Notas iniciais
ó aqui a atrasada, desculpa desculpaaaa! Minhas aulas voltaram, já começaram minhas provas, eu estou muito gripada, ou seja, bem desocupada né? Mas eu vou postar juro que vou! kk Toda terça e quinta eu tenho prova, então não espere que eu vá postar nas segundas e quartas, é mais provável que poste sextas, sabados e domingos é bem mais fácil para mim. Esse capítulo ficou pequeno, desculpe, mas eu escrevi meio que correndo, fazendo dever e vendo tv ao mesmo tempo, prometo que o próximo vai ser maior, perdoem o atraso de novo. Espero que gostem :) :3

Aquelas informações só ficavam latejando na minha cabeça. Fantasmas? Será que era isso? Não era só eu que notava os detalhes sombrios que se espalhavam por todos os cantos? Mas por que? Os fantasmas não costumam ser maus. Será que o pobre Louis via o que eu vejo, e isso o enlouqueceu até chegar àquele ponto?

Decidi pensar depois e prestar atenção na conversa, poderia perder informações preciosas. Sei que se não fosse uma situação tão trágica meu pai já estaria gargalhando. Caçar fantasmas? Há motivo mais bobo para perder a vida? Provavelmente algumas pessoas da sua dimensão gastam a vida inteira tentando convencer os outros de que espíritos existem, mas nós não precisamos disso, SABEMOS que é real. Ir até o lar das criaturas para achar essas coisas que estão por todas as partes? Mais idiota ainda!

– Por quê? — disse meu pai.

– Ele estava vendo coisas. — disse o ruivo magricelo, com a voz baixa. — Dizia que os espíritos estavam agitados, queria falar com algum e ver o que estava acontecendo. Louis ficou louco, alguns dizem, doidinho de pedra.

– Você concorda Edgar? — perguntou meu pai.

– De jeito nenhum senhor. Lights era meu amigo desde moleque. — dizia Edgar, com lágrimas nos olhos. — Tinha a cachola encaixadinha no lugar lhe garanto, se fazia, era por que sabia o que estava fazendo. Isso precisa ser investigado, tem alguma coisa estranha acontecendo meu senhor.

– Concordo.- disse sem pensar, terminando de descer as escada, os cachos ainda úmidos.

– Pandora você estava espionando?

–Papai eu sempre estou espionando. — lhe disse sorrindo. Então me dirigi ao homem alto, Edgar, até conseguir olhar para seu rosto, o meu já estava em um ângulo em que podia ver o teto, seus olhos eram vermelhos como os de um coelho, estavam lacrimejando. — Também vejo senhor. Por todos os lados, vultos, você está certo, seu amigo também estava, algo está acontecendo, algo além do normal, além do nosso normal. — falei.

– Como minha princesa? — o homem franzia as sobrancelhas, sem preconceito, mas não parecia ser lá tão inteligente.

– O que Louis viu não é o que todos costumamos ver, eu e um amigo meu também vemos...

– Espere, que amigo? — meu pai me interrompeu.

– Depois papai, depois. — continuei. — Não são só fantasmas, boa parte são, mas também há bichos, de todos os tipos e cores, eu sei, nós os seguimos...

– Nós? — meu pai interrompeu de novo.

– Pai!

– Tá continue, mas depois vamos falar sobre esse seu amigo aí. — revirei os olhos, e retomei:

– Algo grande está liderando alguma coisa, os bichos o chamaram de "chefe". Talvez Louis também estive atrás de pistas com os fantasmas.

– Sim, sim, ele dizia isso, dizia: " Os espíritos sabem, sabem o que está acontecendo, eu preciso descobrir." — Edgar confirmou minhas teses, o que me levou a outra questão:

– Edgar, qual era o poder de Louis?

– Ah princesa, Louis não tinha poder não, curioso?

– Na verdade não é tão curioso. — lhe disse. — O meu amigo também não tem poderes, supostamente.

– O que quer dizer com "supostamente"? — Edgar questionou confuso.

– Veja bem, só vejo coisas quando estou na presença desse meu amigo, Orfeu, algo assim ocorria com vocês dois?

– Na verdade sim, quando estava com ele via sombra de gente e bicho por tudo quanto era lado, quando não estava com ele, via de vez em quando só. Mas onde a senhorita quer chegar?

– Louis e Orfeu não foram diagnosticados com poder nenhum, por que eles realmente não tem poder nenhum, mas e se eles o fornecessem.

– Desculpe mas não estou entendendo. — O ruivo falou.

– Aonde você quer chegar minha filha? — manifestou-se meu pai.

– O poder não está neles, está em volta, e eles que dão, é como uma contaminação boa, como se fosse um dom superficial que contagia que está a sua volta, vocês não percebem? Eles fazem parte de um novo grupo de gente, devem existir outros como eles, é algo mais estranho do que estamos acostumados, eles fazem os outros enxergarem!

Notas finais
comentem por favor meus amores!