Estranho? Pois Eu Não Acho!
10 Eles chegaram
Notas iniciais
Mas pelo menos eu consegui ta ai, espero que gostem!
Bjs
Os dias se passavam em um irritante padrão. Minha mãe me colocava a par da situação da construção do parque que ainda não havia começado, mas que em breve teria início, (acho que ela dizia isso só para me deixar com raiva mesmo), eu tinha pesadelos, entristecia, contava aos meus amigos, Orfeu e o resto me consolavam.
Acho que mesmo tendo Selena, Helena, Tales e Peter como amigos de anos, extremamente confiáveis, Orfeu foi quem mais me apoiou. Acho que é pelo fato, de eu só derramar lágrimas na frente dele, é só junto a ele, e junto a meu cachorro, que tenho coragem de fazê-lo.
É que chorar faz com que me sinta fraca, vulnerável, e quando sei que estou perto de alguém, que certamente irá me proteger, não tenho medo de chorar. E acho que isso também faz com que Orfeu, tenha uma noção mais ampla do meu sofrimento. Pois é como sempre digo, “se chorar em público, é porque já cheguei ao meu limite”.
Em um dia, chovia muito. Chuva, uma das minhas coisas favoritas, o cheiro de folhas e terra molhada, sempre foram minha paixão. Eu havia combinado de me encontrar com Orfeu, na floresta.
Esperei a chuva amenizar um pouco e fui. Parei no ponto em que havíamos combinado. E sentei ao pé de uma árvore. Segundos depois eu ouvi um som, algo que para as outras pessoas pareceria um baixíssimo ruído, ou algo inaudível, parecia um alto estrondo para meus ouvidos apurados. Meus olhos rastrearam a área rapidamente, detectando cada elemento à minha volta.
Meus olhos detectaram um arbusto. E focaram nele. Era a única coisa que passei a ver. Bem no meio das folhas, um forte pontinho dourado brilhava. E eu soltei uma gostosa gargalhada:
- Tudo bem Orfeu, quando essa função toda acabar, eu vou te dar umas aulas, para você aprender como assustar as pessoas.
- Mas co – como?! – ele reclamou saindo de seu, não tão eficiente, esconderijo.
- Eu tenho dom de visão e audição, ambas são 40% mais apuradas que a da maioria das pessoas. – expliquei.
- Também né!
- Mas você está progredindo, acho que uma pessoa normal não teria te visto.
- Pelo menos isso! – ele disse se sentando ao meu lado. – Ta Pan. Já enchi dessa história! A gente tem que bolar alguma coisa pra resolver isso! Sua mãe não é dona do mundo sabia! – ele disparou.
- Concordo, mas o quê?
- Ei você que é inteligente não eu! – ele falou. E eu exibi minha melhor cara de paisagem pra ele e disse:
- Verdade, mas você também deve ter uma idéia, não é?
- Bem a gente poderia convencer sua mãe.
- O quê?! Ah! Fácil!
- Ei, a gente pode achar um ponto fraco nela, e paft!
Nessa eu tive que rir.
- E “paft”? – falei rindo.
- É! Mas pra achar o ponto fraco nela, a gente tem que achar o forte. Qual é o poder dela?
- Ela pode reverter qualquer feitiço aplicado em algo relacionado a ela.
- Ótimo, legal, ajuda muito!
- Pois é. – respondi mais desanimada que ele. – E se nós fizermos o que ela quer! – continuei.
Ele me olhou com um olhar muito retardado e disse:
- Eu já não entendo mais nada!
- Afe! Nós podemos fingir que cedemos, posso lançar uns feitiços ocultos pra destrair e convencer ela depois.
- Primeiro, vamos meio que atacar a sua mãe?
- É mais ou menos isso.
- Segundo você mexe com feitiços?
- Sim! É meio que de família. – Eu respondi. – Mas não é relevante. O que vamos fazer em relação aos homens que compraram o terreno?
- Nós precisamos conhecê-los melhor antes.
No momento em que Orfeu disse isso pode-se ouvir o barulho de grandes máquinas, cada vez mais próximas.
- Pelo jeito, eles chegaram.
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