Notas iniciais
Vou tentar atualizar a Fic duas vezes por semana, porque sou uma pessoa muito ocupada e duas vezes por semana é um número bom. Obrigada pra quem está acompanhando. COMENTEM

— Conhece meus filhos?

— Sim, estudo com Charlie e Ana _ levantei o olhar encarando Charlie que ainda me olhava sem dizer nada no canto da sala.

— A que bom, eu não sabia. _ Josepf olhou para Charlie e depois para mim, o que me fez desviar o olhar para encara-lo.

— Querida porque não mostra a casa para os meninos enquanto Lúcia termina o jantar.

— Com todo prazer. _ Me levantei da poltrona e caminhei para a porta da sala, e os três me acompanharam.

— Oi Maria. _ Ana deu dois passinhos a frente se aproximando de mim e caminhando ao meu lado.

— Oi Ana. Charlie.

— Olá. _ Ele disse tão baixo que mal pude ouvir. Cheguei até a porta da casa e saí pela porta dando a vista para o jardim.

— Sua casa é legal, vi um parquinho perto da piscina, posso brincar lá?

— Claro.

— Espera Bene _ Ana saiu correndo atrás da Benedita e logo desapareceu entre o jardim.

Diminui meu passo e parei na ponta da escada que dava acesso ao jardim.

— Bela casa. _ Charlie se aproximou lentamente e parou do meu lado.

— Obrigada.

— Não sabia que ia jantar aqui hoje. Só sabia que ia almoçar na casa do chefe do único hospital da cidade.

— Esse é o problema de cidade pequena. _ Desci um degrau e me sentei no degrau de cima.

— É. _ Charlie se sentou ao meu lado, ele olhava para frente. Não alguma coisa na frente, mas parecia que não estava ali enquanto falava.

— Sua mãe não pode vir? _ Virei meu rosto o olhando, parece que alguma coisa o tirou do transe, ele piscou duas vezes e virou o rosto me encarando.

— Não tenho mãe.

— Eu não sabia me desculpe. _ Fiquei sem jeito, olhei para frente e depois para ele de novo, até me bater aquela curiosidade, e eu perguntar. _ ela morreu? Ou são separados?

Charlie respirou fundo, parecia ter ficado sem jeito.

— Eu sou adotado, não tenho mãe. _ Olhei para o lado mais sem graça ainda.

— Desculpa _ Ouvi uma risadinha baixa.

— Mas a mãe da Ana e da Benedita está viva se quer saber. São separados.

— Então você a considera como mãe?

— Não, eu não cheguei a conhece-lá.

— Uê, mas a Benedita tem uns 10 anos?

— Não, ela tem oito. Ana nasceu primeiro, Benedita depois e Josepf me adotou cinco anos atrás. Mas alguma pergunta?

Franzi o cenho, eu estava sendo rude e curiosa e nem percebi, pensei que era melhor eu ficar calada. Mas minha linguá coçava para perguntar.

— De onde nossos pais se conhecem? _ Charlie deu um sorrisinho de canto e virou o rosto me olhando.

— Você é bem curiosa Maria, meu pai é médico. Trauma. Ele está trabalhando na emergência do hospital.

— Meninos o jantar está servido. _ Minha mãe chegou atrás de nós e disse.

— Tá, eu vou chamar as meninas. _ Me levantei da escada, Charlie se levantou logo após. Desci os outros degraus e caminhei até chegar nas meninas, ambas estavam no balanço. Até mesmo Ana que tinha minha idade se divertia no balanço.

— O jantar está pronto, vamos? _ Charlie disse, Benedita se levantou correndo do balanço e pulou nas costas do Charlie, que segurou suas pernas e saiu correndo na nossa frente, trotando como um cavalo e até imitando um. Eu ri baixo e Ana se levantou e veio até a mim, me virei seguindo em direção a casa e ela me acompanhou.

Entramos e a mesa já estava posta e todos sentados, inclusive Charlie e Benedita que saíram correndo a nossa frente. Me sentei na mesa ao lado da minha mãe e da Benedita, de frente ao Charlie.

— Porque veio pra uma cidade tão pequena Josepf? _ Minha mãe perguntou enquanto beliscava a comida.

— Já trabalhei muito, preciso de uma vida mais calma.

O jantar foi demorado, não que comecem muito, mas mais conversavam do que comiam, devíamos ter ficado umas duas horas ali na mesa. Até que eles terminaram e se despediram.

Notas finais
Próximo Cap. postarei no sábado ou domingo. Obrigada.