Estranho? Pois Eu Não Acho!
5 Papai, Órion e Pandora um. Mamãe zero.
Notas iniciais
Ps.: Leiam as notas finais, é importante!
Eu me levantei bruscamente, e com muita raiva. Apanhei uma maçã na mesa, e subi as escadas correndo e pisando forte, sempre fazia isso, simplesmente não suportava ficar mais de um minuto no mesmo recinto que a minha mãe, sem me revoltar ou discutir com ela.
Entrei no meu quarto, o único lugar naquele castelo onde eu posso expressar meus sentimentos e opiniões livremente. Olhei para os milhares de desenhos colados nas paredes verdes escuras como a mata. Eu sempre amei desenhar, não quero me gabar, mas sempre fui muito boa nisso também.
Desenho animais, lobos, cervos, pássaros, florestas, campos, flores e tudo que eu posso imaginar. Além das paredes de desenhos, meu quarto também possui uma estante de madeira, com muitos e muitos livros, velhos, novos, na maioria de ficção, outros de arquitetura, psicologia, história, filosofia. E muitos de mitologia grega, esse assunto me fascina muito.
Tenho pinturas na parede, no pé da minha cama, no armário, na janela. Todas feitas por mim. Bem, adoro tudo que envolva arte. Quando entrei no quarto, meu pastor alemão, Órion, foi correndo em minha direção, e começou a lamber o meu rosto. Acho que ele é uma das poucas coisas que me trazem felicidade nessa prisão que chamam de casa. Não tinha falado dele também né? Foi mal.
Eu me sentei na minha cama e Órion foi junto, com aquele seu sorrisão alegre e engraçado, que sempre me faz sorrir com ele. O cão se deitou com a cabeça no meu colo. E adormeceu. Depois de comer a minha maçã, e ler um pouco também acabei caindo no sono.
***
Eu acordei com um sol bem forte iluminando meu rosto. Adoro acordar assim, com o sol nos meus olhos, por isso sempre deixo a janela e a cortina abertas para o vento e o sol entrarem.
– Bom dia flor do dia! – Órion me cumprimentou bocejando.
– Bom dia! — digo eu.
Eu me levanto. Me visto com meu típico estilo de roupa, meio rock, meio punk mas nada muito pesado. Minha meia calça negra e rasgada, meu short jeans. Uma camiseta cinza de maga curta e um colete de couro (sintético, porque jamais usaria couro de verdade). Calcei meu par de botas negras de cano longo e com spikes. Botei minha pulseira negra, também de spikes, no pulso. Trancei meu cabelo em uma longa trança.
Fui escovar os dentes. Logo em seguida pego a minha mochila e saio do quarto. Pensando em como é legal ter uma escola que não exige o uso de uniformes. Órion me segue. Descemos às escadas. É sexta-feira se não me engano. Deve ser por volta de umas nove horas da manhã.
Passo na cozinha e dou bom dia às cozinheiras. Pego um prato de biscoitos e um copo de leite. Passo pela sala de jantar onde meus pais tomam café. Dou bom dia ao meu pai e evito olhar para a minha mãe. Mas não consigo evitar. Ela vestia um vestido longo, como sempre, chique, azul-marinho. Seus cabelos como sempre em um coque, e a coroa na cabeça. Adornada com jóias e maquiagem.
Ela me olha dos pés a cabeça, e revira os olhos. E eu faço o mesmo quando olho para a roupa dela. Ela odeia que eu me vista do jeito que eu gosto. Diz que princesas devem ter postura e se vestir modo elegante, e não como uma marginal. Ela não me dá nem bom dia. Apenas comenta:
– Eu gostaria de saber quando você aprender a se vestir de maneira decente.
Eu tentei me segurar para ficar quieta, mas não resisti e dei uma resposta à altura:
– E eu gostaria de saber quando você parar de me repreender e cuidar da minha vida, e começar a cuidar mais de você, além do mais saiba que não usam esse seu tipo de roupa desde a idade média.
Eu dou um sorrisinho cruel. E meu pai tenta segurar uma risada. Quanto me dirijo para sair, Órion vai atrás de mim e minha mãe me provoca novamente:
– Ainda aguardo o dia em que este cão vai virar um casaco de pele!
Órion rosna raivosa para ela. Eu me viro para ela e digo:
– Ouse! E eu faço um com o seu cabelo!
– Não fale assim comigo mocinha. – ela diz raivosa, mas nunca se descontrola. – E você não vai fazer nada a respeito da grosseria da sua filha, Guliver? – continua minha mãe se dirigindo ao meu pai.
– O cão não fez nada para você Octavia. Então acho justo que Pandora o defenda. – diz ele sorrindo. Já disse que amo meu pai?
Papai, Órion e Pandora um. Mamãe zero.
Notas finais
No próximo cap terá um personagem novo... e fofo! kk
Bjs ♥♥♥♥
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