Notas iniciais
Há quanto tempo! foi mal o atraso com se fosse alguma novidade kk Espero que gostem! Agora eu já estou de férias iuppii então provavelmente vou escrever mais! bjs

No meio dos estrondos causados pelas máquinas, podia se escutar algumas vozes estranhas vindo do nosso lado esquerdo, que acho que, primeiramente, só eu havia escutado.

Eu puxei Orfeu para a direção de onde vinha o som.

– O que você está fazendo? – ele perguntou confuso. Eu apenas posicionei o dedo indicador sobre os lábios para indicar silêncio, e me aproximei mais das vozes, Orfeu me seguiu.

Nos deparamos com uns cinco homens, feios que nem o cão chupando manga, o que é um baita insulto para o cão e para a manga, pois é. Eles falavam alto entre si para que pudessem ouvir uns aos outros.

– Que criaturas horrendas! – comentou Orfeu, baixinho.

– Feios né? – sussurrei.

– Que bichos são esses? – perguntou.

– Como assim? São humanos, eu acho.

– Humanos? Até parece! É algum tipo de monstro!

– Também não precisa exagerar também!

– Mas olhe bem. – ele acabou tocando no meu ombro, e quando isso aconteceu a formas dos homens mudou completamente. A feiúra deles aumentou um trilhão de vezes mais, eles pareciam uma mistura de ogros do pior tipo com sei lá o que, tão gozados, e horrendos que eu nem consigo descrever, imagine o monstro mais feio que você já viu e misture com a pessoa mais feia, multiplique por um zilhão, eles são assim.

Quando consegui desviar a atenção da feiúra das criaturas, foquei no que eles falavam:

– Que rainha burra! – disse um que era coberto por escamas sujas que deviam ser de algum tom azulado.

– Não é? Ela caiu mesmo no papo de que vamos construir um parque nessa droga de floresta. – riu outro que era coberto por pelos vermelhos sangue, mas a cor não o tornava mais alegre ou vívido, pelo contrário, parecia que ele havia assassinado seres o bastante para cobrir todo seu corpo com sangue.

– Em breve nós construiremos clãs por toda a cidade, e depois no mundo, e ninguém nos deterá, o chefe ficará feliz e nossa recompensa será imposta, milhares de carnes humana para deliciarmos nossos estômagos! – exclamou outro, o maior e mais forte, que, de cara, dava para se notar que era o general. Ele também era o mais feio, sua cara era amassada, e cheia de cicatrizes horríveis, devia ter uns três metros de altura e tinha algo como penas brancas e sujas, desgrenhadas que cobriam seu corpo.

Os outros riram com suas gargalhas maníacas e começaram a se dirigir a saída da floresta. Nós os seguimos. Eles foram indo para uma rua deserta e sem saída, ela também era um tanto escura considerando o fato de que ainda era por volta de umas quatro da tarde.

A última casa da rua era velha, feita com uma madeira que estava podre, não muito grande, nem muito pequena, número 1545, o telhado tinha algumas telhas faltando, assim como a varanda estava sedenta de algumas tábuas. Tinha um jardim morto, grama seca, flores escuras, triste de se ver. Eu só consegui imaginar se algum dia ela teria sido bela colorida, com lindas rosas, vermelhas, brancas, grama viva.

Mas a casa era a mais assustadora que eu já havia visto, e adivinha onde os bichos feiosos entraram? Acertou. Na casa feia e podre. Eles entrar pela porta da frente, e a fecharam rapidamente, eu e Orfeu havíamos nos escondidos atrás de uma árvore seca.

Fomos para os fundos da casa e nos deparamos com uma janela quebrada, com um espaço grande o bastante para que passássemos, quando já estávamos do lado de dentro Orfeu me perguntou uma coisa que eu mesma estava me perguntando durante todo o caminho:

– Por que estamos seguindo essas coisas?

– Você não ouviu o que eles disseram? Precisamos saber o que eles estão planejando! Eu sinto isso! – sussurrei de volta.

A casa era ainda mais feia e assustadora por dentro do que por fora. Tinha tapetes sujos e rasgados espalhados pelo chão, e os móveis eram podres e quebrados da mesma forma que as partes do assoalho que não eram cobertas pelos tapetes.

Havia também uma bancada de granito, imunda e rachada. Sobre ela se encontrava um prato, meio quebrado que era coberto com algum tipo de carne, meio comida, extremamente nojento, e eu, sinceramente, não queria saber de que tipo de carne se tratava.

Os bichos estavam no que deveria a sala daquela casa que mais parecia abandonada. Orfeu segurou forte a minha mão, não sei se por medo ou pelo fato de ele querer me proteger, provavelmente ambos, então deixei assim, na verdade também me sentia mais segura sabendo que ele estava comigo.

– Por que não matamos a rainha de uma vez? – ouvi uma voz aguda e irritante perguntar. Nos aproximamos mais e nos escondemos atrás de um sofá velho e fedido.

– Paciência gafanhoto, depois iremos matar todas as pessoas que quisermos, principalmente a rainha, o rei e aquela maldita princesinha. – riu aquele mais feioso e grandalhão que parecia ser o general. Orfeu apertou mais minha mão e me olho com um olhar preocupado e triste, como um cachorrinho que suspeitava que fosse abandonado. Eu apenas sorri e neguei com a cabeça, como se dissesse que a coisa só estava brincando. E fiz um sinal para que ele prestasse atenção na conversa deles.

– Tudo bem. – respondeu o dono da voz esganiçada, decepcionado. Era o monstro mais baixo, ou melhor, menos alto. Ele era coberto por uma pele verde gosma, com uma textura de réptil.

– Vamos ir passar a perna naquela mulher burra novamente, então. – falou o feioso escamado e azulado.

– Sim, precisamos começar o trabalho homens, em breve não restará nenhuma mísera folha, nem para fornecer oxigênio para esses cidadãos imundos! – rio o general. Eu cerrei os dentes e senti algo quente e salgado escorrer dos meus olhos até os meus lábios.

Eles pegaram alguns tipos de armas ou algo do gênero de uma estante podre, e saíram pelo mesmo lugar pelo qual entraram. Nós pulamos de volta pela janela e corremos o mais rápido para a floresta. Quando paramos para descansar eu despenquei no chão.

Eu tinha que aproveitar para colocar o que sentia para fora, afinal, estava com a única pessoa que realmente me entendia, meu melhor amigo. Então pensei um bom dane-se e me pus a chorar.

Orfeu me abraçou. Sempre odiei parecer fraca, mas já havia chegado ao meu limite e, além do mais, aquele garoto loiro fazia eu me sentir mais forte. Ficamos um bom tempo assim, em silêncio, quando meu choro amenizou ele disse:

– Se eles tocarem na floresta ou em você eu não sei se os mato, ou se os torturo eternamente. – não consegui conter uma risadinha diante daquele comentário, tirei a cabeça do seu ombro e olhei bem fundo dos seus belos olhos ilegíveis.

– Ah é?

– Faria, mas não vou permitir que eles prejudiquem nem você nem a floresta, quanto a sua mãe...

– Ei, ela pode ser pior que a madrasta da branca de neve, mas ela ainda é minha mãe. – mesmo dizendo isso ri da idéia da idéia dele.

– Que termo de princesa é esse? – ele riu.

– Sei lá! Eu na verdade odeio a branca de neve, mas foi o primeiro insulto que me veio cabeça!

– Você realmente não está bem. – ele riu.

Orfeu me ajudou a levantar, e quando nós íamos andando eu ouvi:

– Ora, ora, então são esses os bisbilhoteiros?

Notas finais
comentem, comentem! ♥