Estava Escrito - Cobrade
35 Capítulo 35 - Romance negado
(Narração Jade)
Finalmente era o dia da alta da minha mãe, vê-la disposta, feliz, caminhando, era um mar de felicidade para mim. Eu havia ficado em casa, a arrumando e preparando um delicioso café da manhã.
Assim que minha mãe e Ed entraram por aquela porta meus olhos brilharam ao ver naquele belo rosto um sorriso enorme.
– mãe. — gritei correndo em sua direção. — é tão bom te ver bem.
– eu ainda não estou curada Jade, mas também é bom me ver melhor.
– é tudo questão de tempo, a senhora vai ser curada. Eu sei. — eu disse enxugando minhas lágrimas. — eu preparei um café da manhã maravilhoso, a senhora deve estar enjoada de comida de hospital.
– não chame aquele mingau de comida. É um insulto. — ela disse dando uma gargalhada.
– é bom te ver feliz. — eu disse apoiando minha cabeça em seu pescoço.
– é bom estar aqui com você, aliás, com vocês. — ela disse puxando Ed para um abraço a três.
Tomamos o café da manhã e ficamos ali curtindo o nosso momento, conversando sobre assuntos aleatórios sem permitir que a tristeza invadisse aquele ambiente. Mas por um deslize, outro sentimento invadiu... A raiva.
– Lucrecia você tinha que ver o rapaz que estava com a Jade, lindo. — Ed disse enquanto comia sua torrada.
– rapaz? Que rapaz Jade? — minha mãe perguntou.
– então mãe, no meio dessa correria dos últimos dias nem consegui te contar; estou namorando. E a senhora conhece ele.
– conheço?
– sim, ele é aluno do Gael. — eu disse sorrindo.
– qual dos alunos do Gael? — minha mãe disse já com o semblante fechado.
– aquele que me salvou na praça mãe, o Cobra. — eu disse já sorrindo, sabendo que ele iria aprovar. Afinal ele era um herói, o meu herói.
– acho bom terminar esse namoro quanto antes, não quero você com esse rapaz. — ela disse se levantando e jogando o guardanapo em cima da mesa. — vou para o meu quarto, não estou me sentindo bem.
– o que aconteceu aqui? — perguntei olhando para Ed.
– deve ser estresse pós operatório, depois conversamos com ela. — ele disse se levantando. — vou lá ver como ela está, fique aqui.
(Narração Lucrecia)
Eu ainda podia ouvi a voz da ruiva me contando sobre o ataque que havia sofrido por esse lutador dentro do QG, e agora ele estava namorando a minha filha? A minha Jade? Eu não poderia aceitar.
– Lucrecia? — Ed disse abrindo a porta lentamente. O olhei dando resposta a aquele chamado. — que cena foi aquela minha querida? — disse já dentro do quarto.
– não quero a Jade com esse marginal.
– marginal? Mas ele salvou ela, parece que você não se lembra. Foi graças a ele que sua filha não sofreu um abuso.
– é mas também foi graças a ele que a ruiva chegou toda machucada na ribalta. Sabe como ela se machucou? Ele a agrediu, a empurrou, a tirou do QG a pontapés.
– e qual o motivo dele ter feio isso ? — Ed perguntou.
– nenhum motivo justifica Ed. Isso que ele fez foi crime.
– incrível como vc exalta os erros dele e esquece da qualidade, esquece que ele SALVOU A VIDA DA SUA FILHA. — Ed disse já se alterando.
– não interessa, ele fez o que qualquer um faria. A Ruiva me disse que ele é barra pesada. E eu não quero a minha filha com esse tipo de gente.
– você nem se preocupou em saber se ela estava feliz. Lucrecia a meses a Jade não a mais aquela menina alegre e espontânea de sempre, ela mudou, está frágil, chora pelos cantos, não é mais a nossa Jade. Ela precisa de alguém que a faça feliz.
– eu a levo no psicólogo, mas com esse marginal ela não fica.
– você parece uma mula de tão teimosa. — Ed disse indignado.
– eu? Mula? Faça-me o favor Ed. Quer saber, sai daqui. Quero ficar sozinha. — eu disse já abrindo a porta do quarto.
– passar bem, dona mula.
– vou nem falar que animal você é, e passar muitíssimo mal.
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