Essa Filha De Atena...
33 Lutamos contra Morfeu.
Notas iniciais
Eu sei que demorei e me desculpem por isto mas as coisas estão apertadas para mim por causa da volta as aulas e tal, enfim, desculpem-me.
Boa Leitura!
Percy e Carolina andavam pelo sol escaldante e o asfalto fervendo. Não se olhavam. Não se falavam. Nem mesmo ficavam um do lado do outro. Com as ruas paralisadas, ele ficava de um lado da rua e ela do extremo oposto.
Os pensamentos de Percy estavam em todos os lugares possíveis, desde o Olimpo e os Deuses que não iriam descer para ajudar na guerra em NY, tudo isto para preservar seu amado monte Olimpo. Ele também pensou em Annabeth e a batalha que poderia vir a ter se ele não matasse Morfeu. Por fim, pensou em Carolina e ele, e como ele odiava o fato dela chegar e fazê-lo tremer as bases. Esperava mesmo que ex-namoradas de todos fosse assim, ele se sentiria melhor.
-Eu não acredito que você beijou Annabeth!- Percy exclamou do outro lado da rua, Carolina deu um sorriso de lado, dando de ombros. – Ela é a pessoa mais puritana que eu conheço na vida, beijo lésbico? Ela nunca aceitaria!
-Eu a forcei — Carolina disse sorridente. Com um tom brincalhão, timidamente ela foi para o centro da rua, Percy sem querer também foi, era intimidante e de dar medo a cidade toda parada. Carolina deu uma olhada em Percy, que tinha sua expressão séria e rígida, era a única coisa que ela via dele em relação a ela nos últimos dias – Se você soubesse o quão amedrontador é sério, não faria esta expressão para mim.
Percy deu de ombros, não ligando muito para o que Carolina falava. Ele queria mesmo colocar medo na mera Caçadora. Era o Deus dos Heróis, era nisso que ele era bom: Colocar medo em monstros.
Eles continuaram a andar sem rumo, na realidade Percy que se sentia sem rumo, vez ou outra Carolina parava bruscamente e como um cachorro, seguia o que parecia um cheiro- Que Percy não sentia – e então continuava a andar. Ele apenas a seguia.
-Eu não quis forçar sua namorada a me beijar – Carolina disse direta. Perseu sentiu uma coisa boa em sua boca ao ouvir as palavras de outra pessoa chamar Annabeth como sua namorada. – Ela fez a coisa que eu precisava naquele momento: Ela me ouviu. Você deve saber o que aconteceu comigo não é?
Percy assentiu, pensando que deve ter sido no mínimo aterrorizante ver um monstro lhe atacar no meio da floresta à calada da noite. Queria ter visto a cena e rir da cara de Carolina. Ela continuou o relato, enquanto olhava para o horizonte:
-Quando eu vi aquele monstro me pegar, eu senti que iria morrer arrependida de tudo que fiz, e arrependida de não ter me redimido pelas coisas ruins que fiz. Quando percebi que ainda estava viva, fiquei entorpecida, numa bolha de ar em que eu pensava somente nos olhos daquele monstro e que eu iria morrer sem me redimir, sem pedir desculpas. Foi aí que Annabeth apareceu, ela é uma pessoa boa, Percy. Uma namorada muito melhor que eu.
-Concordo.
-O que importa é... – Ela cortou o Deus enquanto ele sorria de lado – Eu não sei o que deu em mim, me senti feliz e agradecida. Ela me acordou, estourou minha bolha de ar aquele dia. E agora eu estou te pedindo desculpas, por tudo que eu fiz a muito tempo atrás, eu não deveria ter aceitado me tornar caçadora, não depois que você desistiu da imortalidade por mim. Fui idiota e egocêntrica. É isto. Desculpe-me por isto.
Percy continuou sério, não iria aceitar suas desculpas por mais que achasse que ela estivesse sendo sincera. Entretanto desculpas não iriam fazer o passado sofrido do Deus passar ,o orgulho não iria fazer ele deixar tudo para lá.
Carolina olhou para o Deus e deu de ombros, não lhe importava se ele a perdoasse ou não, ele pediu desculpas para ele e isto a fez se sentir leve mais uma vez, agora se um monstro a pegasse no meio da floresta, ela não iria morrer com culpa e sim leve e feliz.
Ela parou subitamente fazendo o corpo de Perseu se chocar com o dela. Começou a murmurar algo e apontar para o lado, enquanto andava de forma meio estranha. Percy mesmo assim a seguiu, quando se tratava de porções e feitiços Carolina era a expert. A melhor Filha de Afrodite nesse quesito sem dúvidas, na realidade na época em que ela estava no acampamento várias pessoas pensaram que Hécate havia dado algum tipo de benção para ela, o que não deixa de ser uma hipótese boa.
Os dois entraram num lugar pequeno, fechado e escuro, parecia quase um porão. E quando eles passaram pela porta tocou um pequeno sino que deu uma nostalgia dos anos 80 em Percy.
Ela ligou as luzes e Perseu se assustou, todos os tipos de poções estavam ali, de todas as cores e vidros diferentes nas imensas prateleiras. Era uma loja de feitiçaria de Hécate, e ele sentia o poder forte da névoa que sempre tinha nas lojas da Deusa, para que apenas criaturas místicas entrassem ali.
Percy ficou parado num canto que ele julgou seguro enquanto Carolina olhava atentamente para os vidros, então acabou pegando um azul, que tinha uma espuma branca no começo do vidro, ela abriu o vidro e Peseu sentiu uma súbita vontade de dormir, ele olhou com os olhos arregalados para Carolina, ela estava o traindo novamente?
Quando ele foi para cima dela à mesma fechou o vidro, olhando para ele com expressão assustada.
-O que você está fazendo Percy? – Ela perguntou colocando o vidro no balcão e olhando diretamente para ele. O Deus ficou com as bochechas enrubescidas e Carolina balançou a cabeça negativamente.
Voltou a olhar para as estantes e pegou um vidro vermelho, com aparência bem legal, tinha um degrade de cores e uns riscos brancos. Carolina depois pegou um vidro sem nada dentro e colocou os vidros no balcão.
-Você tem que parar com isto! –Ela disse enquanto misturava as poções- Lembra-se do nosso namoro? Você não acreditava em mim, para nada, queria deixar tudo para você. E depois ficava meses fora por causa de missões e eu era fiel a você, e você ainda sim não acreditava em mim! Foi como Annabeth falou. Você também não foi o melhor dos namorados.
-Ela sabe demais.
-Era o que você precisava – Carolina disse enquanto via o vidro que com a mistura da azul com o vermelho deu um violeta forte. Ela deu uma risada maléfica e Percy arqueou a sombracelha ,ela olhou para ele envergonhada – Desculpa, entrei no clima. Voltando, era exatamente dela que você precisava, eu não te contrariava, você se achava demais. E ela é tão orgulhosa quanto você. Fala sério Percy, lembra-se do dia que você acabou indo pra cadeira por bater num homem naquela festa? Eu nunca, nunca iria achar que uma pessoa como você iria ser um diretor tão responsável. E tudo é por causa dela, tenho certeza.
Percy sorriu bobo, e ficou olhando para Carolina curioso, tentando estuda-la talvez. Não, o que ele queria era saber por que ela estava falando aquelas coisas legais para ele. Ela olhou para ele sorrindo e ele acabou sorrindo para ela também.
Ele desviou o olhar, não podia negar que tinha uma ligação com Carolina, então se virou e os dois saíram daquela loja de Hécate. Ele olhou para o vidro roxo.
-O que isto vai fazer? -Ele perguntou o menos petulante possível. Carolina sorriu de lado e abriu o vidro, então uma fumaça roxa se esvaiu e um caminho apareceu, virando a esquina para a direita. Percy olhou abismado para aquilo – É para seguir?
-O que você acha galã? – Ela perguntou correndo – Vamos, estamos bem perto!
Os dois correram e correram até que o caminho acabou, e então Carolina soltou mais uma vez a fumaça fazendo toda a poção sair do vidro, eles voltaram a correr, virando esquinas atrás de esquinas. Até que Carolina virou à esquerda e Percy a prensou contra a parede, o que fez a caçadora pensar que ele iria a agarrar ali mesmo. Só que ele apenas fez ‘’sshi’’ com a boca e apontou para a fumaça, que tinha parado bem ali na esquina.
As pálpebras de Carolina começaram a pesar e Percy olhou para ela assentindo com a cabeça, enquanto dava um tapão em sua testa.
-Estamos do lado de Morfeu, tenho certeza que ele está ali – Percy disse dando uma olhada na rua que foi pega mais ainda pelo sono. Olhou para Carolina que parecia ainda um pouco assustada com a aproximação. – Eu tenho um plano.
Ele pegou a mão de Carolina e então os dois saíram correndo para trás do carro, eles se agacharam e Percy apontou para frente e depois fez um estalo com a mão. Carolina conhecia aquilo, eles iriam sair correndo para dentro do prédio que tinha bem na frente deles.
-Ele não tem nenhum segurança – Percy sussurrou – Se acha demais, pensa que ninguém vai vir atrás dele. Com certeza está dormindo dentro deste prédio. Ele só se deu o trabalho de se esconder bem longe do Empire State.
Ela riu balançando a cabeça, enquanto ele acabou rindo também. Morfeu era um dos Deuses mais presunçosos do Olimpo, se achava demais.
Os dois saíram correndo e então pararam um de cada lado da porta, Percy pegou um fio de prata e colocou dentro da fechadura, que se abriu. Perseu era bom com estas coisas, então a porta se abriu, fazendo um barulho quase mudo.
Os dois entraram bem devagar por todo o lugar, então no fundo do cômodo estava Morfeu sentado numa poltrona, dormindo. Carolina riu e correu até ele, fazendo com que Percy arregalasse os olhos.
E então Morfeu não estava mais ali e sim atrás de Carolina, ele era assim, um barulho a mais e ele acordava, diferentemente de seus filhos que demoravam a acordar.
-Não!- Gritou Percy quando Carolina caiu, mas ele viu sua barriga fazer o movimento de respirar e suspirou aliviado. Mas o bolso de Carolina estava com um pedaço de vidro que estava escondido por ela, com um frasco preto de aparência estranha.
-Você aqui! Como descobriu? – Ele perguntou enquanto suas narinas de dilatavam. Percy riu e então colocou a mão na cintura.
-Você não acha que eu iria deixar você fazer toda a minha cidade dormir? Haha. Quanta petulância! – Morfeu riu e então andou até ele devagar. Fazendo Percy recuar.
-Uma espada não me mata você sabe disto, e agora está morto – Ele disse enquanto ia mais a frente. Percy mais uma vez olhou para o vidro preto no bolso. Ele sentia que aquilo iria ajuda-lo muito, mas não sabia como usar.
O que ele tinha que fazer era acordar Carolina, só isto. Mas seu orgulho era muito, ele não queria admitir que precisasse da ajuda ainda mais da pessoa que o traiu. Morfeu chegou perto dele e então pegou sua espada. Percy não precisava pensar em nada a não ser que estava morto. Era fácil matar Morfeu se ele estivesse dormindo, depois ele se desintegrava com tanta rapidez que era inútil tentar vencê-lo, todos sabiam disto.
Percy fechou os olhos. Pronto para morrer quando ouviu uma voz em sua mente:
-Percy! Me ajuda por favor! Eu preciso de você aqui! – Ananbeth gritava chorona em sua mente. Os olhos de Perseu se arregalaram e ele empurrou Morfeu com uma súbita força. Deixou o orgulho de lado, precisava ajudar Annabeth.
Então enquanto Morfeu parecia confuso ele balançou Carolina. Ela gemeu e então ele suspirou.
-Vamos, acorda! Eu preciso da sua ajuda! Vamos Carolina! Acorda! – Carolina arregalou os olhos, levantando de súbito enquanto pegava o vidro em seu bolso. Percy sorriu e então recebeu uma pancada na cabeça de Morfeu, fazendo-o cair no chão. Carolina arregalou os olhos e jogou a poção preta no Deus do Sono.
Era como uma lava só que para Deuses, ele caiu no chão, se definhando. Aquilo era quase mortal para Deuses. Carolina sorriu enquanto respirava cansada. Morfeu virou pó e segundos depois ela ouviu o som dos carros fora do prédio. E sorriu satisfeita.
-Percy! – Ela gritou enquanto via o Deus estirado no chão. – VAMOS PERCY, ACORDA!
Ele abriu os olhos e logo fechou novamente, Carolina suspirou e deu um tapa em sua cara, fazendo-o acordar.
-Estamos todos no mundo inferior? – Ele disse meio grogue. Carolina riu e então tirou o cabelo de Percy da testa.
-Conseguimos majestade – Isso fez Percy se lembrar de súbito de Annabeth.
-É alteza... –Ele sussurrou pensando do jeito que adorava irrita-la, e depois que ela estava em apuros. Levantou-se num pulo, e então olhou para Carolina.
-Annabeth está em apuros! – Ele gritou enquanto corria para fora do prédio, Carolina atrás dele.
O mesmo correu e correu e correu 20 minutos sem parar, e quando chegou à quinta avenida viu Deuses e Meio-Sangues gritando e lutando, muitos dos dois lados caídos no chão (Pelos Deuses dava para ver por causa do pó dourado pelo chão).
Ele saiu correndo e viu Dylan lutando com um Deus, mas logo o cara virou pó.
-Dylan! – Percy gritou e o loiro se virou, parecia assustado, mas determinado. Percy passou por todas aquelas brigas e foi para perto de Dylan. – Onde está Annabeth?
Dylan não respondeu, mas seus olhos pareciam marejados, Percy entrou em combustão, segurou os ombros dele com força.
-ME FALA ONDE ESTÁ ELA? – As lágrimas caíram pelos olhos do loiro, e logo os olhos do Deus pareciam marejados também.
-Ela sumiu Percy.
Notas finais
Enfim, espero que tenham gostado do capitulo, porque eu me empenhei neste.
Não se esqueçam dos reviews, por favor. Seria muito legal se todos os leitores comentassem nesta reta final.
Beijos e até o próximo! =D
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