Eterna paixão.

7 Por que está sendo bom comigo?


Nessa manhã acordei meia triste pelo ocorrido de ontem. Mais como eu sempre tenha que relevar tudo, isso não será problema.

Desci para tomar meu cafe. Severina estava servindo Rodolfo o que deu para estranhar.

– Onde está sua amada Rosa? Perguntei me sentando.

– Ela foi levar o meu...... O filho dela no médico ai como Severina trabalha aqui e eu pago o salário dela, resolvi colocá-la para me servir, algum problema? Perguntou.

– Não nenhuma. Disse.

Aquela história de filho sendo levado para o médico estava bem estranho.E agora que tocou nesse assunto.

Até uma pessoa de bom coração não aceitaria uma ex-mulher da vida com um filho em sua casa.

Isso é bem estranho e acho que tem coisa nessa história.

Severina serviu o meu cafe sorridente, mais no caso de Rodolfo ela nem sorria.

– Sra. Chegou uma carta para você de sua mãe. Disse.

– Mamãe mandando carta para mim? Perguntei estranhando.

Que pessoa que mora na mesma cidade que a outra e manda carta para ela?

Peguei a carta e comecei a ler.

" Oi filha, Me desculpe por ontem é me desculpe por estar escrevendo essa carta mais o seu pai não me deixou vê-la, ele disse que não quer que eu vá ai é que você merece castigo por não ter se..... você sabe o que, mais so quero lhe dizer para sempre ficar forte apesar de tudo, depois que Arthur disse aquilo para o seu pai, ele não foi ao bordel ontem a noite e dormiu comigo, estou feliz por isso, Eu a amo muito se cuida".

Sorri ao ler aquela carta

– Problemas? Perguntou Rodolfo.

– Tudo tranquilo. Disse me levantando.

Fui até meu quarto e guardei a carta em uma das gavetas de minha penteadeira branca.

Desci novamente e escutei:

– Como ele está? Perguntou Rodolfo.

– Está um pouco febril mais ja tomou o remédio que o Dr. receitou. Disse Rosa.

Eu estava vendo os três do topo da escada. Parecia uma família e Rodolfo olhava para aquele menino com preocupação.

O que era aquilo? Eu sabia que havia e à alguma coisa nessa história.

– Que Bom, Me preocupo com ele é nao quero que fique doente. Disse Rodolfo.

– Obrigada por estar me ajudando Rodolfo, nem sei como lhe acradescer. Sorriu Rosa.

– Ele é o meu.....

Severina me viu na escada e logo se tratou de interromper. Acho que a sabe de algo também.

– Sra. Elena. Sorriu. — Vai passear hoje de novo? Perguntou.

Rodolfo quando me viu se afastou do Rosa e seu filho rapidamente.

– Não sei, talvez eu vá a biblioteca do convento ver se os meus livros estão lá e rezar um pouco e talvez me confessar. Sorri.

– Quer que eu vá com a Sra?

– Claro, adoraria. Sorri.

Severina saiu da sala e foi se trocar. Eu fiquei olhando para aquele menino. Ele tem os olhos iguais do Rodolfo. Mais o semblante de Rosa.

Ela saiu com ele dá sala assim que fiquei encarando o menino.

– Por que de tanta preocupação com esse menino? Perguntei a ele.

– Não posso ser gentil? Perguntou.

– Claro que sim, ainda mais com a mulher que se deita toda noite. Disse.

Ele me olhou irritado

Severina voltou e fomos para o convento de carruagem. Quando cheguei a madre Tereza responsável por praticamente tudo ali veio até mim.

– Elena? Sorriu — Quanto tempo.

– Pois é, vim visitar o convento e ver se os meus livros estão aqui, meu pai doou todos eles sem a minha ordem, mais sei que estão sendo bem usados. Sorri.

Ela sorriu

– Eles estão guardados ainda nas caixas. Disse ela andando.

Eu a segui.

Entramos na biblioteca e onde havia várias jovens lendo. Ficamos em silêncio.

– Seus livros são tem religiosos. Disse ela.

– Eu sempre fui. Sorri. — Mais agora sou casada e tenho que mostrar que não sou mais uma menina e sim uma mulher.

Ela sorriu

– Os homens gostam de meninas como a Sra. Disse ela — O seu marido a trata bem?

Sei que para ela posso contar

– Ele dorme todas as noites com uma ex-mulher da vida em sua cama, Ele a trouxe por causa do filho dela. Sorri disfarçadamente.

– Ele faz isso? Meus Deus que homem sem coração.

Rimos.

– Mais sou lhe falar uma coisa, mostre que não se importa, deixe ele pensar que não dá a mínima para quem ele leva para a sua cama. Disse ela. — Ai você vai ver o resultado.

– Mais eu realmente não ligo madre, Eu não amo ele nem um pouco. Sorri

– Questão de tempo querida. Sorriu

Entrei na igreja logo depois para me confessar.

– Padre é errado não se entregar para o marido? Perguntei envergonhada.

– o que você sente? Perguntou ele.

– Eu sinto que não devo.

– Por que? Perguntou.

– Porque eu não o amo, meu pai me obrigou a me casar com ele, como eu queria que as coisas fossem diferentes, que ele pudesse me devolver e que não teria nenhum problema com isso, mais o meu pai soube que eu não cumpri com o papel de esposa e disse que se o meu marido me devolver ele me mandara para o bordel.

Senti uma tristeza enorme.

– Minha filha você não é a primeira esposa a vir aqui com esse mesmo problema, Eu sempre digo a elas, faça aquilo que o seu coração manda, Deus deu a mulher para o homem não só para servir em relações carnais e sim, para ama-la, respeita-la como sua esposa, como mulher e a futura mãe dos seus filhos. Disse o padre.

Sorri.

– Só siga o seu coração. Disse ele.

– Obrigada padre.

Me levantei acendi uma vela fiz minha contribuição e fui embora.

Quando cheguei em casa vi as mesmas coisas onde estavam os meus livros no convento.

– O que significa isso? Perguntei a Rodolfo.

– Seus livros, logo depois que foi se confessar eu entrei na biblioteca para pegalos e traze-los para a verdadeira dona e não se preocupe comprei a réplica deles para deixar lá. Sorriu

Caminhei até as coisas e as abri.

– Obrigada. Olhei para ele muito feliz.

– Não tem de quer. Disse ele.

Me levantei e fui até ele.

– Por que está sendo bom comigo? Perguntei.

– Eu sou bom com qualquer um e com a minha esposa não seria diferente.

Ele beijou minha testa.

– divirta-se com os seus livros. Sorriu.

Ele saiu de casa e eu corri guardar os meus livros no meu quarto. Um por um.

Já a noite quando ele voltou eu ja estava na mesa da para jantar

– Me esperou? Perguntou ele.

– Sim, essa é a minha retribuição pelo seu gesto bondoso comigo hoje. Sorri.

– Obrigado. Sorriu ele — Se a cada gesto bondoso que eu fizer para você é ganhar algo entre troca eu farei sempre. Sorriu.

Sorri.

– Com certeza.

Rosa apareceu na sala de jantar e eu me d esconfortei. Deveria fazer o que a madre me disse para fazer.

– Sr. Lhe preparei um delicioso jantar com um pudim de sobremesa.

Olhei estranhamente. Ela estava afetuosa com ele. Deve gostar dele.

Severina também fez a mesma coisa mais de sobrimesa um bolo de laranja.

– Meu preferido. Disse sorrindo a ela.

– Que Bom. Sorriu

As duas se encaravam toda hora. Acho que uma quer ser melhor que a outra

– Fiz com amor para a minha patroa. Disse Severina.

– Também fiz com muito amor para o meu patrão. Disse Rosa me olhando

– Claro. Disse duvidosa.

Ele me olhou

– O que foi? Minha empregada não pode fazer meu jantar e minha sobrimesa com amor. Perguntou ele.

Olhei para ele.

– Claro que pode, mais pelo menos eu não durmo com a minha emprega.

Ele me olhou sério.

– Se eu tivesse minha esposa não precisaria buscar em outra. Sorriu

Não gostei do que ele disse mais levei na brincadeira.

– E nem vai ter, se continuar frequentando aquele ligar.

– Sério? Sorriu

– Sim. Disse.

Mais aquilo que eu disse foi no calor do momento. Claro que não iria me deitar com ele sabendo que ele pode se deitar co Rosa depois que fizermos.

Eu dormir tranquilamente depois daquele jantar sem nenhum gemido vendo do quarto dele.

Notas finais
Espero que gostem. Beijos e até mais