Notas iniciais
Nossa como estou feliz em ver que logo de cara vocês já estão gostando da história! Muito obrigada HungerGames, AFilho, Shakespeariana e Maanu pelos comentários de vocês! Espero que gostem

Meus olhos estão abertos, mas não consigo enxergar. Aos poucos flashes brancos piscam ao meu redor e passo a ver algo embaçado.

–Delly? –Ouço uma voz que me deixa confusa e tonta. Começo e focar melhor e percebo uma moça ao meu lado.

–Delly você pode me ouvir? –Ela me pergunta e então sai apressada.

Percebo que estou em um lugar que não conheço um quarto todo branco e a mim ligam-se vários aparelhos. A moça volta com uma mulher séria e vestida todo de branco.

–A senhorita pode nos ouvir?

–Sim! –Respondo quase em um murmuro. Então a mulher começa a verificar os aparelhos e anotar em uma prancheta.

–Você se sente bem Delly? – A moça que estava no quarto quando eu acordei me pergunta.

Por alguns minutos penso não a conhecer, mas ela parece me conhecer tão bem. E não para de me chamar de Delly, tento forçar minha memória porem não consigo me lembra de nada.

–Só estou com dor de cabeça! Mas porque você está me chamando de Delly?

Seu rosto fica imediatamente preocupado e triste.

–É seu nome! Você não se lembra?

A mulher de branco começa a prestar atenção em nossa conversa. E mais uma vez tento me lembrar de algo, mas nada vem a minha mente. Nem como vim parar aqui, ou quem são essas pessoas e muito menos quem eu sou. Isso me assusta, e também parece assustar todos.

–Não consigo me lembrar de nada. – Digo segurando o choro, o medo me consome, como eu posso não saber quem eu sou, da vida que vivi, das pessoas, de tudo.

–Sou Laura, sua irmã! –A garota diz com lágrima nos olhos. –Você não consegue se lembrar de nada?

–Nada.

A mulher de banco sai do quarto e volta com um homem, também todo de branco. Ele chama Laura para um canto e começa a cochichar com ela, me esforço para ouvir, mas eles falam muito baixo. Quando terminam ele se aproxima.

–Sou seu médico, prazer Topher.

–Eu não sei quem sou, mas prazer em conhece-lo.

Ele começa a me examinar calmamente enquanto Laura esfrega as mãos freneticamente.

–Nós sabíamos que uma perda me memória poderia acontecer, só não esperávamos que fosse completa. –Ele diz após me fazer algumas perguntas, das quais não soube responder nenhuma.

–Tem alguma chance dela recuperar essa memória. –Laura pergunta ainda angustiada.

–Creio que com algum tempo sim. –O médico diz fazendo com que ela relaxe um pouco.

–Quando poderei ir embora? –Pergunto, o médico checa minha pulsação mais ima vez e pensa por um instante.

–Se tudo correr bem, em alguns dias. A senhorita deve ficar em observação por algum tempo antes de voltar para casa.

Concordo mesmo ansiosa para sair logo deste lugar sem cor. Laura e o médico saem do quarto para conversarem sem que eu ouça, isso me deixa chateada por achar que realmente mereço saber o que esta acontecendo comigo. Mas por outro lado, eu não sei nem quem eu sou e talvez saber de tudo só me deixaria mais confusa. Esses pensamentos me atordoam por vários minutos, até que uma enfermeira entra trazendo meu jantar. Enquanto Laura senta-se no sofá ao lado da cama e fica pensativa, parece estar à beira de uma enorme crise de choro, no entanto ela não chora somente encara o abajur frustrada.

Continuo meu jantar em silêncio, estou com fome e me pergunto se Laura não está também. Começo a reparar melhor nela, seus cabelos castanhos e seus olhos verdes que imagino serem bem mais bonitos fora de um hospital. Embaixo de seus olhos se formam imensas olheiras escura, seus lábios secos e seus cabelos mal arrumados afirmam que seus dias não têm passado bem.

Quero começar uma conversa, mas não sei como. Então opto pelo meu único assunto.

–O que aconteceu pra eu estar aqui?- Pergunto e ela me encara como se pensa-se um jeito melhor de falar.

–Acidente de carro. –Ela diz vagamente enquanto encara mais uma vez o abajur.

–Tem como ser mais especifica?

–É melhor você não saber.

–Eu quero saber! Eu preciso saber!

–Ok então Delly! – Ela me fita com tristeza em seus olhos. –Era seu aniversário de 16 anos, tínhamos planejado a mais maravilhosa festa, você estava tão animada, tão feliz. Então quando você e nossos pais iam ate o salão... um carro se chocou com o de vocês. Pela alta velocidade o impacto foi imenso, nossos pais e o motorista bêbado do outro carro morreram na hora. E você ficou em coma por três meses.

Lágrimas escorrem por seu rosto cansado, uma dor em vê-la assim me aflige e ainda mais sabendo que nossos pais morreram e eu nem sequer lembro-me deles para poder sofrer.

–Eu sinto muito. –É só o que consigo dizer.

Notas finais
E ai? O que acharam? Por favor comentem! Mesmo que seja só um "não gostei", o comentario de vocês me anima e me fez melhorar cada vez mais! Então conto com vocês