou? – ela pergunta, feliz.
- Sim.
Mai faz um gesto de ‘yes’ rapidamente, sorrindo. Estava feliz que havia dado algo que ele gostasse. Então ela percebeu que estava sendo deixada para trás e corre, alcançando-o. Ela olha para a mão dele por alguns segundos e imagina se seria errado segurá-la. Todo casal fazia isso. Será que ele ficaria bravo se ela segurasse sua mão? Talvez, ele não parecia do tipo que dava demonstrações públicas de afeto. E eles tinham combinado manter sua relação em segredo. Naru havia perguntado o que ela queria fazer, e Mai imaginou a reação dos amigos se soubessem e recusou imediatamente contar. Masako com certeza iria matá-la, Hoshou tentaria dar uma de pai e Ayako de mãe, Luella iria começar a fazer preparativos para um casamento, Madoka, Yasuhara e Gene iriam ficar gozando e fazendo brincadeiras com eles. Ou seja, manter segredo era absolutamente indispensável.
De repente ela sente algo quente segurando sua mão e olha surpresa para Naru.
- Não quero que você se perca de novo e faço-nos mais atrasados ainda. – ele diz, mas olha para trás e sorri.
- Obrigada, Naru! – ela apressa seus passos, andando lado a lado com ele. O garoto simplesmente sorri de leve, sempre impressionado com a facilidade de fazê-la feliz.
- Mai! – alguém grita e ela sente Naru soltando sua mão. Não pode evitar, mas sentir certa tristeza ao perder o calor que a mão dele emitia.
- Bou-humpf! – sua voz é cortada por um abraço de urso, tirando o ar de seus pulmões.
- Mai, você está bem?! – o homem pergunta, asfixiando-a.
- Você vai matá-la sem ar! – Ayako puxa o homem pelo rabo de cavalo.
- Ow, ow!! O que você fez para ela, seu chefe pervertido! – Hoshou olha para Naru, que ignora completamente.
- Por que estão atrasados? – Luella pergunta, abraçando o filho.
- E juntos? – Yasuhara acrescenta, sorrindo.
- Bem, eu acordei tarde – Mai sorri sem graça – E fui no escritório pegar o meu MP3, então encontrei o Naru e viemos juntos. – ela mente, não notando o olhar de Naru sob si. Então ela estava ficando melhor em mentir, hm?
- Noll, onde você passou a noite? – Gene pergunta.
- Não temos um avião para pegar? – ele olha para o pai, sem expressão.
- Oh, sim! – Martin sorri – Vamos, o piloto disse que já estava tudo pronto.
- Eh? Você conhece o piloto, Martin-san? – Mai pergunta, curiosa.
- Claro, é meu avião particular. Eu gosto de conhecer quem trabalha para mim. – ele sorri gentilmente para a garota.
- Deja vu? – Mai inclina a cabeça pro lado, intrigada.
- Vamos logo! Antes que essa droga de caso comece, quero fazer umas compras. – Ayako diz.
- Quantas horas de voo serão? – Jonh pergunta, acompanhando os amigos em direção ao portão.
- 10 a 12.
- Tudo isso? – Mai pergunta, fazendo uma careta e abraçando a si mesma.
- Mai, o que é isso no seu pescoço? – Gene pergunta, esticando a mão em direção a ela. A garota dá um pulo para o lado, nervosa.
- S-só uma picada de inseto! – ela desvia o olhar – V-vamos logo! – ela agarra seu braço, puxando-o.
Após alguns minutos, eles estavam dentro do avião. Martin e Luella sentavam juntos, assim como Madoka e Lin, Hoshou e Yasuhara, Ayako e Masako, Naru e Mai. Jonh e Gene pegaram os assentos individuais na traseira do avião.
- Por que eu fiquei com o Naru? – Mai pergunta, de joelhos na cadeira e olhando para Hoshou e Yasuhara atrás de si e Ayako e Masako ao lado deles. Cada par de assento na vertical tinha uma distância de 1 metro e meio entre si, e horizontalmente tinham meio metro. O avião era bem largo, sendo capaz de caber um carro ali.
- Por que foi a última a entrar. – Ayako diz.
- Se quiser trocar de assentos… — Masako a olha, sorrindo.
- Não, obrigada. – Mai sorri – É só que ele é tão calado. Não aguento 12 horas calada.
- Devo lembrá-la que ele está ao seu lado e pode escutar.
- É a verdade. – Mai olha para o chefe ao lado, que parecia tudo, menos se importar sobre o que ela disse.
- Aqui é seu piloto. Por favor, coloquem seus cintos e ajeitem seus assentos. Vamos decolar em alguns minutos. – uma voz ecoa pela cabine, fazendo Mai sentar-se imediatamente, colocar o cinto e segurar firme nos braços da cadeira.
- Você vai quebrar seus dedos se continuar a apertar a cadeira assim. – Naru diz, sem tirar os olhos do livro.
- Hm. – ela murmura, suando frio. A garota olha pela janela, escutando o barulho das turbinas e ficando cada vez mais nervosa. Ela podia sentir seu coração batendo desconfortavelmente contra seu peito. Era a primeira vez que ela viajava de avião e ela tinha uma grande razão para isso. Ela simplesmente morria de medo deles. Como uma caixa gigante de metal podia voar como um pássaro? E eles atravessariam quilômetros sem parar. Doze horas de viagem presa dentro dessa caixa voadora.
- Mai. Mai, você está bem? – Naru a olha, percebendo seu rosto pálido, suas mãos tremendo e ela mordendo seu lábio inferior a ponto de estar escorrendo um filete de sangue.
- S-s-sim. – ela responde, olhando fixamente para frente.
- Você está sangrando. – Naru pega seu lenço, limpando a boca dela – E tremendo. Qual o problema? Se não está se sentindo bem, não deveria ter vindo.
- E-eu e-e-estou bem. – ela gagueja, agarrando-se com mais força aos braços da cadeira ao sentir o avião se movendo.
- Você tem medo de aviões? – ele usa a mão para virar o rosto dela, finalmente percebendo os olhos aterrorizados de Mai – Não se preocupe. É completamente seguro.
- M-meu pai morreu porque o avião que ele estava caiu no mar. – Mai murmura – Eu estou assustada, Naru.
- Abra a boca. – ele ordena e Mai obedece, hesitante – Masque.
- C-chiclete?
- Talvez seus ouvidos doam com a diferença de pressão. Ajuda a diminuir a dor. – ele explica.
- Obrig… kya! – Mai se encolhe ao sentir o avião acelerando de repente e fecha os olhos com força ao sentir ele levantando voo.
- Acalme-se Mai. Nada irá acontecer.
- Estou assustada. – ela sussurra – E se cairmos? E se outro avião bater na gente?
- Mai, olhe pela janela.
- Não.
- Faça. Irá se sentir melhor. – a garota obedece hesitantemente. Seus olhos se arregalam ao ver a vista.
- Oww, tão pequenino. Os carros parecem formigas. – ela sorri ao ver a praia – Tão lindo.
Naru observa os músculos da garota relaxar visivelmente, seu rosto voltando a cor normal. Ele estava curioso sobre o pai dela, mas por hora, não perguntaria nada. Quando seus olhos voltam ao livro, percebe de relance as mãos da garota ainda tremendo. Ela ainda estava assustada, só tentando não preocupá-lo. Suspirando, ele fecha o livro.
- Mai, quer jogar um jogo?
- Eh? Que tipo de jogo? – a garota o olha, parecendo mais relaxada.
- Eu falo uma palavra e você outra que comece com a letra final da palavra que falei. Por um exemplo: eu digo avião e você diz oncologia. Não pode repetir nenhuma palavra.
- Ah, eu entendi! Eu começo! – Mai se vira, sorrindo – Fantasma.
- Alienação.
- Ali… o que? – Mai o olha sem entender.
- Você perdeu.
- Ei! Não vale! – Mai o olha, brava com a trapaça.
- Balão. – Naru diz e Mai abre a boca, mas se cala. Naru dá um sorriso torto e ela lança um olhar irritado.
- Óculos.
- Seita.
- Amor. – ela cora.
- Ruídos.
- Hã… Eh… S…S… Som!
- Mai.
- O que?
- Você perdeu. – Naru diz – a palavra era Mai e termina com ‘i’, não com ‘o’. Você não consegue nem mesmo ganhar um simples jogo como esse. – ele a olha, gozando-a
- Idiota.
- Não sou eu quem está perdendo.
- Idiota. A palavra era essa. Você perdeu. – Mai dá um sorriso torto, rindo da expressão dele – Chance.
- Erótico. – ele diz e ela cora.
- Olhos.
- Sensual.
- Lindo. – ela murmura, vermelha.
- Obrigado.
- De nada. – ela responde por reflexo, então se toca e o olha, dando de cara com um sorriso torto. — Você me enganou! – Mai acusa.
- Eu apenas disse a palavra.
- Ta. – Mai cruza os braços – Felicidade.
- Excitação. – ele sorri.
- Omitir.
- Ritual. – ele toca na mão dela.
- Liberdade.
- Emotiva. – ele segura a mão dela.
- Amoroso. – ela sorri.
- Orgulhoso.
- Onipresente – ela dá um sorriso, como se estivesse mostrando que era inteligente ao saber essa palavra. Isso quase arrancou uma risadinha do garoto. Ela realmente não tinha a menor ideia do quanto ele gostava de mostrar que sabia mais do que ela. A melhor parte era a expressão da garota, que quase sempre o fazia querer beijá-la.
- Encantadora. – ele se aproxima, entrelaçando seus dedos nos dela.
- Amável.
- Lábios. – ele se aproxima ainda mais.
- Sexy.
- You’re mine. – ele murmura, antes de beijá-la.
- Naru! – ela sussurra, olhando para os lados furtivamente, checando para ver se alguém havia visto – Não faça isso de repente!
- Não gostou? – ele sussurra, ainda próximo.
- N-n-não é isso. – ela murmura, vermelha – Só me pegou de surpresa. – então ela sorri – Hey, você usou outra língua e mais de uma palavra! Não vale! Você perdeu o jogo! – ele a olha por alguns segundos. Havia perdido? Com certeza. Em mais de um sentido.
- Sim, eu perdi. – Naru sorri, beijando-a mais uma vez.
- Eu ganhei! Há! – Mai comemora na cadeira. – Kyaa! – ela grita ao sentir o encosto em suas costas sumindo e seu corpo caindo para trás.
- Mai? – Hoshou a olha, curioso – O que está fazendo?
- Eu ganhei o jogo, Bou-san. – Mai sorri, alegre – Quer jogar?
- Okay. Tudo para passar o tempo. O tédio está me matando e ainda nem passou uma hora. – Hoshou reclama, então sorri para a garota, batendo no espaço entre si e Yasuhara – Senta aqui, vamos jogar.
- Okay! – Mai ajeita a cadeira, e percebe Naru concentrado em seu livro – I love you too. – ela o beija na bochecha, sorrindo ao ver um pequeno sorriso no rosto do garoto. Ela se levanta e vai até os amigos, o que chama a atenção de todos.
- O que está fazendo, Mai? – Luella pergunta, sorrindo.
- Vamos jogar um jogo. Quer jogar também?
- Um jogo? Hm…
- Ah, eu tenho uma ideia! – Madoka sorri, animada – Que tal jogarmos Verdade ou Desafio?
- Que ideia interessante. — Yasuhara sorri maliciosamente – Pena que não temos uma garrafa e a organização das cadeiras não permita.
- Querido! O botão! O botão! – Luella diz animada.
- Acalme-se, querida. – o homem sorri – Não se assustem. – ele aperta um botão acima de sua cabeça e de repente todas as cadeiras giram em direção ao centro do avião. Uma placa redonda sobe do chão, formando uma mesa e as cadeiras se movem, organizando-se ao redor dela.
- Owo! – Hoshou olha, admirado.
- Nós usamos quando vamos comer. – Luella sorri – Bem legal, né?
- Gente rica é outra coisa. – Ayako diz.
- Agora podemos jogar! – Madoka olha para todos, sorrindo.
- Jogar? – Gene e Jonh olham para a mulher – O que?
- Verdade ou desafio!
- Eu sempre quis jogar isso. Mas Noll nunca jogava comigo. – Gene diz, sorrindo para o irmão.
- É um jogo infantil. – ele diz, sem tirar os olhos do livro.
- Que você irá jogar. – sua mãe acrescenta.
- Passo.
- Noll! – ela o olha – Por favor! Todos irão jogar!
- Eu não estou incluído nesse todos.
- Por mim! Por favor, filho! Por favor! Sua mãe quer ter alguma diversão com você depois de tanto tempo.
- Ontem foi diversão suficiente por um ano. – ele diz friamente.
- Noll, não faça isso com a mamãe. – Gene sorri – Jogar conosco não vai doer. Além disso, você pode descobrir uns segredos bem interessantes sobre algumas pessoas e isso vai ser útil, não?
- Esse não é o objetivo do jogo. – Jonh diz.
- Bem, é uma parte.
- Irmão malignos e manipuladores. – Hoshou murmura, fazendo Mai rir.
- Por favor, noll! – Luella pede, fingindo lágrimas.
- Fingir não vai mudar nada. – ele diz, lançando um olhar a mãe.
De repente o avião estremece e Mai se encolhe, assustada. Ela olha ao redor, começando a ficar pálida e seus olhos encontram os de Naru. O avião balança de novo e ela agarra a beira da mesa com as duas mãos, fechando os olhos com força.
- Tudo bem, eu jogo. – Naru declara, guardando o livro.
- Sim! – Luella sorri, feliz – Obrigada, Noll.
- O que fez mudá-lo de ideia, Naru? – Masako pergunta.
- Mai, você está bem? – Hoshou a olha, preocupado.
- S-s-sim.
- Tem certeza, Mai-san? – Yasuhara a olha – Você está um pouco pálida.
- Comece o jogo. – Naru diz, fazendo a mãe obedecer imediatamente.
- Todos sabem as regras? – Madoka sorri.
- Não. – Masako diz – Que tipo de jogo é esse?
- Você nunca jogou, Masako?
- Não.
- Okay. – Hoshou sorri – Nós giramos a garrafa e quem ela apontar irá escolher alguém e perguntar verdade ou desafio. Se escolher verdade, a pessoa irá fazer uma pergunta que só pode ser respondida com sim ou não. Se for desafio, bem, está meio óbvio. – ele sorri maliciosamente.
- Lembrando que beijos também vale. – Madoka ri.
- Eh?! – Mai, Jonh e Masako a olham, surpresos.
- E…estou girando! – ela ri e a atenção de todos se concentra na garrafa.
- Eu, eu, eu! – Hoshou murmura, observando a garrafa parando.
- Há! – Yasuhara sorri – Sou eu. Luella-san?
- Verdade. – a mulher sorri.
- É verdade que seu primeiro beijo não foi com o Martin-san?
- Sim.
- O que? – o marido a olha, surpreso – Você disse que eu tive seu primeiro beijo.
- Bem, eu considero nosso beijo o meu primeiro beijo. Mas não significa que eu não tenha feito antes. – ela sorri – Você me conhece. Sou curiosa.
- Inacreditável. – Martin balança a cabeça.
- Sou eu. – Lin diz – Noll?
- Verdade.
- Você tem usado seus poderes sem me contar?
- O que?! – os pais olham para o filho, chocados – Noll, você sabe que não pode fazer isso!
- Eu não respondi ainda. – Naru olha para os pais – E a resposta é não.
- Como posso saber que não está mentindo? – Lin olha para o pupilo, que considerava como um irmão mais novo.
- Acho que terá de confiar em mim. – os dois se olham por alguns segundos.
- Ah, é minha vez! – Mai sorri – Lin? Verdade ou desafio?
- Verdade.
- É verdade que você é o tipo de cara sedutor?
- Mai, olhe para ele. É do tipo quieto. Dá para notar só vendo, não? – Hoshou sorri e Lin abre a boca.
- A verdade, Lin. – Mai sorri e o chinês suspira.
- Sim.
- Você é?! – todos o olham, chocados.
- Ah sim, ele é. – Madoka sorri, beijando a bochecha do homem, que sorri levemente.
- Inacreditável. – Hoshou balança a cabeça.
- Espere, isso significa que você seduz qualquer mulher bonita, certo? – Ayako olha para o homem — Eu sou bonita, por que não tentou me seduzir? – Ayako pergunta e todos colocam a mão na boca, tentando não rir.
- Ele não deve gostar de velhas. – Masako sorri e todos riem.
- Velha?! – Ayako olha a garota, furiosa – Eu tenho menos de 30 anos!
- Eu tenho 23. – Lin diz – Madoka tem 24.
- E você tem 26. Ou seja, velha. – Hoshou ri.
- Você também tem 26!
- Sim, mas meu rosto é de 20 anos, certo, Mai?
- Bem, eu diria que está mais para 30. – ela ri.
- Ei!
- Por que não continuamos? – Jonh sorri, evitando uma possível briga.
- Minha vez! – Madoka exclama, sorrindo – Mai!
- Urgh, vou me arrepender disso. – ela murmura – Verdade.
- É verdade que tem uma vida sexual ativa? – o queixo da garota cai e seu rosto enrubesce.
- E-eu não acho que essa seja uma pergunta adequada. Mai só tem 18 anos. – Martin diz, tossindo levemente – Ela é muito nova.
- Ah, Martin, nós garotas somos mais selvagens do que pensam. E estamos no século 21, querido.
- Eu me recuso a responder isso. – Mai diz, corada.
- Por que? É verdade? – Madoka sorri maliciosamente.
- Porque se eu não tiver uma vida s-s-sexual ativa, vão gozar de mim. E se eu tiver, vão gozar de mim. – ela murmura – E eu não quero responder.
- Então vai ser desafio? – o sorriso de Madoka aumenta.
- S-sim. – ela suspira.
- Beije o Noll.
- Huh? – Mai a olha, espantada – Por que?! – sua face novamente enrubesce.
- Porque eu disse. É o desafio.
- Que bom, né, Mai? – Hoshou sorri.
- Vamos, vamos! Beije ele! – Luella diz, animada e com uma câmera na mão.
- Meu amor, guarde isso. – Martin pede – Está embaraçando-a.
- Eu tenho que ter uma recordação desse momento. Acho que é a primeira vez que alguma garota vai chegar mais perto do que 1 metro de distância do Noll.
- Mãe, está exagerando. Muitas mulheres já o abraçaram, lembra?
- Sim, mas nenhuma o beijou. E depois disso, Noll simplesmente as assustava com esse olhar frio.
- Não gosto de interagir com pessoas fúteis que não pensam em nada alem de relacionamentos amorosos. – Naru retruca friamente.
- Bem, não importa muito. – Gene sorri – Vai lá, Mai. Beije o meu irmãozinho e veja se consegue quebrar o feitiço da bruxa malvada.
- Eu acho que ele é a bruxa malvada. – Hoshou diz, gozando.
- Eu acho que Naru não quer beijar ninguém. – Masako diz – Deveriam respeitar sua privacidade.
- Ciúmes, Hara-san? – Yasuhara sorri maliciosamente e a garota o encara com ódio.
- Não importa o que ele quer. Se entrou na brincadeira, tem que sofrer as consequências. – Luella diz e Madoka concorda, sorrindo.
- Okay. – Mai sorri de repente e todos a olham, surpresos.
- Vai mesmo fazer isso?
- Vou. É a brincadeira. Além disso, não é como se eu nunca tivesse beijado ninguém antes. – ela dá de ombros, levantando-se e indo até onde o chefe estava. Ele o olha, sem expressão alguma. Já tinha percebido qual era a ideia da garota. Mai se abaixa e sapeca um beijo na bochecha dele, voltando a sentar-se.
- Ei! – Luella reclama – Era na boca!
- Madoka disse para beijá-lo. Não especificou o local. – Mai dá um sorriso torto.
- Ela está certa. – Naru diz – Continue a brincadeira.
- Tudo bem. – a mulher suspira – Girando!
- Eu! – Hoshou levanta as mãos, comemorando. – Gene-bou?
- Desafio.
- Conte um segredo embaraçoso do Naru-bou. – todos os rostos se viram, completamente concentrados nele.
- Hã... Isso é um pouco difícil. – Gene sorri, pensando.
- Porque eu não tenho nenhum. – Naru diz.
- Ah! Não é exatamente embaraçoso, mas... – Gene olha para o irmão.
- Diga! Diga! – todos se inclinam, ansiosos.
- Uma vez Naru beijou uma garota enquanto ela estava dormindo. – todos ficam em silêncio por alguns segundos e então começam a rir.
- Você beija tão mal assim que a garota dormiu?! – Hoshou pergunta entre risadas e lágrimas nos olhos.
- Isso com certeza é embaraçoso. – Ayako ri.
- Ah não! – Gene interrompe – Ela já estava dormindo antes dele beijá-la. Então é mais como se ele tivesse se aproveitado dela em seu sono. – ele sorri – Meu irmãozinho é tão malicioso.
- Então ele atacou ela? – todos riem mais.
- Ei, é minha vez! – Mai anuncia – Naru!
- Verdade. – o garoto diz, lançando um olhar maligno para o irmão.
- A garota que você atacou é da Inglaterra?
- Não. E eu não a ataquei.
- Não? Então é do Japão... – Hoshou coloca a mão no queixo, pensando.
- Mas ele só trabalha. – Ayako diz – Quem e quando... – ela, Hoshou, Jonh, Yasuhara e Mai se olham. De repente, eles batem o punho na mesa e olham para Masako.
- Masako!
- Não sou eu. – ela responde calmamente
- Vocês costumavam sair juntos! Tem que ser você! – Ayako acusa.
- Nunca fizemos tal coisa como beijar. – ela diz, corando.
- Quem são as garotas com que o Noll convive? – Luella pergunta, interessada no mistério.
- Eu, Mai, Masako e as clientes. – Ayako responde.
- Nunca irão descobrir se pensarem que minha vida envolve apenas trabalho. – Naru diz.
- Mas ela envolve. – todos dizem.
- Eu acho que deveríamos continuar o jogo. – Martin diz – Isso é algo pessoal e Noll não quer falar sobre isso. Devemos respeitar.
- Você está certo, querido. Por mais que eu queira saber, vou me controlar. – Luella sorri para o filho. – É sua vez Hara-san.
- Mai. – a médium olha para a garota.
- Verdade.
- Você está escondendo algum poder, sonho ou algo do tipo de nós?
Flash Back
- Mai, seus amigos não podem saber sobre esses sonhos. – o homem diz gentilmente, com sua capa branca flutuando, quase como se ele estivesse no ar. Mai ainda não o entendia. Algumas vezes, ele dava a impressão de ser o Amor, e outra, o Ódio. Era como se ele fosse os dois lados do mundo. Fosse o Céu e o Inferno, o Enigma e a Solução, a Felicidade e a Tristeza.
- Mas eu já disse sobre você para eles. – Mai diz, desviando sua atenção da rosa.
- Sim, mas se você não falar mais, eles irão pensar que esses sonhos acabaram.
- Mas por que?
- Eu não posso explicar muito bem, mas é importante que esses sonhos fiquem entre mim e você. Pense nisso como um segredinho entre nós. – ela sente algo macio acariciando sua face e sorri.
- Eu não entendi muito bem, mas ok. Ah! Eu acabei de ver uma borboleta vermelha! –Mai se levanta, correndo, enquanto a sombra lhe segue, sorrindo discretamente.
Fim do Flash Back
- Não. – ela sorri – Não estou escondendo nada. – as duas se olham por alguns segundos, antes de Masako desviar o olhar.
- Girando! – Hoshou declara.
- Ah, sou eu. – Jonh sorri – Martin-san, você tem alguma habilidade paranormal?
- Não. Apenas o cérebro. – ele sorri.
- Isso foi uma questão chata. – Hoshou diz – você tem que fazer questões emocionantes, garoto.
- Takigawa-san?
- Verdade.
- É verdade que você gosta da Matsuzaki-san? – Masako sorri.
- Isso, isso, como ess… O que?! – ele olha para a médium, chocado. Todos riem.
- Vamos Takigawa-san, responda a pergunta emocionante. – Yasuhara sorri, levando um pisão no pé. Hoshou olha para a mulher em questão, que simplesmente o olhava, séria, mas com um pequeno rosado nas bochechas.
- É claro que gosto dela. – Hoshou sorri – Mas eu gosto mais da Mai! – ele abraça a adolescente, que ri.
- Hentai!
- Sua vez Luella-san. – Ayako diz.
- Oh, finalmente! Noll? – a mulher olha para o filho.
- Verdade.
- Onde você passou a noite? – todos se viram para o chefe, que permaneceu inexpressivo.
- Só pode fazer perguntas respondidas com ‘sim’ ou ‘não, certo? – Noll olha para a mãe.
- Tudo bem, tudo bem. – ela suspira – É verdade que você não passou a noite no escritório?
- Sim.
- E onde foi?
- Era apenas uma pergunta, mãe.
- Você não tem graça. – Luella diz, suspirando e fazendo todos rirem.
A viagem continuou calmamente, todos brincando, conversando, rindo. Mas… Antes da tempestade, sempre tem a calmaria.
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