Essa Filha De Atena...
26 Uma missão sozinha?
Notas iniciais
Sem muitos avisos por aqui.
Boa Leitura!
(POV Annabeth)
Corri dentro da maior confusão que já vi na vida, eram monstros e Deuses contra nosso exercito de centenas de semideuses. Percebi que os semideuses simplesmente ignoravam os monstros e iam lutar com algum Deus Menor, enquanto subia a colina me deu vontade de gritar: LUTEM COM OS MONSTROS.
Mas eu vi um vulto passando, era um Pégaso passando por ali, e eu sabia qual era o pegaso, BlackJack, ele é famoso pela guerra de Cronos mas isto não importa ,eu só sabia que encima dele Percy usava sua espada e a cada hora que ele apontava a espada para baixo um monstro virava pó.
No topo da colina eu avistei Diké, ela era de dar medo e lutava com um filho de Apolo, pensando nisto eu olhei para os lados afim de procurar Dylan ou Aghata, qualquer um dos dois, mesmo assim, de nada valeu já que estava tudo uma tremenda bagunça.
Diké tinha uma espada enorme na mão, e suas vestes gregas de túnica eram azuis e coladas em seu corpo, iam até a metade de suas coxas fazendo assim parecer uma ótima guerreira. Andei rápido até ela e quando ela parecia que ia matar o Filho de Apolo cravei minha adaga em seu braço.
Ela urrou e olhou para mim, então seus olhos pareceram perder o foco, o Filho de Apolo aproveitou e saiu correndo dali.
–Você é uma... filha da Justiça? – Ela perguntou, parecia que suas palavras eram como socos. Levantei meu tronco para cima, mostrando pose, mesmo que por dentro eu estivesse morrendo de medo.
–Sim, sou eu – Respondi apenas, olhando para ela com raiva – Como você, a Deusa da Justiça, entra numa guerra como está? –Perguntei nervosa, ela sorriu de lado.
–Você acha que o que acontece no Olimpo é justo? – Ela perguntou, andando para mais perto de mim – Os Deuses Olimpianos com tudo e nós com nada? Até alguns anos atrás nossos filhos nem conseguiam vir para o Acampamento Meio-Sangue.
–E agora você está matando seus próprios filhos- Ela tentou me dar um golpe, só que eu esquivei, ela continuou com raiva.
–Sua mãe para mim é a pior de todos os Deuses- Ela disse, andando em minha direção, engoli em seco- Acha que consegue ganhar de todos, ser melhor que todos, riu de mim quando me deram o cargo de Deusa da Justiça, sabe o que ela disse? Porque ter mais uma? Se eu já estou aqui? Eu odeio sua mãe, logo eu te odeio também.
Sua espada me deu um golpe na horizontal e eu me abaixei novamente, rolando para o lado.
–Infelizmente, Deusa da Justiça, eu vou ter que te derrotar – Peguei minha adaga e lhe dei um golpe entrecortado, com a parte chata de sua espada ela parou meu golpe e me recuou.
Um dia eu perguntei para Percy como os Deuses seriam derrotados, já que eles não morrem. Ele me respondeu que os Deuses cansam, quando seus poderes estão todos localizados em um lugar só, e ele é derrotado, ele simplesmente vira pó e fica sem condição de luta por muito tempo.
Rolei mais uma vez, ela deu vários golpes de uma só vez e eu esquivei de todos, menos do último que fez um corte superficial no meu braço.
–Porque você simplesmente não luta como uma filha da Guerra? –Ela perguntou rindo, então me deu mais um golpe, agora na perna, me dando outro corte superficial.
Ela chegou perto demais e me deu um golpe na horizontal, joguei meu corpo para o lado e fiquei atrás dela, então subi em suas costas e lhe dei um mata leão, tentando rodar seu pescoço, ela me jogou para trás e caiu no chão, com a mão no pescoço.
Ela se levantou rapidamente, só que tonta, e eu aproveitei e lhe dei um chute na barriga, e depois no rosto, incor dourado saia de sua barriga, pescoço, e boca.
–Menina insolente – Ela disse então me deu um golpe na transversal com toda a força, jogando todo o seu corpo para cima de mim, esquivei-me e ela caiu no chão novamente.
Achei que ela estava muito fraca e muito lenta, então olhei para os lados, aparentemente estávamos ganhando a batalha, e de mais ou menos 15 Deuses que estavam por aqui fossem derrotados, era uma perda e tanto para o exercito deles.
Quando menos esperei Diké estava mais uma vez de pé e me deu um golpe no rosto com a ponta de sua espada, me dando um corte na bochecha, logo depois ela deu uma joelhada no meu abdômen e com sua mão sem a espada ela tirou a adaga da minha mão, tudo isto foi muito rápido e eu não entendi de onde ela tinha tirado tanta força.
Recuei por puro reflexo e pude ver a ponta de sua espada passar a centímetros do meu rosto. Então eu corri para trás, onde ela havia jogado minha adaga, ela correu atrás de mim e quando senti que ela iria jogar seu corpo para me matar, rolei para o lado, ela caiu e então com a minha adaga eu perfurei o lugar que estaria seu coração, ela se virou e muito incor saia do lugar que deveria estar saindo sangue.
Joguei minhas duas pernas entorno de sua cintura e cortei seu pescoço, então a cabeça rolou e todo o seu corpo virou pó dourado, junto com sua cabeça. Eu só pude ouvir ela sussurrar ‘’Ganhou a batalha, mas não a guerra’’.
Então ,de uma hora para outra eu estava apenas ajoelhada na grama, com sangue da minha bochecha escorrendo para dentro da minha boca, me dando um gosto férreo e nada gostoso.
Olhei para frente e agora não havia nenhum Deus por ali, apenas uma meia dúzia de monstros. Levantei-me com dificuldade e olhei pro céu, Percy continuava apontando sua espada para os monstros, mas agora não tão rápido.
Eu vi vários campistas no chão, nosso exercito tinha mais ou menos 300 a 400 meio-sangues, e provavelmente uns 50 deveriam estar no chão, mortos. E outros 50 que também estavam no chão, deveriam estar feridos.
Mesmo assim, o que restava de monstros foi rapidamente dissolvido com o que restava de meio-sangue de pé, uns 250.
Eu estava cansada e não estava vendo muita coisa, apenas me ajoelhei de novo olhando os cortes na perna , no braço, o grande roxo na minha barriga e o corte fundo na minha bochecha.
Olhei para frente novamente e vi Dylan e Aghata correndo em minha direção, e gritando. Os dois pareciam realmente bem e sem qualquer corte, apenas Dylan que tinha a mão sangrando mas isto não parecia ser nada demais.
–Annabeth! –Gritou Aghata, ajoelhando-se na minha frente junto com Dylan – Você está bem?
Assenti com a cabeça, meu abdômen doía muito que eu parecia estar com falta de ar, na hora não havia doido tanto quanto agora.
–Com quem você lutou? –Perguntou-me Dylan, olhando o corte no meu rosto.
–Diké.
–Uhhh- Os dois disseram em uníssono, sorri e cuspi o sangue que caía em minha boca
–Bem, eu não sei se você viu muita coisa da batalha porque estava aqui no topo mas parecia ter uns 20 Deuses menores, nenhum deles realmente forte, acho que eles mandaram os mais fracos primeiro. Enfim, acho que Diké foi a mais forte por aqui. Nosso exercito era muito maior que o dele então tinha 4 ou 5 semideuses a cada Deus.
–Eu lutei sozinha- Disse cuspindo mais sangue. Então me levantei, olhando para o céu que agora não tinha nem sinal de Blackjack ou qualquer Pégaso.
–Foi um exercito tão fraco e teve tanta morte... –Eu disse ,talvez minha visão estivesse horrível mas eu vi várias, mas várias pessoas que pareciam mortas, como eu disse antes, uns 50 campistas.
–Na realidade tiveram 30 mortes –Aghata disse, e eu queria me matar por estar com a visão tão embaçada – Mas tiveram vários feridos por isso tantas pessoas no chão – Assenti.
–Num exercito de 400 campistas, acho que uns 350 conseguem lutar o resto da guerra- Dylan pressupôs, assenti e andei até a enfermaria.
Ali estava cheio de meio-sangues murmurando e reclamando de dor, sentei numa maca qualquer e quando menos esperei tinha alguém cuidando da ferida em minha perna, braço e rosto. Abri os olhos e sorri ao ver que era Percy que estava cuidando.
–Então... Vamos embora Aghata? – Dylan perguntou, piscando.
–Que? Pra quê? – Dylan a cotovelou
–Só vamos.
Os dois saíram e eu ri, junto com Percy. Ele passou a mão em meus cabelos, e jogou um pouco dele para trás da minha orelha.
–Você foi bem contra Diké –Ele disse, então começou a fazer um curativo na minha perna- Acho que ela era a mais forte por aqui.
Assenti, olhando para ele que mesmo com a mão pesada tentava ser o mais delicado possível. Eu sabia que ele não faria mais elogios, ele às vezes ainda era uma pessoa um tanto fria.
–Você que estava lá de cima sabe os números exatos de quantos meio-sangues morreram e quantos estão feridos?- Perguntei, ele olhou rapidamente para mim e depois voltou a olhar para o curativo.
–Impossível saber ao certo, chutando teve umas 30 mortes e uns 50 feridos, mas a maioria não teve nada sério. A noite terá mais uma reunião dos conselheiros chefes, e então os números exatos serão falados, não se preocupe com isto. – Ele me pegou pela cintura e me tirou da maca alta.
–Tome um banho e durma, e durma tranquila porque o acampamento está em perfeita ordem. Tudo bem?
Assenti. Então fui mancando até o meu chalé, tomei um banho e simplesmente apaguei na minha cama.
Quando acordei novamente já estava a noite e eu me assustei, não tinha ninguém no chalé então eu presumi que estava na hora do jantar. (Isto também pelo fato de que meu estomago roncou).
Minha perna estava bem melhor o que me fez pensar o que exatamente Percy havia colocado naquele curativo, olhei-me no espelho e eu estava ótima. Meu corte no rosto era apenas um risco vermelho, meu abdômen não estava mais roxo e meu braço não tinha nada, pensei então que eu deveria ter dormido por dias, ou então Percy era mesmo um ótimo enfermeiro.
Saí do chalé com um short jeans e minha típica blusa do acampamento meio-sangue, chinelos porque eu não queria fazer nada o resto da noite, mas enquanto eu passava pela praia pude ver duas pessoas se beijando, forcei a visão e quase caí para trás, eram Aghata e Dylan! Aghata e Dylan se beijando!
Saí correndo ( de um jeito estranho porque eu estava com medo da minha perna ficar fudida de novo) e então cheguei no pavilhão, todos olharam para mim, e 5 segundos depois, voltaram com a atenção para a comida.
Sentei-me na mesa do chalé 6 pensando que agora os meus dois melhores amigos estavam juntos, e o quanto isto era estranho e ao mesmo tempo legal. Senti-me sozinha já que quando estava no meio da minha refeição todos os meus irmãos já haviam subido. Olhei para a mesa do chalé 3, e lá vi ele, com a comida intocável ,e pensativo.
Peguei meu prato e meu copo e timidamente me sentei ao seu lado, ele olhou para mim e sorriu, apesar de tudo.
–O que foi? – Eu perguntei, ele fez um olhar desdém.
–Não é nada
–E você está mentindo –Ele riu, eu ri junto. Então mesmo começou a comer e eu comi junto com ele.
–Eu estava pensando que talvez nós precisamos de reforços- Ele disse, olhei para ele sem entender.
–Mas fomos bem hoje, não fomos? – Ele mordeu o lábio inferior.
–Pelo que sei, são mais de 100 Deuses menores se juntando para acabar primeiro com o acampamento, e depois com o Olimpo, acho eu que se com 20 Deuses já tivemos quase trinta mortes, com 100, e muito mais fortes, o acampamento pode simplesmente perder todos os seus campistas.
–Mas...
–Annabeth, eu sou o Deus dos Heróis, e a cada herói a mais que morre, eu vou ficando mais fraco, se chegar ao fim da guerra, e ¾ de meio-sangues do acampamento simplesmente morrer, eu vou ficar tão fraco que eu posso morrer também.
Engoli em seco. Eu não havia pensando naquela forma, que Percy era o Deus dos Heróis, e se perdêssemos a guerra, ele iria fazer igual Pã e simplesmente morrer, com um ser humano normal. E este era mais um motivo para eu lutar.
–Eu acho que vai demorar mais uns dias para eles fazerem outro ataque, vamos treinar mais, recrutar mais meio-sangues e... – Eu não quis terminar.
– O que? – Ele perguntou, olhando para o seu copo.
–E chamar as caçadoras.
Ele revirou os olhos, e bebeu o resto da bebida.
–Agora terá a reunião –Ele disse – Continue positiva, eles irão precisar lá.
Então me deu um beijo na testa e se foi, ele estava sério, e centrado. Ele era o diretor agora, não era para menos.
Pensando nisto eu pensei no Sr.D, e o resto dos Deuses, onde eles estavam? E eles ajudariam nesta guerra? Era o mínimo já que estávamos defendendo o Olimpo. Deixei meus pensamentos de lado ao andar para a Casa Grande, sentei-me na nossa ‘’sala de reuniões’’ na cadeira 6, da conselheira chefe do chalé de Atena. Percy chegou com um papel na mão e todos nós nos calamos, ele deu o papel para Quiron, e sentou-se ao seu lado no topo da mesa.
–26 mortos, 17 feridos gravemente, e 30 feridos razoavelmente- Todos ficaram calados, se você fizer as contas, é sim muito campista.
Percy colocou suas duas mãos na mesa.
–Nós temos que treinar mais, o próximo ataque provavelmente será daqui a alguns dias e temos que estar em ótima forma, os campistas que estiverem razoavelmente feridos sejam bem cuidados para ficarem perfeitos na próxima batalha, os que estão intactos treinem e bloqueiem todas as possíveis entradas dos Deuses por aqui. A enfermaria está precisando de reforços, e o chalé de Apolo pede para que o Chalé de Afrodite e Demeter estejam lá para ajudar ao fim da noite. Eu acabo por aqui.
Percy se encostou a cadeira novamente, Quiron engoliu em seco.
–Na realidade, eu tenho algo para falar – Quiron então pegou um papel –Enquanto estavam na guerra, eu estava aqui na Casa Grande e ãhn... –Ele pegou um papel acinzentado – Uma coruja veio aqui foi meio estranho mas...
–Quiron, é a minha mãe!- Eu gritei desesperada. Eu tinha certeza que era ela, óbvio, eu só vi ela uma vez no Olimpo que foi também no mesmo dia que ela me deu o meu boné mas ela disse que eu era a filha favorita dela e isto era ótimo
Levantei-me e ele me entregou o papel. Li ele apenas para mim. Tinha uma letra forte e clássica, todos olharam para mim em expectativa.
‘’Todo o exercito tem seu capitão, o capitão tem o papel de organizar e motivar seu exercito, sem ele, os soldados ficam desorganizados e desmotivados. De nada é um exercito sem o seu líder. E de nada é um líder sem seu exercito. NY é o centro, e o líder está no centro. Siga as pistas da coruja para achar o capitão, e então desorganizar e desmotivar o exército. Apenas você, e exclusivamente você pode fazer isto. Atena.’’
Eu havia entendido exatamente tudo que a minha mãe havia dito. O exército que ela se referia era o exercito dos Deuses Menores, e eles tinham seu capitão- que eu realmente não faço ideia de quem é- E sem ele, o exercito iria se desorganizar e se desmotivar. Ele está em NY, e apenas eu posso ir lá e mata-lo. Aquela era...
–Eu tenho uma missão- Disse surpresa. Todos olharam para mim sem entender e se remexeram desconfortáveis. Eu re-li o bilhete só que agora em voz alta.
–Então você terá que ir sozinha para esta missão – Começou Dylan.
–Para matar o líder do exercito de Deuses Menores, e apenas ele – Continuou a filha de Hécate. Relembrando-me ‘’ apenas ele’’.
–E que coisa é esta de seguir a coruja? – Perguntou o filho de Hermes, logo depois uma coruja branca entrou pela porta e posou no meu ombro, com um bilhete em suas garras. Peguei-o e li em voz alta pela primeira vez .
‘’A mais famosa da cidade tem a sua resposta’’
–Hiper legal, o que é a mais famosa da cidade? Lady Gaga? – Perguntou o filho de Hermes. Sorri e mordi o lábio inferior.
–Quinta avenida – Eu disse, então todos fizeram um ‘‘Ahhh’’.
–Amanha de manha então Annabeth irá à missão, sozinha- Quiron disse- E lembrem-se, Atena que nos ajudou hoje.
Então a reunião terminou, e Percy me olhou pela primeira vez em uma expressão preocupada. De uma maneira que nem na batalha ele havia olhado.
Todos saíram e apenas eu e ele ficamos ali. Ele pegou em minha cintura e me deu um beijo de tirar o folego, talvez o melhor beijo que ele já me deu na vida. Separei-me dele ofegante e olhei em seus olhos verdes mar.
–Você sabe quem é o capitão não sabe? – Eu perguntei ,ele balançou a cabeça fazendo que sim e olhou em meus olhos.
–Apenas tenha cuidado e volte viva, tudo bem? – Assenti.
–Mas algum conselho? – Eu perguntei, ele sorriu de lado.
–Não loirinha, o resto é com você.
E era isto, eu Annabeth Chase ,estava indo pela manhã, numa missão sozinha para matar o capitão do Exercito de Deuses Menores , e pelo que parece, eu vou me ferrar.
Notas finais
Gente, eu estou com uma fic nova percabeth, que eu estou fazendo com um amiga e ela é bem legal, seria daora se vocês dessem uma passadinha lá, sério: http://fanfiction.com.br/historia/317225/Nem_tudo_e_o_que_parece
E a fic está chegando na reta final e seria bem daora também se os fantasmas aparecessem e deixassem reviews, sério, leitor fantasma desmotiva pra caralho.
Enfim, beijos e até o próximo! =D
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