Esposa de Mentirinha

17 With her wine-stained lips


Notas iniciais
Hey meus anjinho, como estão? Olha que resolveu não demorar a atualizar.... (espero que não tenha demorado..) esse caps demonstra de forma sutil porque Elsa resolveu aparecer e um pouco mais sobre ela... espero que gostem, criticas, pedidos e dicas são sempre bem vindos

POV Emma

– Porque não nos avisou que iria vir para cá? Poderíamos ter feito alguma coisa para comemorar. – Disparou Regina, que sempre tentava agradar ou mimar a “sua loira” como costumava ressaltar, aquilo antigamente me irritava, talvez ainda um pouco hoje em dia, mas tinha certeza que o amor que ela nutria por mim jamais nenhuma de nossas amigas conseguiria.

– Queria fazer surpresa. – Disse com um sorriso bobo nos fazendo rir. — estava com saudades. – Disse após alguns minutos em silêncio.

Elsa, uma das amigas mais queridas que eu e Regina compartilhávamos, tínhamos a conhecido no último ano da faculdade e mantínhamos contato ate hoje, sua vida corrida de modelo não a deixava ficar muito tempo em um lugar, mas sempre que vinha ao estados unidos passava para nos visitar ou se não nos ligava, o que nos rendia horas no telefone.

– E como anda a vida, os amores? – Questionou Regina ao enfim sentarmos sobre o carpete da sala, com uma boa taça de vinho nas mãos. Passava da meia noite, meus olhos e músculos pediam descanso, mas a saudades de relembrar os tempos de faculdade, quando os dias se passavam, na sala com uma taça de vinho e matérias que se esqueciam pela conversa centrada em algo inútil, me fazia resistir a vontade de me deitar e dormir pelo resto da semana.

– Bem, fechei um contrato com uma marca de cosméticos, por aqui. – Elsa sorriu feliz, uma das coisas que me fazia a admirar era seu modo único de achar que tudo na vida tinha um objetivo um porque, nunca questionar ou ficar brava por algo sair do lugar. Ao conseguir um novo contrato ficava muito feliz, se não, continuava igualmente feliz.

Elsa tinha uma sintonia única que a diferenciava do resto do mundo.

– Então digamos que vocês vão me ver muito. — Disse sorridente enquanto nos olhava radiante.

Deitei-me pelo chão esquecendo minha taça sobre a mesa de centro e passei a observá-las conversando, sempre era assim quando estávamos juntas. Elas tinham muito em comum e eu era expectadora daquela conversa, que sem duvidas não se encaixava em como vivia e era. Enquanto elas duas falavam de beleza, preferia falar de um bom livro ou de uma banda de rock antiga.

...

– Emms, querida. – A voz doce de Regina me despertou de um sonho sem cores, que me lembrava um pouco da infância, ele era sem dúvidas estranho e com pouco sentido lógico, mas me fez bem.

– Que horas são? – sussurrei me sentando e observando a morena ajoelhada ao meu lado com os cabelos presos em um rabo folgado que os deixava alguns cabelos caírem soltos pela sua face, dando um charme quase irresistível, igualmente seus lábios, vermelhos por conta do vinho e sua camisola branca que caia pelo seu corpo dando um contorno a mais a suas curvas bem desenhadas e suas pernas tornadas. Ser acordada por uma mulher com toda essa beleza deveria ser crime, porque tudo que conseguia pensar agora era a pegar em meus braços e esquecer Henry e quem mais estivesse no mundo e na nossa casa.

– Tarde. – Respondeu rindo, após a puxar para o meu colo.

– Então já posso te beijar? – sussurrei baixinho perto de sua orelha, passando meus lábios pelo seu pescoço.

– Deve. – Afirmou Regina tomando meus lábios para os seus. Sua língua logo pedindo entrada por entre meus lábios, se roçando a minha. Nossos lábios se moviam calmamente, mesmo parecendo ansiosas.

– Eu te amo. – sussurrei quando o ar foi preciso, ela era tão perfeita seu sorriso único carregando sua cicatriz, seus olhos de uma tonalidade que lembrava chocolate sem dúvidas eu era muito sortuda por tê-la para mim. – Eu te amo. – falei novamente ao me virar, fazendo-a deitar sobre o carpete felpudo da sala, novamente buscando seus lábios.

Inicialmente em seu beijo já havia desejo, desde que suas mãos passavam a acariciar meu corpo lentamente, enquanto as minhas passavam a puxar sua camisola para cima. Afastei meus lábios dos seus, para passar o tecido por seus braços, logo o atirando para longe enquanto invertia nossas posições sobre o carpete.

Deixando uma de minhas mãos no pescoço de Regina, enquanto meus lábios novamente roçavam aos seus, seu sabor misturado ao vinho, me deixando mais desejosa de seu corpo. Meus lábios correriam por sua pele ao seu pescoço ao mesmo momento em que minha mão livre puxava a alça de seu sutiã.

Roçava a ponta de minha língua por sua pele, enquanto a mesma arfava quando meus dedos se prendiam a bico de seu seio, massageando de leve. Continuei descendo meus lábios por seu corpo, enquanto fitava seu rosto, observando suas reações. Deixei meus lábios envolverem um de seus seios enquanto Regina fechava os olhos, deixando um murmuro inaudível escapar por seu lábios.

Deixando minha mão em sua nuca deslizar por seu corpo até o elástico de sua calcinha, o puxando para baixo lentamente, roçando meus dedos por sua pele, a sentindo arrepiar enquanto voltava seu olhar ao meu.

Regina ergueu seu corpo, segurando em minha nuca enquanto puxava novamente meu rosto para o dela, sugando meu lábio com um pouco de força enquanto suas mãos iam para barra de minha blusa, a puxando para cima, afastando nossos lábios apenas para a passagem do tecido, logo voltando a os unir, enquanto se desfazia do meu sutiã.

Logo ambas estávamos nuas e ajoelhadas no chão da sala, havia Regina em todo lugar, em minha mente, em meu corpo, em meu gosto. Meus olhos estava fechados enquanto seus lábios sugavam meus seios, revezando entre ambos. Meus dedos se perdiam em seus cabelos enquanto provava das sensações que a mesma me causava. Uma de suas mãos deslizara sem pressa até meu sexo, o acariciando de leve enquanto eu arfava, jogando levemente minha cabeça para trás. Os lábios de Regina uniram-se novamente aos meus enquanto seus dedos deslizaram à minha entrada e voltavam ao ponto em que estavam, em uma carícia lenta e tentadora.

Seus dedos deslizaram lentamente para dentro de mim, passando a se movimentar ao mesmo ritmo que levávamos nosso beijo. Sua língua invadia minha boca, envolvendo-se a minha, sugando-me com força algumas vezes em que seus dedos me atingiam mais profundamente.

Senti meu corpo ser deitado cuidadosamente, enquanto seu corpo moldava-se ao meu. Seus lábios corriam por minha pele até alcançar meu sexo, passando de leve seus dedos livres por meu clitóris antes de seus lábios me saborearem. Fechei meus olhos com força com o tamanho prazer de senti-la daquela maneira, sua língua circulando-me enquanto seus lábios me sugavam aos poucos e seus dedos trabalhavam em minha entrada.

Minhas mãos se perdiam em seus cabelos conforme a sentia, era perfeito tê-la daquela maneira, era como se enfim todos os meus medos me abandonassem, poderia saber que o mundo lá fora estivesse em caos, mas quando suas mãos me tocavam, sua boca entrava em contato com a minha todos os problemas me abandonavam e no mundo só existia nós duas.

– As vezes sinto que isso é um sonho. — sussurrei quando caímos exaustas no chão coberto por uma grossa camada do tapete vermelho que cobria a sala, sentia que tudo o que tínhamos passado nesses quase dois meses era uma ilusão muito boa da minha cabeça, pois tudo que estávamos vivendo se mostrava tão irreal para nossa historia e sentimentos incompreendidos do passado, que tudo parecia minha mente me punindo.

– Isso não e um sonho querida, eu sou real, assim como tudo que sinto por você. — a resposta veio suave, com carícias leves em minha face. Para comigo, Regina queria mostrar em base do toque, que era real que me amava exatamente como em meus muitos sonhos, que não importava o quanto eu negasse ela estava ali e eu amava saber como amava tudo que estávamos vivendo. — Não vou sumir da sua vida como se acordar de um sonho. Não tente achar que se livrar tão fácil.



– O meu deus. — o grito agudo seguido de um som de vidro quebrado, me fez buscar qualquer coisa perto para me cobrir, guardar minha nudez.

– Realmente fazer sexo na sala em quanto temos visita não é uma boa ideia. — Pensei alto, o que rendeu uma risada de Regina que tentava esconder meu corpo com o seu. O que me fez olhar para a mulher parada estática na nossa frente e seus olhos fixos na minha namorada. Mordi meus lábios o mais forte que pude para conter o comentário sarcástico ao perceber que Elsa estava sem dúvidas secando-a.

– Desculpe. — A palavra saiu gaguejada, tão baixa que tive que deduzir o que ela estava dizendo. Minhas mãos buscaram tampar os seios de Regina, com a outra mão, buscava algumas de nossas roupas no chão para a cobrir completamente.

– Nós que precisamos pedir desculpas. — Regina comentou o mais baixo que pode, envergonhada o que me garantiu um sorriso, dificilmente conseguiria vê-la tímida ou constrangida.

– Tudo bem. — Falou a loira novamente entre a gagueira, virando o rosto para outro lado igualmente envergonhada. “Agora ela tinha vergonha, não é? Quando estava secando minha morena.” pensei rapidamente deixando o ciúme tomar conta de todas as minhas terminações nervosas. — Irei voltar ao quarto, desculpe. — disse um pouco antes de correr rumo as escadas.

– Isso foi engraçado. — Comentou Regina, rindo ao enfim deixar seus músculos relaxarem em meus braços.