Essa Estranha Atração
2 Essa estranha implicância!
Essa estranha implicância!
Shaka praticamente se arrastava. Estava sentindo como se um trator tivesse passado por cima dele. Que dia mais longo! O loiro chegou a pensar que não terminaria nunca. Mas finalmente estava chegando a casa, poderia tomar seu banho, fazer uma sessão relaxante de yoga e depois ler um bom livro enquanto degustava algum vinho da sua coleção. Morava em um prédio de três andares na orla de Atenas. Não era um lugar muito luxuoso, mas com certeza aconchegante e de bom gosto. O melhor era que ficava perto do seu trabalho e ele podia ir caminhando tranquilamente, aproveitando a bela vista da praia.
Não tinha muito tempo que morava ali, mas admitia que gostava, a vizinhança era tranqüila e quase ninguém o incomodava... Quase ninguém...
Assim que fechou a porta do apartamento, escutou um estrondo vindo do vizinho. Estreitou os olhos. Que raios aquele idiota inconseqüente estava fazendo?
Aquele vizinho era o seu “quase ninguém”, um moleque mal educado e desordeiro que havia se mudado para o prédio disposto a acabar com a sua paz. Morava no apartamento da frente e parecia fazer questão de tirá-lo do sério.
"No mínimo está arrebentando a cama! Não duvido... Do jeito que é um troglodita deve acabar com as garotas que vivem entrando nesse apartamento. Isso parece mais um motel! Ah, mas eu quero sossego!" Pensou enquanto deixava o próprio apartamento e começou a tocar, sem dó nem piedade, a campainha do vizinho, antes, claro, tendo certeza que nenhum vírus daquele lugar seria levado para sua casa. Limpou a campainha umas três vezes com um lenço e seu eterno companheiro de bolso, um vasinho com álcool em gel.
Ikki estava em uma gostosa sessão de sexo selvagem com uma mulher que nem se quer lembrava o nome, mas ela era gostosa e isso era o que importava. Ikki Amamiya era o que poderia ser considerado um chamariz para a mulherada, jovem, bonito, sarado e, ao que suas amantes falavam, muito bom de cama, além de ser um microempresário bem sucedido. Era dono de uma renomada boate e, embora fosse alguém muito reservado, isso atraia e muito as pessoas de ambos os sexos, mas ele escolhia sempre as melhores e apenas mulheres. Nunca se sentiu atraído por homens, e preferia dispensá-los, embora nos últimos tempo estivesse se correspondendo de forma meio melosa com um homem que ele não fazia idéia de quem fosse, mas era incrível como eles se entendiam. Muitas vezes passavam horas conversando em salas de bate papo ou MSN e não cansava. Sim, ele achava aquilo muito estranho, mas gostava de conversar com o tal rapaz, ele era inteligente, irônico e, ao contrário das belas mulheres que levava para a cama, tinha um bom papo e sabia dar conselhos.
Eles se conheceram em uma sala de bate papo e desde então eram amigos virtuais constantes e entusiasmados. Não que ele, Ikki, fosse viciado em internet, não gostava e entrara no tal bate papo apenas por curiosidade; mas também era um homem recluso e de poucos amigos, talvez por esse motivo, seu coração solitário se abriu tanto para aquela amizade, se abriu até demais, tanto que muitas vezes não se reconhecia.
Seus pensamentos voltaram para o barulho insistente na porta da sua casa.
- Merda de campainha! – Esbravejou saindo de cima da mulher e indo para o banheiro de onde voltou já vestido em um short curto. Estava suado, ofegante e com uma visivelmente grande ereção quando abriu a porta e deu de cara com o seu irritante vizinho do apartamento da frente.
O indiano estreitou os olhos. Aquela expressão de irritação mesclada com susto do moreno idiota não o enganava. Ele estava fazendo o que Shaka pensou exatamente. Ah, o volume no bendito short não deixa dúvidas de que era aquilo mesmo. Shaka deslizou os olhos pelo dorso nu do rapaz... Se ele não fosse tão intragável...
"Nem complete esse pensamento, Shaka Anish!" Pensou exasperado.
Será que você poderia abaixar o volume? — Perguntou friamente. — Eu prezo pela saúde dos meus tímpanos. Além disso, ninguém no prédio é obrigado a ouvir o senhor selvagem no cio.
Ikki estreitou os olhos. Tinha vontade de matar aquele homem cada vez que ele vinha com sua irritante vozinha irônica exigir que suas esquisitices fossem atendidas. Que merda ele estava fazendo em casa àquela hora? Será que não tinha coisa melhor a fazer não?
– Escuta aqui oh vizinho! Não há nada no estatuto do morador contra ser jovem e sexualmente ativo e não frustrado, recalcado e azedo, além de lunático como alguns, então se me der licença, EU VOU VOLTAR A TRANSAR NO VOLUME MÁXIMO! – falou o mais alto que pode – Caso isso o incomode tanto, compre fones de ouvido ou ligue o som e não me amola!
Shaka entreabriu os lábios atônito com as grosserias daquele rapaz, quando pensava que ele não puderia ficar pior, lá vinha ele se mostrando ainda mais intragável!
-Ah, mas você não vai fechar essa porta na minha cara! — Colocou o pé na soleira da porta impedindo-o de fechá-la. — Você é um ogro! Sabia que existem crianças nesse prédio? Tenha bom senso! São cinco e meia da tarde! Se quiser fazer isso no volume máximo, procure um motel! E azedo é a... — ele mordeu a língua para não ofender ninguém da família do rapaz. Ninguém tinha culpa de ser parente daquele idiota.
Ikki segurou a porta com força como se assim pudesse se impedir de bater com seus punhos na cara daquele almofadinha a sua frente. Não, não faria isso, com certeza ele não sobreviveria fraquinho como era, apesar de alto, e ele não queria se transformar em um assassino.
– Escuta, eu pago esse condomínio que por sinal não é barato, então tenho o direito de fazer o que quero e como e quando quero na minha casa! Qual o problema? – sorriu com ironia – Será que o senhor assexuado está ficando excitadinho com nossos gemidos?
-Você que é o doente aqui, não eu... — Shaka retrucou indiferente. — Estou avisando, faça isso baixo, eu não me incomodo, mas se eu ouvir mais alguma coisa vinda desse apartamento, vou ligar para a polícia e denunciá-lo por atentado violento ao pudor! — e saiu pisando duro de volta ao seu próprio apartamento.
- Mal fodido de merda! – Grunhiu Ikki, mas de forma bastante audível enquanto batia a porta com violência. A verdade era que desde que se mudara para aquele apartamento que as brigas com o tal Shaka Anish eram constantes. Aquele escritorzinho de merda e bipolar conseguia mesmo irritá-lo. Tudo bem, admitia que nos últimos tempos a sua galinhagem chegou a um nível estratosférico, mas não entendia toda aquela irritação. O que ele era? Defensor da moral e dos bons costumes?
Voltou para o quarto irritado, vendo à bela loiro com quem estava transado sentada na cama sorrindo. Não soube por que, mas olhá-la lhe lembrou do maldito loiro do apartamento da frente e todo o seu tesão morreu, melhor, já tinha morrido desde as batidas na porta.
- Eh... Jeniffer? – sondou sem jeito. Também não era um canalha e sabia que não havia canalhice maior do esquecer o nome de uma mulher.
- Joice... – explicou a garota parecendo não se incomodar.
- Ah, isso mesmo, Joice, não dá mais, a gente se vê outro dia certo? – falou catando as roupas da moça e lhe entregando.
A garota se vestiu apressada e frustrada soltando um “me liga” antes de ser quase atirada porta a fora. Ikki esperou que ela saísse e tomou um banho, vestindo em seguida uma calça de pijama leve e indo para a varanda com seu leptop. Conectou o MSN e viu que seu amigo estava on, mas em status “ocupado” – Você está aí? – teclou e esperou resposta.
Shaka teve vontade de gritar um desaforo de volta quando ouviu a ofensa que Ikki desferiu. Só porque as pessoas normais como ele preferiam manter os seus relacionamentos saudavelmente e longe dos ouvidos dos outros não queria dizer que ele era 'mal fodido'... Ah, quem estava querendo enganar? Ele não tinha um relacionamento nem nunca teve. Ele tinha completa aversão a toques então quando alguém tentava avançar o sinal, ele logo o dispensava. O resultado era que ainda era virgem... E no rumo que as coisas andavam, morreria assim, pois sentia que jamais superaria aquele nojo que tinha do toque das pessoas.
Desanimado, acabou largando-se diante do computador e abriu o Word em um documento novo. Precisava escrever para colocar toda aquela frustração para fora, mas logo a janelinha do MSN apareceu piscando no canto inferior da tela e ele sorriu ao ver o Nick Fênix.
Virgo diz:"Para você, estou sempre disponível" — digitou de forma apressada. Ele havia conhecido aquele cara em um chat há pouco mais de dois meses e era incrível como se entendiam. Conversavam sobre tudo. Shaka se sentia extremamente à vontade com ele. Talvez fosse a tela do computador e o anonimato que o deixassem mais descontraído.
Ikki sorriu abertamente quando recebeu a resposta e voltou a digitar:
Fênix diz: “Que bom, eu sempre me sinto bem falando com você, principalmente depois de um momento de estresse. Me diz o que você está fazendo agora? Eu acabei de tomar banho, daqui a pouco sairei pra trabalhar...”
Na verdade, Ikki não dava muitas informações pessoais, apesar da intimidade entre eles ser grande, não gostava de trocar fotos e nem de revelar seu nome verdadeiro, os dois acordaram que fariam isso quando se sentissem mais à vontade. O anonimato era bom, eles podiam ser completamente eles mesmos sem se preocupar com julgamentos e ambos pareciam ficar bem com isso.
Virgo diz:“Que coincidência. Também acabei de passar por um momento estressante" — Shaka suspirou enquanto digitava. Pelo menos o maldito barulho no apartamento do vizinho havia parado. "Eu acabei de chegar do trabalho. Reuniões chatas hoje. Eu tinha planos de tomar um vinho e ler alguma coisa, mas acho que acabarei indo dormir mais cedo”.
Ikki suspirou:
Fênix diz: “Pena, se eu não tivesse que trabalhar poderíamos passar a noite conversando, eu lhe falaria mais sobre aquele projeto que comentei na semana passado, dos acessórios reciclados, lembra que eu disse que sou gerente de um bar? Eu queria implantar um modelo sustentável lá, tenho certeza que você me daria boas idéias.”
Enquanto esperava a resposta, Shaka tirou a camisa. Estava um calor infernal. Com certeza aquilo era algo que jamais conseguiria se acostumar na Grécia. Deixaria o banho para depois da conversa. Fênix quase nunca estava on-line naquele horário então aproveitaria sua companhia um pouco.
Virgo diz: “É uma pena realmente. Eu adoraria saber mais sobre esse projeto. Se todos os empresários fossem tão conscientes como você, teríamos um mundo bem melhor.”
Fênix diz: "Você é muito gentil, eu não estou acostumado com tanta gentileza, tem certeza que você existe ou é uma espécie de homem invisível, fruto da minha imaginação? (Risos)”
Já tinha mandado a mensagem quando se deu conta do que escreveu. "Ikki Amamiya, por Zeus! Até parece que você é gay, e se ele não for? Ele vai ficar com medo de você! Mas céus, por que conversar com outro MACHO me faz tão bem? Tenho que arranjar uma mulher que preste urgente, inferno!”
Shaka riu ao ler a mensagem, mas logo ficou sério. Fênix também parecia ser invisível, alguém que saiu diretamente dos seus sonhos para afastar sua solidão. Às vezes, Shaka tinha certeza de que Fênix era gay, em outras nem tanto. Mas ele preferia não dar asas à imaginação e deixar tudo aquilo na base da 'amizade colorida virtual'. Provavelmente Fênix se decepcionaria caso se conhecessem pessoalmente.
Virgo diz: “Te garanto que eu sou de carne e osso. Tenho um amigo que diz que sou mais osso do que carne (risos)".
Pensou no tal amigo por um minuto; o nome dele era Aiolia. Ele era seu editor e já havia dado claros sinais de que queria algo mais com ele, mas Shaka não misturava trabalho com romance, além disso, duvidava muito que o explosivo e impaciente Aiolia Angheláki tivesse paciência para lidar com suas manias.
O escritor se assustou quando o celular começou a vibrar no bolso da sua calça. Torceu levemente o nariz ao ver quem era.
-Você não morre tão cedo, Aiolia. Estava pensando em você — disse ao atender a ligação.
-Pensando coisa boa, eu espero — ele riu.
-O que você quer?
-Nossa, que amor de pessoa você é...
-Diz logo que estou ocupado.
-Vamos sair? Tem uma boate ótima aí pertinho da sua casa e...
-Aiolia... — Shaka resmungou incomodado.
-Vamos, Shaka! Eu prometo que se você não gostar, eu te levo de volta para casa na mesma hora.
Ele bufou e voltou a olhar a tela do computador. Fênix estava digitando a resposta. Logo ele iria sair e o escritor ficaria sozinho em plena sexta-feira. Não faria mal sair um pouco, faria?
-Como amigos, Aiolia!
-Como você quiser! — o rapaz exclamou animado e Shaka apenas girou os olhos, continuando a “animada conversa com ele” enquanto esperava ansioso a resposta de fênix.
Ikki riu da observação dele e depois pensou que seria muito bom se eles pudessem conversar pessoalmente aí sim poderia se certificar se Virgo era mesmo mais osso que carne. Corou com os pensamentos e balançou a cabeça os negando enquanto digitava.
Fênix diz: “Esse seu amigo não é nada gentil (Risos), bem, de qualquer forma ser magro hoje em dia é um grande privilégio em meio à overdose de fast food que vivemos. Pelo que sei, seus hábitos alimentares devem contribuir para sua boa forma não?”
Ah, Ikki que coisa mais ridícula de se perguntar! Por que não tem coragem de perguntar como ele é ou de pedir uma foto? Revirou os olhos com sua própria impotência e confusão.
Shaka encerrou a ligação. Aiolia ficou de buscá-lo às 23h30. O loiro não queria ficar até muito tarde na 'balada' então seria melhor saírem antes da meia noite. Ao olhar para tela outra vez e ler a mensagem, um novo sorriso surgiu em seus lábios.
Virgo diz:"Esse mesmo amigo diz que eu devo ter sido um coelho na outra encarnação porque vivo de folhas. Minha religião não permite que me alimente de carne, de nenhum tipo então nada de fast foods para mim".
Fênix diz: “Seria engraçado nós dois em um restaurante, porque eu sou terrivelmente carnívoro. Não me exclua por isso (risos), mas admiro as pessoas que conseguem controlar nesse instinto primitivo, porque nada me tira da cabeça que comer folha faz parte de um grau de evolução espiritual que ainda não cheguei e nunca chegarei nessa vida.”
Virgo diz: "Até parece que eu vou te excluir por causa desse defeito. Bom, vai... Não é um defeito. Cada um faz aquilo que o faz feliz. Se no caso é se entupir de carne mal passada, que seja. Não vou te recriminar nem tentar te mudar por isso.”
Fênix diz: “Que bom, também não é algo assim tão imperdoável. Mas eu fiquei preocupado, você disse que estava estressado, o que aconteceu? Precisando, eu tenho uma voadora sempre à disposição dos amigos (Risos).”
Virgo diz: "Ah... Problemas com a vizinhança. Sempre tem um chato para nos atormentar, mas agora parece estar tudo tranqüilo. Eu acabei de receber uma ligação do meu mui amigo que me chama de ossudo. Ele me chamou para sair... Eu não estou com muito pique para isso, mas não quero ficar sozinho depois que você for trabalhar.”
Ikki suspirou e fechou os olhos por alguns segundos. Coincidência que ele também tivesse problemas com a vizinhança. Ele não tinha problemas com a vizinhança, mas tinha problema com um vizinho idiota e frustrado sexualmente que ficava pegando em seu pé porque com certeza era veado e broxa!
Fênix diz: “Eu também sinto sua falta. Na verdade, desculpe a sinceridade, os meus melhores momentos são os que passo conversando contigo. Minha vida anda meio vazia pra ser sincero.”
Shaka mordeu levemente o lábio inferior com a declaração. Quando ele recebia algo desse tipo tinha uma vontade quase incontrolável de marcar um encontro com Fênix. Ele sentia que havia alguma coisa muito profunda acontecendo ali, mas apenas pela tela do computador jamais conseguiria descobrir.
Virgo diz: “Nós não temos conversado muito nesses últimos dias. Acho que nossos horários estão desencontrados. Eu queria poder ajudá-lo a encontrar um rumo para a sua vida.”
Ikki suspirou e mirou o relógio. Não tinha muito tempo infelizmente, se tivesse passaria a noite conversando com Virgo, sim, nos últimos tempos eles não conversavam muito, geralmente ou estava dormindo durante o dia ou acompanhado. Houve um tempo em que ficou mesmo sem entrar no chat para ver se aquilo era real, aquele sentimento de saudade que tinha dele. Era algo estranho, era como se ele estivesse tão perto e ao mesmo tempo eles nunca se viram, nunca se tocaram.
Fênix diz: “Eu passo o dia dormindo e a noite, vou para o bar, de vez em quando saio com alguém sem muita importância. Desculpe, estou me abrindo contigo, saiba que eu não costumo fazer isso. Acho que estou meio frustrado hoje.”
Virgo diz: "Tudo bem. Para isso que servem os amigos, não é mesmo? Eu sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas eu gosto muito de você, como se fossemos amigos há anos... Mas, me diga... O que está te incomodando é o emprego ou essas saídas ocasionais e sem futuro?”
Fênix diz: “Na verdade, eu entrei nesse ramo de casas noturnas meio sem querer. Eu não sou o tipo de cara que adore uma multidão, prefiro ficar sozinho, sempre fui um solitário e às vezes me irrita ficar cercado por tanta gente. Eu não sou muito bom em entender meus sentimentos, não compreendo o que me frustra tanto. Talvez eu tenha tudo que outras pessoas quisessem ter e estou chorando de barriga cheia (risos)”.
Virgo diz: "Eu não acho que você esteja chorando de barriga cheia. Lembra do que eu disse sobre fazer o que te faz feliz? Se esse ramo não está te satisfazendo, procure alguma outra coisa. Eu sei que não é fácil... Eu mesmo levo dois empregos nas costas porque não tenho como me sustentar fazendo apenas aquilo que gosto, então preciso complementar a renda, mas um dia as coisas vão melhorar, eu sei que vão e assim vou vivendo.”
Fênix diz: “Eu disse que estava reclamando de barriga cheia. Você tem dois empregos pra viver, eu já não preciso disso, vivo muito bem, tenho tudo o que quero e ainda reclamo, eu acho que não é bem essa a minha questão, é que estou achando minha vida vazia e sem propósito. Acho que preciso de emoção, é isso. Quando era mais novo nunca ficava muito tempo no mesmo lugar, era meio nômade, uma mochila nas costas e pé na estrada, agora me sinto meio preso.”
Virgo diz: "Por que você não faz uma viagem então? Talvez sair um pouco da Grécia, mudar a sua rotina... Posso sugerir alguns roteiros ótimos. Sem querer me gabar, mas já me gabando eu sou o agente de viagens mais procurado da empresa (risos). Pode dizer, eu sou convencido!”
Ikki riu e olhou o relógio novamente, infelizmente tinha mesmo que sair.
Fênix diz: “Vou pensar nisso, mas agora preciso ir. Obrigado pela conversa, você me ajudou muito.”
Shaka deixou os ombros caírem em desanimo.
Virgo diz: "Ah, tudo bem. Nos falamos depois. Mas pense no assunto mesmo. Eu prometo que faço um roteiro de viagem bem ao seu estilo nômade e aventureiro. Boa noite de trabalho.”.
Ikki suspirou triste digitando “Boa noite”. Saiu do MSN e resolveu se arrumar para o trabalho. Vestiu-se de forma casual e sexy, um jeans justos, sapatos pretos impecáveis e uma camisa de manga longa de linho bem leve que desenhava os contornos do seu corpo atlético, evidenciando ombros e peito. Colocou perfume e ajeitou os cabelos, pegando a chave do carro e saindo. Era noite de sexta feira e achava melhor acompanhar tudo de perto.
Shaka ainda ficou olhando algumas coisas na Internet antes de desligar o computador e ir se arrumar para a "noitada" com Aiolia.
Vestiu uma blusa azul de mangas cumpridas — para não correr o risco de sentir o toque de ninguém em sua pele — sapatos pretos completamente fechados e uma calça jeans também azul, mas em um tom mais escuro que o da camisa. Por via das dúvidas, colocou um par de luvas no bolso — vai que precisasse ir naqueles banheiros cheios de germes e bactérias?
Continua...
Notas finais
Está sendo muito divertido escrevê-la e é bom poder compartilhar.
Beijos a todos os que se interessaram.
Sion e Hannah
Postado em 17/08/2011
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