Eter-no
4 Pecado
Oh, meu adorado júbilo indecoroso,
que sempre sacia sem pudor minha carne,
Matai-me agora deste pecado horroroso!
De imediato! Antes que o Karma me escarne...
Do prazer, teci destino desventuroso!
Forjei do amar extemporâneo desencarne!
A alma voltara a qual demônio tenebroso
vingativo! para assistir ao meu descarne...
Sua tétrica forma vejo em aresta escura,
vultos negros passeiam pelo meu espelho,
vozes me levam de mãos dadas à loucura.
Não darei-lhe o prazer de me ver de joelho,
Reclamarei eu mesmo o castigo sem cura,
inerte, jazendo no meu leito vermelho...
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