Notas iniciais
Chegueeei!!! Tudo bom com vocês? ♥ Como falei na nota anterior, este capítulo aqui seria postado no domingo. Estava pronto, sendo que não tava conseguindo postar. Tentei na segunda, na terça... Deixei agendado para o caso de não conseguir entrar, mas nada ia. Tô torcendo aqui para que dessa vez tente. Me passaram que o bug foi corrigido. Enfim... Este capítulo é o maior de todos que eu já postei. Ultrapassou as 5.500 palavras quando escrevi e tive que cortar alguns pedaços. Ainda assim, ficou grande; poréeem, eu espero que vocês gostem muito! Eu amei. De verdade. Há uma parte em que chorei junto com os personagens. Espero que vocês se envolvam!!! Obrigada mais uma vez aos pouquíssimos leitores que comentaram. Se não me engano foram apenas 7. Isso me desmotivou MUITO. Mas como tem gente aqui desde o início, não posso abandoná-los. Obrigada por ainda estarem aqui ♥ Mamãe ama vocês! Até as notas finais ♥

TOBIAS EATON

Eu não conseguia ter nenhum maldito controle. Tris arqueava todo seu corpinho enquanto eu chupava seu clitóris e isso me deixava maluco. Os gemidos, a forma como ela se debatia, a força que fazia para prender meu rosto no meio das suas pernas enquanto apertava meu cabelo... Tudo era o céu para mim. Eu estava tão fodido com essa menina que chegava a ser ridículo. Antes de conhecê-la, eu a condenava. Não suportava ouvir sua voz que tremia de ódio. Porém, aqui estava eu, com a boca na parte mais incrível do corpo dela, me deliciando com seu cheiro, seu gosto e sua textura. Tudo nela era incrível.

— Oh, eu... – ela arfava, enquanto eu aumentava o ritmo da minha língua, sabendo que ela estava pertinho de gozar. – Eu vou... – parei. Tive uma ideia que faria a dor ser menos intensa quando eu estivesse nela. Passei meu dedo pelo meio de sua entrada e ele ficou encharcado. A penetrei com ele de uma vez e Tris soltou um grito de prazer.

— Oh, sim. Assim, por favor. – ela implorou, enquanto eu empurrava e tirava dentro dela. Eu mal podia esperar pra entrar nela. Deus, meu pau estava tão duro que o latejar doía.

— Deus, Tris, você tá tão gostosa. – eu murmurei, lambendo os lábios e prendendo um gemido. Vê-la tão desinibida, entregando seu corpo e sua alma para mim era alucinante. Eu só queria tê-la por completo. – Parece que você já está prontinha para mim.

— Eu quero suas roupas fora. – Tris praticamente rugiu e eu queria fodê-la agora mesmo. Porra, ela me queria. Eu, caralho. Ela esperava esse momento tanto quanto eu e puta que pariu, ela era tão urgente agora. Meu pau doía. Eu só queria aliviar e bater a merda fora dela.

Eu tirei meus dedos dela e ela quase gemeu em protesto. Dei-lhe um sorriso e retirei minha camisa. Tris lambeu os lábios quando me analisou inteiro, parando especificamente no meu abdômen. Eu sempre fui cuidadoso com meu corpo. Passava horas na academia. Era regra da banda seguir certo padrão de beleza. Eu tinha parado de me importar um pouco com isso nos últimos dias, só que porra, se ela me olhasse assim toda vez que eu tirasse a roupa eu estava virando o próximo Dwayne Johnson.

Fiquei apenas de cueca e me posicionei em cima dela, beijando-a ferozmente. Aquela boca era o céu, porra. Tudo era malditamente perfeito. Eu ainda estava com o gosto dela, mas Tris parecia não se importar. Pelo contrário, ela me puxou ainda mais para si e chupou minha língua. Senti a consequência disso diretamente no meu pau. Caralho, eu queria a boca dela lá também.

Tris começou a se movimentar debaixo de mim, a fim de conseguir algum alívio e isso estava me matando. Porra, eu não sabia como agir direito. Tínhamos brincado algumas vezes, mas parávamos quando estávamos indo longe demais. Uma confusão me pegou. Eu não sabia se ela realmente queria isso ou se era sua forma de me agradecer por hoje. Eu tinha tido um baita trabalho durante a semana, mas não esperava nada em troca. Precisava ter certeza.

Me movi em cima dela e pus as mãos em cada lado da sua cabeça. Tris franziu a testa, confusa. Olhei nos olhos dela e perguntei uma última vez.

— Nós não temos que fazer se você não estiver pronta. Não estou pedindo por isso. Posso esperar mais um pouco. Não precisa retribuir o dia de hoje desse jeito. – eu confessei, passando o polegar em seu rosto. Ela era tão perfeita.

— Eu quero isso... – ela sorriu convicta. – Quero você.

Foda-se! Eu não sei se rosnei, gritei ou qualquer outra coisa; só sei que minha boca estava na dela e eu a devorava. Queria guardar o momento. Queria memorizar cada detalhe desta noite, mas a porra do meu pau não me deixava concentrar direito. Minhas mãos apertavam a cintura nua de Tris, enquanto eu gemia na sua boca. A emoção tomava conta de mim enquanto eu a tomava nos meus braços. Ninguém jamais havia tocado ela do jeito que eu a tocava. Cacete.

Beatrice Prior era minha.

Tirei a cueca box e estiquei minha mão para pegar a camisinha ao lado da cama. Eu queria continuar chupando Tris, mas eu estava desesperado. Porra, não sabia como tinha conseguido aguentar tanto tempo. Todo sangue do meu corpo estava concentrado no meu pau. Eu queria meter duro, queria gozar. A falta das transas casuais durante todo esse tempo me afetavam duramente agora. Em outra ocasião, eu estaria fodendo duro não importava quem fosse. Entretanto, eu estava com Tris, e bem... Tris era Tris.

Eu estava prestes a rasgar a camisinha quando Beatrice segurou minha mão.

— Não precisamos. Eu tomo remédio por causa da minha menstruação. – ela me assegurou.

Eu não estava raciocinando direito até minha ficha realmente cair. Nós faríamos sem nada no meio do caminho. Eu poderia sentir o quanto ela era quente e gostosa sem nenhuma barreira. O pensamento fez minhas pernas fraquejarem. Movi meus olhos para Tris e ela me encarava com um vínculo se formando na testa. Parecia distante. Alguma coisa estava errada.

— Você parece assustada. – eu disse, fazendo-a voltar para mim.

— Vai caber? – ela perguntou; os olhinhos repletos de dúvida, constrangimento e desejo.

Não consegui conter o sorrisinho que surgiu nos meus lábios.

— Sim, querida; vai sim. – eu tomei seus lábios macios mais uma vez. Nunca iria cansar. Jesus me ajude.

Ela assentiu e enquanto me deliciava com Tris, afastei as pernas dela com minha mão e me posicionei entre elas. Já podia sentir a umidade quente e o cheiro que parecia preencher cada pedaço daquele quarto. Eu amava. Deus, como eu amava isso. Tudo era incrível. Cacete, essa noite seria meu fim.

Passei a ponta do meu pau na entrada dela e gemi. Caralho.

— Vou está tão molhada, Tris. Vou tentar não meter tudo de uma vez, mas porra, vai ser difícil. Você é tão cheirosa. – eu inclinei meu nariz no do seu pescoço e inalei. Era maravilhoso. Inebriante demais.

— Tobias?

— Sim. – eu ainda a inalava, tentando acalmar a merda dentro de mim.

— Enfie logo. – ela implorou.

Qualquer resquício de controle que eu tentava manter desapareceu. Iria machuca-la um pouco, mas não havia outro jeito. Ela estava implorando e eu quase gozando sem nem entrar nela. Não podia mais esperar. Deslizei lentamente dentro dela e Tris gemeu. Quando cheguei na barreira que esperava encontrar, parei. Tris ficou tensa debaixo de mim.

— Vou meter de uma vez. Vai doer pra caralho, mas eu paro até você se sentir melhor. – indaguei e não esperei por uma resposta dela.

Com um único impulso, rompi a fina camada entre nós e mergulhei no aconchego de Beatrice Prior. Ela soltou um grito e apertou os olhos, sendo tomada por uma expressão de dor. Deus, eu sabia que estava doendo, mas eu queria muito me mexer. Nunca tinha sentido nada parecido na minha vida toda. Tris me sugava com tanta força que eu mal conseguia respirar. Fiquei lá, parado, arfando, enquanto esperava qualquer sinal verde dela.

— Querida, abra os olhos. – eu pedi e Tris os abriu no mesmo instante. Estavam lacrimejados e suas coxas se apertaram em torno dos meus quadris. Passei uma mão em seu rosto, acariciando-o, com uma promessa silenciosa de que tudo estava bem.

— Tudo bem. Está tudo bem. – ela sussurrou e me deu um sorriso forçado, tentando disfarçar seu desconforto. Eu ri. – Oh, não, não ria. Quando você faz isso ele pulsa e arde. – ela riu.

— Preciso me mexer. – eu soei desesperado. – Tá começando a me dar câimbra.

— Tudo bem. – ela tomou um longo suspiro e apertou os olhos. – Pode ir.

— Tris, quero que você olhe pra mim. Prometo que vai ser bom. – eu disse, tentando convencê-la não só a ela, mas a mim também. Queria tanto que fosse tão bom para ela quanto estava sendo para mim.

Fitei os olhos dela, recuei e meti novamente. Tris fez uma careta, mas em seguida sorriu. Como diabos ela estava sorrindo numa hora dessas? Eu estava usando cada maldita força que ainda me restava para me manter parado e esperar.

— Ok, não está doendo. Só arde um pouco, mas acho que estou gostando. – ela soltou de uma vez e respirou fundo.

— Graças a Deus. Eu não estava a fim de parar agora. – eu suspirei de alívio e beijei sua testa. Colei minha testa na dela e me movi, para frente e para trás. Tris gemeu e eu gemi junto. Porra. – Isso é incrível pra caralho. Você é tão quentinha, Tris. Porra.

— É tão gostoso. – ela suspirou e ergueu os quadris, prendendo minhas costas com seus pés. Desse jeito eu conseguia ir mais fundo, então me movimentei mais devagar, lento, e fui até aonde dava. Preenchi minha garota inteira. – Não sinto mais dor. Faça isso mais uma vez. – atendi ao pedido dela, mas desta vez fui duro, da forma como eu estava pensando desde que entramos aqui. Um rugido saiu do meu peito e Tris gritou em excitação. – Isso. Desse jeito é muito melhor.

Caralho, ela gostava de sexo duro. A imagem da minha inocente Tris se transformado na mulher que gostava de foder girava meu cérebro. Eu não conseguia me segurar. Ela me garantiu que estava bem, então meus movimentos ficaram mais intensos. Juntei suas duas mãos e as levei acima de sua cabeça. Ela apertou meus dedos quando a senti se apertar contra mim.

— Você está perto? – eu perguntei e ela concordou com um aceno de cabeça. Tinha ouvido a respeito de que muitas mulheres não gozavam na primeira vez, mas estava aliviado que Tris fosse uma exceção. Eu não queria gozar antes dela.

Comecei a estimular seu clitóris e ela enlouqueceu. Minhas estocadas ficaram mais fortes e meu corpo mais ritmado. Era a melhor sensação que eu já senti na minha vida. Meu peito arfava, o suor escorria pela minha testa e Tris estava frenética debaixo de mim. Ela gemia meu nome e no exato momento em que senti os espasmos do orgasmo dela se aproximando, aumentei meu ritmo. Tris se apertou contra meu pau quando gozou e bastou apenas isso para que eu fosse enviado para um lugar que eu nem sabia que existia.

Nunca imaginei que era isso que faltava na minha vida. Eu não estava abrindo mão dela. O vazio desconhecido que costumava ocupar um pedaço do meu coração agora era preenchido por Beatrice Prior. Eu quis contá-la sobre Nita e Andrew mais cedo, antes de nos amarmos completamente, mas Tris não havia me dado escolha. Agora eu não poderia permitir que ela me deixasse. Eu não conseguia mais imaginar um mundo em que ela não existisse. Eu não estava pronto para perdê-la. Por Deus, eu nunca estaria pronto para isso.

Eu não queria sair de dentro dela. Provavelmente a estava sufocando com meu peso, mas estar nela era como estar em casa. Parecia certo. Quando fiz um movimento para me afastar um pouco, Tris me segurou. Ela tinha acabado de perder a virgindade e eu precisava limpá-la, mas ela não parecia se importar com isso.

Soltei uma risadinha e plantei um beijo em sua testa, me levantando para ir até o banheiro. Tris soltou um grunhido de frustração quando me afastei.

— Primeiro tenho que limpar você. – dei-lhe outro beijo e acariciei seu rosto. Ela era perfeita. – Você não tem noção do quanto está linda. – e ela não tinha mesmo.

Tris sorriu e eu fui até o banheiro. Peguei uma toalha, molhei na água morna e tirei o excesso. Voltei para cama e minha garota tinha um olhar cansado, porém satisfeito no rosto. Ela nem fez questão de se cobrir e isso só me deixou ainda mais fascinado por ela. Admirei seu corpo, descendo os olhos pelos seios até chegar nos seus pezinhos. Era tudo perfeito.

— Você está me deixando com vergonha. – ela riu e eu me aproximei. Afastei um pouco suas pernas e limpei o mais suave que pude. A mancha de sangue dentro dela fez meu peito doer. Ela tinha me escolhido. Nenhum homem havia chegado a este ponto com ela. Tris era minha.

— Você acabou de gozar gostoso comigo. – eu ri e beijei seu joelho. – Não vá bancar a tímida agora, Tris. – terminei de limpá-la e fui até o banheiro, jogando a toalha no lixo e voltando para cama. Me aninhei com Tris de conchinha e puxei o cobertor por cima da gente. Beijei seu ombro, enquanto afastava seus cabelos do pescoço. Eu amava seu pescoço. – Está doendo?

— Não. – ela se virou para mim e passou uma mão por cima da minha costela. – Um leve incomodo, mas gosto disso. É um lembrete de que você esteve em mim há dez minutos.

Ela nem tinha ideia do que essas palavras faziam comigo.

— Eu te amo. – eu acariciei seu rosto e Tris me deu um sorriso doce. – Eu te amo mais do que já amei qualquer outra coisa. Você mudou minha vida, doce Tris. E agora que sei qual é a sensação de tê-la em meus braços, eu nunca mais vou deixar você se afastar de mim. Nunca mais.

— Promete? – ela me olhou esperançosa e roçou seus lábios nos meus.

— Prometo. – eu sorri e beijei seus lábios mais uma vez.

Tris e eu ficamos em silêncio, um frente ao outro, apenas nos olhando. Eu me perdia toda vez que movia meus olhos para os dela. Aquele castanho esverdeado acabava comigo. Beatrice acariciava minhas costas, movendo os dedos contornando minha tatuagem. Quando começou a insistir em alguns pontos, eu me preparei para a pergunta que viria. Eu estava pronto para responder. Não queria guardar mais nenhum segredo dela. O que ela me perguntasse, eu diria.

— O que são essas cicatrizes? Eu nunca tinha notado antes. – ela perguntou, ainda apreensiva por pensar que eu me incomodaria em respondê-la. Se fosse outra pessoa, talvez eu tivesse ficado, porém não ela. Tris era Tris.

— Marcus Eaton não foi o melhor pai que uma criança pudesse ter. – eu lhe dei um sorriso confortante e tomei uma mão dela, beijando-a em seguida. – O pai usava muita droga pesada e bebia muito. Ele estava sempre estressado com algo relacionado a banda ou à mamãe, então eu meio que era seu saco de pancada.

— Oh, eu sinto muito. – disse perplexa. – Eu não fazia ideia, Tobias.

— Eu sei. – dei de ombros. – Ninguém faz, na verdade. Somente Will, Nita, Zeke e agora você. Não contei para mais ninguém. Acredito que tudo tenha sido consequência do álcool e da coca. Eu já o perdoei. Mantemos contato às vezes.

— Você tem o coração mais lindo que eu já conheci. – Tris me deu um doce sorriso e acariciou meu rosto. – Por isso fez uma tatuagem cobrindo todas as costas?

— Também. – eu ri e a puxei para mais perto de mim. – Hoje está sendo a melhor noite da minha vida, Tris. Obrigado por não me afastar.

— Como poderia? – ela levantou as sobrancelhas. – Aqui é o único lugar que eu gostaria de estar. – ela bocejou e plantou um beijo na ponta do meu nariz, aninhando sua cabeça no meu peito. Beijei o topo da sua cabeça e fiquei fazendo cafuné nela até que pegasse no sono.

Não me lembrava da última vez que tinha apagado completamente, mas quando acordei Tris ainda estava enroscada em mim. Olhei no relógio e marcavam nove da manhã. Apesar de ter levantado cedo, eu nunca tinha dormido tão bem em toda minha vida. Sorrindo, baixei os olhos e Tris ainda respirava calmamente. Tão serena... Tão linda...

Beijei sua boca e ela resmungou algo, virando-se de lado. Eu ri e beijei o lóbulo da sua orelha.

— Estou descendo para preparar algo para comermos. – sussurrei e dei um beijo na sua testa de despedida.

Fui até o banheiro e tomei um banho. Tris só iria trabalhar no turno da tarde e noite hoje, então eu ainda tinha algum tempo com ela. Eu planejava alimentá-la antes de contar sobre seu passado e então eu imploraria para que ela me perdoasse.

Ela me amaria o suficiente.

Saí do banho e peguei meu celular, mandando uma mensagem para Will deixar aqui em casa os presentes que Tris havia recebido ontem assim que pudesse. Peguei uma cueca, uma bermuda e vesti. Dando uma última olhada na menina em minha cama e sorrindo, desci as escadas e fui para cozinha. Não sabia ainda qual era sua comida favorita, então estava preparando de tudo um pouco. Hoje conversaríamos mais. Eu queria saber tudo sobre ela. Depois que eu contasse a verdade, esperava que ela se abrisse para mim do mesmo jeito. A partir de hoje, não queria mais nada entre nós.

Ouvi passos quando estava voltado para o fogão, preparando bacon e ovos para Tris. Suas mãozinhas abraçaram minha cintura e ela descansou a cabeça nas minhas costas. Desliguei o fogo e me virei para ela. Beatrice vestia uma das minhas camisas antigas da The Lost que mais lhe servia como um vestido, indo pouco acima até suas coxas.

— O cheiro está maravilhoso. – ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo casto.

— E você está linda. – eu a coloquei nos braços e a pus em cima da ilha de mármore no centro da cozinha. – Ainda mais com essa camisa.

— Você gostou? – ela riu e pôs a mão na cintura. – Acho que serviu direitinho.

— Serviu mesmo. – eu beijei sua testa e a abracei. Quanto mais a mantivesse perto de mim, mais são eu ficaria. – Precisamos conversar. – ela me olhou e concordou. – Mas antes vamos tomar um bom café da manhã. Há muita coisa pra explicar e eu tô morrendo de medo de que você me deixe.

— Nada do que você disser me fará ir embora. – ela riu e beijou meus lábios mais uma vez.

Deus, eu esperava tanto que ela mantivesse essa promessa.

Comemos em um silêncio confortável, mas minha cabeça estava a mil. Ficava olhando para Tris e imaginando o que faria se ela me deixasse. Por tudo que é mais sagrado, ela precisava me perdoar. Eu imploraria. Não merecia seu perdão, o que eu fiz tinha mudado tudo, mas não podia viver sem ela. Eu nunca mais podia viver sem ela, porra. Ficava sem ar só de pensar nessa possibilidade.

— Está tudo bem? – Tris perguntou, enquanto levantava e recolhia nossos pratos, colocando-os no lava-louças. – Você está calado.

— Vamos para o sofá. Se eu não contar agora, vou acabar enlouquecendo e não quero mais esperar. Você precisa saber. Desde que chegou aqui, você merecia saber. – segurei a mão dela e a puxei comigo em direção à sala.

— Você está me assustando. – Tris soltou da minha mão e parou. Caralho, eu já estava enlouquecendo.

— Desculpe. – eu segurei seu rosto com as duas mãos e beijei sua testa. – Desculpe, Tris. Não foi minha intenção.

— Eu não vou deixá-lo. – ela me assegurou mais uma vez e eu assenti. – Eu amo você, Tobias.

— Eu também amo você. – eu suspirei e fitei os olhos dela. – Espero que se lembre disso quando eu te contar toda a verdade.

Ela concordou com um aceno de cabeça e nós seguimos para o sofá da sala principal. Sentamos lado a lado, mas virei-me de frente para Beatrice e segurei suas mãos. Meu coração batia tão forte no meu peito que eu tinha certeza de que ela podia ouvir. Eu não tinha ideia de por onde começar sem magoá-la tanto, mas quando dei por mim, tudo que eu tinha guardado por muito tempo simplesmente começou a sair.

— Quando Nita nasceu o pai dela tinha acabado de abandoná-la e se casado com outra mulher. Eu ainda era uma criança, mas me sentia péssimo por ela. Apesar de não ter o melhor pai do mundo, ele era presente e atencioso antes da banda disparar. Marcus via me buscar quase todos os finais de semana. Eu queria que ela também tivesse o pai dela com ela e mamãe dizia que ele um dia voltaria. Com o passar do tempo, fomos crescendo e Nita ainda perguntava quando o seu pai viria visita-la. Mamãe disse que agora ele já tinha dois filhos que amava mais do que a Nita e ele não precisava dela. Eu nunca entendi como alguém poderia não precisar dela. Nita era doce, sorridente, alegre... Ela era minha irmãzinha. Eu nunca poderia imaginar que alguém gostasse de outras pessoas, mas não a amasse.

— Aonde você quer chegar? – Tris perguntou desconfiada. Deus, essa era a pior parte.

— Nita passou anos chorando. Eu fui seu pai, sua mãe, seu irmão e a sua única pessoa por muito tempo. Por mais que eu a amasse, estava cansado de toda essa responsabilidade. Quando fiz 19 anos, descobri o nome e o endereço do pai dela e fui atrás. – suspirei. – Seu nome era Andrew Prior. Ele era casado com Natalie Prior e tinha dois filhos: Caleb e Beatrice. Eu bati em sua casa e entreguei uma foto de Nita com nosso endereço, dizendo que ele tinha outra filha que o amava e queria muito conhecê-lo. – respirei fundo mais uma vez. – Três meses depois, Andrew apareceu aqui.

Esperei sua reação e podia ver a confusão na expressão de Tris. Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela saltou do sofá de repente, se afastando de mim. Eu não queria que ela se afastasse. Tomei um passo em sua direção, mas ela recuou, ainda sem tirar seus olhos de mim. Eu não conseguia lê-los nesse momento. Tudo era um borrão.

— Você tá brincando comigo?! – ela gritou, a voz sendo tomada por um soluço. Deus, eu não queria que ela sofresse. – Caleb tinha acabado de morrer! Como você pôde?!

— Tris, eu juro, eu não sabia! – eu exasperei, andando de um lado para outro. Eu não conseguia me manter parado. Puta que pariu! – Eu não fazia ideia do que vocês iriam passar. Deus, Tris, eu jamais teria feito isso! Eu só queria fazer minha irmãzinha feliz; eu não queria destruir uma família, mas Nita sempre esteve em primeiro lugar pra mim. Porra, ela era a minha irmã! Eu sinto muito. – o soluço que saíra agora era meu. Eu estava pronto para implorar. – Querida, eu sinto muito. Eu juro. Por favor.

Tris não falou nada. Estávamos pouco mais de um metro distante um do outro, mas eram como milhas. Eu sentia seu coração se afastando do meu. Ela não falava nada, apenas me olhava, soluçando e com lágrimas escorrendo pelos olhos. Eu queria me aproximar, abraça-la e confortá-la, mas eu tinha causado sua dor. Caralho, eu era o responsável por toda desgraça que tinha sido a vida dela.

— Você tirou meu pai de mim. – ela confirmou e eu permaneci calado.

Eu não merecia o fodido ar que eu respirava.

— Eu entendo você. – ela soltou e correu para os meus braços. Instantaneamente a apertei contra mim e chorei junto com ela. Não me lembrava a última vez que tinha chorado, mas a dor do que causei e essa ponta de esperança que ainda estava acesa eram demais para mim. – Eu posso te perdoar. De qualquer forma, a decisão de vir embora foi do Andrew. Você só fez o que achava ser certo para sua família.

Eu não merecia viver.

— Se eu pudesse voltar atrás e consertar tudo, eu faria. Eu odeio ter que te contar isso, Tris. Me rasga. Eu nunca quis tirar seu pai de você. – eu desabafei, apertando-a ainda mais. Pensei em estar sufocando-a, mas Tris não reclamou. Eu nunca estava perto o suficiente dela, então não parei.

— Eu sei. – ela me apertou e se afastou para olhar nos meus olhos. A ponta do seu nariz estava vermelha e as lágrimas ainda caíam, mas ela me deu um sorriso doce em meio ao caos que estávamos. Foi como se eu estivesse no escuro e ela fosse a chama que me guiava. Caralho, eu a amava tanto. – Eu fico feliz que tenha me contado. Eu... Eu ainda não sei como digerir isso, então quero que você me explique tudo. – ela pausou e enxugou uma lágrima do meu rosto. – Mas eu não vou a lugar nenhum, Tobias. Meu coração é seu.

— Eu te amo tanto. – eu disse e ergui seu corpo. Tris entrelaçou suas pernas na minha cintura e eu a tomei em um beijo desesperado.

Eu estava arrependido pra porra. Desde que a conheci de verdade, amaldiçoava o dia em que bati na sua porta, dando ao filho da puta do seu pai uma válvula de escape. Graças a mim, Tris tinha lidado com o luto pelo irmão e em seguida pela própria mãe sem nenhum apoio. Eu não queria ver Andrew nem pintado de ouro. Eu tinha certeza de que se pusesse as mãos nele, eu o mataria. Eu não era o único culpado pelo sofrimento de Tris. Havia oferecido nossa casa, mas ele que tinha sido o covarde. Eu não conhecia os dois lados da história. Andrew sim.

Uma das coisas que mais me deixava apaixonado por Tris era sua capacidade de perdoar. Ela mantinha os desejos da sua mãe guardados no coração e estava sempre buscando praticar. Porra, era lindo demais. Se Natalie Prior tinha sido a responsável pela índole de Tris, ela não se parecia nada com que Evelyn e Andrew haviam dito para mim. Estava começando a desconfiar de que Tris não tinha sido a única enganada aqui.

— Ok, sem beijos por enquanto. – ela disse quando se afastou de mim ainda arfando. – Eu quero respostas. Ainda há peças que você não me mostrou.

Eu a coloquei no chão e concordei com ela. Se Tris estava querendo respostas, eu iria dar todas as que eu tivesse. O fato dela não fugir e ainda querer ouvir tudo de mim era uma chance que eu não estava desperdiçando.

— Não vou mais esconder nada de você. – a assegurei e sentamos no sofá novamente. Quando eu estava prestes a falar, a campainha tocou. Eu tinha esquecido da mensagem que havia mandado para Will. Me levantei e dei um beijo na testa de Tris. – Deve ser Will com seus presentes. Eu já volto.

Antes mesmo de chegar à porta, cliques de saltos ecoaram por toda casa. Imaginei que Christina também teria vindo, mas quando minha mãe, Andrew e Nita apareceram no meu campo de visão, congelei. Que porra era essa?

— Olá, filho. Como tem passado? – Evelyn falou com desdém, seguindo para a sala onde Beatrice estava. Não. Não. Não. – Parece que você tem visita.

— O que diabos você faz aqui? – vociferei. Não deixaria que eles estragassem meu momento com Tris. Porra, eles precisavam dar o fora o mais rápido possível. Movi os olhos de Andrew para minha irmã que continha um sorriso satisfeito no rosto. Que porra Nita tinha feito? – E você só agora resolve dar notícias. Que porra está acontecendo?

— Tobias, isso são modos? – Evelyn levantou um pouco a voz, mas manteve a classe impecável que sempre tinha. – Deixo você com gente inferior por apenas alguns dias e você esquece como se trata sua própria mãe? – ela revirou os olhos. – É lamentável. Viu no que você o transformou? – ela direcionou seu olhar gélido para Tris e eu dei um passo em sua direção cerrando os punhos. Não deixaria que ela machucasse minha mulher.

— Evelyn, cuidado. – alertei minha mãe. Minha relação com ela não era ruim, mas eu estava disposto a proteger Beatrice nesse momento.

Eu virei para olhá-la, mas Tris parecia não se abalar com o que minha mãe havia dito. Ela estava estátua, encarando seu pai. Ele olhava para ela da mesma forma.

— Acredito que esteja iludindo meu filho dizendo estar apaixonada por ele. Seu tipo fareja dinheiro fácil e se aproveita disso. Igualzinha a sua mãe. Imaginei que agora que ela estava morta fosse me dar alguma paz, mas não. A puta da Natalie sempre quis estragar minha vida. Ela deixou você para me atormentar. – isso pareceu despertar Tris do seu transe e ela passou a encarar minha mãe.

— Cuidado como você fala dela. – Tris semicerrou os olhos para minha mãe, desafiando. Levantou o dedo em direção ao rosto de Evelyn e deu um passo a frente. Essa briga ainda não era minha e eu não iria conter Beatrice.

— Como ousa me ameaçar? – minha mãe disse entre os dentes.

Nita se pôs na frente dela e deu seu melhor olhar mortal para Tris. Ela não se abalou.

— Encoste uma unha na minha mãe e eu acabo com você. – Nita disparou e eu me pus entre elas.

— Nit, vá embora. – eu pedi; o sangue fervendo minha cabeça. – Todos vocês. Não vou permitir que vocês ataquem Tris. Eu a amo. Amo mais do que todos vocês. – virei-me para minha irmã. – Até mesmo que você, Nit. Vou protegê-la, vocês me entenderam? Vão embora agora antes que eu perca minha paciência.

— Como uma boceta pôde te deixar tão cego, Tobias? – Nita perguntou com desdém. Mamãe abriu um sorriso convencido. Andrew era inútil: só observava tudo com o mesmo olhar distante e frio que sempre tivera.

— Não se preocupe, filha. A mãe dela tentou o mesmo golpe com seu pai, mas ele foi inteligente o suficiente para fugir dela e voltar para mim. Espero que você seja esperto também, Tobias. – Evelyn forçou um sorriso para mim.

— Quem costuma pegar prostituta é seu pai, Jay, não você, lembra? – Nita soltou uma gargalhada e minha mãe a acompanhou. Eu estava sem palavras pra quantidade de veneno que elas estavam derramando. – Parece que meu irmãozinho te contou sobre nosso parentesco. Ele chegou à parte que sua mãe era uma puta de cabaré barato que papai frequentou?

Não, eu não disse essa parte e nem pretendia. Tris se agarrava às memórias boas da mãe e eu não estava fodendo isso também. Já tinha estragado muita coisa. No momento, eu só queria matar minha irmã. Porra, Nita era o próprio capeta no momento. Eu sentia tanta raiva que tinha medo de me mexer pra não fazer merda.

— Quando eu estava grávida de Nita, Andrew e eu brigávamos muito. Ele começou a sair de casa e numa noite dessas conheceu sua mãe, Beatrice. Ela era prostituta dos clubes que ele frequentava. Natalie se aproveitou da fraqueza do meu casamento para convencer seu pai a fugir com ela. – mamãe semicerrou os olhos para Tris. – Ela fez Andrew abandonar sua esposa e um bebê que ainda nem havia nascido. Sua mãe era nojenta. Uma aproveitadora de merda. Ela destruiu meu casamento. Ela era uma vad...

Eu queria muito tomar as dores de minha garota, mas essa batalha não era minha. Tris precisava se impor e vencer essa discussão. Eu já tinha lhe contado tudo que ela precisava saber. A menos que ela pedisse que eu intervisse, expulsaria todos de casa. Até lá, eu estava aqui, para o caso dela precisar de mim.

— Chega! – Tris gritou e pôs as mãos nos ouvidos. Os olhos dela eram uma mistura de tristeza e ódio. Ela empurrou Nita e se colocou na frente da minha mãe. Mesmo baixa, sua postura era muito ameaçadora. – Isso é mentira! Minha mãe era uma santa! Jesus Cristo, ela era uma santa! – ela virou-se para seu pau e o fulminou. – Você é um lixo. Você a conheceu! Como permite que falem dela desse jeito?! – ela gritou e voltou-se para Evelyn, apontando o indicador perto do seu rosto. – Eu juro pela alma do meu irmão que se você disser mais alguma coisa contra minha mãe eu acabo com você.

— Falando em irmão... – Nita começou. – Tobias também te contou que o acidente que matou Caleb não foi de fato um acidente? Eu queria o papai de volta e mamãe deu seu jeito. Se ele não tivesse mais família, ele voltaria para nós.

Congelei.

Que porra era essa?!

Notas finais
Então, meus queridos... O que acharam? Comentem, comentem, comentem ♥ Antes de tudo, me perdoem por ter parado nessa parte!!! Se eu continuasse, a geente passaria das seis mil palavras fácil!! Hahahaha achei que ficaria cansativo, já que a maioria de vocês está gostando do tamanho de 4 mil. Enfim... FIQUEI CHOCADA!!! E esse segredo que aparentemente só Nita e Evelyn sabiam??!!! No próximo capítulo veremos a versão de Tris, o porquê dela ter aceitado as desculpas de Tobias, qual será sua reação diante a morte de Caleb.... TUDO!! Em seguida, teremos um capítulo narrado pela Nita e vamos entender o lado dela. Também teremos choro, risos, brigas... Já comecei a escrever. Posto em uma semana no máximo. Quanto mais comentários tiver, mais rápido tentarei postar!!! Beijo grande, filhotes!! Quero ver todo mundo nos comentários, viu?! Mamãe ama vocês ♥