Essa Filha De Atena...
34 Nós ganhamos ou perdemos?
Notas iniciais
Bem, eu não entendi o que aconteceu no último capitulo mas vários de vocês acharam que este era o último capitulo, na realidade eu falei no último capitulo que este era o último capitulo que teria guerra. Não da fic. Na realidade faltam mais dois capitulos para a fic acabar.
Enfim, eu tentei caprichar neste capitulo, então espero que gostem.
Boa leitura!
Annabeth nunca pensou que as coisas seriam daquela maneira. Uma guerra tem a tendência de ser suja e sangrenta. Mas aquilo estava horrível demais até mesmo para a filha da Guerra.
Em algum momento de sua vida ela sabia que este momento ia chegar. Os meios sangues estavam caindo, Phobos e Deimos estavam na nova liderança do exercito, e até agora estavam indo bem.
Ela continuava vendo mais corpos caindo, enquanto a batalha fosse cara a cara, os meio-sangues iriam perder. Todos eles iriam morrer e a cidade iria ser destruída antes deles irem para o Olimpo.
Porque eles querem o poder.
Annabeth estava parada, alguns metros a frente do Empire State, ela não sabia como tinha saído da linha de frente e corrido para trás. A garota da profecia. A garota que iria fazer os poderes se desiquilibrarem estava atônita perante a guerra.
Todos estavam ocupados demais para vê-la olhar com os olhos marejados para tudo aquilo, tanto meio-sangues quanto Deuses Menores. Percy estava demorando, demorando demais. Antes dele conseguisse e se conseguisse matar Morfeu, o exercito de meio-sangues já estariam bem pequenos, eles iriam perder.
Não tinha como isto acontecer, ela tinha que pensar em algo e pensar em algo rápido. Por uma hora se lembrou de uma conversa que teve com Percy:
-Eu não sou a melhor das guerreiras, e tenho características normais de uma filha de Atena? Porque eu sou a escolhida? – Perseu riu, pensando nas palavras certas para falar para Annabeth. Eles estavam deitados na sua cama, era madrugada, mas ele sabia que aquilo era mais do que uma conversa boba.
-Aquilo que te diferencia não é ser a melhor das guerreiras, nem a mais inteligente. Mas sim a personalidade, você me mudou, você mudou tudo a sua volta. É isto que você faz. Você muda as pessoas, Annabeth. Às vezes você é tão feliz e tão direta e diferente, que faz as pessoas tentarem mudar suas vidas, para melhor. Acho que é isto, você muda tudo, até mesmo o meu destino que já era pré-determinado.
Annabeth riu junto com Percy, mas ela riu de uma forma vergonhosa. Era raro as pessoas a elogiarem, talvez pensassem que ela não precisasse de elogios. Mas todo mundo gosta de ser elogiado, até mesmo a mais forte das guerreiras.
Ela não sabia por que ainda pensava em Percy naquele momento, ele não estava ali. Talvez estivesse até morto... Não, ela não gostava de pensar naquilo.
“Eu tenho que me mexer” – Ela pensou enquanto pegava em sua adaga. Mais uma vez pensou em Percy, e então olhou para o Empire State. “Você muda tudo, até mesmo meu destino pré-determinado”.
Os olhos de Annabeth se arregalaram pela ideia genial, ela viu mais meio-sangues caindo. Era uma ideia arriscada mais era isto que ela iria fazer. Tateou o bolso de trás o short e então pegou seu boné e o colocou. Olhou para frente e viu Dylan olhando ao redor, talvez atrás dela, não sabia.
Mesmo assim deu meia volta, e saiu do local de guerra entrando no Empire State. A mesma ouviu gritos com o seu nome, mas não tinha tempo nem vontade de olhar para trás. Senão desistiria de seu plano.
Pegou o cartão na mesa do porteiro, mesa aquela que não tinha porteiro. Então entrou no elevador, colocando o cartão e indo para o 6ooº andar. Suas pernas tremeram ao ver o Olimpo de uma maneira tão diferente: Calado, sombrio, silencioso.
Ela engoliu em seco e saiu correndo pelas ruas do Olimpo, graças a sua hiperatividade ela se sentia lenta demais, mesmo correndo o mais rápido possível. Enfim havia chegado a frente à Sala dos Deuses, um recinto que por fora parecia também calado.
A mesma engoliu em seco, sabia que lá embaixo havia uma guerra e cabeças de meio-sangues rolando, não tinha tempo para ficar insegura. Abriu a porta da Sala dos Deuses.
Todos os Olimpianos estavam sentados em seus lugares, calados, olhando através de uma nevoa ao meio a guerra lá embaixo.
-Eles estão ficando mais fortes- Disse Zeus com pesar.
Então Annabeth abriu o resto daquela porta, fazendo um barulho estrondoso e então todos os Deuses olharam diretamente para ela, mas pareciam olhar através da mesma. Ela arregalou os olhos e retirou o boné, havia se esquecido de sua invisibilidade.
Todos os Deuses olharam para ela sem entender, enquanto a mesma ficava parada, sem fala, apenas olhando para aqueles hiper Deuses com vários metros de altura.
-O que quer aqui Filha De Atena? – Perguntou Zeus, o mesmo parecia zangado. – Não era para estar na guerra? Lutando com seus irmãos?
Annabeth assentiu. Zeus a olhava com repugnância, como se ela fosse uma traidora por estar ali. Mesmo quem sendo o traidor fosse ele. Zeus esperava os meio-sangues serem derrotados e os Deuses Menores subirem para o Olimpo e então os derrotarem, ele não ligava nenhum pouco que NY iria ser destruída e os meio-sangues todos mortos.
-Eu vim aqui fazer uma súplica- Ela disse o mais humilde possível. Mordendo a língua para não dar uma resposta a Zeus. Annabeth olhou de relance para a mãe, viu que tinha um mínimo sorriso em seu rosto, como se ela estivesse fazendo a coisa certa. Poseidon, porém, riu audacioso.
-A filha de Atena quer fazer uma súplica? Em hora de guerra?- A voz de Poseidon fez Annabeth se lembrar de Percy rapidamente. As duas graves, porém a de Poseidon era estrondosa, e a de Percy rouca.
-Sim – Annabeth colocou o boné no bolso. Engoliu em seco e andou alguns passos e então apontou para a névoa – Como vocês podem ver os meio-sangues estão morrendo, e NY sendo destruída aos poucos. A cada meio-sangue a menos, os Deuses Menores vão ficando mais e mais fortes. É necessário que todos vocês desçam e nos ajudem.
-E porque faríamos o que você manda? Presunçosa igual Hades esta garota... – Disse Demeter, sussurrando a última parte. Annabeth mais uma vez mordeu a língua, os Deuses Olimpianos não eram as pessoas mais simpáticas do mundo, não é mesmo?
-Eu não estou mandando, eu estou pedindo. E não é um pedido avulso. Os Deuses Menores estarão subindo e com muito mais força do que estão lá embaixo. A cidade está sendo destruída. Não os subestimem, foi assim que eles começaram esta guerra: Sendo subestimados.
-Annabeth tem razão – Disse Atena, aparentemente animada em participar da guerra- Subestimamos os nossos pequenos Deuses, agora estão revoltados. Temos que ajudar.
-Ou iremos ficar aqui, ficar aqui é o que devemos fazer – Hefesto disse, mexendo com algo de ferro – Nós os subestimamos? Talvez. Mas eu tenho a total certeza que os mataremos em poucos segundos se eles por algum acaso subirem.
Annabeth estava ficando nervosa. Bem em frente a eles tinha meio-sangues caindo, de todas as formas. Um ângulo diferente foi feito na nevoa e a mesma viu Aghata caída no chão, morta? Ela não sabia. Os seus olhos começaram a marejar sem querer. Ela queria gritar e gritar para os Deuses deixarem de ser covardes, mas tinha que ser diplomática. Estava seguindo o conselho de seu protetor: Você consegue mudar tudo, até meu destino pré – determinado.
Ela queria mudar aquele destino pré-determinado também. Queria que os Deuses descessem e os ajudassem, era o único jeito já que Percy não parecia ter achado nem ganhado de Morfeu.
Então Annabeth tinha o argumento perfeito.
-Percy está lá embaixo! Talvez morto! – Ela gritou, Afrodite fez um mio estranho.
-Isso é muito lindo –Ela disse –Porém nenhum Deus liga para o amor aqui, ainda mais proibido igual o seu.
-Afrodite! – Gritou Zeus, fazendo todos tremerem – Não é hora para isto.
-O que eu estou querendo dizer é que têm Deuses Menores lá, poucos, mas temos. Aqueles que são devotos e acreditam nos Olimpianos. Vocês tem que descer, senão aqueles poucos que ainda acreditam em vocês irão deixar de acreditar. E o que vocês irão fazer depois de tudo isto? Não ter mais Deuses Menores? O que irão fazer se tiverem mais alguma guerra contra o Olimpo?
Todos os Deuses se remexeram, então Annabeth pensou ter tocado em alguma ferida bem inflamada. Ela não sabia direito o que era, falou algo que era verdade, mas totalmente ingênuo. Zeus parou por um momento, parecia pensar. Annabeth olhou para todos os Deuses entusiasmada, parecia por algum motivo que tinha conseguido convencê-los a ficar do seu lado. Zeus se levantou, ajeitando a blusa.
-Vamos descer- Ele disse e então o sorriso de Annabeth se levantou – Mas não por sua causa, Filha de Atena.
Todos os Deuses então se levantaram, e então uma onda de luz dourada invadiu toda a sala. Annabeth fechou os olhos e quando os abriu novamente havia apenas sua mãe ali, sorrindo para ela de um jeito que nunca havia sorrido.
-Você foi inteligente. E sábia. Eu não sei se você faz ideia, mas o que disse foi mais que inteligente, fez Zeus ver que estava sendo um tanto... Burro ao ficar aqui, parado – Annabeth olhou para a mãe sem entender.
-Eu não sei o que falei demais, apenas o que veio em minha cabeça, o óbvio. Tem motivos para os Deuses menores existirem, ficar ao lado dos Deuses é um deles. Para qualquer coisa, até mesmo para uma guerra.
-Foi inteligente.
-Mesmo eu não fazendo ideia do que significa. O que demais eu falei? – Annabeth parecia confusa. Talvez como você, leitor. Atena sorriu compreensiva.
-Talvez mais a frente você entenda, agora você ainda é a garota da profecia. Você não vai lutar? – Atena viu luz e Annabeth fechou os olhos. Os abriu novamente e então viu apenas a nevoa ali ao meio, mostrando a guerra.
NY tinha acordado. Percy tinha conseguido. Annabeth sorriu largamente enquanto via os Deuses Menores atordoados, separando-se. Alguns segundos depois uma grande luz dourada apareceu. E Annabeth sabia que eram os Deuses.
Ela se virou e correu, correu o máximo que conseguiu, quase capotou quando parou para entrar no elevador, mas parou. Esperou impaciente ele se abrir. E quando abriu ela correu para frente, indo até a porta do Empire State.
Mas não tinha com quem lutar. Humanos pareciam atordoados se desviando metros e metros do Empire State, tanto que a única alma penada de mortais que Annabeth viu estavam no fundo da Quinta Avenida.
Ela viu todos os Deuses Olimpianos ofegantes, meio-sangues não estavam ofegantes, mas sim quase mortos. Ela olhou tudo aquilo sorridente, limpou o machucado do lado da boca que só agora ela havia percebido. Antes de ela abrir a boca para falar alguma coisa, Zeus e sua voz estrondosa anunciaram:
-Todos os meio-sangues e Deuses vivos para o Olimpo! Agora! – Então os Olimpianos sumiram novamente.
Meio-sangues mortos estavam sendo carregados por meio-sangues não tão mortos assim (mas quase). Ela deu um “oi” para todos que passavam por ali, entrando no elevador Empire State.
Ela sorriu ao ver Percy transformar sua espada em caneta, colocando-a no bolso. Seu sorriso sapeca ia aumentando a cada passo que ele dava ficando mais perto de Annabeth. A mesma andou em sua direção também, sorrindo.
-Ei gatinha – Ele disse brincalhão enquanto Annabeth o abraçava com força. Ele riu. Aquela risada gostosa que só ele sabia fazer. Então se separou da loira – mesmo não querendo- o sorriso largo de Annabeth o fez sorrir mais largo também – Só você para conseguir que os Deuses mudassem tudo e nos ajudassem. Eles ganharam do exercito em 5 minutos.
-Eu segui o seu conselho-Ela disse com as mãos na cintura, brincalhona. Percy arqueou a sombracelha.
-Mesmo? Qual? – Ela riu e então brincou com a gola da blusa do acampamento meio-sangue dele.
-Sabe... protetor – Ela frisou bem aquela palavra – Não foi bem um conselho seu, mas sim uma coisa que você disse.
-O que eu disse?
-Sobre eu mudar os destinos pré-determinados – Percy abriu a boca para falar algo, mas não falou nada. Apenas sorriu e a puxou para um beijo, suas línguas se entrelaçaram e ela acabou sorrindo entre o beijo.
-Ei, eu quero um beijinho também – Carolina disse, os dois se viraram sorridentes e então ela colocou os braços na cintura – Dos dois.
Annabeth e Percy acabaram rindo e então Thalia –que parecia acabada- chegou do lado de Carolina e a cotovelou, ela fez uma careta e Percy e Annabeth riram ainda mais.
Os quatro andaram até o Empire State. E Annabeth pensou que tudo havia mesmo se resolvido da forma que a profecia havia dito:
Os Deuses menores se revoltarão
Os meio-sangues e o Deus a guerra batalharão
O protetor o orgulho terá que deixar
E a filha de Atena o final decidirá
Os Deuses haviam mesmo se revoltado. E os meio-sangues haviam batalhado com o Deus, que era Percy. Ele que era o protetor de Annabeth, que deixou o orgulho ao pedir ajuda para Carolina. E Annabeth decidiu o final convencendo os Deuses a participar da guerra. Se ela estivesse decidido ficar e lutar iria perder, e perder feio.
Eles olharam para o Olimpo, liras tocavam por todos os cantos, sátiros e ninfas antes escondidos agora ajudavam os meio-sangues feridos. Na praça que havia ali, bem ao meio do Olimpo, tinha um banquete enorme. Apenas para os meio-sangues.
Annabeth arregalou os olhos quando viu os feridos, Aghata, o que tinha acontecido com ela? Estava caída ao chão. Ela saiu correndo entre os feridos e viu um loiro de cabeça abaixada, um corpo estava deitado ao seu lado. E o corpo do loiro estava em contração, como se ele estivesse soluçando.
“Não, não pode!” – Annabeth pensou enquanto corria em sua direção. Chegou perto e percebeu que seu corpo contraído não era de tanto chorar, e sim de tanto rir. Aghata estava acordada, falando algo bem devagar. Enquanto Dylan ria muito ao seu lado.
-Vocês quase me mataram de susto – Annabeth disse, olhando para os dois que enfim olharam de volta para ela. Dylan sorriu e se levantou a abraçando com força.
-Você conseguiu! -Ele disse em seu ouvido. Ela o abraçou de volta e então olhou para Aghata. Que deu um “oi” fraco com a mão para Annabeth. Dylan e ela se separaram e a mesma olhou para Aghata.
-Ei, como se sente? – Annabeth perguntou se agachando ao lado dela.
-Muito fraca- Ela respondeu, seu sorriso era fraco –Eu quase morri, um idiota deu um golpe por trás em mim perto da clavícula, eu devia ter treinado mais defesa com você aquele dia. Não, fui treinar ataque. Idiotice.
Annabeth riu e então passou uma mexa da morena para trás.
-Lembra que eu te disse que iriamos sair por aí em NY caso ganhássemos?- Annabeth perguntou. Aghata sorriu de lado e assentiu- Eu não estou nem aí se sua clavícula tá fudida, vamos sair mesmo assim.
Aghata riu e então Annabeth deu um beijo em sua testa. Logo depois mais um abraço em Dylan. Então olhou para a praça cheia de pessoas comemorando. Levantou-se e foi para lá.
Viu Percy com um violão na mão, tocando enquanto sorria displicente. Ela sorriu de lado e foi em sua direção. Ele deixou o violão de lado assim que a viu.
-Não sabia que você tocava – Annabeth disse apontando para o violão. Percy deu de ombros.
-Tempo demais com Apolo tem suas vantagens-Ela riu. Percy chegou perto demais dela – E então, caiu a ficha? – A filha de Atena suspirou, enquanto pegava na gola dele.
-Não mesmo... Nós ganhamos ou perdemos? Aliás? – Percy riu enquanto a abraçava por sua cintura.
-Nós ganhamos Chase. – Então ele a beijou, e ela tinha a total certeza que tudo tinha ficado bem, enfim. O que ela não sabia é que estava totalmente enganada.
Notas finais
Deixem seus reviews, ok? Espero mesmo que tenham gostado...
Beijos e até o próximo! =)
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