Notas iniciais
Olá!
Tudo bem com vocês? Comigo tudo ótimo!
Olha só gente, estamos no penultimo capitulo! E como essa fic passou rápido para mim, uau.
Vocês vão odiar este capitulo, assim como o final, eu quero dizer que nem sempre temos o felizes para sempre. Ok?
Boa leitura!

Dylan se sentia ótimo. Não era para menos, depois de tanto tempo de guerra, aflição e tensão, e depois de Aghata caindo ao meio da guerra e Annabeth sumindo, era mais que necessário um tipo de relaxamento para ele.

O dia de ontem tinha sido maravilhoso, eles havia ganhado a guerra, houve uma comemoração no Olimpo e depois que eles desceram comemoram ainda mais, e mai ainda quando chegaram ao acampamento, ficando até de madrugada brincando.

Ele se sentia revigorado, o sol como sempre estava ótimo e o clima estava em seus perfeitos 25 graus, em algum momento de sua vida ele sabia que aquilo iria acontecer: Ele estaria completamente feliz.

E outra coisa o deixava ainda melhor, hoje ele faria um pedido singelo, porém importante para Aghata. Até mesmo os cegos sabiam que os dois tinham algo, mesmo assim Dylan odiava o fato de não terem algo de verdade.

Depois de pensar ter visto Aghata morrer era o mínimo que poderia fazer, um pedido de namoro era o que faltava para sua felicidade ficar ainda maior. Entrou na enfermaria, aquele lugar sim estava cheio, deveriam colocar ele nas contas do Acampamento Meio-Sangue.

Ele riu de lado ao ver Aghata tentando se levantar, em vão. Caiu na mesma hora e por pouco não batia com a cara no chão se Dylan não estivesse a segurando.

–Não está meio cedo para você chegar aqui não? – Ela perguntou com a sobrancelha arqueada, Dylan deu uma risada baixa enquanto dava de ombros.

–Não – Ele disse – Eu sabia que você iria estar por aqui, acordada, já que apagou depois da festa no Olimpo. – Ela riu de lado, nem tentou por seu braço no ombro dele, do jeito que sua cravicula estava se ela tentasse fazer uma proeza daquelas a tirava do lugar, não só ela como todo o seu esqueleto. Ela juntou as sobrancelhas ao ouvir Dylan.

–Teve algo a mais a não ser a festa no Olimpo? – O loiro riu, fazendo Aghata fazer um bico irritado e juntar a sobrancelha.

Eles foram andando até a praia, como estava de manhã cedo não tinham com quem dividir a beleza oceânica. Sentaram-se no típico pedaço de arvore que por ali tinha caído enquanto conversavam sobre paz e tranquilidade.

E Aghata tocou no assunto terrível.

–E Percy? Alguém falou ontem o que iria acontecer? – A expressão de Dylan se fechou, ficando quase sombria. Ele ficou alguns minutos em silêncio, Aghata o encarava, esperando ansiosamente a resposta.

–Na verdade sim – Ele disse, então contou toda a história sobre Poseidon vindo até Dylan e Percy, falando algumas coisas e então foi à vez de Aghata ficar com a expressão sombria.

–Isto quer dizer que...?

–Isto mesmo que você entendeu- Dylan queria morder a própria língua. Nada de preocupações, era hora de pedir Aghata em namoro – Mas não vamos falar disto, não é? Eu queria saber, como se sente?

Aghata deu de ombros, ainda olhando para o horizonte, o sol ainda estava no começo de seu trajeto diário, entretanto já estava forte e bonito, como sempre é no acampamento meio-sangue.

–Estou bem – Ela respondeu apenas –E graças a você – Dylan riu junto com ela, então colocou uma mexa castanha de seu cabelo para trás da sua orelha. Sua garganta ficou seca e ele se sentiu um idiota. Então apenas chegou com o corpo perto do de Aghata, quase a beijando quando a mesma separou o corpo dele do dela, fechando os olhos com pesar.

–E-eu, eu tenho que te falar uma coisa, Dylan – O loiro olhou para ela estranhamente, um misto de surpresa e curiosidade em sua expressão. Aghata mordeu o lábio inferior, nervosa. – Eu pensei sobre nós dois, nossos beijos, e eu acho que não podemos continuar com isto. Eu não sou nada sua, você deixou isto bem claro e...

–Ei – Disse Dylan a calando com o dedo, ela abriu a boca para continuar a falar, ele deu um sorriso de lado- Me ouve, eu que tenho que te falar uma coisa.

Aghata revirou os olhos e quando ia falar novamente Dylan se precipitou:

–Quer namorar comigo? – Ele disse e Aghata parou de tentar falar qualquer coisa, parecia surpresa e até mesmo abismada com o pedido. Por um tempo ela ficou congelada, e Dylan achou uma péssima ideia ter a pedido em namoro.

Então a expressão dela se suavizou, para melhor, e ela não queria pensar em qualquer outra coisa, apenas nele. Aghata puxou a gola da camisa do acampamento de Dylan, roçando seus lábios e então enfiando sua língua sob eles, beijando-o fervorosamente. Ele colocou a mão em sua cintura enquanto as mãos dela aprofundavam o beijo, as duas em sua nuca.

Eles acabaram rindo entre o beijo e então apoiaram uma testa uma na outra, aquele carinho imenso era o que Dylan sentia por Annabeth, mas o amor ardente era o que ele sentia por Aghata. Aquela coisa de ter que ficar com ela naquele exato momento, aquele sentimento possessivo só que de uma forma boa. Eles abriram os olhos, o azul céu encarando os verdes chamativos e escuros.

Eles riram um para o outro, aquele era o começo de uma coisa muito boa, Dylan tinha certeza.

* * *

Annabeth foi à última a acordar no chalé de Atena. Não era para menos, depois da maravilhosa e longa noite com Percy ela se sentia exausta e quebrada, até porque também tinha lutado uma guerra no dia anterior.

Sentiu-se feliz e plena enquanto olhava para o espelho, prendendo seu cabelo tipicamente num rabo de cavalo. Abriu as portas e janelas do Chalé 6, deixando o sol forte e bonito entrar por ele todo.

As férias estavam acabando, estava na última semana, e Annabeth não sabia o que pensar sobre isto, entretanto estava tão feliz que decidiu continuar andando alegremente pelo acampamento meio-sangue, indo até o chalé 3, abriu a porta levemente, sabia que Percy estava dormindo já que a noite fora longa anterior.

Viu um amontoado de edredons, mas apenas isto, bufou, ele só poderia estar na Casa Grande. Ela foi andando alegremente até a casa enorme de madeira, subindo os degraus e sentindo a madeira velha sob seus pés. Abriu a porta da Casa Grande que estava bem movimentada. Olhou para a Sala onde Quíron se encontrava, por algum motivo tinha vários meio-sangues fazendo uma espécie de reclamação com ele, Annabeth não sabia já que estava de longe, a única coisa que sabia era que tinham a expressão de raiva.

Ela deu de ombros e logo foi para a sala do Diretor. Abrindo-a devagar enquanto olhava para trás, um meio-sangue marchava até o andar de cima – o que era estranho.

–Percy, o que está acontece... –Ela parou bruscamente. Olhando o homem olhar para ela com curiosidade – Sr.D?

–Annebel – Ele disse desdém – O que faz aqui? Não quero ouvir você nem nenhum outro meio-sangue me enchendo o saco hoje, minha cabeça está fervendo – O coração de Annabeth pesou, como uma rocha, uma pedra.

Nada de despedidas, nada de “tchau, seja feliz”, ele apenas tinha ido embora como um covarde, um ladrão, nas espreitas, escondido. Agora Annabeth entendia tudo, meio-sangues revoltados com a velha e ruim direção do Sr.D.

Ela saiu dali sem dar ouvidos ao que todos falavam em sua volta, precisava sair da Casa Grande, do Acampamento Meio-Sangue e do mundo. Saiu correndo até o topo da Colina Meio-Sangue, então se sentou para contrário do acampamento, vendo a estrada de terra alguns metros a frente.

Ela sabia que teria que se despedir, porém não hoje, e não sem vê-lo antes, não sem ele a abraçar primeiro! Aquilo a deixou mais triste e acabada do que ela queria admitir. Ouviu passos atrás de você.

–Oi. Surpresa em me ver por aqui? – Ela sentiu raiva, indignação e um misto de surpresa.

–Porque você não foi embora? – Ela perguntou, sentindo a pessoa se sentar ao seu lado – A caçada não vai sair hoje? – Carolina riu de lado, enquanto olhava para suas unhas bem feitas.

–Sim, mas só à tarde, algumas das garotas estão meio acabadas com a guerra que teve – Ela disse enquanto olhava para frente, parecia relaxada. O maxilar de Annabeth travou.

–Ele se despediu de você, não foi?

–Óbvio. Você acha que eu estaria de bom humor se ele não tivesse feito isso? Enfim, eu acordei de madrugada, tive um sonho estranho e o vi indo embora. Parecia abatido se te reconforta.

–Não me reconforta.

–Enfim, ele me pediu para te falar duas coisas.

–Não quero ouvir.

–Ele disse que queria que você fosse feliz, muito feliz, que seguisse sua vida e fosse uma arquiteta de sucesso, você merece- Os olhos de Annabeth marejaram, ela quase não acreditou que ele ouvia mesmo as baboseiras dela falando que sonhava em ser arquiteta, acabou dando um sorrisinho de lado no final – E ele também te mandou dizer que vocês são imãs.

–Imãs? –Annabeth perguntou sem entender, Carolina deu de ombros, também não havia entendido grande coisa. Só sabia que sua relação com Percy estava ótima, e se sentia feliz pelos dois enfim estarem amigos. Sem ressentimentos. Ela, porém estava meio triste por Annabeth, havia criado uma bolha de amor entre ela desde que a mesma havia a ajudado naquela noite sombria do acampamento meio-sangue. Ela queria falar alguma coisa reconfortante para Annabeth, mas não tinha o que dizer a não ser a pura verdade. Percy tinha ido embora, e como um Deus que tem um caso com uma mortal, nunca mais voltaria para vê-la.

–Eu acho que você tem que fazer o seguinte: Se formar este ano, e viver sua vida normalmente. Levar Percy como um bom romance de verão, um amante de alguns meses. É hora de você seguir sua vida, e sem ele – Carolina sentiu pesar em falar aquelas palavras, mas não tinha outras serem ditas senão aquelas.

Ela saiu dali, Annabeth tinha os olhos marejados, odiava chorar, odiava chorar por homens. Mesmo assim se desfaleceu em lágrimas e seu coração parecia pesar mil quilos dentro de seu peito, entretanto ela seguiu o conselho de Carolina, e de todos os outros que a reconfortaram naquele dia ensolarado e triste: Seguiu sua vida como mortal, e sem Percy Jackson.



Notas finais
Próximo capitulo será postado rápido. Prometo.
Deixem seus reviews, acho que vocês não gostaram deste capitulo, porém eu me esforcei em escreve-lo dignamente de um penultimo capitulo, não sei se consegui.
Beijos e até o próximo!