Estrela da minha noite
8 Capítulo 8 -
Chegamos em casa em poucos minutos. Charlie desceu do carro, atravessou para o outro lado e abriu a porta para poder descer.
— Está melhor? _ Balancei a cabeça positivamente, mas a verdade é que meu estomago insistia em se revirar.
Ele estendeu a mão para me ajudar a descer, eu a segurei. Sua mão era quente, o tempo todo. Desci do Jeep, ele fechou a porta atrás de mim. Subi as escadas da entrada da casa. Escutei os passos do Charlie logo atrás de mim.
Abri a porta da casa, minha mãe estava sentada no sofá com um notebook no colo, assistindo um canal de culinária.
— Oi querida, o que está fazendo aqui a essas horas?
Charlie entrou pela porta atrás de mim.
— Ela não estava se sentindo bem, então eu a trouxe.
— É, obrigada Charlie. _ Respirei fundo. Aquele cheiro de comida que vinha da cozinha, me faria vomitar de novo. Bem ali no carpete da sala.
— Preciso subir. _ Corri pelas escadas acima até chegar no meu quarto, entrei no banheiro e vomitei tudo e mais um pouco do que tinha no meu estômago.
Depois de alguns minutos no banheiro, fui para meu quarto e deitei na cama.
— Maria? _ Olhei para o lado, minha mãe estava entrando no quarto.
— Charlie já foi?
— Sim, tudo bem?
— Tudo, só preciso descansar.
— Tá bom. _ Ela saiu e fechou a porta do quarto.
E eu dormi.
— Maria, não acredito que ainda está dormindo. _ Abri os olhos, Charlie estava sentado na beirada da minha cama, me encarando. Seus olhos verdes, estavam ainda mais verdes com a luz que entrava no meu quarto. Ele estava fazendo um bico engraçado.
— Quantas horas?
— Sete. Já está na hora de levantar.
— Sete? Você me acordou as sete da manhã em um sábado? _ Peguei a ponta da coberta e cobri minha cabeça.
— Vai Maria, larga de ser preguiçosa, levanta dessa tua cama e vai se arrumar. _ Senti ele puxando uma ponta da coberta e logo estava descoberta, a coberta jogada no chão.
Olhei com cara de brava pra ele e me sentei na cama, eu ainda estava com a roupa da tarde passada.
— Acho que dormi mais do que deveria. _ Me levantei, Charlie estava de bermuda jeans e uma blusa preta, bem vestido porém simples.
— Vai se arrumar. _ Ele levantou da cama e se sentou na poltrona.
Abri meu guarda roupa, peguei um vestido jeans e fui para o banheiro.
Tomei um banho rápido, escovei os dentes, me vesti ali mesmo. Terminei de me vestir. Só precisava que alguém abotoasse meu vestido. Eu nunca conseguia abotoar essa bosta.
— Charlie vem cá.
— Não está pelada não né? Eu tenho namorada _ Franzi a testa, não sabia que Charlie tinha namorada.
— Não sabia que tinha namorada. _ Ele abriu a porta do banheiro e entrou sorrindo.
Me virei de costas para ele, para ele ver que o vestido estava aberto, escutei um suspirar fundo dele, e sem pestanejar ele abotoou o vestido.
— Eu tenho, tinha. _ Ele terminou de abotoar o último botão com dificuldade. _ Esse vestido está apertado. Respirei fundo sem sucesso, ele era largo até esses dias e estava muito apertado.
— Acho que engordei uns quilinhos. _ Ele sorriu de canto, parecia estar com a cabeça longe.
— Vamos?
— Preciso me trocar, eu não consigo respirar. _ Ele deu uma risada baixa e eu sorri.
Saí do banheiro e ele saiu atrás de mim, quando entrei no quarto minha mãe estava lá.
— O que estavam fazendo no banheiro? Ela estava com uma cara estranha.
— Só estava me ajudando a botoar esse vestido, mas ele está apertado. _ Charlie me olhou de lado sem graça.
— Vou te esperar lá em baixo. _ Ele saiu porta a fora e minha mãe saiu logo atrás dele sem me dizer nada. Peguei outro vestido branco, mais soltinho e o vesti. Peguei um óculos escuro, fiz uma maquiagem leve e passei um protetor solar.
Desci as escadas, Charlie estava sentado no sofá conversando com minha mãe.
— Charlie, vamos?
Ele se levantou
— Até mais _ Ele se despediu da minha mãe. Sai da casa e ele saiu logo atrás de mim. O Jeep do dia passado estava no mesmo lugar. Ele abriu a porta para mim e eu entrei, sentei, ele atravessou o carro e entrou. Dando partida e saindo.
— Sua namorada não vai se importar de sairmos juntos hoje? _ Virei meu rosto encarando-o, enquanto ele dirigia. Ele apertou a mão no volante, estava tenso. Mas deu um sorriso falso de lado.
— Não, mas eu quero que a conheça, se importa de passarmos lá antes de irmos aonde quero ir?
Ele vai levar uma garota pra conhecer a namorada dele? Isso é muito estranho.
— Tudo bem. _ Me ajeitei no banco do carro, estava começando a ficar desconfortável.
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