Eterno

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi galera! Todo mundo de férias?
Gomen pela demora. Hontoni gomenasai!
Eu fiquei atolada de trabalhos e provas nesse final de semestre, to passando por uma síndrome de bloqueio criativo muito grave, além de ter feito uma cirurgia há poucos dias e precisar ficar em total repouso.
Bom, espero que ainda existam leitores para minha fic. ^^
Para eles, curtam o capitulo.
Bjos

- Naru-bou ficará furioso.

- Totalmente furioso.

- Naru não gosta desse tipo de evento.

- Ele não sabe curtir a vida.

- Não acho certo fazer uma festa sem permissão do Shibuya-san.

Hoshou, Ayako e Yasuhara se olham, então sorriem maliciosamente.

- Estamos dentro.

- Viu? – Mai olha para Luella – Eu sabia que eles iriam concordar.

- Eu ainda não acho certo. – Masako diz e Jonh concorda.

- Não seja estraga-prazeres, Masako. – Ayako diz – E se ele só estiver fingindo e na verdade quer uma festa? Talvez ele fique feliz e você tenha uma chance com ele.

- Pftt! – Hoshou, Mai, Luella e Madoka colocam a mão na boca, tentando impedir a risada.

- Se é assim… — Masako sorri levemente, cobrindo suas bochechas rosadas.

- E você Jonh?

- Shibuya-san não vai gostar nem um pouco.

- Ele está dentro. – Hoshou diz, batendo nas costas do jovem padre e sorrindo.

- Eis o que vamos fazer… — Luella sorri.

~.~

- Mai, venha aqui. – Naru chama e Mai se levanta, pausando sua música e colocando a papelada de lado. Ela anda até a sala do chefe e bate na porta antes de entrar.

- Sim, Naru? – ela pergunta, sorrindo forçadamente. Desde o dia em que Naru a deu o dia de folga e ela prometeu trabalhar mais, ele vem jogando trabalho atrás de trabalho para ela. Quando ela finalmente acaba, ele pede chá e então dá mais coisas para ela fazer.

- Venha aqui. – Naru solta o livro, observando a garota andar até a frente de sua mesa e parar.

- Sim? – Mai fica olhando o chefe, esperando ele dizer algo. Então ela percebe o que estava fazendo ali – Não! Por favor! Não cancele a minha folga. Por favor, Naru. Eu estou fazendo tudo o que está mandando!

- Acalme-se Mai. Eu não volto atrás na minha palavra. – Naru sorri internamente ao ver a garota suspirar aliviada – E tudo o que está fazendo é seu trabalho.

- Hai. – ela resmunga algo sobre injustiça, dinheiro e narcisista.

- O que eu quero dizer a você é…

- É?

- Obrigado, Mai. – Naru sorri.

- Eh? – a garota congela.

- Obrigado por trazer Gene de volta.

- N-n-naru… você disse obrigado…

- Sim. Com toda essa confusão sobre a volta dele e meus pais vindo, não tive tempo de agradece-la propriamente. – Naru se levanta, dando a volta na mesa e parando de frente para ela – Obrigado, Mai. – ele sorri mais uma vez antes de abraçá-la e fazer o coração da jovem disparar dentro de seu peito – Obrigado por trazer meu irmão de volta.

- N-n-naru! – a garota sente seu rosto queimando, mas ainda assim responde ao abraço.

- Obrigado por ter feito isso, mesmo sabendo que quase não existia uma chance de você sobreviver. – Naru sussurra em seu ouvido, aspirando o aroma que o corpo de Mai exalava – Obrigado, Mai. Por tudo.

- Hm… — a garota murmura contra o peito dele, hipnotizada por aquela voz tão gentil e aquele aroma de chá que vinha do corpo do chefe.

Então ela percebe que seu rosto não estava mais no peito dele, mas sim a centímetros do rosto perfeito de Naru. Mai olhou nos olhos azuis do chefe e surpreendeu-se com o que viu. Eles não estavam frios como sempre, mas havia um brilho único neles. Um brilho que Mai se lembraria para sempre.

Naru olhou para os olhos castanhos da garota, então para as bochechas rosadas e finalmente chegou em seus lábios. Eles pareciam tão convidativos e suculentos que Naru quase esqueceu que já havia os beijado antes. Ele observou a língua da garota umedecê-los nervosamente e pode quase sentir o gosto deles em sua boca.

Mai definitivamente não sabia o que fazer. Seu coração estava a mil, suas mãos suavam, suas pernas estavam tão fracas que se Naru tirasse as mãos de sua cintura, ela cairia. Ela não sabia o que ele estava fazendo, mas de alguma forma ela gostava.

Ela sente a mão dele subindo por seu braço e indo para sua bochecha, então fechou os olhos, aproveitando o calor que a mão de Naru emitia. Ela sentiu outra respiração junto da sua e um leve aperto em sua cintura, trazendo seu corpo para mais perto do garoto.

- Naru, seus pais estão aqui. – Mai voou para o outro lado da sala ao ouvir a voz de Lin e compôs-se a tempo de o homem entrar e perceber o clima estranho – Desculpe, interrompi algo?

- Não. – Naru responde friamente, ajeitando sua postura – Estou indo.

- Sim.

- E-e-eu v-vou f-f-fazer chá! – Mai passa pela porta correndo, indo para a minicozinha e encostando-se no balcão, para então deslizar e cair no chão.

O que diabos fora aquilo?! Naru ia beijá-la, certo? Mas ele não gostava dela. Por que ele faria algo assim? E o que fora aquilo nos olhos dele? Ela poderia jurar que tinha visto um sentimento ali, e era um sentimento bem importante. Deus, ela quase teve um enfarto ao ouvir a voz de Lin. E Naru havia dito obrigado. Várias vezes! Ela não estava sonhando, estava? Foi tão perto que ela quase pode sentir os lábios dele nos seus. Quantas vezes ela já havia sonhado com aquele momento? O momento em que finalmente Naru a beijaria e diria que a amava. Okay, talvez ela estivesse querendo demais. Qual é, Naru deixou bem claro que não tinha esse tipo de sentimento por ela. Era melhor esquecer aquilo. Se continuasse a pensar, só iria se machucar e à Naru. Mas nunca esqueceria que Naru havia dito obrigado. E mais de uma vez.

Mai bate a mão no rosto. Ela não havia gravado!

~.~

- Noll, nós estamos aqui como clientes hoje. – Martin diz – Bom, mais como mensageiros dos verdadeiros clientes.

- Um caso? – o garoto olha para os pais, estranhando – E sua equipe?

- Já mandei uma. Quatro dias depois, eles saíram da casa e se recusaram a voltar lá mesmo sob o perigo de perderem seus empregos.

- Estou ouvindo. – Naru encosta-se na poltrona.

- Nosso amigo, Edgar Michaell, comprou uma casa há alguns meses na Inglaterra. Ele usaria ela para passar suas férias ou algum feriado com a família, como uma casa de verão e escolheu um lugar bem remoto do país, a montanha Victória. Assim que viu a casa, apaixonou-se por ela, pois o lembrava de sua falecida esposa. Ele comprou no mesmo instante sem nem mesmo pesquisar sobre seu histórico. A casa estava com um preço muito em conta e ele estranhou, mas estava tão feliz que nem mesmo se importou.

- A casa tem fenómenos paranormais.

- Sim. Mais directamente, ela é assombrada. Nós pesquisamos sobre ela e descobrimos que há uns séculos, havia uma pequena cabana ali, onde morava um homem de nome desconhecido. O vilarejo no pé da montanha acreditava que ela era assombrada e nunca se atreveu a subir lá. Nesse mesmo vilarejo, havia uma mulher de família nobre que iria se casar com um nobre de outro vilarejo. A família dela estava passando por dificuldades financeiras e o casamento arranjado resolveria a situação. Triste por seu destino, a mulher resolveu subir a montanha na busca da morte, mas ela acabou encontrando esse homem.

- Eles se apaixonaram.

- Não. – Luella sorri – Os dois viraram amigos. Todos os dias, a mulher iria subir a montanha para desabafar com seu melhor e único amigo. Mas um dia, a neve estava forte e ainda assim ela resolveu subir. A montanha é famosa pelo número de pessoas que se perdem e morrem, mas ela teve sorte de ser encontrada por um camponês de seu vilarejo. Foi amor a primeira vista para os dois.

- Eu presumo que tenha provas sobre esses acontecimentos?

- A mulher e o homem da cabana escreviam diários. Nós temos um grande número deles, mas alguns estão presos na biblioteca da cidade por fazer parte da história da cidade.

- Como eu disse, a mulher estava de casamento marcado, mas agora ela tinha uma razão para recusar-se. Os pais não aceitaram e por dias a mulher foi trancada em casa, até o dia em que conseguiu fugir e se refugiou na cabana do amigo. Os três fizeram um plano. O casal se encontraria ali a meia noite do dia seguinte e então desceriam pelo outro lado da montanha, fugindo para outra cidade há alguns quilómetros.

- Eles se perderam e morreram?

- Não. O amigo da moça seria seu guia. Ele conhecia a montanha como a palma de sua mão. A partir dai só temos suposições sobre o que aconteceu. O fato é que de algum jeito, os três nunca chegaram a sair do topo da montanha e nunca encontraram seus corpos. A casa foi destruída décadas depois, e a casa actual foi construída.

- Eu ainda não entendo o porque de estarem pedindo minha ajuda. Você tem uma organização toda a seu dispor.

- Nós queremos passar mais tempo com você. – Luella sorri – E ver o quão bom você é.

- Lin, você gravou tudo? – Naru pergunta, olhando para o chinês, que afirma. – Mai! – Naru chama e a garota sai de sua mesa, entrando no escritório do chefe.

- Hai?

- Nós temos um caso.

- Vamos viajar no dia 14. – Luella sorri.

- Viajar? Para onde?

- Inglaterra. Ligue para todos e pergunte se estarão disponíveis.

- Quanto tempo vocês vão ficar lá? – Mai pergunta.

- Não sei. Diga para se prepararem para enfrentar o inverno e levar o suficiente para um mês. Vamos para uma montanha. Você também está indo.

- Naru, eu não tenho passaporte. Não posso ir. – Mai explica.

- Não, você tem. Me precavi para situações como essa.

- Huh… okay. – Mai sorri, sem entender muito bem. Ela sai da sala e Naru encara o pai.

- O quão perigoso é esse caso?

- Muito. – Martin diz, sério – Eu não pediria isso a você se Edgar não fosse meu amigo.

- Dê para Lin toda a informação colectada, inclusive os diários.

- Sim. Obrigado, filho.

~.~

- Tudo está pronto para amanhã, certo? – Luella sorri.

- Sim. – Madoka sorri – Estou ansiosa para ver a cara dos dois. Noll irá simplesmente adorar! – ela ri.

- Posso até ver a cara dele. – Ayako revira os olhos.

- Luella-san, tem certeza de que vai conseguir distrair os dois até de noite?

- Pode deixar. Madoka e eu não iremos deixá-los em paz. – ela sorri – Vocês já arrumaram as malas? Vamos viajar depois de amanhã.

- Sim, tudo pronto.

- Ainda não acredito que estou indo para a Inglaterra. – Ayako diz – Quem sabe eu acho um ricão e fico por lá mesmo.

- Há, quem iria se interessar por uma velha como você? – Hoshou ri e leva um tapa na cabeça.

- Velho é você.

- Sabe, eu realmente acho que vocês dois formam um excelente casal. – Madoka sorri – Talvez esteja tendo um caso escondido.

- Quem sairia com ele\\ela?! – os dois gritam, fazendo todos rirem.

- A propósito, esse é um ótimo lugar. Bem agradável e tem uma comida maravilhosa.

- Nós nos encontramos aqui algumas vezes depois do trabalho. Eu sempre convido o Naru, mas ele nunca aceita. – Mai diz, ficando vermelha ao pronunciar o nome do chefe.

- Mai? O que há de errado? Faz um tempo que você fica vermelha sem motivo algum. Está doente? – Hoshou pergunta, preocupado com a garota.

- Eh? Não. – Mai balança a cabeça.

- Ahh… Algo aconteceu com o Noll! – Luella sorri maliciosamente e Mai cospe seu chá – Acertei!

- O que aconteceu, Mai-san? – Yasuhara pergunta.

- N-nada.

- Como nada? Vamos, desembucha.

- Okay. – Mai suspira – Mas tem que prometer que vão guardar segredo.

- Diga! – todos pressionam a garota, que se aproxima, olhando para os lados então sussurrando:

- Naru disse obrigado. – todos olham para Mai, incrédulos.

- Impossível! – Ayako é a primeira a falar – Aquele robô humano dizer obrigado? Você enlouqueceu, Mai.

- Ela está certa. – Masako bebe um pouco de seu chá.

- É verdade!

- Mai, eu acho que está doente. É melhor ir para casa e descansar. Amanhã vai ser o grande dia e não quero você doente. – Hoshou diz.

- Bou-san! Eu estou dizendo a verdade. Ele disse obrigado. E mais de uma vez!

- Mai, se tem algo que aprendi em todos os meus anos com o Noll é que ele não diz obrigado nem por favor. – Madoka sorri.

- Mas ele disse!

- Mai, eu sou a mãe dele e acredite quando digo, aquele garoto não fala obrigado nem forçado. Eu tentei arrancar dele essa palavra várias vezes, mas nunca consegui.

- Mas ele disse, Luella-san!

- Talvez tenha sido o Gene-san disfarçado, Mai-san. – Jonh sorri.

- Então vocês não acreditam em mim?

- Não.

- Desculpe, Mai.

- Não mesmo.

- Desculpe, Mai-san.

- Okay! Eu vou conseguir a prova e vou mostrar para vocês.

- Eu duvido.

- Boa sorte.

- Vocês vão ter que me dar todo o dinheiro no bolso quando eu mostrar a prova.

- Claro, claro. – todos riem.

- Quem rir por último, ganha melhor.

- Mai, é quem rir por último, rir melhor. – Hoshou sorri e todos riem.

~.~

- Eu acho que preferia a festa à isso. – Gene sussurra para o irmão, que se mantêm calado — Mãe, quanto tempo pretende ficar aqui? Já são quase 8 da noite.

- Já? – Luella se vira, sorrindo – Acho que deveríamos ir embora.

- Você está certa, Luella.

- Mãe, esse era nosso aniversário e você nos arrastou por lojas de roupas todo o dia. Não acha que é um pouco malvado? – Gene pergunta.

- Talvez. – ela ri – Mas esse era o único jeito de passar o dia com vocês sem morrer de tédio.

- Passar o dia sendo arrastado de loja em loja, sem nenhum significado não é divertido, muito menos interessante. – Naru diz, levantando-se e arrancando suspiros das vendedoras – Eu vou para casa.

- Espere ai, rapazinho! – a mulher diz, agarrando seu braço e usando o outro braço para agarrar o braço de Gene – Vamos passar no seu escritório antes. Eu esqueci meu cachecol favorito lá.

- Você não pode ir com a Madoka? – Gene pergunta, cansado.

- Não. – ela sorri – Sempre quis sair na rua com dois jovens lindos e maravilhosos e fingir ser jovem de novo! Madoka, vamos, junte-se a nós!

- Com certeza! – Madoka ri, agarrando o braço de Naru de propósito apenas para irritá-lo mais.

‘Estou prestes a fazer algo que talvez me arrependa. Ou não.’

‘Noll, acalme-se. É a última parada. Depois podemos chamar Mai e ir nos divertir um pouco.’

‘Eu vou para casa e dormir.’

‘Você está certo. Eu estou cansado também. Acho que vou chamá-la para nossa casa e fazer uma festa do pijama. Eu sempre quis participar de uma.’

‘Faça isso na casa dela.’

‘Ohh… Não está preocupado com o que talvez aconteça se nós passarmos uma noite juntos e sozinhos? Sabe, eu tenho princípios, mas ainda sou um homem de 18 anos com meus hormônios queimando e talvez eu…’

- Faça isso e eu mato você. – Naru diz, parando e olhando malignamente para o irmão, que sorri, satisfeito com a reação que conseguiu.

- Noll? O que houve? – Luella olha para o filho, assustada com a declaração.

- Acalme-se, irmãozinho. Eu estava brincando.

- Eu falei sério, Gene. Ser meu irmão não muda nada. Machuque-a de qualquer maneira, e eu não o perdoarei.

- O mesmo para você. – Gene sorri.

- Hey, do que estão falando? – Madoka pergunta, sorrindo.

- Nada. Vamos? – o mais velho sorri, então vendo o irmão andando na frente, sem se importar de esperar.

- Noll! – Luella chama, indo atrás dele, com Gene e Madoka atrás de si.

O resto do percurso foi silencioso, a não ser por Luella e Madoka falando o tempo todo sobre coisas sem importância. Naru ignorava qualquer tentativa de conversa consigo e Gene simplesmente sorria. Sabia que suas palavras tinham tido um efeito no irmão e esperava que ele parasse de ser um medroso e tomasse alguma iniciativa quanto sua assistente, ou ele mesmo o faria.

- Chegamos! – Luella anuncia, sorrindo.

- Nós vamos esperar aqui fora. – Gene sorri.

- Não! – os irmãos olham para a mãe, desconfiados – Quer dizer, vai ser mais rápido com mais pessoas procurando. Vamos, vamos! – ela empurra os dois pela escada.

- Noll! – ela fala num tom mais alto propositalmente – Abra a porta.

- Eu não sou surdo. – Naru retruca, pegando a chave no bolso e enfiando no trinco, virando-o e abrindo a porta.

- SURPRESA!!! – um grito ecoa pelo local assim que as luzes se acendem.

Os irmãos olham para os rostos ali. Hoshou, Ayako, Jonh, Yasuhara, Masako, Lin(ele havia preferido não gritar) e Martin.

- Pensei ter deixado claro o fato de não querer uma festa. – Naru diz, olhando para a mãe com irritação.

- Eu ignorei. – ela sorri.

- Parabéns, Naru-bou! Gene-bou! – Hoshou se aproxima, envolvendo os dois num abraço rápido – Estão surpresos?

- Com certeza. – Gene sorri – Obrigado, Hoshou-san.

- Mai! – Naru chama – Mai, saia da onde estiver. Eu vou diminuir isso do seu pagamento!

- Ei, por que está sendo mal com ela? – Ayako pergunta.

- Porque ela é a única que faria isso mesmo sabendo do meu desgosto. Ela teve a ideia, ela sofre as consequências.

- Como pode saber que ela teve a ideia? – Madoka pergunta.

- Eu acabei de explicar e você não entendeu?

- Opa, alguém aqui está irritadinho. – ela ri.

- Onde ela está? – Gene pergunta.

- Era sobre isso que estávamos falando. Mai está atrasada.

- Ela sempre está atrasada. – Naru retruca.

- Sim, mas sempre é só por alguns minutos. Ela disse que iria chegar 3 horas atrás e ainda não chegou. E nem ligou para avisar.

- Nós tentamos ligar para o celular dela e ninguém atende. – Jonh diz.

- Ela deve estar vindo. – Luella sorri – Presentes! Quem quer abrir os presentes?!

- Vai lá, Noll! Gene! – Madoka empurra os dois, sorrindo.

- Hey Noll, tem a sua comida favorita aqui. E o chá! Olha, até o único doce que você gosta! – Gene sorri, olhando para a mesa de petiscos – Oh! Tem a minha comida favorita também. E a bebida. Olhe, tem até aquele sorvete que gostamos.

- Mai cuidou dessa parte. – Ayako diz – A garota penou para achar os ingredientes e fazer isso.

- Oh, isso é muito gentil da parte dela, você não acha, Noll? – Gene sorri para o irmão, que ignora e olha ao redor, observando a decoração. Havia três mesas apenas com comida e uma com bebidas. Havia balões em todas as paredes e haviam feito uma espécie de faixa parabenizando os irmãos.

‘Noll, eles tiveram todo o trabalho de fazer isso para nós. Seja legal.’

‘Eu não pedi para fazerem isso.’

‘Aproveite. Mai irá chegar daqui a pouco. Não está curioso para saber o que ela vai nos dar?’

- Aqui o meu presente! – Hoshou toma a frente – Esse pro Naru-bou e esse pro Gene-bou. – ele sorri – Foi muito difícil escolher o que comprar. Vocês não falam muito sobre si mesmos.

- Obrigado, Hoshou-san. Eu estava precisando de roupas coloridas. Noll só usa preto. – Gene sorri, olhando a camisa verde escuro.

- O que é isso? – Naru pergunta, olhando para o Cd.

- É um Cd da minha banda! Bem legal, hã? Já que você lê tanto, eu pensei em mudar um pouco e fazer você escutar música.

- O meu. – Ayako dá uma caixa para Naru e outra para Gene.

- O que é isso? – Naru pergunta de novo, olhando para um tipo de encosto de pescoço.

- Você está sempre de mau-humor. Isso faz uma massagem nos seus ombros e vai acalmar você. – Ayako sorri.

- Eu não sou velho. – Naru diz, fechando a caixa e colocando-a do seu lado.

- Que legal! Uma carteira! – Gene sorri – Obrigado, Ayako-san.

- De nada.

- O meu. – Masako toma a frente.

- Oh, um cachecol. Obrigado, Hara-san. – Gene sorri.

- É um livro sobre paranormalidade, Naru. Espero que goste. – Masako sorri e o garoto simplesmente coloca o livro do seu lado. Na verdade, ele tinha aquele livro e já tinha lido, mas não havia gostado nem um pouco. As informações eram falsas, baseadas em histórias sem fundamento, com técnicas inexistentes. Falando mais claramente, o livro era uma droga.

E assim cada um vai entregando seu presente para os irmãos.

- Esse é o meu presente para você, Noll. – Gene sorri, colocando uma pulseira prateada no pulso do irmão e mostrando seu pulso, onde uma igual brilhava – Sempre juntos, irmãozinho. – ele abraça Naru.

- Isso merece uma foto. – Yasuhara sorri, pegando seu celular.

- Você tira foto de tudo, shounen?

- São provas. – o garoto sorri maliciosamente.

De repente, batidas violentas na porta são escutadas e a voz de Mai chega ao ouvido de todos.

- Bou-san! Bou-san! Abra a porta! Bou-san! Ayako! Rápido! – Mai grita, batendo repetidas vezes na porta.

- Acalma-se, Mai. Estou indo. – Hoshou diz, abrindo a porta e sentindo algo passar para dentro rapidamente e fechar a porta.

- Mai, você está atrasada. – Ayako diz, então percebendo o estado da garota. Seus cabelos estavam bagunçados, suas roupas desarrumadas, e ela estava sem um sapato.

- Mai, o que aconteceu? – Gene se aproxima, sorrindo.

- Gene! – a garota abraça o irmão do chefe com força, começando a chorar.

- Mai! – o garoto olha surpreso para ela – O que houve? Por que está chorando?

- Seguindo… alguém…me seguindo… — Mai murmura entre soluços — …assustada! Dois homens… estação… me seguiram… corri…

- Shh… Está tudo bem agora, Mai. Acabou. Você está a salvo. – ele faz um movimento com a cabeça. Lin e Hoshou abrem a porta e olham a rua, não vendo ninguém suspeito. Quem quer que fosse, tinha ido embora.

- Acalme-se, Mai. Diga o que houve. – Gene limpa o rosto da garota, que funga, ainda tremendo.

- E-eu viajei para uma cidade do interior para visitar alguém. Eu passei o dia lá e quando estava voltando para a festa, eu percebi dois homens estranhos me olhando. Eu ignorei, mas percebi que eles estavam me seguindo e tentei despistá-los. Eu andei de trem por três horas tentando despistar eles e quando eu consegui chegar em Tokyo, os homens tinham sumido. Mas ai apareceu outro homem me seguindo, então eu corri para cá.

- Você sabe por que eles estavam lhe seguindo, Mai? – Luella pergunta, preocupada com a garota.

- Não. Eles pareciam estrangeiros.

- Por acaso eles tinham um símbolo de infinito no peito?

- E-eu acho que sim. Como sabe, Martin-san?

- Eles fazem parte da organização paranormal dos Estados Unidos. É a organização que controla toda e qualquer organização do mundo que lide com o outro mundo. Eles devem ter sido informados da grande concentração de PK que você usou.

- Como eles podem saber que fui eu?

- Eles sabem.

- Mas o Naru já usou e ninguém apareceu.

- Eles já tem conhecimento do poder dele. Apenas mandam uma declaração de reconhecimento e pronto.

- Bem, eles não tem que me seguir. Foi assustador. – Mai retruca.

- Eles devem estar lhe observando a dias para saber qual o grau de perigo que você emite.

- O terceiro cara não tinha esse símbolo.

- Não? Bom, isso é intrigante.

- Onde está seu sapato? – Hoshou pergunta, olhando para o pé descalço de Mai.

- Oh! Eu me irritei porque estava sendo seguida e joguei o sapato nele. – ela sorri – Bateu bem nas partes especiais.

- Como você sabe?

- Ele gritou e caiu no chão com as mão lá. – Mai sorri, satisfeita.

- Estou feliz de que esteja bem, Mai. – Gene sorri.

- Sim. Eh? Eh? Não! Vocês já estão aqui! – Mai olha para Naru e Gene, aterrorizada – Isso é injusto! Não vi a cara do Naru quando gritaram surpresa. – Mai se lamenta.

- Eu tirei uma foto, não se preocupe, Mai-san. – Yasuhara sorri.

- Mai? Você quer ir em casa trocar de roupa? – Hoshou pergunta – Posso te levar.

- Eh? Não. Eu trouxe minha roupa aqui na mochila e posso tomar banho no banheiro la dentro. – Mai sorri – Vou ser rápida! – ela sorri, levantando-se – Ah, Naru?

- Sim?

- Muito obrigada pela folga. Mesmo. Significou muito para mim ter esse dia livre. Obrigada. – ela sorri, desaparecendo pela porta.

- Quem vocês acham que ela foi visitar? – Ayako pergunta.

- Um amigo?

- Mas para significar tanto para ela? Deve ser um amigo bem importante.

- O namorado! – Hoshou bate o punho na palma da mão, como se houvesse resolvido um mistério.

- Vocês acham que ela tem namorado?

- Não. – Masako e Ayako dizem.

- Só porque vocês são duas solteironas não significa que todas as mulheres sejam. – Hoshou diz, ganhando dois tapas na cabeça.

- Mai-san é muito bonita. Eu sairia com ela. – Yasuhara diz.

- Eu também se não fosse parecer o pai dela. – Hoshou diz.

- Ao menos admite que é velho.

O tempo passa e todos continuam conversando, esperando Mai acabar seu banho. Já estavam imaginando o por que dela demorar tanto. Naru também já estava achando que ela tinha se afogado no chuveiro. Era possível para alguém como Mai. Uma pessoa não demorava tanto assim no banheiro. Ou talvez… Será que Mai havia mentido? Será que os homens haviam feito algo para ela?

Gene sorri ao ver o irmão se afastando de todos e indo para seu escritório.

- Ayako, me ajuda a puxar esse zíper. Eu não estou alcançando. – Naru escuta Mai pedindo ao entrar. Ela estava de costas, então não sabia que era Naru ali.

Ele se aproxima silenciosamente para não entregar sua identidade e pega o zíper, parando momentaneamente ao ver as costas nuas de Mai. Ele sobe seu olhar até a nuca dela e imagina como seria depositar um beijo ali. Espere. Por que ele faria aquilo?

- Ayako? – Mai chama e Naru sobe o zíper, fechando-o. – Obrigada.

- De nada. – Mai se vira surpresa ao escutar a voz do chefe.

- N-n-naru? – ela sente seu rosto ficando vermelho – O q-que está fazendo aqui?

- Eu não sabia que precisava de permissão para entrar no meu escritório. – Naru diz, aproveitando para observar a garota. Ela usava um lindo vestido branco, tomara que caia e que ia até metade de suas coxas. Usava uma sandália com um salto pequeno, e um pequeno brinco. Naru percebeu que os seus lábios estavam mais vermelhos e presumiu que ela tinha passado um brilho labial.

- Naru? O que está fazendo? – Mai pergunta nervosamente ao ver o chefe se aproximando.

- Quieta. – Naru sussurra, passando seus braços pelo pescoço dela. Mai escuta em leve estalar e então ele se afasta.

- Eh? – Mai toca em seu pescoço, sentindo algo. Ela se vira, olhando para o espelho e percebendo o colar em seu pescoço. Ele era prata e tinha uma pedrinha vermelha em formato de coração como pingente.

- Você gosta? – Naru pergunta, já sabendo a resposta pelo sorriso no rosto da garota.

- Sim. É muito bonito.

- É seu.

- Eh?! – Mai olha para o chefe, incrédula – Por que?

- Você sabe porque Mai. – Naru se vira, indo para a porta – Todos estão esperando. – ele abre a porta, então a olha – A propósito, você está linda, Mai. – ele sorri maliciosamente ao ver a garota corando e sai.

- O que foi isso?! – Mai grita em sua mente.

Naru sorriu , disse que ela estava linda e...

- Droga! Eu não gravei! – Mai bate em si mesma.

~.~

- Hey, Mai, venha aqui! – Hoshou chama ao ver a garota saindo do escritório – Owo, você está bem bonita, hã?

- Obrigada. – Mai sorri.

- Pergunta, idiota! – Ayako diz.

- Okay. Mai, a pessoa que você foi visitar hoje…

- Sim?

- Era seu namorado?

- Eh? Não. Eu não tenho namorado. – Mai sorri.

- Então você nunca saiu com um garoto antes? – Ayako pergunta.

- Claro que já.

- O que?! – Hoshou grita, chamando a atenção de todos – Com quem? Por que não disse pro seu pai?! Uwaaa, eu vou bater nesse cara que ousou sair com minha filha!

- Cala a boca! – Ayako bate no braço dele.

- Então Mai-san já beijou antes, eu presumo.

- É claro. – Mai sorri – Tenho 18. É impossível alguém da minha idade nunca ter beijado antes.

- Eu não beijei. – Jonh diz.

- Mas você tem o voto de celibato. Não vale. – Ayako diz.

- Espera. Masako, você já…

- Não. – ela responde, séria – Algum problema?

- Okay, então existe alguém.

- Eu também não beijei. – Gene sorri.

- Porque você estava morto. – Mai diz – Até o Naru já deve ter beijado alguém antes – todos olham para ele, que simplesmente ignora a afirmação.

- Ele já beijou sim. – Gene sorri – E que beijo! Eu pensei que ele iria arrancar as roupas da garota ali mesmo. – ele ri, enquanto todos ficam vermelhos.

- Como eu disse, é rude espiar os outros. – Naru retruca, bebendo um gole de seu chá.

- Vê? Todos aqui já beijaram, menos o Jonh e a Masako. – Mai diz, ignorando a dor crescente em seu peito por saber que Naru já havia beijado antes. Então ela sorri maliciosamente.

- Opa, que garota malvada. – Hoshou sorri maliciosamente, sendo acompanhado pelos outros. – Por que vocês dois não se beijam e entram para o grupo?

- Mai deve estar contando beijos na bochecha. Isso é beijo de criança. – Masako diz, fazendo a atenção voltar a garota.

- Ei! Foi na boca, okay? E mais de uma vez! E teve uns que até me deram um chupão também! Quão adulto isso é para você?! – Mai olha para Masako, vermelha, mas irritada.

- Um chupão? – Madoka ri – Parece que alguém aqui está perdendo para a concorrência.

- Hã… Mai-san, por que não entrega seus presentes? – Jonh sorri, querendo evitar uma discussão e ser obrigado a beijar alguém contra sua vontade.

- Eh? Ah, sim! Os presentes! – Mai sorri, correndo até o escritório e pegando três embrulhos, para então voltar para a sala – Aqui! – ela diz, chamando a atenção de todos.

- Por que três?

- Dois são para o Naru.

- Por que ele ganha mais? – Gene pergunta.

- Porque ele já me ajudou várias vezes, já me protegeu de um monte de espíritos malucos, já me ensinou várias coisas mesmo que a maioria eu tenha ignorado… — Mai sorri, sem graça – Bem, eu quero agradecer a ele. Então um é o de aniversário e o outro é o de agradecimento.

- Hm… Bom para você, noll. – Gene olha para o irmão, que simplesmente continua esperando.

- Primeiro o seu Gene. – ela sorri, abraçando o garoto – Parabéns. – então ela da um dos embrulhos para ele.

- Obrigado, Mai. – ele sorri, então tenta abrir o pacote – Hum, Mai? Como eu abro isso?

- Ah, desculpa. Eu não sei embrulhar muito bem. – ela passa a mão detrás da cabeça, sem graça – Só…rasgue.

- Okay. – Gene o faz e revela uma pequena caixa, que dentro havia um pequeno MP4 – Owo, não foi muito caro, Mai?

- Não. – ela mente – Luella-san me disse que você gostava muito de ouvir música antes de morrer, então eu pensei que você gostaria de ter um desses.

- Obrigado, Mai.

- Eu coloquei a valsa ai dentro. – Mai sorri e Gene ri.

- A valsa? – Luella se anima – Vamos dançar depois! – os irmãos se olham e reviram os olhos.

- E o do Naru-bou? – Hoshou pergunta, ansioso para ver o que a garota tinha comprado para o chefe.

- Oh, sim! Bem, foi muito difícil de escolher o que comprar para você, Naru. – Mai diz, olhando para o chefe – Primeiro, você não gosta de música. Então eu pensei em comprar algo relacionado a chá, já que você é viciado, mas ia parecer que eu to presenteando um velho. Então eu pensei numa roupa. Era o mais fácil já que você só usa preto, mas Yasuhara-san disse que ia dar roupas para você e eu não queria repetir. Então eu lembrei que você é um viciado em livros também. – ela sorri e dá um dos pacotes a ele.

- Como você sabia qual livro comprar? – Gene pergunta.

- Essa foi a parte mais difícil. Um dia eu cheguei mais cedo do que ele e anotei os nomes de todos os livros que ele tem ai.

- Todos? Mai, ai tem mais de 100 livros. – Lin diz, admirado.

- Eu sei. Mas ai eu lembrei da casa dele na Inglaterra. Eu pedi ajuda a Luella-san e ela me deu uma lista de todos os livros que o Naru tinha lá. E que lista! – Mai sorri – Então eu fui procurar nas livrarias um livro para você.

- Não foi difícil? – jonh pergunta.

- Um pouquinho. – ela sorri.

- Owo, acho que você pegou o livro errado, Mai. Esse está velho para caramba. – Hoshou diz, olhando para a relíquia nas mãos do chefe. Naru lança um olhar para o monge.

- Esse é um manuscrito original do trabalho mais importante de Jonnhy Roll. – então o chefe olha para Mai – Você sabe quantos cientistas estão atrás desse livro?

- Hã… Não. – Mai sorri.

- Jonnhy Roll? O homem que descobriu o mundo paranormal? Esse Jonnhy Roll? – Martin olha para o filho.

- Você conhece outro?

- Ele é tão importante assim? – Mai pergunta.

- Sim. Mai, como você achou isso? Está dado por perdido a séculos.

- Eu estava na livraria, procurando seu livro e um velhinho perguntou o que eu queria. Eu disse e então ele me deu o livro.

- Deu? – Martin olha para ela, incrédulo – Isso custa milhões! É um artefacto, uma relíquia!

- Hm… Sorte. O engraçado foi que o dono da livraria disse que não havia nenhum velhinho trabalhando ali. Estranho, não? – Mai sorri — Você gostou, Naru? – Mai pergunta, sorrindo.

- Sim.

- Filho, você vai ter que me emprestar depois. – Martin diz e Naru ignora.

- Agora o outro presente. Esse é mais simples e eu não sei se vai gostar já que é do tipo fatos a sentimentos.

- O que é? Uma confissão? – Ayako goza, recebendo um olhar irritado de Mai.

- Não. Aqui está, Naru. – o garoto estica a mão para receber, mas Mai aproveita e o abraça, rindo – Parabéns, chefinho.

- Safadinha. – Madoka diz, rindo.

- Um colar? – Naru pergunta, segurando a corrente entre os dedos e olhando a Estrela de Davi incrustada em um pequeno porta-fotos.

- Legal, né? – Mai sorri – Tem a foto de todo mundo junto do SPR e do outro lado uma foto da sua família. Olha, se você apertar a estrela, toca uma musiquinha.

- É muito gentil da sua parte, Mai. – Luella sorri – Noll tem muita sorte.

Naru olha para o colar por mais alguns segundos, então para o rosto sorridente de Mai.

‘Diga.’

- Obrigado, Mai. – Naru sorri por alguns segundos

- De nada, Naru! – a garota sorri, suas bochechas rosadas – Oh! Ahá! Você disse obrigado de novo! – então ela se vira para os amigos – Há! Eu disse que ele tinha dito! Quem rir por último, rir melhor! Há! Passem todo o dinheiro! – Mai diz, rindo de alegria.

- Naru, por que você diz obrigado apenas para Mai? – Masako pergunta, relutante em entregar seu dinheiro, mas Mai arranca de sua mão com um sorriso triunfante.

- É normal agradecer quando alguém lhe dar um presente, não? – Naru diz friamente, colocando o colar em seu bolso e colocando o livro em uma gaveta e trancando-a.

- Nós demos presentes a você! – Ayako reclama, irritada.

- Vai ver ele gostou mais dos da Mai. – Gene sorri.

- Mai-chan! – a porta se abre, revelando Jun – Estou aqui para salvá-la do chefe sem coração! – ele sorri, entrando.

- Jun! – Mai olha para o amigo, surpresa – O que está fazendo aqui?

- Hoje é seu dia, Mai-chan! É claro que eu viria lhe ver. – ele sorri, então percebe a decoração – Você nem me chamou para sua festa.

- Não é a festa dela. É a festa deles. – Hoshou diz, apontando para os gemeos.

- Eh? É o aniversário de vocês também?

- Como assim também? – ele pergunta.

- Bem, hoje é o aniv…

- Mai! Parabéns! – a porta se abre, revelando as melhores amigas da garota, Keiko e Michiru.

- Mai! – alguns garotos aparecem atrás delas, sorrindo – Parabéns!

- Eh? O que estão fazendo aqui? – a garota olha surpresa para os amigos.

- Parabéns! Soubemos que vai para a faculdade mais cedo! – os garotos riem – Boa sorte.

- Obrigada. Mas…

- Parabéns, Mai! – Keiko abraça a amiga – Você agora tem oficialmente 18 anos!

- Ela tem 17. – Ayako interrompe.

- Não, ela tem 18. – todos os amigos dela dizem.

- Okay. Quem diabos são vocês e o que estão fazendo aqui? – Ayako pergunta.

- Sou Sui. – um garoto sorri.

- Takeru.

- Ren.

- E eu sou o Hoshi. Nós somos amigos da Mai.

- Meu nome é Keiko.

- Eu sou Michiru. Viemos aqui para levar a Mai para comemorar o aniversário dela. Não sabíamos que vocês tinham preparado uma festa.

- MAI! – todos gritam, procurando a garota que tentava se esconder debaixo da mesa.

- Mai! Você não disse que hoje era seu aniversário!

- Eh? Mas a festa… — Keiko olha para a decoração, sem entender.

- É o aniversário do Naru-bou e Gene-bou também. – Hoshou responde.

- Shibuya-sempai! – as duas garotas sorriem – Oh, você tem um irmão gêmeo!

- São amigas da Mai? – Gene sorri.

- Sim… — elas dizem, hipnotizadas pelo garoto.

- Então Mai? Quando planejava nos dizer que hoje é seu aniversário? – Luella olha para a garota, interrogativa.

- Hã… Eu não planejava…

- Ah, hey, temos que ir. – um dos amigos dela diz, sorrindo – Desculpa, Mai. Temos que ir. Aqui está seu presente. Parabéns. – ele abraça a garota, beijando-a rapidamente e entregando o presente.

- Parabéns, Mai. – os outros fazem o mesmo, menos Ren, que fica olhando para ela.

- Tudo bem, Ren-kun. Obrigado por vir. – Mai sorri, abraçando-o.

- Eu sinto sua falta, Mai. – o garoto diz.

- Desculpe. – ela sorri – Bye.

- Bye. – ele se vira, mas então volta e beija a garota nos lábios – Diga se mudar de ideia. – ele sorri, então vai embora junto com os amigos.

- Mai, não quer vir conosco? – Keiko pergunta, sorrindo.

- Nós estamos indo para o clube.

- Não, desculpe. Talvez outro dia. – Mai sorri e as amigas a abraçam rapidamente, então indo embora. – Bem, foi legal. Então? – ela se vira para Naru e os outros – Vamos continuar?

- Idiota! – Hoshou grita – É seu aniversário hoje e você não disse! Eu não comprei presente!

- Está tudo bem, Bou-san. Eu nem gosto muito do meu aniversário de qualquer jeito. – Mai sorri.

- Mai, você deveria ter dito. Nós comemoraríamos nosso aniversário juntos. – Gene sorri – Eu nem mesmo comprei um presente para você.

- Ninguém comprou. – Yasuhara diz – Não se preocupe, Mai-san, vou comprar algo bem legal para você.

- Está tudo bem. Não precisa.

- Vocês não estão esquecendo nada importante? – Ayako relembra – Um daqueles garotos beijou ela!

- AHH!! – Hoshou olha para ela – Por que ele fez aquilo?!

- Ele é o Ren-kun. Eu estava saindo com ele até um tempo atrás. Eu acho que ele ainda gosta de mim.

- Você acha? – Madoka ri – A concorrência está aumentando, Noll. Não vai fazer nada?

- E isso ai? – Ayako pergunta, apontando para o pescoço da garota – Ele quem te deu?

- Eh? – Mai olha para o pescoço, pegando no colar e sorrindo.

- É bem bonito. Espere. Luella, esse não é aquele colar que vimos hoje naquela joalheria? – Madoka pergunta e a mulher se aproxima.

- Tem razão. Isso é rubi, sabia Mai?

- O que?! – a garota grita, aterrorizada.

- Em alguns lugares da Inglaterra, dar uma jóia para uma garota significa estar interessado nela. – Martin diz – Eu dei para Luella um par de brincos.

- Lindos, devo dizer. Ainda os tenho. – ela abraça o marido – Mas quem lhe deu, Mai?

- Naru.

- Desculpe, acho que não escutei direito. Quem você disse?

- Naru. Naru me deu o colar. Oh, você me deu por causa do meu aniversário? – Mai pergunta, finalmente compreendendo o motivo. Naru ignora a pergunta e continua bebendo seu chá.

- Como ele sabia que hoje era seu aniversário? E porque ele não nos disse?! – Hoshou olha para o chefe, irritado.

- Eu gosto de saber sobre quem trabalha para mim e não vi razão para lhes dizer uma informação particular sobre Mai. Presumi que como ela não havia dito nada, não queria que ninguém soubesse, então não é meu lugar desrespeitar esse desejo. – Naru responde calmamente.

- Owo, isso foi gentil. – Mai sorri.

- Meu Noll virou um homem... – Luella diz com lágrimas nos olhos, mas sorrindo.

- Querida. – Martin sorri, abraçando-a.

- A família está reunida. – Gene sorri, abraçando o irmão, que parecia querer sair daquele local emocional imediatamente.

Mai sorriu ao ver a cena. Ela estava feliz por Gene e Naru estarem juntos de novo e sabia que os dois sentiam o mesmo. Ter uma família, irmãos, alguém para se importar com você, brigar, castigar, rir; fazia tanto tempo desde que chamara alguém de pai ou mãe. Seu pai morrera quando ela tinha onze e sua mãe, bem, aguentara poucos meses por causa de uma doença. Agora Mai não tinha ninguém que a ajudasse a se lembrar de sua infância completamente. Ela tinha algumas lembranças, como ela e seu pai em um tipo de sala escura, os dois brincando e rindo, em outras ela estava com a mãe, ouvindo histórias antigas. Mas a maioria era com seu pai e apesar de serem imagens desfocadas, ela estava feliz de ainda possuir algo que a lembrasse dele. Ryu era como ela o chamava, pois ele a lembrava de um desenho. Ela podia lembrar vagamente dele lhe dizendo que em seu trabalho as pessoas só o conheciam por Ryu e em como ela ficava feliz ao saber que seu pai se importava tanto com ela para adotar o apelido.

- Mai, está tudo bem? – a garota é tirada de seus pensamentos por uma voz gentil.

- Tudo Gene. Apenas nervosa sobre amanhã. – Mai sorri – É a primeira vez que saio do país.

- Não se preocupe, a Inglaterra é bem legal, apesar de ser um pouco histórica. – ele ri – Eu tenho certeza de que vai adorar nossa casa.

- Eh? Pensei que iamos direto para a montanha.

- Não. Nós vamos passar dois dias na nossa casa, pois é preciso o transporte adequado para subir aquela montanha. Ela passa quase todo o ano no inverno.

- Owo, deve ser incrível ver a neve o ano todo. Mas frio! – Mai treme inconscientemente fazendo o garoto rir – Mas Gene, você está morto para todos lá, não é? Eles não vão estranhar quando você voltar...vivo?

- Sim. Por isso, vamos manter isso em segredo por enquanto. Já falei com meus pais e eles concordam. Se eu voltar vivo, vão ficar curiosos em como e então você vai ser envolvida.

- Eu?

- Sim, afinal é por sua causa que estou de volta. – ele sorri – E eu não iria querer causar problemas para minha ressuscitadora. – ele ri.

- Eu ainda não entendo como é possível. – Mai diz, pensativa – Tudo bem que eu tenho PK-LT, mas para reviver alguém e ainda continuar vivinha... O Naru usa um pouquinho e já para no hospital. Eu usei um montão pelo que vocês disseram e só dormi por uns dias.

- Bem, papai falou sobre isso conosco. Se você permitisse, ele gostaria de fazer alguns testes. Você intrigou muito a ele.

- Testes? Tipo aqueles de ratos em laboratórios? – Mai o olha assustada.

- Não, não. – ele ri – Noll nunca deixaria e nem eu.

- Bem, okay eu acho. Contanto que não me transformem num frankstein. – ela dá um sorriso torto e Gene ri, chamando a atenção de todos.

- Isso significaria que meu pai é um cientista maluco.

- Naru é. – Mai sussurra e Gene ri mais ainda.

- Hey, hey, do que vocês riem tanto? – Hoshou se aproxima, sorrindo.

- Qual a piadinha? – Ayako pergunta.

- Eh... Nada. – Mai sorri.

- Não pareceu nada pelo modo como Gene-san estava rindo. – Yasuhara se aproxima, sorrindo.

- Ele ri de qualquer coisa. – Mai diz – Cuidado, um dia sua caixa da risada vai falhar.

- Bob Esponja? Sério, Mai? – Hoshou goza a garota, que cora.

- Ah, falando em Bob Esponja. – Mai fica séria de repente – Martin-san, já que você é um cientista há mais tempo que o Naru, eu queria perguntar. Existe algum tipo de poder que permite alguém controlar os elementos?

- Elementos? Água, fogo, ar e terra?

- Sim.

- Não que eu tenha ouvido. Por que?

- É eu que vi esse desenho muito legal, Avatar e o garoto conseguia controlar todos.

- Um desenho? Quantos anos você tem? – Naru pergunta, olhando-a sem expressão, mas um brilho em seus olhos dizia a Mai que ele estava gozando-a.

- 18, e você? 200? – ela dá um sorriso torto.

- Ei ei, parem de brigar. – Luella sorri – Se vocês se amam, ficar brigando não resolve nada. – Mai e Naru lançam um olhar para a mulher, que ri.

- Por que pergunta, Mai? – Martin sorri.

- Curiosidade. Sabe, PK-Lt é o poder que controla as coisas vivas, certo? E a água está viva, certo? Então eu pensei...

- Uma pergunta interessante. Mas não acho que água se encaixe nos padrões de controle do Pk-Lt.

- Ah, ok. – Mai dá de ombros – Outra pergunta. Existem Deuses?

- Okay, você precisa pensar seriamente sobre quanto desenho está assistindo, Mai. – Hoshou diz.

- É, isso está mexendo com sua cabeça mais ainda.

- Ei! – Mai olha para os dois, irritada – É só uma pergunta e não é por causa de um desenho!

- Então qual o motivo? – Gene pergunta, agora levemente curioso.

- Eu tenho tido...sonhos.

- Sonhos? Tipo os que você tem quando estamos em um caso? – Yasuhara pergunta.

- Mais ou menos. São meio estranhos.

- E desde quando seus sonhos não são estranhos? – Masako goza.

- Esses são diferentes.

- Algo relacionado com o caso da montanha? – Naru pergunta, agora preocupado.

- Não. Bem... Você lembra do lugar onde nos encontrávamos, Gene? – Mai se vira para o garoto, que sorri.

- Mais ou menos. Era um tipo de portal entre os dois mundos. Brilhante, parecia quase sem fim.

- Pois é. No final do caso do Hiroshi-san, eu começei a ter esses sonhos e...

- Por que não disse? – Naru olha para a garota, com certa repreensão em seu olhar.

- Pensei que iam acabar quando o caso acabasse. – Mai diz baixinho – Mas eles tem ficado cada vez mais frequentes.

- E o que acontece neles?

- Nada.

- Como assim nada? – Martin se senta no sofá, sendo imitado por todos.

- Bem, nos sonhos eu to nesse local lindo. É como se fosse um jardim imenso. Tem montanhas ao fundo, o céu é tão azul que chega a cegar, tem flores por todos os lugares, um riacho. É um local lindo.

- Parece com o paraíso. – Jonh diz, sorrindo.

- Paraiso? Tipo... O céu?

- Sim. Dizem que ele é diferente para cada pessoa, mas é o mesmo.

- Eh? – Mai o olha, completamente confusa.

- O que Jonh-san quis dizer é que o Céu é um local só, mas muda pois cada pessoa o olha de maneira diferente. Enquanto você vê esse jardim lindo, outros poderiam vez a praia, o espaço, cavernas. – Gene sorri.

- Entendo.

- Mas o que acontece lá, Mai?

- Bem, nos primeiros sonhos eu fiquei muito confusa já que não tinha o Gene para me guiar, então eu apenas fiquei olhando e passeando. Quando eu estou lá, é como se não existisse nada para me preocupar. Não existisse guerra, ganância, egoismo, nada ruim. Apenas paz.

- Então o sonho todo é só você nesse lugar?

- Antes, sim. Eu não estava preocupada por isso, mas agora tem alguém aparecendo.

- Alguém?

- Pelo menos eu acho que é uma pessoa. Eu nunca consigo vê-lo. Ele é envolto em capas, algumas vezes negras, outras vezes brancas. Eu percebi que dependendo do humor dele, a cor da capa muda.

- Humor dele? Então é um homem? – Martin pergunta, curioso.

- Bem, quando ele fala comigo sua voz é grossa e um pouco rouca igual a de um homem, mas é tão gentil. Algumas vezes ele fala com se soubesse tudo sobre mim e o mundo. Ele é muito misterioso.

- Ele tem um nome?

- Não. Pelo menos ele nunca disse.

- Sobre o que conversam?

- Sobre...tudo.

- Especifique.

- Sobre mim, sobre os casos do SPR, sobre comidas, sobre vocês.

- Você já perguntou quem ele é? Onde é o local? – Lin pergunta.

- Já. Mas ele simplesmente sorri, sussurra algo no meu ouvido e então eu acordo. Eu parei de perguntar isso quando percebi que eu sempre acordava depois.

- O que ele sussurra?

- Meu nome. Apenas... meu nome.

- Como você pode saber que ele sorri? – Naru pergunta – Você disse que ele não mostrava o rosto.

- Eu...sinto. Não sei como, mas eu sinto. É estranho?

- Você é estranha. – Gene sorri.

- Fala o garoto que voltou da morte. – Mai sorri.

- Touché. – os dois riem.

- Mai, você acha que esse homem de capa é um Deus? – Luella pergunta.

- Não sei. Só que tem algo sobre ele... Ele emana uma aura poderosa...Não é como quando eu via o Gene ou os outros espiritos. Ele é... diferente.

- Bem, Mai, Isso com certeza deve significar algo. – Martin sorri – Mas eu nunca ouvi, nem vi nada sobre Deuses no mundo Paranormal. Nós sabemos que existe esse portal entre os dois mundos, mas ter um Deus? Eu teria que fazer algumas experiências ou testes para poder estudar melhor isso.

- Bem, pode ser só um sonho também. – Mai sorri – Nada para se preocupar.

- Normalmente os seus sonhos são algo preocupante. – Ayako diz.

- Não acho que esse seja. Deixa para lá. Vamos curtir a festa. Não é todo dia que podemos ver nosso adorável chefe dançando a valsa. – Mai sorri e todos riem. Logo Luella se anima e Naru é arrastado para ser seu par. Com um olhar que dizia ‘Riam e eu mato todos’, Naru dançou com sua mãe por o que pareceu uma eternidade até ela finalmente decidir trocar de parceiro.

- Mai, quer dançar? – Gene pede, sorrindo gentilmente com a mão estendida.

- Claro! – Mai sorri, ignorando as risadas de seus amigos. Ela ainda lembrava os passos muito bem e era fácil seguir o ritmo com Gene a guiando tão bem. Ela olhou para os amigos que a encaravam pasmos e sorriu.

- Desde quando você dança, Mai? – Luella pergunta, dançando ao seu lado com Martin.

- Gene me ensinou. – ela sorri – Ele é um professor muito bom. – ela fala alto, esperando que um certo chefe narcisista escutasse. Se ele escutou, não demonstrou nenhum sinal.

- Obrigado, Mai. – Gen sorri, guiando-a para longe dos pais. – Então?

- Eh?

- Algum avanço com meu irmãozinho? – ele fala baixo de próposito.

- Tirando o fato dele ter sorrido e dito obrigado para mim mais de uma vez, não. – Mai diz.

- Nada mesmo? – Gene pergunta, quase desapontado.

- Bem, ele me abraçou. – ela admite, vermelha – Mas não significou nada! – ela acrescenta logo em seguida – Ele só queria me agradecer por...você sabe, trazer você de volta.

- Entendo. – Gene sorri, parando de dançar – Se me dá licença. – ele sorri.

- Tudo bem. Vou procurar o Bou-san. Ele me deve dinheiro. – Mai sorri, saindo dali.

Ela procura pela sala, observando tudo e a todos e não pode deixar de se sentir feliz. Ela tinha uma família. Não de sangue, mas uma família grande, onde todos se amavam. Ela gostava dos momentos que passava com o pessoal do SPR e ela tinha que admitir, desde qua Naru voltou da Europa, ele estava diferente. Mais gentil, talvez? Bem, Naru sempre fora gentil, só não gostava de demonstrar, nem de admitir. Mai o conhecia muito bem, mas algumas vezes sentia como se existisse uma parede entre os dois, impedindo-a de realmente entrar no coração do chefe. Ela também sabia que essa parede existia em parte por sua culpa. Todos ali eram humanos e tinham segredos que não queriam revelar a ninguém. Mai não era uma exceção.

- Ayako... – Mai é tirada de seus pensamentos ao ouvir a voz do monge pela janela.

- Hey, Bo... – sua voz se perde ao ver o homem beijando a miko. Ela fica olhando por alguns segundos pela janela, que a permitia ver a entrada do escritório, onde o novo casal estava, então se vira, sorrindo em pura alegria. Sabia que os dois tinham algum sentimento um pelo outro.

~.~

- Noll, por que não a chama para dançar? – Gene pergunta, sorrindo, ao lado do irmão.

- Por que eu deveria fazer isso? – ele pergunta, sem olhar para o irmão.

- Você realmente não sabe por que? Vamos, Noll, se você ficar parado, alguém vai roubá-la de você.

- Ela não é minha para ser roubada.

- Bem, se você não fizer algo, talvez eu faça. – Gene sorri, deslizando algo para dentro do bolso do irmão.

- Por que me deu isso? – Naru pergunta, tentando ignorar o pequeno pacotinho em seu bolso, que parecia pesar mais do que os equipamentos de quilos que carregava.

- Prevenção nunca é demais, meu irmão. Não estou dizendo para usá-la, mas bem, sinta-se livre. – Gene se vira – Tome cuidado. Tem validade. – então ele se afasta.

Naru olha para o irmão sem expressão, antes de seus olhos se desviarem e pararem em Mai. Era automático. Se ela estivesse na sala, seus olhos estariam nela, mesmo que ninguém percebesse.

- Quer dançar? – ele se aproxima silenciosamente e vê quando ela pula, assustada.

- Eh?

- Eu perguntei se gostaria de dançar. – Naru repete e Mai o olha surpresa ao ver que não tinha sido insultada de nada como idiota ou surda.

- Claro, Naru. Eu adoraria dançar com você. – ela sorri, aceitando a mão do garoto, que a levou para o meio da sala onde Lin e Madoka, Martin e Luella dançavam. Ela podia ver Masako, Jonh, Yasuhara e Gene discutindo sobre algo.

- Por que estava sorrindo, Mai? – Naru pergunta, olhando-a fixamente nos olhos. A dança, não mais um valsa, era lenta e tinha um ritmo agradável.

- Nenhuma razão. – ela desvia o olhar, envergonhada.

- Eu não sou idiota, Mai.

- Okay. – ela suspira – Mas não pode contar para ninguém, ok?

- Sim.

- Eu vi Bou-san e Ayako se beijando. – ela sorri maliciosamente.

- Finalmente. – é a única coisa que sai dos lábio do garoto.

- Eh? Ehh?

- É fácil saber que eles tinham sentimentos um pelo outro. Apenas observação.

- Acho que tem razão. – Mai olha para ele por alguns segundos – Bem, estou feliz por eles. – ela sorri – Mas Naru? Por que me chamou para dançar?

- Tem que haver um motivo? – Naru a olha.

- Conhecendo você, sim.

- Talvez eu apenas quisesse dançar com você. – ele diz e Mai se cala. Mesmo que aquele não fosse o verdadeiro motivo, ela preferia acreditar que era.

O tempo passa, todos conversam, dançam, riem, bebem e comem. Aos poucos foram indo embora até que restou apenas Mai. Ou era o que ela pensava.

Notas finais
Reviews? Cara, to doidona pelo próximo capitulo. Já tenho tudo na minha mente e acredite, vai ser o melhor de todos!!!