Eterno
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Consegui um tempinho para postar. Infelizmente, não sei quando vou postar de novo, já que já está chegando o período de vestibulares. Me desejem boa sorte!
Boa leitura!
Naru acordou com algo esmurrando seu peito de leve.
- Mai, pare de me bater. Eu gostaria de dormir. – ele retruca, segurando dois pulsos e colocando-os de lado. Após alguns segundos, assim que conseguiu achar a posição mais confortável, ele sentiu um travesseiro batendo contra seu rosto e se sentou, furioso.
- Ma… — a repreensão parou em sua garganta ao ver um garotinho em cima de suas pernas, segurando o travesseiro com força – Aydan.
O garoto abriu a boca, mas nenhum som saiu. Ele tentou de novo, fazendo várias gesticulações e abrindo e fechando a boca várias vezes, mas novamente, nenhum som saiu.
- Você está com fome? – Naru pergunta, estranhando o garoto estar em seu quarto. Aydan nega com a cabeça e começa a gesticular novamente. – O que quer? Eu não consigo ler pensamentos, não entendo o que diz.
- …i… — um leve gemido deixa sua boca e Naru se aproxima.
- O que aconteceu?
- …i! – o garoto tenta novamente, gesticulando para a janela.
- Você quer brincar? – o garoto bate suas pequenas mão contra seu próprio rosto, lançando um olhar furioso para o rapaz, que o olha sem entender.
- …i… M…i… — sua voz engancha. O garoto respira profundamente e abre a boca – MAI!
Naru recua, surpreso pelo grito vindo do garoto.
- Noll…? Hm… — Naru olha para seu irmão, que estava acordando, mas nada disso entra em sua mente. O nome de Mai ocupava toda ela.
- Ma…i! M…ai! Mai…! Mai! – Aydan repetia, apontando para a porta freneticamente.
- Mai? Mai! – Naru se levanta rapidamente, enquanto o garoto puxava sua mão, tentando levá-lo para a porta. – Gene, acorde! Mai está em perigo! Chame Lin!
- Mai! Mai! Mai! – Aydan repetia.
- Onde? – o garoto aponta para si e para a porta. – Mostre! – Naru diz, impaciente. Não era hora de brincar de adivinha com um garoto de 6 anos.
Aydan corre pelo corredor, refazendo o caminho que Mai fizera e logo estavam fora da casa, enquanto Gene corria para a base, acordando a todos e então correndo para o quarto de Lin.
- Mai! – Naru sai da casa, olhando pelo terreno, mas só vendo branco. Ele vê Light a alguns metros de distância e corre até lá, encontrando a garota completamente adormecida, enquanto o cachorro a protegia do frio com sua espessa camada de pelos – Mai… — ele se ajoelha ao seu lado, checando seu pulso e suspirando ao senti-lo forte. Ela estava bem. – Sua idiota, quantas vezes mais irá me preocupar assim?
Naru estende os braços para pegar a garota, mas para ao ver Light lhe olhando e mostrando os dentes.
- Bom trabalho, Light. – Naru estende a mão e com cuidado acaricia sua cabeça – Eu vou protege-la agora. – então ele pega a garota no colo e se vira, andando em direção a casa no mesmo momento em qua Gene e todos os outros saiam.
- Noll! Onde est… Mai! – o garoto corre até o irmão, sendo seguido por Ryu – Ela… está bem?
- O que aconteceu com ela?
- Ela está bem. Apenas com um sério problemas de idiotice aguda. – Naru retruca, entrando na casa e ignorando todos os outros até chegar na base e colocá-la no sofá, observando Light parar na frente dela e deitar.
- Ele está de mau-humor. Não fal… — Gene é interrompido.
- O que aconteceu, Naru-bou?! Por que Mai estava lá fora?
- Quem estava aqui? – Naru pergunta, cruzando os braços e olhando para cada rosto ali. Se olhar pudesse matar, todos estariam mortos.
- Nós. – Ayako se pronuncia.
- Então, Matsuzaki-san, diga-me por que Mai estava lá fora.
- Como eu saberia disso?!
- Você estava na base com Hara-san e Jonh. Vocês estavam responsabilizados de olhar para os monitores e ver o que estava acontecendo na casa enquanto nós descansávamos. Vocês deveriam ter visto Mai em uma das telas, não? Ou ela simplesmente apareceu magicamente lá fora? – Naru pergunta, o sarcasmo pingando de sua voz como veneno – Vocês deveriam ter visto ela deixando o quarto e andando para fora da casa, assim como deveriam ter visto Aydan. E se algo tivesse acontecido a eles enquanto vocês dormiam? Como se responsabilizariam?
- Naru, algo aconteceu durante a noite que afetou a todos nós. – Masako diz.
- É óbvio que aconteceu, Hara-san! – o garoto diz, o tom de sua voz completamente neutro – Mai andou para fora da casa por burrice própria, mas vocês deveriam ter visto e impedido-a. Vocês falharam.
Todos estavam assustados demais para falar qualquer coisa. Era exatamente por isso que não gostavam e faziam de tudo para não deixar o chefe bravo. Porque quando ele se irritava, ele não gritava, ele não xingava, ele não reagia como uma pessoa normal faria. Ele simplesmente lhe olhava com um olhar completamente sério, cheio de repreensão, como se estivesse olhando para uma criancinha; e o pior de tudo, sua voz permanecia neutra durante todo o discurso. Nem um tom mais alto ou baixo e era exatamente isso que fazia os pelos de todos ali se eriçarem, seu coração aceleram e eles se sentirem tão inúteis e idiotas como nunca se sentiram antes.
- Noll, acalme-se. Poderia ter acontecido com qual… — Martin é interrompido pelo filho.
- Sim, poderia, mas não deveria. – ele lança um olhar sério para todo o grupo.
- Shibuya-san, nós não dormimos porque quisemos. Algo nos fez dormir.
- Mesmo? O que então, Jonh?
- Quando estava perto de amanhecer, Masako disse que estava escutando uma música. Nós ignoramos porque pensamos que era por falta de sono. Mas ela continuava insistindo, então nós resolvemos ver o que era. De repente, nós estávamos acordando com o seu irmão chamando a gente. – Ayako explica e Naru se mantem em silêncio por alguns segundos.
- Uma música? Lin, rode as câmeras em volta das cinco. – ele se vira, postando-se atrás do chinês.
- Sim. – o homem aperta alguns botões.
- Avance. Mais. Pare. Os microfones captaram algo?
- Sim. Um som muito baixo, mas muito semelhante a música de uma flauta.
- É esse o som que escutou, Hara-san?
- Sim.
- Avan… Pare! Volte para os 47 segundos. Aqui. – ele aponta para a janela no seu quarto – O que são essas luzes?
- Espíritos. – Mai responde.
- Waaah! – Hoshou dá um pulo para o lado – você quer me matar do coração, Mai?!
- Desculpe, Bou-san. – a garota sorri, então finalmente percebe o olhar assassino em sua direção – N-na-naru?
- Sua idiota! – ele avança em direção a garota, que vai recuando – Você é surda? Ou me ignorou propositalmente? O que eu disse sobre andar sozinha, Mai?
- N-não pode.
- E o que você fez?
- E-eu andei sozinha… D-desculpe…
- E se algo houvesse acontecido com você? Hm, o que faria? – ele se aproxima, fazendo a garota recuar mais ainda – Você ainda está machucada. Não deveria ter me desobedecido, Mai. Você me prometeu antes de vir para cá que me obedeceria, e você quebrou essa promessa. Você terá uma punição por isso.
- Eh? E-espere, você não vai me mandar de volta, vai?
- Não – Mai suspira, aliviada – Mas eu deveria. Você irá ficar na base o dia inteiro como punição, talvez o resto do caso se seu comportamento não me agradar. Eu não me importo se está com fome, ou se seus braços doem ou o que seja. Ficará aqui. Comerá aqui. E se eu souber que você deu um passo para fora daqui, acredite, você desejará nunca ter vindo conosco. Fui claro? – a garota não se move – Fui claro, Mai? – ele repete, aproximando-se.
- S-sim! – a garota responde, ainda assustada com o tom e a expressão do garoto.
- Owoo, eu nunca vi ele ficar tão zangado assim… — Hoshou sussurra.
- Cala a boca ou ele vai matar você! – Ayako resmunga, tentando não olhar para o chefe.
- Agora que estamos entendidos – ele ajeita sua postura e volta a mostrar sua face inexpressiva – Faça o favor de nos contar o porque de ter deixado o quarto em plena madrugada sem avisar a ninguém.
- E-eu escutei uma música. Era bonita. Eu queria saber da onde estava vindo, então fui olhar. Eu juro que tentei chamar você e o Gene! Eu realmente tentei! Eu sabia que ia ficar bravo comigo se eu saísse sozinha, mas vocês não acordavam não importava o que eu fizesse, e a música estava sumindo. Então eu fui sozinha.
- Mai, se você tivesse tentado me acordar, eu teria acordado.
- Noll, ela…não está mentindo. Ela realmente tentou. – Lin olha para o garoto, sério – Olhe.
Todos olham para a tela e vêem a garota sentada, olhando para a janela. Então ela olha para a porta e depois para o garoto ao seu lado.
- Naru. – a imagem de Mai sussurra, cutucando seu braço – Naru, Gene. – ela tenta de novo – Naru! – ela fala mais alto – Gene, acorda. Tem alguma coisa aqui. – ela tenta empurrar e puxar o garoto, mas ele não dá o menor sinal de acordar – Gene, Naru, acordem! – ela se aproxima da orelha de Naru, falando alto de propósito — Eu não estou brincando! – ela se afasta, irritada — NARU! – ela grita, já desesperada pelo fato da música estar ficando mais baixa – Ta bom! Se não quer acordar, fique ai! Se alguma coisa me pegar, a culpa vai ser de vocês dois, seus gemeos idiotas! – a garota empurra os lençóis e edredons para longe de si, saindo da cama, vestindo seu casaco e então sumindo do foco da câmera.
- Owo, isso é que é ter um sono de pedra… — Hoshou murmura, segurando-se para não rir.
- Vê? Eu tentei mesmo acordar vocês. – Mai resmunga – Se gritar e quase empurrar vocês para fora da cama não é tentar o suficiente, não se preocupe, próxima vez, eu jogo um balde de água bem gelada em vocês. – a garota diz, olhando para o chefe.
- Aniki, você escutou algo noite passada?
- Nada. Dormi como um anjinho. – ele responde, olhando pensativamente para as câmeras – O que é estranho. Eu tenho um sono muito leve, assim como você, Noll.
- Dá para ver que é leve. Leve como uma rocha. – Hoshou ri.
- A música. – Naru olha para Lin – É possível escutar a música em todos os cômodos?
- Sim.
- Entendo. A música foi como um feitiço da bela adormecida. Nós ficamos inconscientes, enquanto o espírito atraia Mai exatamente para onde quisesse. – Luella diz, olhando para os filhos, preocupada.
- Aydan escutou também. Ele estava comigo, mas eu mandei ele chamar você.
- Ele é uma criança. É mais sensível a essas coisas e mais instável. – Martin explica.
- Vê? Eu tentei acordar você. Não é minha culpa.
- É óbvio que a culpa é sua. Você saiu sozinha. Se não conseguiu nos acordar, deveria ter ficado na cama, não saído sozinha pela casa. Idiota.
- Hey!
- Então? – Naru se senta em sua cadeira – O que aconteceu?
- Ah! – a garota sorri. Naru iria ficar orgulhoso dela quando ela contasse tudo o que descobriu – Eu…
‘Damon está observando. Não diga.’
- …esqueci. – Mai suspira.
- Esqueceu? Você saiu sozinha, claramente desobedecendo minhas ordens, e esqueceu? Quão idiota você pode ser? – Naru dá um sorriso de canto, irritando a garota.
- Há, há! Olha quem fala, bela adormecida. – Mai retruca, mostrando-lhe a língua, mas recuando rapidamente e escondendo-se atrás de Ryu quando Naru ameaça se aproximar.
- Melhor você prestar atenção ao que fala, Mai. Você não quer ficar na base durante todos os casos, quer? – ele pergunta, um leve tom de ameaça em sua voz. Tudo bem, talvez não tão leve assim.
- Hey – Hoshou sussurra para Ayako, observando pelo canto do olho enquanto o chefe e Mai discutiam – Se a Mai não pode sair da base, quem vai fazer o chá dele?
- Ah. – um sorriso malicioso se formou de orelha a orelha no rosto da miko, assim como de Yasuhara, que havia escutado tudo. Jonh simplesmente sorriu.
- Nee, Mai, você poderia fazer um pouco de chá? – Ayako pergunta docilmente, tentando seu máximo para não rir quando viu o corpo de Naru ficar levemente mais reto.
- Eu não posso sair daqui, Ayako. Um idiota me proibiu. – Mai retruca.
- Que pena. Eu realmente amo o seu chá. É o melhor de todos.
- Com certeza. É tão suave e gostoso. Ahh, já posso me imaginar tomando uma xícara bem quentinha. Realmente… — Hoshou sorri.
- Calem-se. Se querem chá, façam vocês. – Naru lança um olhar para os dois, que se viram, camuflando a risada.
- Ele vai ter uma crise de abstinência! – Yasuhara diz, entre risadas – Estou louco para ver.
- Mai! Mai! Mai! – uma voz fina e suave se espalha pelo quarto e todos olhar para a porta, vendo Aydan no colo de Nick.
- Ele acabou de… — Yasuhara olha chocado para o garoto.
- Acho que estou imaginando coisas. Alguém… — Hoshou olha para os outros que concordam.
- Você consegue falar!!! – Mai dá um pulo para fora do sofá, um sorriso preenchendo seu rosto de alegria e seus olhos brilhando de empolgação e felicidade.
A garota corre até Nick, lançando-lhe um sorriso antes de pegar Aydan no colo e levá-lo para o sofá, colocando-o sentando em suas pernas.
- Mai! – o garoto sorri, tão empolgado quanto ela.
- Meu pai quase surtou quando Aydan falou na frente dele. – Nick sorri, sentando-se ao lado da garota – Ele está realmente feliz. Disse que ia fazer um almoço especial em agradecimento a você e agora está metido na cozinha junto com a Lilian.
- Para mim? Mas eu não fiz nada. – a garota o olha, confusa – Eu acabei de descobrir que ele consegue falar.
- Mai! – o garoto repete, animado em seu colo.
- Fico feliz que consiga falar, Aydan. – a garota sorri para o garoto em seu colo, beijando sua testa – Parabéns!
- Mai!
- Infelizmente ele só consegue falar isso. Lilian tentou fazê-lo falar seu nome, ou qualquer outro nome, mas ele não consegue. – Nick bagunça os cabelos do irmão, que se zanga, tentando tirar as mãos do irmão de si, mas não conseguindo por ser mais fraco.
- Mai! Mai! – ele repete, como se pedindo ajuda, mas de repente se cala, lembrando-se das palavras do irmão.
- Tentando ser homem, hã? – Nick sorri – Não se preocupe, você vai chegar lá um dia. Pedir ajuda não faz de você menos homem.
- Owo, sério, Mai, você daria uma boa professora. As crianças adoram você.
- Professora? – a garota faz uma careta – Não, muito obrigada. Estou tentando meu máximo para me livrar da escola. Ser professora está fora de cogitação.
- Você poderia ser uma de nós. – Gene sorri e Luella concorda, animada.
- Sim, sim! Você poderia ficar aqui na Inglaterra e moraria conosco! Então Gene e Noll ficariam aqui também! Oh, seria maravilhoso ter uma garota na casa!
- Uma de vocês? Querem me adotar? – a garota pergunta confusa.
- Adotar? Hm, seria uma boa ideia. Sempre quis uma garota!
- Luella, você já tem dois filhos. Vamos com calma, sim? – Martin sorri para a mulher – Não que eu ache uma má ideia.
- Hmm, eu gostaria de ter pais mais uma vez… — a garota murmura, seus olhos ficando distante – Mas eu sou uma adulta agora! Independente! – ela sorri, sua alegria contagiando a todos. De repente a garota se vira ao escutar uma leve tossida. Mais como um disfarce para uma risada. – Você… Você acabou de rir, não foi? – a garota pergunta, olhando para Naru – Você acabou de rir de mim!
- Está escutando coisas. – ele responde, sem tirar os olhos do papel.
- Eu sou uma adulta, sim! – ela diz, olhando-o com irritação – Sou sim! – ela repente, como uma criança mimada.
- Repita quantas vezes quiser. Quem sabe um dia se convencerá disso. – Naru diz, lançando-lhe um olhar gozador, mas logo voltando sua atenção para seu livro.
- Aydan! – Mai se vira para o garoto, que a olha, curioso – Diga Baka.
- B… Ba… — o garoto tentava pronunciar a palavra com esforço.
- Vamos, Aydan, eu sei que você consegue. – Nick encoraja o irmão.
- Baba…! – ele olha para Mai, feliz.
- Não, Aydan, o certo é Baka. Ba-ka. Repita depois de mim: Ba…
- Ba… Ba…
- Ka.
- La…
- Ka.
- K…a. Ka. Ba…ka! Baka! Baka! – o garoto repetiu a palavra alegremente.
- Agora diga Noll Baka!
- Nollie Baka! – o garoto diz, animado.
Todos na sala ficaram em silêncio absoluto, deixando as duas palavras ecoarem em seus ouvidos. Hoshou foi o primeiro a rir, seguido por Ayako, Gene, Luella e os outros. Até mesmo Lin soltou uma leve risada, ganhando um olhar repreensivo de Naru.
- Nollie Baka! Nollie Baka! – Aydan repetia, alegre com as risadas ao seu redor.
- Você é o melhor, Aydan! – Mai ri, abraçando o garoto com força e rindo. Ele, por sua vez, estava extasiado com a risada da garota.
- Mai! Boni…ta! Bonita! – ele diz, sorrindo.
- Aydan, você pode dizer meu nome? Ni-ck. Diz para seu irmão, diz.
- Com licença… — a porta se abre e Lilian aparece – O almoço está pronto.
- Lilian! – Nick se levanta, puxando a irmã até Mai – você não vai acreditar. Aydan acabou de falar um monte de palavras! Ele chamou o Oliver de idiota e a Mai de bonita! Foi incrível!
- Mesmo? – os olhos da garota brilharam e ela olhou para o irmãozinho – Você pode dizer meu nome? Lilian.
- L… Lan. – ele tenta, mas falha. – Li… L… — ele estava ficando nervoso com o olhar de sua irmã, e sua garganta estava começando a doer, então se calou e abraçou o corpo de Mai com força, escondendo o rosto no casaco dela.
- Aydan? – Lilian recua, magoada.
- E-ele só deve estar cansado! – Mai sorri para a garota, tentando animá-la.
- Yeah, ele não está acostumado a falar o tempo todo. – Gene ajuda Mai – Você disse que o almoço estava pronto. Vamos comer, então! – ele se levanta de sua cadeira e todos o imitam, começando a conversar enquanto se dirigiam para fora do quarto.
- Onde pensa que vai? – a voz fria de Naru ecoou pelo quarto, fazendo Mai paralisar.
- A-almoçar, lógico.
- Pensei ter sido claro, Mai. Você não deixará essa base. Bou-san, quando acabar de comer, traga o almoço de Mai e o meu.
- Por que?
- Ela não pode ficar sozinha.
- Hmm, okay então, Naru-bou. – ele saiu da sala.
- Idiota.
- Você disse alguma coisa, Mai?
- Nada! – ela retruca, sentando-se no sofá e voltando a brincar com Aydan, que havia se recusado a seguir Nick e Lilian. Ele queria ficar ali, com Mai e o homem sério.
- Lin, você pode ir também.
- Não tem a menor chance de eu deixar você e Mai sozinhos. – o homem responde seriamente.
- Tudo fic…
- Ficarei aqui. – isso colocou um ponto final na conversa.
Os minutos foram passando, Naru em sua cadeira, ocupado com seus papéis; Lin digitando em seu computados e Mai e Aydan sussurrando um para o outro, ou melhor, Mai sussurrando para Aydan e o garoto tentando repetir. Após vinte minutos, o garoto já sabia falar mais de cinco palavras sem gaguejar.
- Hm, você é muito esperto, Aydan! – Mai sorri.
- O…bri…Obrigado. – ele sorri.
- Que tal eu lhe ensinar três palavrinhas especiais?
- Esp...espacial?
- Não, especial. Es-pe-ci-al. Você pode dizer?
- Es…peci…al. Espe…cial.
- Isso! Lilian é especial, certo?
- Sim! Mai… Mai!
- Eu? Eu sou especial?
- Mai! – ele concorda com a cabeça, sorrindo.
- você é especial também. – ela sorri – Bem, sobre as palavras… — ele sorri gentilmente, lançando um olhar para Naru – Diga…
E pelos próximos minutos ela e Aydan treinaram e treinaram. O garoto estava se divertindo bastante aprendendo a falar todas aquelas palavras, principalmente as em japonês, que tinham uma pronuncia bastante engraçada. Sem perceberem, o tempo passou, e logo todos voltaram.
- Ahh, o almoço estava uma delicia! – Hoshou sorri, com a mão na barriga.
- Realmente. Não pensei que teria tantas opções, considerando que estamos em uma montanha isolada. – Ayako comenta.
- Devemos agradecer a Deus pelo que temos. – Jonh sorri.
- Mai, aqui está o seu e o do Aydan.
- Ah, obrigada Ryu-san! – a garota sorriu, pegando a bandeja – Aydan, coma tudinho, ok? Foi a Lilian e o papai quem fizeram, então tem que comer tudo.
- Verdura não! Não!
- Verdura sim! Olhe o Nick, ele é forte porque comeu verduras. Se você não comer, não vai crescer forte e bonito.
- Ohh, então eu sou bonito? – Nick sorri maliciosamente.
- Nick! – a garota enrubece.
- Aydan comer verdura e crescer forte! Aydan como Nick!
- Isso ai, garoto! – o irmão sorri – Obrigado, Mai. Por tudo.
A garota apenas sorriu. Antes de comer, ela olhou para Naru, vendo-o olhar estranhamente para o chá a sua esquerda, ignorando-o em seguida e começando a comer. Gene estava ao lado do irmão, conversando com Martin e algumas vezes pedindo a opinião do irmão. Jonh acompanhou Masako ao banheiro, enquanto Hoshou e Ayako conversavam, e incrivelmente não brigavam enquanto isso. Luella e Ryu conversavam animadamente sobre algum momento do passado, e algumas vezes, o homem lançava um rápido olhar para Mai, que passava despercebido pela mesma, mas que Naru notava e isso era o suficiente. Após alguns minutos, Mai acabou de comer e observou o garoto ao seu lado comendo. Algumas vezes ele a olhava e apontava para algo, então ela falava o nome e ele repetia.
- Bem, agora que acabou, que tal você dizer para todo mundo as palavras que aprendeu, Aydan? – Mai sorri e todos se viram, curiosos.
- sim! – o garoto sorri, então aponta para Hoshou – Bou pervertido!
- Hey! – todos riram, enquanto o homem lançava um olhar para a garota, que ria.
- Ayako velha!
- Hey! Como ousa me chamar de velha, seu pivete?! Para sua informação eu só tenho 26 anos e… — ela começou um discurso sobre sua juventude.
- Jonh gentil! Masako boneca!
- Ora, obrigada. – a médium sorriu para ele.
- Yasura…
- Não, Aydan, Yasuhara.
- Yasu…hara! Yasuhara engraçado! Luella feliz! Martin chefe! Ryu médico! Lin sério!
- Bem, ao menos esse ele acertou. – alguém murmura.
- Nollie bonito! – Ayadan falou enquanto olhava para Gene.
- Eu não disse isso! – Mai grita, colocando a mão na boca do garoto, enquanto todos riam e seu rosto ficava vermelho.
- Nollie bonito! Mai disse Nollie bonito!
- Aydan!
- Bem, parece que crianças realmente não conseguem mentir. – Naru lança um sorriso malicioso para Mai, que olha para baixo, completamente envergonhada.
- Mai ama todos! – Aydan diz, abraçando a garota logo em seguida – Aydan ama Mai também.
- Droga, como uma criança pode ser tão fofa?! – Ayako diz, olhando para o garoto nos braços de Mai e se segurando para não ir lá e apertá-lo até ele explodir.
- Você lembra sobre o que eu disse, Aydan? O segredo?
- Sim! Segredo! – o garoto pula do colo da garota, andando até Naru e parando ao lado de sua cadeira, puxando seu casaco para chamar sua atenção. A esse momento, todos já estavam ocupados, tanto que nem perceberam o movimento do garoto.
- Nollie? Nollie? – o garoto sussurra, puxando o casaco dele.
- É Noll. – o homem finalmente fala, desistindo de ignorá-lo.
- Nollie. – ele repete, sorrindo – Aydan sabe um segredo da Mai. – o rapaz continuou calado — Nollie quer saber?
- Não. – ele se vira.
- Nollie? Mai disse que Nollie quer saber.
- Nollie… — ele suspira – Noll não quer saber.
- Mas Mai disse… — ao escutar um pequeno soluço, Naru olha para baixo, dando de cara com uma expressão de um bebe prestes a chorar. Droga. Mai iria ficar muito brava se ele fizesse o garoto chorar. Suspirando, Naru pegou Aydan pelo cintura e levantou-o, colocando em seu colo. Nesse momento, Gene se virou e olhou estranhamente para o irmão, desconfiado pelo ato. Naru não gostava muito de contatos diretos, muito menos quando relacionados a crianças.
- Diga.
- Nollie quer saber?
- Sim, Nollie… Noll quer. – ele suspira de novo. Aquela droga de apelido era contagiante.
- Mai disse… — então ele se aproxima da orelha do homem, sussurrando algo bem baixinho, tão baixinho que Naru quase não escutou. O sorriso foi instantâneo, tão rápido surgiu que o rapaz nem teve tempo de camuflar sua felicidade. Gene, por sua vez, ficou mais curioso ainda. Seu irmão havia sorrido. Depois de anos, havia sorrido. A última vez que tinha visto aquele sorriso natural fora quando apareceu na frente dele pela primeira vez, quando ainda estava morto.
- Qual a resposta de Nollie? – Aydan sorri, empolgado.
- Noll pensa, não, sente o mesmo.
- Nollie am…! – Naru colocou a mão na boca do garoto rapidamente.
- É um segredo, lembra?
- Sim! – o garoto colocou as mãos sobre a boca, então pulou para fora do colo do rapaz e correu para Mai, pulando de tanta excitação.
- O que ele disse? – Gene pergunta.
- É um segredo. – Naru responde, observando Aydan sussurrar algo para a garota e ela ficar mais vermelha que um morango, mas com um sorriso enorme no rosto.
- Esse segredo deixou ela bem feliz. Você também.
Naru ignorou e voltou ao trabalho. Afinal, não podia relaxar até descobrir o que estava acontecendo e um meio de proteger Mai e todos os outros disso.
Fale com o autor