Notas iniciais
Notas iniciais: Fanfiction em universo alternativo.

Shipper: Ikki x Shaka

Alertas: Lemon, linguagem imprópria, OOC

Fanfiction inspirada levemente no filme Melhor é impossível.

Caso não goste do que foi citado, favor fechar a página.

Aos demais boa leitura!

Hannah Elric e Sion Neblina

Observação: Essa fic nasceu de uma brincadeira entre Hannah e eu via MSN. Uma espécie de RPG onde eu sou o Ikki e a Hannah o Shaka. Assim nasceu Essa estranha atração. É uma fic mais dinâmica do que geralmente escrevemos, então não se surpreendam pelos acontecimentos acontecerem no mode speed (Risos).Espero que seja tão divertido para vocês quanto foi para nós duas criá-la.

Corrigida sofrivelmente por mim, então qualquer erro, mensagem subliminar ou maluquice, culpem a mim e não a Hannah.

Abraços a todos

Sion Neblina

Prólogo

Oi, não gosto muito de falar de mim é verdade. Okay, não gosto nada de falar de mim, mas tentarei: Empresário, 25 anos. Solteiro e bem sucedido. Moro sozinho em um simples, mas aconchegante apartamento a beira mar. Levo uma vida tranqüila e solitária, certo, não tão solitária. Digamos que graças aos meus atributos físicos e também financeiros, eu não seja do tipo que passe muitas noites desacompanhado. Sim, eu trabalho na noite, passo o dia em casa. Pouco saio a não ser que tenha algum encontro. Ah, sim, sou hetero sexual e saio sempre com belas mulheres. Já recebi propostas apimentadas do público masculino, mas não é mesmo a minha, nunca senti nem mesmo curiosidade, isso é sério.

Geralmente passo o dia em casa, resolvo tudo que preciso pela internet. Ela, o ópio moderno! Foi na internet que conheci uma pessoa muito especial, mesmo que ele seja um homem e gay (eu tenho certeza que ele é gay e não me pergunte porquê), não costumo achar “homens” pessoas especiais, mas ele é. Há três meses conversamos por horas em chats e MSN. Coisa que confesso nunca tive muita paciência, mas com ele é diferente, ele consegue me relaxar, conversamos sobre tudo e sobre nada, é divertido e isso começou a despertar pensamentos estranhos em mim. Será que eu poderia estar apaixonado por meu amigo virtual? Um homem? Bem, só por ele ser um homem isso já deveria ser uma barreira, então por que não sinto a ojeriza que sempre sentir por... Okay, serei educado, por esse tipo de coisa?

Eu gosto dele, gosto realmente, gosto muito, sinto-me bem, ele me diverte, mas ele é HOMEM e eu não gosto de homens! Mas como a internet é território livre e nenhum de nós conhecerá o outro mesmo, posso me permitir fingir que há alguma possibilidade, afinal, Virgo é uma pessoa extremamente inteligente, culta e agradável e, se isso era raro na vida real, ficarei com a ficção e o mundo de sonhos da internet.

“Amamiya regue suas plantas!”

Ouço meu vizinho berrar atrás da porta. Ah, esqueci de falar que se de um lado tenho o paraíso em minhas conversas com Virgo pela internet, vivo um inferno em minha vida real. Um inferno loiro que mede mais que 1,80 m. Meu inferno se chama Shaka Anish. Um louco que mora no apartamento de frente ao meu!

Ele é irritante, metido a certinho e sabe tudo. Intrometido, chato, cheio de manias e é... Certo, serei educado, é gay! Eu tenho certeza que é gay e do tipo histérico que odeia qualquer coisa que não tenha as cores do arco-íris. Estou morando nesse prédio há exatos quatro meses e há quatro meses ele tenta acabar com a minha sanidade. Ele implica com as minhas plantas (certo, estariam todas mortas de sede se não fosse por ele, admito, mas eu não pedi planta alguma, o condomínio colocou elas aqui!), com minhas amantes, com o barulho que fazemos enquanto transamos, com o lixo que sempre me esqueço de colocar na rua, com a música alta que raramente escuto! Ah, certas horas gostaria de torcer aquele pescocinho petulante e quebrar aquele nariz arrebitado dele!

E durante quatro meses eu tenho que conviver com esse lunático, infeliz e ranzinza. Já tivemos discussões tão acaloradas que precisou do porteiro e síndico intervir. Ele ameaçou fazer um abaixo assinado para me expulsar do prédio, mas duvido que consiga. Parece que as donas de casa admiram muito minha presença aqui, se é que vocês me entendem, e não aceitarão que eu, único sopro de beleza em suas vidas fodidas desapareçam por causa de um louco.

Ah, pareço narcisista? Não sou, mas é que o tal Shaka Anish me tira mesmo do sério, então eu começo a fingir que me considero muito bom em tudo, mas sei que não sou, bem, não sou bom em muitas coisas, mas isso é outra história. Acho que no fundo sou um cara normal, querendo apenas sobreviver a uma vida um tanto vazia e sem muitas perspectivas de mudanças. O que eu não estava muito preparado era para as mudanças que chegariam a minha vida, mudanças que colocariam por terra todas as minhas convicções.

Eu sou Ikki Amamiya e é aqui que as coisas começam a mudar pra mim.

A minha vida era bastante tranquila e pacata. Minha rotina se resumia sempre de casa para o trabalho. Do trabalho para casa. Nunca tive problemas com ninguém e realmente gostava da minha vizinhança.

Até ELE aparecer.

O meu problema tem nome e sobrenome: Ikki Amamiya.

Alto, moreno e... Insuportável!

Ele chegou ao meu prédio há alguns meses. No começo não tínhamos problemas. Ele vivia no canto dele e eu no meu. No entanto, uma semana depois a minha paz acabou. O fedelho irritante é um imã para mulher e todos os dias eu tenho que ouvir aqueles gemidos, berros e tudo mais que se assemelha a um filme pornô. Não que eu veja esse tipo de coisa, que fique claro! Mas imagino que seja igualzinho aos sons que meu "amado" vizinho faz.

É claro que eu não suportaria isso. Ah, não suportaria mesmo. E nossas brigas já são lendárias no condomínio. Eu não sou obrigado a passar a noite em claro escutando aquela pouca vergonha, além disso, eu preciso de silêncio e tranquilidade para trabalhar. Sem falar que ele é um folgado de marca maior. Por exemplo: ele tem algumas plantas na porta do apartamento e nunca as rega! Sempre sobra para o coitado do porteiro que já é um senhor de idade e acumula um monte de atividades extras. Aposto que o idiota do meu vizinho nem dar gorjeta por essa ajuda! E isso porque eu estou contando apenas as coisas “melhores” acerca dessa pessoa irritante...

Aliais, eu estou tagarelando aqui há horas e nem me apresentei. Meu nome é Shaka Anish. Trabalho como agente de viagens, e nas horas vagas escrevo livros de suspense. Meu grande desejo é me tornar um autor renomado e já tive até alguns livros publicados, todavia, ainda não tive o retorno que almejo.

Vocês podem estar achando que sou um chato e implicante, mas verão que não. Sou apenas alguém exigente, cumpridor dos seus deveres e cônscio dos seus direitos. Para mim tudo tem que estar em perfeita ordem e sob controle (o meu controle).

Ah! Tenho uma pequena mania: tudo ao meu redor precisa estar limpo, brilhando, livre de odores e poeira. Algumas pessoas acham que isso é doença, mas eu sou apenas alguém precavido e asseado. Ora, o que mais existe por aí são germes e bactérias, então, ando sempre com meu inseparável amigo ‘álcool em gel’ para o caso de emergências.

Enfim, eu vim para a Grécia há alguns anos e vivo relativamente bem. Ou vivia até aquele ogro em forma de homem aparecer. Sou indiano legítimo, embora as pessoas não acreditem, pois sou loiro e muito branco, mas é que meu pai é inglês, acho que isso explica minha exótica aparência.

Acho que provavelmente fiz algo muito ruim na minha última encarnação para ter um vizinho como esse: mal educado, grosseiro, irritante... E é melhor eu parar, senão passaria o resto do dia tecendo comentários não muito elogiosos acerca daquela criatura.

Ah, meus únicos momentos felizes ultimamente têm sido as conversas com um rapaz que eu conheci pela Internet. O Nick dele é Fênix. Nós preferimos manter o anonimato então eu não sei muito sobre a vida dele, mas ele é inteligente, divertido e está sempre disposto a ter uma boa conversa. Eu realmente gosto dele. Mas não alimento esperanças de que essa relação possa virar algo mais. É, eu sou gay. Ou pelo menos, acho que sou. Na verdade, eu já fiquei com pessoas de ambos os sexos e gosto mais de homens, entretanto, ninguém jamais conseguiu me “prender” e Fênix que seria um forte candidato a isso é heterossexual e só conversa comigo atrás de uma tela de computador.

E assim vou vivendo, sem definição em relação ao meu amigo virtual, mas com algo bastante definido em relação ao meu vizinho; das duas uma: ou eu o venço pelo cansaço e ele vai embora desse prédio, com sorte, até do bairro, com sorte da cidade ou do planeta ou nós dois derrubaremos esse prédio com as nossas discussões.

Sério, a única coisa que nos falta é sair no braço e... Sinceramente, sou calmo, mas as coisas andam passando dos limites. Vocês verão... Ah se verão.