Eterno

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Aqui está a continuação da história "Heartbreaking Romance".
Espero que gostem.
bjos.
Galera, teve um detalhezinho que esqueci de mencionar. Eu sem querer confundi as idades, aqui estão as certas.
Mai: 17
Naru:18

- Hey, alguém mais notou que a Mai não está aqui? – Hoshou pergunta, sentado no sofá do SPR.

- É meio difícil não notar. Ela é a única que dá para conversar aqui. – Ayako diz.

- Onde ela poderia estar? – Yasuhara pergunta – São as férias escolares agora e eu tenho certeza que Shibuya-san nunca daria férias para ela.

- Tem razão. Ele deve estar super atento para ver quando ela chegar e ameaçar ela pela milionésima vez sobre diminuir o salário dela.

- Oh, tem um som aqui. – Jonh sorri, de pé em frente da mesa de Mai.

- Ela provavelmente comprou para se distrair. Naru nunca iria comprar isso. Acho que ele nem sabe o que é.

- Eu tenho certeza de que ele sabe, apenas prefere se privar de usar algo tão barulhento. – Masako diz, colocando a manga de seu kimono em cima da boca, um hábito de tempos atrás.

- Vamos ver o que ela estava escutando. – Hoshou sorri, ligando o pequeno som.

All the things I know right now

If I only knew back then

There’s no gettin over, no gettin over

Just no gettin over you

Wish I could spill my head to reverse

Just to have you back again

There’s no getting over, no getting over

Just no getting over you

No, no

- Ei, essa não é aquela música da Fergie com o David Guetta?

- Bem, ao menos ela tem gosto.

- Olha a outra. É de um cara chamado Bruno Mars.

When I see your face

There’s not a thing that I would change

Cause you’re amazing

Just the way you are

And when you smile

The whole world stops and stares for awhile

Cause girl, you’re amazing

Just the way you are…

- Por que só tem música em inglês?

- Vai ver ela está exercitando porque ficou de recuperação.

- Sim. Deve ser por isso que ela não está aqui agora e o Naru não falou nada.

- Mas lá no hospital ela entend…

- Olá! – Gene aparece na porta, sorrindo. Ele, ao contrário do irmão, usava roupas com cores diferentes de preto. Ele estava usando uma calça jeans, tênis e uma blusa azul escuro. Eles tinham que admitir, os dois irmão eram completos opostos.

- Olá, Gene-san. – Jonh sorri.

- E ai? – Hoshou cumprimenta.

- Onde está a Mai? – Gene pergunta, olhando pela sala.

- Ela está atrasada. – diz uma voz que logo reconheceram como a do chefe. Naru estava parado na porta de sua sala, com os braços cruzados e uma expressão de poucos amigos.

- Noll, por que você não tira umas férias? Você deveria viajar um pouco. Quem sabe até levar a Mai com você. – Gene sorri, mas o irmão ignora.

- O que vocês fazem aqui? Isso nã…

- Isso não é um bar para estarem se divertindo. – todos interrompem Naru, dizendo suas palavras antes dele. Aquilo já era costume. O chefe sempre dizia aquilo e eles sempre ignoravam.

- Naru-bou, você sabe cade a Mai?

- Yeah, nós temos algo muito importante para falar com ela. – Yasuhara sorri – Curioso?

- Eu estou. – Gene sorri ao mesmo tempo em que a porta abre e Mai entra, pálida como um fantasma.

- Atrasada. – Naru diz, mas Mai não responde. Apenas joga suas coisas na mesa e anda até o sofá, caindo nele.

- Mai? Você está bem? – Ayako pergunta, preocupada.

- Sim. – é a única resposta da garota.

- Aconteceu alguma coisa?

- Sim.

- O que?

- Sim.

- Mai?

- Sim.

Os amigos olham-se, preocupados pelo estado da garota.

- O que acham que aconteceu?

- Ela recebeu a noticia que vai repetir de ano?

- Ela está branca. Deve ter acontecido algo grave.

- Mai, chá. – Naru ordena, entrando em seu escritório e ignorando o olhar que todos lhe deram.

- Sim. – Mai se levanta e vai para a mini cozinha, colocando água no fogão. Seus movimentos pareciam os de um robô programado e isso estava preocupando seus amigos. Mai nunca era assim, quieta e sem expressão. Ela estava sempre sorrindo, conversando e levantando o astral de todo mundo e resmungando sobre como Naru não sabia falar ‘por favor’ ao pedir seu chá e ser um viciado em chá que só sabe trabalhar e nunca se divertir.

- Okay, estado de emergência. – Hoshou diz ao ver Mai sumindo na porta do escritório do chefe. – Algo aconteceu com a Mai e temos que descobrir o que.

- Ela deve ter repetido de ano. Nada grave. – Ayako diz.

- Você viu a cara dela? – Hoshou pergunta, incrédulo – E se ela foi assaltada?

- Acho que ela não estaria com as coisas dela. – Jonh diz.

- Tem razão. E se ela descobriu que tem um tumor e vai morrer?

- Por que não perguntam a ela? – Gene sugere, sorrindo. – Fazer suposições pessimistas só vai deixá-los mais preocupados e não irá resolver nada.

- Owo, ele realmente é o irmão do Shibuya-san – Yasuhara sorri, aprovando.

- Mai! – a voz de Naru irrompe pela porta, fazendo os seis entrarem o mais rápido possível dentro do escritório encontrando a garota no chão, inconsciente e Naru ao seu lado.

- O que aconteceu? – Gene pergunta, agachando-se ao lado do irmão e percebendo pequenos pedaços de vidro no chão.

- Não pode ver? Ela desmaiou. – Naru diz friamente – Matsuzaki-san, pegue um kit de primeiros socorros dentro do banheiro e leve-o para a sala.

- Entendido. – Ayako obedece, preocupada com a garota no chão.

- Bou-san, sabe cozinhar?

- Eh? – o monge olha para o chefe sem entender.

- O que quer, Naru? – pergunta Lin que tinha acabado de entrar e viu a garota inconsciente.

- Faça algo leve para comer. – então ele pega a garota no colo e leva-a para o sofá sob o olhar de todos, inclusive Yasuhara com seu celular.

- O que está fazendo? – Gene pergunta, sorrindo.

- Provas. Tenho certeza de que Mai-san irá gostar de vê-las depois. – Yasuhara sorri.

- Passe para o meu celular depois.

- Com certeza. – os dois sorriem maliciosamente.

- Saia dai, garoto. – Ayako diz, tomando o lugar de Naru e cuidando dos pequenos ferimentos nos braços e na testa de Mai. Ela tirou todos os pedacinhos de vidro do rosto da garota com cuidado, limpando os ferimentos para impedir uma infecção e colocando um único curativo em sua testa, onde havia o maior corte.

- Ela vai ficar bem? – Jonh pergunta.

- Sim. Não aconteceu nada sério e por sorte os cacos de vidro não acertaram seu olho.

- Por que ela desmaiou?

- Provavelmente não se alimentou e seu organismo falhou. – Naru responde.

- Era por isso que ela estava pálida?

- Talvez.

- Mas por que ela não comeu?

- Isso ela irá explicar quando acordar.

- Como você sabe que é isso que ela tem? – Hoshou pergunta.

- Por que quando ela entrou em meu escritório estava tonta e parecia fraca.

- E por que você não a mandou comer algo?

- Porque ela desmaiou. – Naru responde como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Hmm… — Mai se mexe no sofá e Gene impede dela cair no chão.

- Mai? – ele chama gentilmente – Acorde.

- Papai… — ela murmura, segurando sua mão – Não vá…

- Ela está sonhando com o pai. – Masako olha para a garota, levemente com pena.

- Talvez seja por isso que ela não comeu. – Jonh diz, triste pela garota.

Gene olha para Naru que olhava para a garota sem expressão. Ele sabia no que o irmão estava pensando, mas não sabia como fazê-lo se perdoar. Nunca soube e isso o entristecia muito. Sentia-se culpado pelo sofrimento do irmão mais novo e fraco por não poder fazer nada. Por isso achava que a presença de Mai era mais do que curativa em sua vida. A garota tinha um jeito de só ver o lado bom das pessoas e Naru precisava disso. Precisava ter alguém que realmente gostasse dele e que se importasse com ele, alguém que pudesse fazer toda a escuridão em seu coração desaparecer.

- Mai, Naru disse que ama você. – Gene sorri, recebendo um olhar mortal do irmão ao mesmo tempo em que a garota saltava no sofá, sentando-se como se houvesse levado um choque.

- Impossível!

- Acordou rápido, hã? – Gene sorri maliciosamente

- Minha cabeça dói. – Mai volta a deitar – O que aconteceu?

- Você desmaiou.

- Oh! – Mai se senta – Eu passei! Passei!

- O que?

- Eu passei! Eu passei! – Mai sorri – Eu passei! Há!

- Mai, do que está falando?

- Eu passei... Bou-san! Achei que não ia conseguir, mas eu consegui! Eu passei!

- Você bateu a cabeça? – Ayako pergunta.

- Não! Algo muito melhor! Há! Há! Passei!

- Aqui está a comida. – Lin se aproxima com uma pequena bandeja na mão.

- Coma. – Naru ordena, olhando para Mai.

- Ok…ay. – ela olha para o chefe estranhamente antes de provar e dar um sorriso largo – Isso está uma delicia! Você cozinha muito bem, Lin! – Mai diz, usando pela primeira vez o nome do chinês sem honorífico.

- Obrigado, Mai. – Lin sorri antes de se afastar e voltar para sua sala.

- Ele acabou de sorrir, não foi? – Ayako pergunta, olhando para a porta.

- Sim.

- Nossa, Mai, você é mesmo incrível! Lin só sorri para quem ele realmente gosta e isso se resume a no máximo dez pessoas. – Gene sorri.

- Ei, sobre o que estava falando antes, Mai? – Hoshou pergunta.

- É mesmo! — ela sorri – Adivinha!

- Você passou?

- Isso!

- em que?

- Naru, a partir de hoje não pode mais me chamar de idiota. – Mai sorri – Porque eu vou para a faculdade!

- Idiota. – Naru diz – Você fez o segundo ano. Agora irá para o terceiro.

- Não. – ela aumenta o sorriso – Eu passei em um teste e vou direto para a faculdade. Há, engole essa, bobão! – Mai faz uma careta, rindo de alegria.

- Owo, incrível Mai. Quem diria que você também tinha cérebro… — Hoshou sorri.

- Ei!

- Parece que até os seres menos capazes também evoluem. – Masako sorri.

- Quem diria… — Ayako sorri

- Parabéns, Mai-san. – Jonh sorri, feliz pela garota.

- Obrigada, Jonh. – Mai sorri, ignorando os amigos – Então Naru? Não tem nada para me dizer?

- Não.

- ‘Nossa, Mai, parabéns. Você é mesmo muito esperta. O teste deve ter sido difícil. Eu estava errado sobre você. Por favor me perdoe. Não vou mais gozar de sua inteligência. Que tal eu lhe dar férias como um presente por ter passado para a faculdade?’ – Mai diz, imitando a voz de Naru – Nossa, Naru, muito obrigada. Férias seria maravilhoso. E sim, eu perdoo você.

- Vai ser ventriloca? – Ayako ri junto de todos.

- Não! Eu vou ser… Hã…

- Não sabe, hã? – Naru a olha, gozador.

- Eu fiquei tão preocupada com a prova que esqueci de pensar em qual curso eu iria fazer.

- Medicina. – sugere Yasuhara.

- Música – diz Bou.

- Moda. – diz Ayako.

- Filosofia. – Jonh sorri recebendo um olhar de todos – É um assunto bastante interessante.

- Para um monge!

- Arquitetura. – Masako sugere – Não, esqueça. As casas que você construir vão ser um perigo.

- Ei!

- O que você sabe fazer, Mai? – Gene pergunta – O que você gosta de fazer?

- Hm… Psiquiatria poderia ser uma boa. Nós lidamos com uns fantasmas bem loucos. – ela sorri.

- Então você quer fazer algo relacionado com paranormalidade?

- Bom, eu queria ajudar mais nos casos. Tem algum curso sobre isso? – Mai olha para Naru.

- Você estava certa Mai. – Naru se levanta – Você não é idiota.

- Oh, obrig…

- Eu simplesmente não tenho palavras para descrevê-la. – e com isso ele entra em seu escritório.

- NARU!!! – Mai grita, furiosa – Seu nerd narcisista workaholic viciado em chá!!! – Naru abre a porta de seu escritório e Mai se esconde atrás de Gene.

- Mai, chá. – então ele desaparece detrás da porta.

- NARU! – o chefe sorri. Era muito divertido irritá-la.

Ele anda até sua mesa, sentando-se e pegando o livro que estava lendo antes de Mai desmaiar. Ele suspira. Ela realmente sabia como deixá-lo preocupado. Primeiro o deixou pensando nela por uma hora devido a seu atraso. Então ela chega pálida, como se houvesse visto a morte e depois desmaia. Talvez ela estivesse forçando-o de forma indireta a pensar nela e Naru já estava se irritando em quão bem funcionava.

- Noll. – Naru levanta o olhar, vendo seu irmão em pé a sua frente, sorrindo – Tudo bem?

- Sim.

- Tem certeza? Pareceu que algo o estava incomodando.

- Eu estou bem. – Naru diz, esperando encerrar o assunto. Seu irmão tinha um jeito único de irritá-lo e arrancar coisas dele.

- Nosso aniversário está chegando. – Gene diz, após alguns segundos, olhando para o pequeno calendário na parede.

- É apenas mais um dia.

- Claro que não, Noll. É o dia em que nós oficialmente ficamos mais velhos. Não está feliz? Mais um ano e você poderá casar aqui no Japão. – Gene sorri ao ver o irmão fechando o livro e olhando-o.

- O que quer?

- Conversar. Faz tempo que não nos falamos como irmãos. Eu sinto falta.

- Você está preocupado sobre nossos pais. – Naru diz.

- Um pouco. – Gene sorri – O que acha que ele irão pensar ao saber que estou vivo novamente?

- Eles irão ficar felizes.

- Mas ficarão curiosos sobre como eu estou vivo.

- Mai. – Naru finalmente percebe onde ele estava querendo chegar.

- Sim. Mai é um mistério, Naru. Ela tem muito poder, igual a você e tenho medo pelos dois de que isso a machuque.

- Lin pode ensiná-la a controlar. Eu não vou deixá-la se machucar. – as palavras escaparam antes que ele pudesse pensar.

- Eu sei, Noll. – Gene sorri – Mas algo me diz que Mai é mais do que nós pensamos. Com o tanto de poder que ela usou para me reviver, ela deveria ter morrido. Mas ela só entrou em um sono profundo. Isso não o intriga?

- Não. Mai continua a ser o que sempre foi, minha assistente idiota.

- Você esqueceu algo, Noll. Ela também é a mulher que ama. – os dois se olham por algum tempo.

- Por que diz isso?

- Porque eu conheço você. Eu sei que se importa com ela, mais do que quer na verdade. Eu sei que pensa nela como mais do que uma assistente, muito mais. Eu sei que a ama mais do que pensa. Ela é importante para você e qualquer um que o conheça pode ver.

- Talvez você não me conheça o suficiente.

- Talvez. – Gene sorri, então escuta uma batida na porta.

- Naru? Estou entrando. – Mai avisa, abrindo a porta com uma bandeja e duas xícaras de chá. Ela anda até a mesa e coloca uma na frente do chefe e oferece a outra a Gene, que aceita com um sorriso. Então ela abraça a bandeja contra o peito e fica olhando para Naru.

- Sei que sou bonito, mas ficar me olhando não vai mudar nada. – Naru diz, tomando um gole de seu chá para esconder o sorriso.

- Dizer ‘obrigado’ não dói. – Mai retruca.

- Eu pago você para isso. Não vejo porque eu deveria agradecer.

- Lin agradece todas as vezes. Por que você não?

- Ele não assina seu cheque, eu sim. Nós já discutimos isso milhares de vezes, Mai.

- E vamos discutir até você dizer ‘obrigado’. – Mai sorri – Naru?

- Sim? – ele finalmente levanta o olhar.

- Madoka está aqui. – ela olha para Gene que sorri.

- Foi mais cedo do que esperava.

- Naru?

- Diga que eu vou em um minuto.

- Tem mais uma coisa.

- O que?

- Ela disse que seus pais estão chegando em alguns minutos. – Mai observa Naru olhar para Gene, que dá a volta na mesa, pegando o irmão pelo braço e o puxa para a porta.

- Distraia eles. Eu vou… me preparar. – então Naru é expulso de seu escritório e dá de cara com Madoka beijando Lin.

- Imagino que não veio aqui só para beijá-lo. – Naru diz, fazendo o casal o olhar.

- Noll! Por um acaso está com ciúmes? – Madoka sorri, correndo até o garoto e envolvendo-o em um abraço – Feliz de me ver?

- O que quer aqui? – Naru se liberta, andando até sua caldeira acolchoada e sentando.

- É assim que fala com a pessoa que lhe ensinou tudo? – Madoka senta-se em um dos sofás com Lin ao seu lado – Onde está Mai?

- Você veio procurando minha assistente?

- Não, bobinho. Vim para avisar que seus pais estão vindo. E adivinha? Vamos ficar aqui até seu aniversário! Não está feliz?! – ela sorri, animada.

- Por que?

(N/A: O que está em negrito é falado em inglês pelos personagens.)

- Noll! – uma voz irrompe na sala, fazendo os três olharem para a porta e Gene ficar rígido. Uma linda mulher de cabelos loiros e olhos verdes correu em direção ao garoto, sorrindo e envolvendo-o num abraço caloroso e cheio de amor. Atrás dela havia um homem alto, de cabelos loiros e olhos azuis, que sorriu ao ver mãe e filho se abraçando.

- Eu senti tanto a sua falta! Você está mais alto! E mais forte! E bonito! Eu senti sua falta, filho. – ela sorri, abraçando-o novamente.

- Senti sua falta também, mãe. – Naru diz, sabendo que nunca se livraria sem dizer aquelas palavras.

- Será que tenho uma chance? – o homem pergunta, sorrindo.

- Só mais um pouco, querido. – a mulher diz, sem soltar o filho.

- É isso que acontece quando você não da uma única ligação para casa. – Madoka sorri e Naru lhe lança um olhar.

- Mãe, me solte.

- Tão frio. – a mulher o solta – Continua o mesmo de sempre, hm? – ela sorri.

- Filho. – o homem se aproxima, abraçando-o rapidamente – Sentimos sua falta.

- Posso notar. – Naru diz, finalmente livre dos braços dos pais.

- Adivinhe, Noll! Vamos ficar para o seu aniversário! Não é maravilhoso?

- Pensei que tinham um uma organização para comandar. – ele diz, sentando-se e percebendo que não havia trazido seu chá – E Lin disse que estavam muito ocupados esses meses.

- Oh, nós pedimos para ele dizer isso. Nossa visita era para ser uma surpresa. – ela sorri – Está surpreso?

- Claro, mãe. – ele diz de propósito, apenas para deixar a mulher feliz.

- Oh, Noll, vamos fazer uma festa para seus 19 anos. É uma data muito importante. Vamos chamar todos os seus amiguinhos e…

- Eu não quero festa. – Naru diz antes da mulher ter mais ideias.

- Mas qual a graça de um aniversário se não tem festa? E pelo que Madoka me disse, todos os seus amigos adoram festas. Eu quero conhecer todos eles, principalmente sua namorada.

- Que namorada? – Naru pergunta, lançando um olhar irritado para a professora, que sorri.

- Taniyama Mai! Madoka me disse tudo sobre ela e parece ser uma garota adorável, além de ser uma das poucas que aguenta a sua personalidade.

- Madoka lhes disse errado. Mai é minha assistente.

- Ele é tímido. – Madoka sussurra, sorrindo.

- Madoka, não o irrite. Ele tem algo muito importante para falar com os pais. – Lin diz, abrindo o assunto.

- Sobre o que é? Parece bem sério.

- Sobre Gene.

- Estamos escutando filho.

- Gene est…

- Kyaa! – um grito vem do escritório de Naru, fazendo o garoto massagear as têmporas.

- O que foi isso, filho? – o homem pergunta – Você está com um cliente?

- Não.

- Aquele é seu escritório? Eu quero conhecer! – a mulher sorri, levantando-se e andando em direção a origem do grito.

- Mãe, espere. – Naru se levanta, indo atrás dela e sendo seguido pelos outros – Mãe.

- Eu só quero ver o lugar que meu filho trabalha. – ela sorri, abrindo a porta. Dois corpos caem fora do cômodo num baque surdo e fazem a mulher recuar, surpresa. Naru olha para o corpo de seu irmão em cima do de sua assistente e não consegue evitar pensar em como eles terminaram assim. Mas agora ele tinha algo mais importante para cuidar.

- Ouch, isso doeu. – Mai murmura, abrindo os olhos e congelando.

- Shh, talvez eles não tenham escutado. – Gene sussurra, então percebe o olhar de Mai e olha para cima, arrancando um gritinho da mulher loira e um arregalar de olhos do marido.

- Como eu estava dizendo, Gene está vivo. – Naru diz, olhando para o irmão sem expressão.

- Oi, mãe, pai. – Gene sorri – É bom vê-los de novo.

- Gene… É você mesmo? – a mulher sussurra, caindo no chão de joelhos e deixando suas lágrimas caírem.

- Como pode…

- Gene… você está vivo… — a mulher estica os braços, tocando a face do filho que pensou estar morto e assustando-se ao ver como era real. Ele estava ali. Vivo. – Gene… meu filho.

- Não chore, mãe. Você odeia retocar a maquiagem. – o garoto levanta um braço, limpando o rosto da mulher e sendo puxado para um abraço forte, que faz a mulher chorar mais ainda.

Mai simplesmente observava tudo, caladinha. Ela não queria interromper o momento especial de Gene e de sua mãe. Ela sabia que a mulher estava muito emocionada de ter o filho de volta e estava feliz por ele finalmente poder falar com os pais de novo. Mas aquela não era exactamente a posição que Mai pensou em conhecer os pais do chefe. Ela estava certa que os dois já não iriam gostar dela. Qual é, ela estava embaixo do filho que eles pensaram estar morto!

Ela levantou o olhar, observando o pai de Naru. Ele com certeza era bonito e tinha algo sobre ele que emanava confiança e poder. Bem, podia ser adotivo, mas ainda era o pai do Naru.

- Eles tem sorte de ter pais, mesmo sendo adotivos… — Mai pensa, então sentindo uma dor aguda na cabeça.

- Hm… Com licença? – ela pergunta timidamente, e se assusta quando todos olham para ela – Me desculpe interromper, mas… Gene, será que dá para sair de cima de mim? Minha cabeça está doendo.

- Ah! Desculpe, Mai. – Gene se levanta e ajuda a garota – Você está bem?

- Sim. Eu… vou fazer chá. – Mai tenta escapar, mas Gene segura seu braço.

- Fique aqui, Mai. Eu quero apresenta-la aos nossos pais. – ele sorri.

- M-mais tarde. Sua mãe quer abraçar você, Gene. Seu pai também. – então ela sente seu outro braço sendo puxado e então ela estava ao lado de Naru.

- Vão em frente. – Naru diz e a mulher se joga em Gene, abraçando-o com força, chorando e rindo de alegria ao mesmo tempo. Mai olha para o pai dos gêmeos que sorria para a mulher, que afogava Gene em beijos e o sufocava em abraços.

- Luella, você vai asfixiá-lo.

- Martin, deixe-me abraçar meu filho. Ele está vivo! – ela abraça o garoto de novo, que simplesmente sorri.

- Sua mãe é muito animada, Naru. – Mai sussurra, sorrindo.

- Por que caíram quando ela abriu a porta? – Madoka pergunta, sorrindo, mas sussurrando para não incomodar o casal que abraçava seu filho, agora juntos.

- Eu tropecei e bati na porta, mas o Gene tinha tentado me salvar. Quando a mãe do Naru abriu a porta, nós caímos.

- Então não estavam fazendo nada pervertido ali dentro? – ela sorri maliciosamente.

- Não!

- Ah, ficou vermelha. Parece que você tem concorrência, Noll. – Madoka sorri para o garoto, que simplesmente ignora.

- Mai, faça chá.

- Não quer que eu vá embora? É um encontro de família, Naru. Eu não deveria estar aqui.

- Mas você é da família, Mai! – Madoka abraça a garota, sorrindo.

- Eh? Não, não. Eu não quero interromper. – Mai sorri – Eu estou indo, okay?

- Onde está indo, Mai? – a voz de Gene assusta a garota, que se vira, sorrindo.

- Vou para casa. Não quero interromper vocês. Vejo você amanhã.

- Você… É Taniyama Mai? – Luella pergunta, olhando para a garota ao lado de seu filho mais novo.

- S-sim.

- Oh meu deus! — a mulher voa em cima de Mai, abraçando-a com força – Você é tão fofa! Olhe Martin, ela não é bonita? Noll, você realmente sabe escolher. Oh que rude, eu não me apresentei! Meu nome é Luella Davis, sou a mãe deles.

- É um prazer. Meu nome é Taniyama Mai. – ela sorri e é engolida por outro abraço.

- Tão fofa! – Luella sorri – Nós vamos nos dar muito bem, Mai.

- S-sim…

- Oh, esse é meu marido, Martin Davis.

- É um prazer. – o homem sorri gentilmente.

- O prazer é meu, Davis-san. – Mai se curva respeitosamente.

- Oh, não faça isso. E me chame de Martin.

- Sim.

- Mas diga, você já beijou?

- Eh? – Mai fica vermelha.

- Você está namorando o Noll, certo? E ele parece ser do tipo pervertido. – ela sussurra, rindo – Então? O que rolou entre vocês?

- Essa é uma ótima questão. – Gene sorri maliciosamente – Você já a beijou, Noll? Hmm? Já?

- Como eu disse, Mai é apenas minha assistente.

- Eh… Tão chato… — Luella suspira – Diga Mai, como Noll é por aqui?

- Workaholic. – Mai responde por impulso e coloca as mãos na boca rapidamente. Para sua surpresa, o casal ri.

- Então nada muda, hã? – Martin olha para o filho, que ignora o comentário

- Mai, chá.

- Eu estou falando com seus pais.

- Você prefere meus pais ou seu cheque?

- ‘Por favor, Mai, traga chá.’ ‘Claro, Naru.’ ‘Obrigado, Mai’ – a garota mimica uma conversa e sai para a cozinha, antes batendo de propósito no chefe e resmungando algo.

- Eu gosto dela. – Luella sorri.

- Todo mundo gosta dela. – Gene sorri

- Ela parece ser uma garota adorável. Vamos nos divertir muito juntas, não é Madoka? – Luella sorri.

- Com certeza!

- Gene? – Martin olha o filho – Não quer nos explicar como voltou?

- Noll pode fazer isso. Eu vou ajudar Mai.

- Não. – Naru segura o braço do irmão – É sua vida, você explica.

‘Ciúme da Mai e eu juntos, Noll?’

‘Não tenho esse sentimento sobre ela. E nossos pais querem ficar perto de você por enquanto.’

- Claro, Noll. Vá ajudar Mai, tenho certeza de que ela vai apreciar. – Gene sorri, para então se afastar com os pais e o outro casal.

Naru observa-os por alguns segundos e então vai para a cozinha, encontrando Mai ajoelhada no meio da cozinha, chorando.

- Por que está chorando, Mai? – ele se aproxima, vendo a garota dar um pulo e ficar de pé, virando-se de costas e enxugando as lágrimas rapidamente.

- Não estou chorando, Naru. – Mai se vira, sorrindo, mas ele ainda podia ver que as bochechas dela estavam úmidas.

- Se quer mentir, ao menos faça direito. – Naru pega um lenço no bolso e limpa o rosto da garota.

- Desculpe. – ela se afasta, voltando a preparar o chá.

- Você irá responder minha pergunta? – Naru se encosta na bancada, com os braços cruzados sobre o peito.

- Não. – ela responde, surpreendendo o chefe. Normalmente ela se esquivava da pergunta, mas no final Naru sempre conseguia arrancar a resposta dela. Era a primeira vez que ela negava assim. Ela realmente não deveria querer falar sobre isso.

- Naru? Posso fazer uma pergunta?

- Já fez. – ele recebe um olhar de Mai – Sim, Mai.

- Agora que o Gene está vivo… Vocês irão voltar a morar na Inglaterra?

- Se nossos pais quiserem assim, sim. – Naru percebe os ombro de Mai caírem – Eles são meus pais, Mai. Cuidaram de mim e do meu irmão mesmo quando não precisavam. Eu devo isso a eles.

- Eles parecem ser bons pais. – Mai sorri, tentando esconder a tristeza em seu coração. Uma pena Naru a conhecer tão bem.

- Mai, só porque eu talvez vá embora, não significa que Gene também irá. Ele gosta daqui.

- Você é idiota? – Mai o olha, levemente irritada – Por que você sempre tem que pensar que as pessoas gostam mais do Gene do que de você?

- Porque eles gostam.

- Quem disse?

- Mai, Gene é gentil, alegre, carinhoso, paciente. As pessoas tendem a gostar mais de alguém assim.

- E dai? Não é uma lei do universo, é? – Mai pega a bandeja com as xícaras de chá – Para sua informação, eu gosto mais de você e vai continuar assim mesmo que você não goste. – ela sai da cozinha, deixando um Naru incrédulo para trás.

Ela tinha acabado de dizer que gostava mais dele, certo? Mais do que Gene. E ela disse que mesmo que ele não goste ela vai continuar a gostar mais dele. O que diabos aquilo significava? Como ela podia gostar mais dele quando ela amava Gene? Ou… Será que Mai não o amava mais? Pelo que Naru percebeu, ela parecia mais triste desde que seu irmão havia revivido. Lógico, ela conseguia enganar alguns, mas ele não. Ela nunca conseguiria enganá-lo.

- Naru, seus pais estão esperando por você. – Lin se aproxima do garoto silenciosamente, como sempre. Mas, como todas as outras vezes, Naru não demonstra nenhuma reacção.

- Sim. – Naru vai para a sala, vendo seus pais e Madoka em um dos sofás, Mai e Gene no outro e sua cadeira livre.

- Okay, agora que estão todos aqui, começem a explicar. – Martin diz.

- Eu aceitei um caso há algumas semanas…

- Quer dizer que você está vivo há semanas, Gene?! – Luella olha para o filho, parcialmente magoada.

- Sim, mãe. Eu não sabia qual seria a reação de vocês ao me ver e também não sabia por quanto tempo essa vida iria durar.

- O que quer dizer? – Madoka pergunta.

- Como eu estava dizendo antes de ser interrompido – Naru lança um olhar para a mãe – Durante o caso, Mai e Gene estabeleceram sua conexão com sempre acontece…

- Que conexão? – Luella interrompe de novo.

- Mãe, se você não ficar em silêncio, eu nunca vou chegar ao final disso. – Naru diz, sem expressão.

- Ah, desculpe. – ela sorri.

- Eu e Mai temos uma conexão desde o primeiro caso dela com o Noll. Não sabemos o por que, mas sempre que ela dormia, eu de alguma forma acordava de um sono profundo e guiava ela nos casos. – Gene sorri – Ficamos nessa relação desde o começo quando Mai não sabia que eu era Gene e pensava que eu era o Noll, só que mais alegre. Então Noll achou meu corpo e voltou para a Inglaterra e eu entrei em uma espécie de sono prolongado. Quando Noll voltou e Mai começou a se envolver de novo em coisas paranormais, eu acordei e de alguma forma passei a ter mais controle sobre minha consciência.

- Como assim? – Mai pergunta.

- Antes de vocês encontrarem meu corpo, eu não tinha controle nenhum sobre nada. Eu acordava quando você dormia e quando você acordava, eu dormia. Mas depois, eu passei a continuar acordado mesmo quando você acordava dos sonhos e passei a investigar e tentar aprender sobre o outro lado.

- Isso pode ser a maior descoberta do século, Gene. – Martin diz.

- Eu sei, pai. Mas quando eu voltei a vida, é como se tivesse algo bloqueando todas as minhas memórias de quando morto, bem, exceto os momentos com a Mai.

- Talvez alguns dos meus cientistas possa ajuda-lo. Isso seria um grande passo para o mundo paranormal ser aceito e apesar de eu não concordar em fazer experiências com meu filho, ainda acho importante.

- Martin, ele irá decidir se quer fazer ou não. – Luella diz, séria.

- Eu sei, querida. – o homem sorri — Você quer lembrar, Gene?

- Mai, o que acha? – Gene se vira para a garota, sorrindo.

- Eh? E-eu não sei. A decisão é sua, Gene.

- Mas eu quero sua opinião. É importante para mim.

- Hm… Se tem algo bloqueando sua memória, talvez seja porque você não quer lembrar.

- Está dizendo que tenho amnésia?

- Talvez. Olhe, eu, por exemplo, não lembro de nada anterior aos meus 11 anos de idade, bem, só algumas coisas.

- Você não mencionou isso para mim. – Naru olha para Mai.

- Que eu saiba, eu não tenho nenhuma obrigação de lhe dizer tudo sobre mim. – Mai rebate arrogantemente, ainda irritada com ele.

- E temos uma vencedora. – Madoka ri.

- Minha opinião é: você deveria tentar e se não der certo, bem, não deu.

- Okay. Eu vou tentar pai. – Gene sorri e Martin o olha estranhamente, para então olhar para a mulher e trocar olhares com ela. Parece que os irmãos eram mais parecidos do que pensavam.

- Eu tenho uma questão. No começo do caso, eu e ele – Mai olha para o chefe, não falando seu nome de propósito – ficamos preso num quarto. Então para sair nós usamos uma coisa que parecia com um jogo de pingue-pongue que rebatia uma… uma… uma massa de PK um para o outro até ela ficar grande.

- Isso é chamado de conexão telepática. – Luella sorri – Apesar de em toda minha vida só ter conhecido o caso dos meus filhos. Essa é uma conexão bastante especial e só possível entre aqueles que tem uma forte conexão entre si. É surpreendente você ter sido capaz de usar isso com o Noll. Pelo que eles nos disseram, demorou um bom tempo antes de dominarem essa técnica.

- Isso que eu queria perguntar. Gene, você me ajudou naquela hora? Porque eu não tenho PK e nem essa forte conexão com o seu irmão.

- Sim, Mai. Eu escutei você pedindo ajuda e fui lhe ajudar. – Gene sorri – Eu tenho que proteger você.

- Oh, obrigada. – Mai sorri, abraçando-o rapidamente.

- Vocês ainda não explicaram como Gene está vivo. – Madoka relembra.

- Quando estávamos fazendo o Jorei…

- Jorei? Por que usou uma técnica tão drástica como essa? — Luella pergunta.

- Porque foi necessário. – Naru responde, sério como sempre – O grupo foi atacado pelos espíritos e apenas eu e Mai ficamos de pé. Em algum momento de estupidez aguda, ela decidiu que a vida de Gene, alguém morto, era mais importante do que a dela e se sacrificou por ele.

- Eu ainda não entendi como é possível.

- Mãe, pai, Mai tem PK-LT em um alto nível, muito parecido com o Noll. Ela, em um momento de estupidez aguda, usou e me trouxe de volta.

- Me desculpe por ser estúpida e ter lhe trazido de volta. – Mai resmunga – Sinta-se livre para voltar quando quiser.

- Desculpe, mas ainda acho estúpido o que fez. Eu estou feliz de estar de volta, mas se você tivesse morrido por minha culpa, eu nunca seria capaz de viver com isso, Mai.

- D-desculpe.

- Continuando. – Gene sorri – Mai, além de ter PK-LT, tem ESP, pode ter experiências extracorpóreas e desconfiamos que ela tenha mais algumas cartas na manga.

- Então… Por causa da Mai, você voltou a vida?

- Sim.

- Obrigada! Obrigada, obrigada! – Luella pula em cima de Mai, abraçando-a – Muito obrigada, Mai. Eu nunca serei capaz de lhe agradecer o suficiente por isso. Muito obrigada por me devolver meu filho.

- Por favor, Luella-san, não faça isso. Eu não fiz nada demais.

- Mai, você trouxe alguém de volta a vida. É uma grande coisa. – Martin sorri – Obrigado.

- De nada! – Mai sorri e o homem, assim como a mulher recuam, surpresos – Eh?

- Mai, você disse que não tem nenhuma memória anterior aos seus onze anos, certo? – Martin pergunta.

- Sim.

- O que você lembra sobre seu pai?

- Ele era uma pessoa maravilhosa, muito gentil e que estava sempre animado pelo que posso lembrar. Ele era um fotógrafo pelo que minha mãe disse e é por isso que não lembro muito dele, já que ele estava sempre viajando.

- Você fala dele no passado. Ele morreu?

- Sim. Quando eu tinha 11 anos. Minha mãe achava que esse era o motivo de eu ter esquecido as coisas antes disso.

- E sua mãe?

- Ela morreu alguns meses depois.

- Qual o nome do seu pai?

- Mamãe disse que era Takeru.

- Você não lembra? – Gene a olha.

- Não. Eu costumava chamar ele por um apelido.

- Entendo. – Martin olha para a esposa, que sorri.

- Talvez estejamos nos precipitando.

- Mas ela parece tanto com ele. Os olhos, o sorriso. Você pensou o mesmo que eu.

- Martin, nós apenas estamos mais sensíveis, pois está chegando o aniversário de morte dele.

- Talvez esteja certa.

- Eu devo lembrá-los de que todos presentes aqui entendem inglês. – Naru diz e Mai lança um olhar a ele.

- Oh, desculpem. – Luella sorri – Você deve estar curiosa, não Mai?

- Um pouco. Mas se não quiserem dizer, eu vou entender.

- Não é um segredo. Apenas… você nos lembra um grande amigo nosso que morreu há alguns anos.

- Oh.

- Vai ser o aniversário de morte dele no dia 13, então acho que estamos mais sensíveis.

- Oh, entendo. Eu sinto muito fazê-los lembrá-los de algo triste.

- Não é sua culpa.

- Falando em dia 13… — Mai olha para o chefe – Naru? Será que eu poderia tirar uma folga nesse dia?

- Não.

- Por que? – Mai pergunta, irritada.

- Você chega atrasada quase todos os dias. Para compensar, tem que trabalhar mais.

- E além disso, é o aniversário dele nesse dia! Não sabia, Mai? – Luella sorri.

- Sim, eu sei. Mas eu só quero folga pela manhã e tarde.

- O que significa 2\\3 do dia. A resposta é não.

- Por favor! Por favor, Naru! Eu imploro! – Mai junta as mãos – Por favor! Eu vou trabalhar em dobro e vou chegar duas horas mais cedo todos os dias até lá. Por favor.

- Você tem algo importante para fazer, Mai? – Gene pergunta.

- Sim.

- Mais importante que nosso aniversário?

- Sim.

- Okay, você pode tirar o dia de folga. – Gene sorri.

- Com licença, eu acho que você não é o chefe dela. – Naru olha para o irmão.

- Vamos lá, Noll. Ela disse que é importante e aposto como desde que ela começou a trabalhar com você, você não deu um dia de folga para ela.

- Ele está certo. – Lin concorda. Naru olha para os dois, então para a garota e suspira.

- Tudo bem. Mai, pode ter seu dia de folga.

- Sim!!! – Mai levanta as mãos, num gesto de comemoração – Obrigada, Naru!

- Mas espere, você tem que voltar antes de anoitecer. Eu quero passar meu aniversário com você, Mai. – Gene sorri.

- Okay!

- Nós faremos uma grande festa! – Luella sorri.

- Nada de festa. – Gene e Naru dizem ao mesmo tempo – Nós não queremos festa.

- Owo, ao mesmo tempo. – Mai olha para os dois, admirada.

- Nada de festa. – Naru repete, antes de se levantar e ir para seu escritório. Gene, Lin e Martin sorriem brevemente e seguem o garoto.

Luella olha para Madoka, que olha para Mai que olha para Luella.

- Como a festa vai ser? – Mai sorri maliciosamente.

Notas finais
Reviews?