Notas iniciais
prólogo (s.m.)
1. hist.teat no antigo teatro grego, a primeira parte da tragédia, em forma de diálogo entre personagens ou monólogo, na qual se fazia a exposição do tema da tragédia.
2. p.ext. teat em uma peça teatral, cena ou monólogo iniciais, em que ger. são dados elementos precedentes ou elucidativos da trama que se vai desenrolar.

território, FJORDANE
reino, NALWYR

Há quem diga que, muito antes dos homens voltarem a habitar certa região, já haviam Espíritos que ali tocavam o chão, e desse toque, a raça humana passou a viver entre os animais e a natureza variada deste solo. Xamãs contam histórias sobre divindades que arrastavam seus mantos pela terra, onde hoje, o povo de Nawyr vive. O território que pertenceu aos Grandes Espíritos, hoje, hospeda quatro nações, que mesmo sem conhecimento disto, estão cercados por magia.

A magia dos Ancestrais.

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Situado ao extremo norte de um continente setentrional, Fjordane é uma região inteira, está que um dia uniu-se num único reino no passado, sem clãs ou povos desprendidos. Após a Guerra de Eras, o reino dividiu-se em quatro povos, reunindo-se em regiões distintas pelo continente. Os povos, com o tempo, juntaram-se em clãs, sendo um deles o clã de Além da Várzea, cujo Inverno predomina por todo o território, localizado ao norte de Fjordane; há também o clã da Nascente Negra, onde monges de reúnem ao Leste, tendo a Primavera presente a grande parte dos anos; o clã do Vale de Ferro, ao Sul, onde o Verão escasso torna as terras áridas e inóspitas; e o quarto clã, é o clã da Baía de Fjordane, sendo o primeiro clã que surgiu naquela região, tendo como território o lado Oeste do continente, onde os rios e vales se reúnem.

No centro deste vasto continente, o território do Grande Rei é o que toma a maior parte, sendo o reino e seus arredores chamados de Nawyr. As florestas de Nawyr são longínquas, ásperas e formadas por carvalhos, possuindo cumes e montanhas em sua região central, montes pedregosos, pântanos profundos e antigos esconderijos para ursos e animais selvagens, isso antes de ser totalmente habitado pelo povo que cerca o Grande Rei no território central. Todas as terras pertencem à Nawyr, sendo assim, pertencendo ao Rei, incluindo os territórios dos clãs.

O Grande Rei não é conhecido por sua hospitalidade, logo, os Clãs criaram seu próprio comércio interno, sendo eles quase independentes, mesmo o território pertencendo ao Rei. Cada clã tem sua cultura, criada através das Eras, possuem suas leis e costumes, assim como a relação do povo com cada Jarl. As quatro bandeiras dos Clãs, juntas, formam a bandeira do reino, e assim, o Reino de Nawyr caminha, em sua primitiva formação de leis e povos, considerados selvagens por eles mesmos.

Há apenas um laço que une todos do reino, que apesar de único, dividiu-se, no entanto, a crença prevaleceu. Prevaleceu a crença de que os Antigos Espíritos habitaram o continente de Fjordane milênios atrás, e a fé nos Espíritos dos Ancestrais é a única coisa em comum entre as pessoas deste continente. Acreditam que cada clã descende de uma ordem de povos imortais, e que até hoje, os espíritos dos mesmos vivem em prol de seu povo, protegendo-os.

Isso, a fé nos Ancestrais, é o que os une.

Apenas isso.