Notas iniciais
Não me culpem pela demora O.k? Culpem minha cabeçinha com bloqueio criativo e meu corpo preguiçoso kk Espero que gostem bjs

Eles entenderam e concordaram com mais felicidade do que imaginei.

– Isso é horrível! – comentou Selena.

– É. – Peter concordou (ai esses dois).

– Vocês querem mesmo ajudar? – perguntei.

– Dã! Claro! – disse Helena.

– Vocês são os melhores amigos do mundo.

– Só agora que você descobriu? – perguntou Tales sarcástico.

Nós nos demos um abraço coletivo e combinamos que durante as férias iriamos nos reunir pra trocar ideias e iriamos resolver o problema, nada como bons cérebro de crianças trabalhando juntos (se fossemos adultos certamente estaríamos ferrados).

Eu voltei caminhando com Orfeu como sempre, embaixo do guarda-chuva dele, e, em um momento, sem nem uma razão aparente, eu cai, sem tropeçar em nada, a minha sensação era de ter sido empurrado, mas por quem? Orfeu JAMAIS faria isso, nem de brincadeira, pois eu caí com a cabeça a centímetros de uma pedra afiada, alguns centímetros para a esquerda e aquela pedra facilmente teria perfurado meu crânio, estava tão paralisada que nem liguei para o fato de estar toda suja de lama.

Eu senti que alguém queria que eu conhecesse a morte, alguém queria me ver sofrer por alguma razão, todas as coisas que aconteciam e que viriam a acontecer, nada ocorre sem razão. Orfeu me puxou pela mão e me ajudou a me levantar me perguntando umas cem vezes se eu estava bem.

– Eu só torci o tornozelo, ainda estou viva! Se acalme!

– O que ouve? Por que você caiu?

– Algo me diz que um espírito está brincando conosco. – respondi.

– Por favor não me fale nisso de novo! É assustador. – ele disse baixinho e olhando a sua volta só para conferir que nenhum espectro havia lhe escutado.

– Mas é verdade! Alguém quer me ver... Morta.

– Então que morra ele.

– Algo me diz que ele ou ela já morreu.

Ele engoliu em seco. Era aparente que Orfeu realmente não gostava nada naquilo.

– Vamos. – disse para não assusta-lo mais. Mas quando eu fui dar um passo quase cai de novo por causa do machucado, mas Orfeu me segurou.

– Vai uma ajuda? – sem esperar que eu respondesse ele apanhou meu braço e colocou em volta de seus ombros, e me deixou usá-lo como apoio. Não estávamos longe da minha casa, então fomos assim o restante do caminho, ele me levou mais perto, até a porta.

– Aqui está bom. – falei.

– Mesmo?

– Sim. Amanhã então?

– Amanhã. – havíamos combinado de fazer uma reunião com os outros no dia seguinte para tentarmos resolver a situação, e com “resolver a situação” queremos dizer aprontar alguma.

– Ótimo.

– Ótimo.

– Tchau.

– Tchau. – em um impulso o abracei, dei um sorriso. E entrei, só depois que percebi que dois de nossos guardas estavam lá fora, rezei para que eles não fosse dizer nada aos meus pais, inventando alguma história besta sobre namorado ou algo do gênero, mas acho que não, tirando o fato de que trabalhavam para a minha mãe, eram caras legais.

Só depois que fui examinar com calma o machucado, não havia só torcido, mas cortado também, e só quando me toquei disso que realmente comecei a notar a dor, não chorava nem nada, não era tão grave assim, só me assustei ao notar e pensar no que havia acontecido, e não fazia sentido nenhum, como havia caído? Como havia me cortado? Em uma pedra menor talvez? Alguém ou alguma coisa estava brincando comigo, e eu fiquei com raiva, não pelo fato da queda, mas pelas outras coisas também, podia ver que se relacionavam.

A situação em que a floresta estava, o bichos da casa velha no fim da rua, a sombra na janela, o “empurrão invisível”, alguém provocava aquilo, o homens feios haviam dito algo sobre um “Chefe” naquele dia na casa podre. Eles tinham um exército de monstros e fantasmas ou algo assim? Algo dentro de me dizia “ Guerra, eles querem guerra” Mas eu não entendia, eles quem? Que guerra? Por que?

Eu resolvi ir tomar um banho para esfriar a cabeça e tirar a lama do meu corpo, me vesti e me joguei na cama olhando para o teto, o cabelo molhado escorrendo água pelas cobertas, as mechas ainda mais negros. Órion dormia em um canto em cima de sua cama de cachorro tão grande que até um urso poderia se deitar ali.

Por alguma razão a janta estava demorando para sair. Então fui ver o que estava acontecendo, quando estava descendo as escadas, ouvi as vozes de dois homens conversando, uma delas certamente era a do meu pai, a outra nunca havia escutado.

Adoraria dizer que sou uma garota comportada que não fica espionando os outros, mas estaria contando uma mentira absurda, na verdade sou absolutamente curiosa e bisbilhoteira, mas nunca ninguém me pega, me oculto na sombra, e ninguém nunca me vê.

– Sim meu rei, foi visto por volta das quatro da tarde de hoje, próximo às Fronteiras da Escuridão. – disse o homem que não conhecia, era um homem muito alto e muito magricela, com cabelos avermelhados, e um nariz grande demais para o rosto miúdo.

– Como era exatamente? – perguntou meu pai.

– Como o pé grande me disseram, só que pior e maior, mais horrível, presas enormes, Louis não teve a menor chance. – sua voz e seus estavam tristes.

– Próximo às Fronteiras da Escuridão você disse? – perguntou meu pai. Às fronteiras sempre foram temidas ninguém vai lá, não, nem mesmo eu, é daquele lugar que saem as piores criaturas que você pode imaginar. Além de lá, bem alguns dizem que existem outra dimensão, outros juram que é um ninho de pesadelos, eu sinceramente acho que é o esconderijo de algo além dos monstros.

– Sim. – disse o homem. – Próximo às Fronteiras.

– E você sabe o que ele foi fazer lá.

– Ele me disse que ia caçar meu senhor.

– Caçar o que exatamente?

– Fantasmas meu senhor. Louis Lights foi caçar fantasmas.

Notas finais
Comentem, pooooor favoooooooooor!! Adoro vocês!