Notas iniciais
Hey, como vocês estão? ♥ Em comemoração ao dia dos namorados hoje lhes trago mais um capítulo de EP. Não tivemos nenhuma recomendação e uns poucos comentários, but... Eu não poderia deixar passar em branco quando se temos na história o melhor casal do mundo, certo? haha... Obrigada à todos que comentaram o cap. passado. Eu já comecei a respondê-los e prometo que não deixarei nenhum passando em branco. Estou demorando pelo meu tempo e porque eu tenho alguns acumulados já. Enfim, Espero que gostem e não esqueçam de opinar nos comentários. Ouvi-los é maravilhoso! Até as notas finais ♥ FIQUE POR DENTRO DAS MINHAS HISTÓRIAS --> http://poxamalec-fanfics.blogspot.com ADD NO FACEBOOK --> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009085858323 p.s.: Novidades sobre Nita Johnson ainda hoje ou até amanhã no blog. Fiquem de olho!

TOBIAS EATON

Eu estava tentando me convencer de que eu tinha chamado Cara pelo simples fato de que ela era sexy e fácil. Eu a tinha conhecido numa das festas da minha irmã. Ela era amiga de Nita e tinha me dado seu número. Sua família era ricaça. Seu pai era um cirurgião cardiologista e ela estava lançando sua própria linha de roupas ou seja lá que porra era aquilo. Nita havia me dito que ela era um bom partido e que eu deveria lhe dar uma chance. Eu não discordara dela. Só que eu não estava interessado em um relacionamento. Não com ela. Eu só queria tirar Tris da porra da minha cabeça. Ela tinha os cabelos loiros como o de Tris. Isso ajudou na minha escolha de hoje à noite. Cara iria apaga-la da minha cabeça.

Eu não tinha muito tempo até que Tris chegasse em casa. Aliás, ela já deveria estar aqui. Eu estava começando a ficar preocupado, mas eu precisava me concentrar em Cara. Ela estava se despindo bem na minha frente e eu estava pensando na porra de Beatrice. Eu tinha que manter meu foco. Tris era uma estranha. Uma que eu odiava e isso não poderia mudar. Mesmo eu sabendo que já havia mudado.

Não estava funcionando ter uma loira nua esparramada em meu sofá. Cara estava sendo barulhenta demais e isso não estava me ajudando a ficar duro. Seus sons eram todos errados e ela não estava tão sexy quanto eu pensei que estaria. Ela me implorava para beijá-la, mas eu me mantinha longe de sua boca. Eu não beijava as garotas. Eu não confiava em bocas que eu não sabia onde tinham sido colocadas. E eu sabia que tipo de garota Cara era.

– Isso... Assim. Oh, mais forte, Tobias. Por favor, me chupe mais forte! – ela gritava, enquanto eu mordiscava e chupava seu mamilo rosado. Merda. Isso não estava ajudando. Sua voz era estridente demais. Eu mudei minha mão para o meio de suas pernas para acabar logo com aquilo. Eu tinha perdido a vontade de transar com ela. – Isso, Tobias. Toque em mim. Ah, como é gostoso. Me fode com seu dedo, vai. Por favor.

– Shhh... – eu disse a ela. Estava sendo difícil continuar com isso. – Se você fizer barulho eu vou parar.

– Ok. – ela sussurrou, enquanto soltava longos suspiros e mordia o lábio para não gemer. Eu deveria estar excitado com a imagem, mas tudo que eu pensava era em como acabar com tudo isso o mais rápido possível. – Eu não consigo, Quatro. Porra, eu vou gozar! – ela gritou. Cara tinha me chamado pelo nome artístico. Eu odiava quando elas faziam isso, mas se ela estava gozando, significa que eu estava acabando.

Quando o tremor do corpo dela sessou, eu me levantei e fui até o banheiro social. Lavei minhas mãos e tirei a marca de Cara dos meus dedos. Quando voltei para sala, ela ainda estava toda aberta sobre o meu sofá e sorria maliciosamente para mim.

– Eu fantasiei sobre isso tantas vezes... Era em você que eu pensava quando me tocava no chuveiro. E isso foi tão gostoso, Quatro. Eu já estou acesa para próxima rodada. Quero que você me foda o mais duro que puder. Quero sentir seu pau bem no fundo da minha garganta e em seguida senti-lo firme dentro de mim. – ela passou o dedo sobre seu gozo e em seguida o enfiou na boca. Se era para ser sexy, Cara tinha falhado da pior maneira possível. Não iria rolar uma outra rodada. Eu a estava mandando-a de volta para sua casa.

– Vista-se, eu vou chamar um táxi. – eu disse a ela e apanhei seu vestido do chão, entregando-a em seguida.

– Eu não me importo. Eu sei que isso é coisa de uma noite. Eu sei como Tobias Eaton funciona. Eu quero uma noite, Quatro. – ela implorou, caminhando nua até mim e puxando minha camisa. Eu segurei suas mãos antes que ela completasse a tarefa. – Eu preciso ser fodida, gato. Onde e como você quiser.

– Não, Cara. Você precisa ir embora. Eu estou esperando uma pessoa. – eu respondi.

– Você gosta de dupla? – ela perguntou parecendo aborrecida. Ótimo. Era tudo que eu precisava agora: o tipo de garota que não iria embora fácil.

– Não. Vista-se. – eu disse mais uma vez. Minha paciência estava se esgotando.

– Espera... Você está em um relacionamento? – perguntou Cara, parecendo chocada.

Eu balancei a cabeça.

– Não. Não estou em nada com ninguém. Mas ela vai chegar a qualquer momento e eu não quero que ela tenha que nos ver. – eu respirei fundo e antes que eu pudesse me calar, comecei a falar desesperadamente. Aquilo estava me sufocando. – Ela é especial, porra. Eu não posso ficar aqui tocando você quando ela chegar. Ela já deveria estar aqui. Estou ficando louco. Será que ela está bem? Porra, eu não tenho o número do celular dela. Não sei como encontra-la. Ela trabalhou o dia inteiro e deve estar faminta. Eu devo preparar algo para ela comer, mas eu não sei o que ela prefere. Comida italiana ou mexicana? Puta que pariu, eu deveria ter esperado, mas eu precisava me afastar. Depois do que eu fiz, eu precisava me manter longe dela. Eu não posso tocá-la. Ela é intocável. Eu só posso admirá-la de longe, porque não sou digno nem de estar perto dela. Mas é tão bom tê-la comigo. Ela deixa o mundo mais colorido e eu adoro vê-la sorrindo...

– Tobias. – o tom alerta na voz de Cara me trouxe de volta ao mundo. O que porra eu tinha acabado de fazer? – Você está bem?

– Estou. – respondi e percebi que ela já estava vestida. Ótimo, ao menos ela estava tornando agora as coisas mais fáceis.

– Você quer que eu te sirva algo? Você está me assustando. Quem é ela?

– Ela é tudo que eu não posso ter. – eu admiti. Cara estava alta. Eu tinha quase certeza de que ela não iria lembrar muito bem dessa noite. – Eu só preciso que você vá embora.

– Tudo bem. – ela falou. – Mas não me chame outra vez. Era sua única chance de me provar que você era mais. Você fracassou.

Eu queria admitir que isso era a melhor notícia que eu tinha recebido hoje, mas eu tinha quase certeza de que isso seria demais para ela. Cara não estava acostumada a ser descartada. Mesmo depois de admitir que não era mais que uma transa, ela ainda queria sair por cima. Eu reprimi um riso. Quando a situação tinha ficado tão engraçada?

Depois de coloca-la dentro de um táxi eu notei que a caminhonete de Tris ainda não estava estacionada. Porra. Já era tarde para caralho e ela ainda não tinha aparecido. Será que ela estava bem? Se ela não chegasse em dez minutos eu estaria ligando para polícia e teria uma equipe de busca procurando por ela em Miami inteira. Respirei fundo e passei a mão nos cabelos. Eu estava ficando paranoico. Talvez Tris só tivesse parado em algum lugar para comer.

Eu entrei de volta para casa e fechei a porta, mas ao invés de ir para o meu quarto eu caminhei em direção à dispensa. Eu ficaria no quarto dela até que ela chegasse. Eu queria explicar o que tinha acontecido hoje. Eu iria chateá-la. Ela precisava ver que eu não era bom e não me deixar chegar perto. Tris seria a única pessoa capaz de me manter longe dela mesma.

Quando eu abri a porta do seu quartinho e me deparei com a pequena figura na cama, meu peito se encheu de alívio, ao mesmo tempo em que eu ficava surpreso. Quando ela tinha chegado? Por que eu não tinha ouvido o barulho da sua caminhonete e por que diabos ela não estava lá fora? Será que Will teria a deixado aqui? Ele tinha me mando uma mensagem mais cedo dizendo que iria convidá-la para jantar e como eu estava com isso. Era uma merda mentir para ele que eu não me importava, embora ele soubesse o contrário. De repente a situação não estava mais tão engraçada.

Fechei a porta devagar e me aproximei do seu corpo pequeno. Eu notei a foto dela com a mãe colocada em cima da pequena cômoda branca que havia ao lado da sua cama. A lembrança estava remendada por uma fita e eu odiava a minha irmã por isso. Quando Nita tinha se tornado tão má?

Me sentei no colchão, tomando extremo cuidado para não acordar Tris. Ela estava tão calma. Eu adorava a curiosidade em seus olhos quando ela olhava para mim. Isso significava que ela estava interessada em me conhecer. Eu também queria conhece-la. Queria saber qual era a sua cor favorita ou o tamanho da sandália que ela calçava. Ou então eu queria simplesmente tocar piano com ela. Eu não fazia dueto com ninguém e raramente deixava que as pessoas vissem o efeito que os clássicos faziam em mim, mas com Tris eu queria compartilhar tudo. Só havia um problema: eu não poderia me aproximar dela. Eu não poderia me mostrar de verdade. Eu tinha que ser mau e duro com ela. Ela não poderia achar que eu era bom. Eu não era.

Eu acariciei seu cabelo e a observei. Eu estava apaixonado pelo som que ela fazia enquanto dormia. Talvez fosse a razão pela qual eu a visitava todas as noites. Era gostoso de se ouvir e era bom ficar perto dela, mesmo que ela não estivesse acordada. Notei que a roupa que ela estava usando não era nada feminina e senti meu estômago torcer. As coisas entre ela e Will não poderiam ter ficado tão sérias em tão pouco tempo, então quem a teria dado essas roupas? Seria algum outro cara do clube? Ela simplesmente não poderia ter comprado essa merda.

Eu estava ficando furioso com o pensamento de outra pessoa tocando-a e compartilhando coisas com ela dessa forma, então respirei fundo e beijei o topo de sua testa, saindo do quartinho logo em seguida. Eu precisava de uma bebida, então abri a porta do armário da cozinha e peguei o uísque, colocando uma dose num copo com gelo. Bebi tudo em um gole e respirei fundo quando o líquido ardente queimou minha garganta.

Quando finalmente consegui dormir, sonhei com ela. O som da risada dela quando eu a abracei por trás depois de termos feito amor era a coisa mais maravilhosa que eu já tinha ouvido em toda minha vida. Tris tinha me beijado depois disso e logo caiu no sono.

Eu estava tão fodido.

Tinha demorado bastante para pegar no sono, então quando eu acordei eram por volta das dez da manhã. Tomei um banho gelado antes de descer para cozinha. Notei que a garrafa de uísque e o copo que sujo que eu tinha deixado em cima do balcão não estava mais lá, o que significava que... Tris havia limpado. Por que ela estava limpando a minha merda? Me mexi para fazer o café, batendo todos os armários e gavetas que eu tocava. Eu odiava o fato dela ser tão boa. Por que ela não era uma aproveitadora como seu pai? Porra, ela estava fodendo tudo!

– Quem mijou em você? – Will perguntou quando entrou na cozinha e eu me assustei, fazendo com que salpicasse café escaldante na minha mão.

– Filho da puta! – eu rosnei.

– Eu bati na porta quando entrei. Qual é o seu problema? – ele soou como se não se importasse com a minha explosão de raiva e se aproximou de mim, pegando para si mesmo um pouco de café na sua xícara.

– Você me fez queimar a mão, seu idiota. – resmunguei, colocando água em cima da mancha avermelhada na minha mão esquerda, irritado com o fato de ter estado tão distraído ao ponto de não ouvir Will chegar.

– Ainda não bebeu seu café, não é? – ele disse, bebendo um gole da própria xícara. – Beba. Você tá um monte de merda. Depois de ontem à noite eu pensei que você estaria em um estado de espírito muito melhor. Pelo visto a garota não é tão boa assim. – ele riu, irônico.

– Eu acabei de acordar, seu puto. E como é que você sabe sobre Cara? – perguntei.

– Eu levei Tris ao trabalho hoje. Ela me ligou. A picape quebrou em algum lugar ontem no meio do caminho e ela não aguentava ir caminhando porque tinha bolhas nos pés. Você sabia disso? Porque se souber, você é um grande filho da puta. – merda. Essa hipótese sequer passou pela minha cabeça. Eu me sentia um terrível monte de merda mesmo. – Pela sua cara dá para ver que não. Eu imaginei que você não sabia. Isso não se parece com você. E eu iria trazê-la para casa ontem como eu tinha falado, mas ela estava com dor de cabeça e me pediu para dar carona a amiga.

– Como ela chegou aqui, então?

– Caminhando. – ele respondeu e pôs a caneca em cima do balcão. – É uma merda, mas ela não tem celular e não tinha nenhum telefone por perto. Quando ela chegou, viu vocês dois. E por isso eu sei sobre Cara.

Droga. Tris tinha nos visto. Eu tinha feito uma grande merda.

– Pare com essa coisa carrancuda que você faz. É chato. – ele suspirou. – Por mais que eu odeie o fato de Tris ter assistido àquilo, eu acho que é melhor assim. Se ela tá ficando sob sua pele, então é melhor você ser um puto mesmo. Você precisa parar com isso, Tobias. Agora.

– Eu estou. – eu soei duro, com raiva pelo fato de Will estar certo.

– Você não pode tocá-la. Ela vai odiar você quando descobrir.

Ele estava certo. Tris era alguém que eu não poderia chegar perto. Logo eu seria seu pior inimigo e ela me odiaria tanto quanto eu a odiei quando ela chegou aqui. A única diferença era que ela teria um motivo para me odiar. Eu merecia seu ódio.

– Eu sei. – respondi e desejei não ter soado tão triste. – Confessei um monte de merda sobre Tris para Cara ontem. Eu não sei o que caralho deu em mim, mas eu estava desesperado. Ela não tinha aparecido em casa. Eu ia chamar a porra da segurança!

– Respire fundo e fique calmo. Eu vou tirar a menina daqui ou você vai ficar maluco.

– Você não vai leva-la de mim. – eu semicerrei os olhos para ele.

Will cruzou os braços.

– Você não me controla, Tobias. Pare com essa porra. Tris é fumo quente. Você está brincando com fogo, com chamas muito fortes. Você vai se queimar e vai acabar queimando-a também. Isso vai te comer vivo e não vai ser bonito. Eu estou tentando ajudar, porra.

– Se a sua ajuda envolve tirá-la de mim, então não. Minha resposta é não. Ela não vai embora até que o pai dela volte.

– E você falou com ela sobre isso?

– Sim. – o encarei com as sobrancelhas levantadas. Qual era a desse interrogatório? – Nós temos um acordo. Ela fica aqui até o pai chegar e economiza dinheiro. Por que isso tem tanta importância para você?

– Já falei que gosto dela, Tobias. Você sabe disso.

– Ninguém fica com ela. – eu disse entre os dentes. – Ela vai embora em breve, Will.

– Eu não vou desistir fácil. – ele disse e se virou para sair. – É foda ela estar interessada em você. Ganhar dessa vez não vai ser nada fácil. Você sempre foi o melhor em tudo. – Will suspirou e caminhou para fora, fechando a porta atrás de si.

Eu não tive muito tempo para pensar em sua declaração, pois cliques de saltos estavam se aproximando da cozinha. Eu levantei minha cabeça para ver minha irmã vestida com uma minissaia vermelha xadrez e um top branco.

– Por que preciso ouvir de Cara que você transou com ela e não de você? – ela perguntou com um sorriso divertido. Graças a Deus ela estava de bom humor.

– Desde quando você se importa com as minhas fodas? – eu respondi com uma piscadela e bebi um gole do meu café.

– Realmente? – ela arqueou as sobrancelhas. – Ela é mais que isso, Jay. Por que não dá uma chance?

Nita me chamava assim desde que éramos crianças. James era meu nome do meio e assim veio o apelido. “Tobias” era um nome difícil para ela falar quando era pequena. Era isso e o fato de nós dois adorarmos o desenho “Jay Jay, O jatinho”.

– Ela sabia o que estava fazendo quando me deu o seu celular. – eu dei de ombros. – Café?

Nita balançou a cabeça e sentou-se ao meu lado.

– Você é horrível. – ela riu e deu um tapa no meu braço.

Meu peito se encheu de amor. Esta era a irmã fácil de lidar. Aquela que era minha amiga, que eu poderia ser eu mesmo com ela. Aquela que me considerava seu herói e que me via muito mais além da pose de estrela do rock mal-humorada que eu havia criado. Aquela que não exigia de mim algo que não estivesse ao meu alcance.

– Você iria gostar dela se desse mais do que uma noite em sua cama. – ela aconselhou.

Eu balancei a cabeça.

– Ela não esteve na minha cama. Eu nunca as levo para lá. Fizemos no sofá. Foi quente, mas eu vou experimentar a máquina de lavar esta noite. Não com Cara, óbvio. Sem repetição, mana. – eu provoquei.

– Você é impossível! – ela soltou uma gargalhada.

– Você me ama. – eu respondi com um sorriso.

– O que vai fazer hoje? Eu queria jogar golfe. – Nita olhou para mim com olhos brilhantes.

– Não vai dar. – eu respondi e notei que sua expressão caiu um pouco. Merda, eu odiava não poder realizar suas vontades. – Tenho que estar no orfanato em duas horas.

– Orfanato? – ela juntou as sobrancelhas.

– É. Sua festinha nada barata me custou um mês em trabalho voluntário.

Ela reprimiu os lábios para não rir.

– Você tá falando sério? – ela semicerrou os olhos e quando eu não respondi, ela explodiu em uma risada que ecoou por toda casa. Eu tinha me apaixonado por esse som desde que eu me entendia por gente. – Isso é hilário!

– Comecei ontem. Não é tão ruim quanto parece. – eu sorri com ela.

– Claro que não é. – ela parou de rir e olhou para mim com um orgulho indescritível. – Você sempre foi excepcional com crianças. Aposto que elas o adoram.

– Ainda estão assustadas comigo lá, mas... Elas vão se acostumar.

– E logo estarão apaixonadas por você. – Nita completou.

Eu concordei com um sorriso convencido e me levantei, colocando minha xícara na lava-louças. Coloquei a jarra de café de volta na cafeteira e lavei minhas mãos. Fui surpreendido pelo par de braços de Nita me abraçando por trás, enquanto ela repousava sua cabeça em minhas costas.

– Eu amo você, Jay. Você é o meu herói e me salvou a vida inteira. Tudo que eu faço hoje é para te proteger. Essa garota não é boa influência. Ela é pobre e má. Ela me odeia, Jay. Por favor, mande-a embora.

Eu me virei para ela e a abracei.

– Eu não posso, Nit. Eu preciso ajuda-la. Seu pai está com a nossa mãe no Havaí. Ela não tem ninguém. Não fique triste por isso.

– Ela vai tirar você de mim. Você gosta dela. Você não me ama mais. – ela começou a chorar. – Não posso perder você para ela.

– Hey, olhe para mim. – eu segurei seu queixo e o levantei. – Ela tá dormindo num quartinho de merda. Eu mal a vejo. Eu não estou interessado nela. Eu só estou consertando uma coisa. Você nunca vai me perder. Eu só tenho olhos para você, mana. Só você. Sempre você.

– Eu te amo. – ela me apertou. – Promete que vai se manter longe dela?

– É uma promessa difícil, Nit. Nós moramos juntos.

– Eu sei. E você não precisa me lembrar disso também. Só... Fique longe. Promete?

– Prometo. – eu concordei e ela acenou com a cabeça.

– Ela é uma aproveitadora. Estou protegendo você. Se eu falhar com isso, nunca vou ser capaz de me perdoar.

– Ei, os papéis aqui estão invertidos, você não acha? – eu brinquei.

Ela enxugou os olhos, ficou na ponta dos pés e beijou minha bochecha.

– É minha vez de ser a adulta agora. – ela piscou.

Seu telefone tocou e nos afastamos. Ela o levou até a orelha e atendeu à ligação. Eu não concordava com a parte da minha irmã chamando Tris de aproveitadora; ela era de longe a pessoa mais gentil que eu havia conhecido. Só que eu não poderia confessar isso a Nita agora. Ela provavelmente teria um ataque e todo o nosso relacionamento ficaria um monte de bosta novamente. Eu também achava que seria impossível cumprir minha promessa de ficar longe da loira. Eu não tinha mais esse controle. Tudo que eu pensava era em como devia ser bom fazê-la sorrir. E no quanto seu cheiro era maravilhoso. E seu cabelo macio. Aqueles cílios... Deus, eu estava delirando!

Eu iria cumprir a minha promessa. Custe o que custasse, eu faria o impossível acontecer. Eu não poderia me aproximar de Tris. Eu não poderia sequer deixar que ela visse meu verdadeiro eu. Não poderia arriscar perder Nita. Ela e Will eram as únicas coisas da minha vida que eu jamais abriria mão. Eu nunca disse não para mim mesmo. Porém, dessa vez, eu iria ter que dizer.

– Eu preciso fazer compras com as meninas. O golfe fica para amanhã? – ela perguntou quando desligou o telefone.

– Às nove.

– Você não é um cara da manhã. – ela riu.

– O orfanato toma todo meu tempo.

– Estou orgulhosa! – ela me beijou na bochecha e pegou sua bolsa. – Até amanhã. Juízo e não trepe com nenhuma das minhas amigas se não tiver interesse em chama-las novamente.

– Dirija com cuidado. – eu pisquei.

– Sempre. – ela soprou mais um beijo e saiu, fechando a porta principal atrás de si.

Eu subi as escadas de dois em dois degraus e me preparei para tomar mais um banho, antes de me arrumar e sair para ajudar com as crianças. Eu estava ansioso para ver Tris novamente. Queria consertar a minha merda de ontem e explica-la que eu não queria que ela visse aquilo. Mas então o rosto perdido da minha irmã surgiu na minha mente e eu me repreendi por pensar na loira. Isso partiria Nita. Eu sabia o quanto a afetava.

Depois de pronto, eu peguei minha carteira, minhas chaves e o celular, então saí de casa e entrei no carro. Eu não passaria no Teller’s Clube para pegar Tris. Eu sabia que ela estava sem carro, mas eu não poderia deixá-la pensar que eu estava sendo gentil. Ela não podia ver nada de bom em mim, porra. Seria melhor se ela ficasse longe, porque se Tris se aproximasse, eu estaria perdido.

Bati as mãos no volante e suspirei. Will iria busca-la. Eu sabia disso. Ele tinha ido leva-la mais cedo, então provavelmente iria leva-la para o orfanato também. Ela estava segura com Will. Ele iria protege-la da maneira que eu nunca poderia fazer. Eu não precisava me preocupar com a sua segurança. Ela estaria bem com ele. Ele iria fazê-la rir e talvez ela não se sentisse tão sozinha. Eu odiava aquele olhar perdido que ela tinha quando estava distante. Eu odiava também saber que sua mãe havia morrido há pouco mais de um mês e que seu pai era um grande filho da puta. A menina merecia mais que isso.

Dirigi até o drive-thru da Mc Donald’s mais próximo e fiz um pedido para viagem. Eu não estava com muita fome, mas se eu passaria a tarde lá, ao menos deveria colocar alguma coisa em meu estômago. Quando terminei de pagar, entrei no carro e voltei a dirigir.

Quando cheguei ao orfanato, ao invés de Jeanine abrir a porta, Tris o fez. E a expressão descontraída e o sorriso que ela tinha logo se foram na mesma rapidez em que seus olhos pousaram em mim e me reconheceram. Ela estava tensa. Eu odiava deixá-la assim.

– É... Oi, nós... Uh, nós estávamos esperando por você. Precisamos de uma mãozinha. – ela disse e pôs uma mecha loira atrás da orelha. Esse era o sinal de que estava nervosa.

– Eu posso entrar? – arqueei as sobrancelhas. Ela estava bloqueando a passagem.

Tris deu um passo para trás.

– Desculpe. – ela respondeu.

Acenei com a cabeça e passei por ela sem dizer uma palavra. Queria consertar a minha merda de ontem. Eu não sabia que ela tinha visto aquele sexo sujo. Ela era pura e inocente. Eu precisava explica-la, mas eu não podia deixar que ela pensasse que havia algo bom em mim. Eu deveria mostrar o lado sombrio para ela. Tris era uma garota esperta e inteligente. Ela iria se manter longe.

– Quatro! – Jeanine abriu um sorriso quando eu pus meus pés na sala. – Estávamos esperando você chegar. Nossa cerca do quintal quebrou e precisamos consertá-la o mais rápido possível. As crianças estão na biblioteca, mas eu não sei por quanto tempo Chris as segura lá. Vem comigo e eu te mostro. – ela meneou com a cabeça em direção ao jardim e nós saímos.

Não havia muita coisa para fazer. Provavelmente algum animal tinha tentado entrar aqui e acabou arrebentando a madeira. Um remendo com martelo e prego dariam conta do recado. O problema era porque eu teria que consertar filete por filete e depois interligar todos eles. E eu já poderia imaginar Jeanine me dizendo para trabalhar na pintura também. A cerca estava precisando de uma nova.

– Não é muita coisa. Quando você terminar, temos tinta branca e pincel nos fundos. – dito e feito! Um ponto para mim. É uma situação previsível. – Tris ajudará você enquanto Chris e eu lidamos com as feras. – ela brincou. – Se precisarem de mim, basta chamar. Divirtam-se, crianças.

Quando Jeanine nos deixou, Tris e eu nos entreolhamos. Ela parecia querer me dizer algo, mas tudo que havia entre nós era um desconfortável maldito silencio. O fato de saber que ela tinha me visto transando com Cara e não poder me desculpar e explicar o que acontecera estava me comendo vivo. Então eu pensei na minha irmã e bastou apenas me lembrar do seu sorriso para que eu me controlasse. Eu queria manter aquele sorriso.

– Você pega o martelo e prego. Eu vou dando uma olhada. – eu soei frio e Tris assentiu, me olhando com cautela.

– Ok. – ela parecia assustada. Eu me amaldiçoei por ser um completo imbecil, mas permaneci com minha postura dura. Ela se virou e caminhou para dentro. Eu senti como se pudesse respirar novamente.

Tris estava fodendo a porra da minha cabeça. Eu estava ligando para o bastardo do seu pai agora mesmo. Ele precisava tirá-la de mim, então tirei o celular do bolso e disquei o numero da minha mãe. Ela atendeu quase imediatamente.

– Filho, que surpresa maravilhosa! Eu estava ligando agora mesmo para avisar que não estamos voltando essa semana. Nós estamos no aeroporto pegando um voo para o caribe. Você pode avisar a sua irmã?

– Uma porra! – eu rugi. – Passe para o imbecil do seu marido. Agora!

– Onde estão os modos, Tobias? – minha mãe perguntou zangada.

– Nos seus cartões de crédito. Agora faça o que eu pedi. – eu a ouvi bufar em frustração, mas eu conhecia minha mãe o suficiente para saber que ela não iria arriscar.

– Tobias. – Andrew me cumprimentou do outro lado da linha e eu senti meu sangue ferver.

– Eu vou matar você! – rosnei. – Sua filha está sozinha no mundo e você age como se nada estivesse acontecendo, seu maldito filho da puta.

– Ela ainda está aí? – ele perguntou com descrença em sua voz. Foda-se, eu pegaria um voo até para o inferno se isso significasse que eu poderia mata-lo. Como minha mãe tinha se casado com um lixo desses?

– Está. Onde mais você achou que ela estaria? Ela só tem você e você fugiu como um maldito covarde, a deixando sozinha aqui comigo. Acontece que eu não posso mais mantê-la aqui. Minha irmã a odeia e eu amo a minha irmã. Você não está indo para a porra do caribe. Você está trazendo seu rabo para cá e vai resolver sua merda.

– Não posso. – ele soou cansado. – Eu disse para manda-la embora. Ela sabe se virar. Tris não é mais uma criança. Ela pode cuidar de si mesma. Ela fez isso durante cinco anos. Não vai ser diferente agora.

Eu apertei o telefone.

– Ela está indo hoje à noite. – eu o testei. Não era verdade, mas eu queria saber se ele ainda tinha um coração.

Andrew demorou um pouco antes de responder:

– Faça o que quiser. Tris não é sua responsabilidade. – ele desligou.

O filho da puta tinha simplesmente desligado o telefone enquanto nós discutíamos sobre sua própria filha! Eu queria gritá-lo que ela era sua responsabilidade, mas eu não retornei a ligação porque eu tinha certeza de que eu poderia espancá-lo até mesmo pelo celular.

Eu me virei para ver Tris de pé, com um martelo em uma mão e um saco de pregos em outra. Ela tinha a mesma expressão perdida de sempre. Porra, eu não tinha chutado um maldito filhote. O que eu tinha feito para deixá-la carrancuda dessa vez? Comecei a me perguntar se ela tinha ouvido algo, quando ela estendeu a mão e me ofereceu as ferramentas.

– Eu vou cuidar das plantas enquanto você cuida da cerca. Eu... – ela respirou fundo. – Você vai precisar de mim?

Eu apenas balancei a cabeça e ela andou para longe. Senti a necessidade de dizer algo, mas permaneci calado. O que eu poderia dizer sem que eu parecesse gentil ou duro demais? Eu estava tão fodido. Tinha que manda-la embora. Mesmo que a ideia de fazê-lo deixasse meu peito em chamas.

Notas finais
E aí bebês, nem demorei tanto né? Haha! O que vocês acharam? ♥ Agradeço mais uma vez a todos os lindos que comentaram o anterior e que veem comentando desde o início. Eu sei quem é cada um e agradeço o carinho enorme e a dedicação. Sei que às vezes é um pouco chatinho ficar comentando todas as postagens e reconheço o esforço de vocês. Saibam que o que ainda me mantém aqui são simplesmente o compromisso de vocês com as minhas histórias. Vocês são especiais demais! Espero que tenham curtido e não esqueçam de opinar aqui em baixo o que acham que falta na fic, sugestões, etc... Vi que muita gente tá shippando Will e Tris, e digo uma coisa: quem sabe? Haha, mas ele já é da Chris e muitas surpresas o aguardam. Os amo demais ♥ Mil beijos e até logo! Não vou demorar muito para postar dessa vez! FIQUE POR DENTRO DAS MINHAS HISTÓRIAS --> http://poxamalec-fanfics.blogspot.com ADD NO FACEBOOK --> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009085858323 p.s.: Novidades sobre Nita Johnson, EP e SR ainda hoje ou até amanhã no blog. Fiquem de olho!