Notas iniciais
Bem, acho que devo, não apenas um, mas dois pedidos de desculpas a vocês. Comecei essa fanfic com intuito de fazer uns 40 capítulos, entretanto, durante o desenrolar dela, acabei me perdendo e odiando alguns rumos que a dei. Me desanimei, e para não ferrar com a fanfic em si, (porque ela foi importante e ainda é para mim) deixei esse final não como eu gostaria, mas ainda sim um final. Espero que vocês gostem, e talvez volte um dia aqui para postar um bônus sobre o Henry e qualquer outro que vocês quiserem. Bem gente amei cada um de vocês leitores e ainda amo


– 15 anos depois -

Estar ali nunca foi fácil. Dentre 5 anos da minha vida, aprendi que as pessoas vão, que a dor chega em um momento e nada que você faça pode ser um anestésico para o buraco que elas deixam. Nunca pensei que alguma hora na minha vida sentiria aquilo, ainda mais por uma pessoa que me magoou tanto e que por muito tempo deixou uma parte minha despedaçada. Mas vejo nesse momento que ela fora a base pra tudo.

Olhei para as mãos pequenas que apertavam as minhas o mais forte que conseguia e sorri. Se não fosse Mary nunca poderia saber o que era felicidade; nunca saberia o que era compartilhar uma vida. Sem todas as reviravoltas que aconteceram em todos os anos da minha vida, jamais teria conhecido o amor com Regina ou mesmo teria assumido pra mim mesma que o que faltava era apenas ela e que a mentira mais estranha que eu tinha criado se tornou um futuro maravilhoso.

Mesmo que todos aqueles anos, tantas coisas aconteceram, dentre brigas e declarações de amor constantes, Regina se tornou a parte que não poderia faltar em todos os meus dias mesmo que antes já fosse assim. Agora era tudo tão claro e real que não poderia mais viver sem ela, sem nossos filhos Henry e Anna as coisas mais importantes na minha vida e sem duvida na dela.

— Mãe, vovô virou uma estrela? — a pergunta veio doce e curiosa pelo ser pequenininho que agarrava minha mão e tentava entender a confusão que estava a sua volta.

— Sim, pequena. — sussurrei me agaixando até ficar com uma altura semelhante a dela. — Vovó esta no céu junto com o vovô — completei ao depositar um singelo beijo em seus cabelos, o que logo a fez levantar o olhar para o céu em silencio.

— A vovó esta feliz? — questionou após longos minutos em silencio.

Sorrio acariciando o seu rosto, confirmando com um balançar da cabeça e vendo um singelo sorriso dominar o rosto dela. Anna era a combinação perfeita minha e de Regina. Seus olhos eram castanho claros iguais os de Regina, porem seus cabelos eram longos e loiros. A personalidade calma e paciente contrastava com as poucos ironias que uma criança de apenas 5 anos conseguia dominar com maestria. Anna foi um pequeno milagre da ciência que conseguiu unir os nossos genes e trazer ao mundo a pessoa mais doce que ja tinha postos os meus olhos.

— Vamos? — questionei Anna ao ver ela levantar os bracinhos para mim, oque a fez balançar a cabeça positivamente ao estar em meu colo. — Vamos ligar pra mamãe? —

Começamos a caminhar rumo a saída do cemitério de storybrooke, onde passamos a viver quando me acertei de alguma forma com meus pais e quis que pelo menos Anna convivesse com eles. Talvez, no fundo, era eu que precisava estar ali perto deles, sentir que agora era amada e que tudo que passamos foi o suficiente para nos acertarmos. E foi durante 4 anos que vivi por ali, que aprendi e conheci uma parte deles a qual quando era adolescente não tive acesso.

— Deixa eu ligar mamãe?

Anna se animou em meu colo, me tirando das lembranças um tanto dolorosas. Sorri para ela e a entreguei o aparelho, com o nome e a foto de Regina e nossos filhos estampando a ligação que fazia.

— Mamãe? Estamos prontas. — disse feliz no telefone, como se falar com a mãe dela fosse o momento mais importante do dia. — Mamãe quer falar com você, mãe.

— Olá, senhorita Mills — falei assim que peguei o telefone e tive que rir ao escutar do outro lado da linha a voz divertida de uma Regina me corrigindo para “Senhora Mills Swan”.

— Como está?

A preocupação fora a primeira coisa, assim que paramos os charmes de todas as nossas ligações.

— Sim, eu acho. — sussurrei, pensando como estava apos um ano da morte de Mary. Não era fácil, mas Henry, Anna e, sem duvidas, Regina eram a parte que fazia toda a tristeza não ser tão péssima quanto parecia. — Está vindo? — perguntei tentando desviar o rumo da conversa.

— Já estou aqui.

No mesmo instante que ergui meus olhos para o estacionamento a qual me dirigia e notei sua Mercedes preta para perto da saída.

— Você ao menos foi embora não é? — perguntei, deixando o sentimento de proteção e conforto que ela me passava invadir meu coração.

— Não conseguiria enfrentar uma reunião sem você e muito menos achando que poderia estar triste ou chorando. — disse tudo rapidamente, assim que me viu parada perto a porta me fazendo sentir como sempre especial, como só ela sabia.

As imagens do dia de nosso casamento invadiam minha mente me fazendo sorrir.

Flashback

O nervosismo naquele momento era como um ex chato e grudento que não me deixava em paz e fazia de meus sentimentos um vulcão em erupção que estava prestes a atingir todos perto de mim. Como se não importasse o quanto de palavras “calmas” eram jogadas a mim, saber que naquele dia estaria oficializando meu relacionamento com ela era sem duvidas estressante e amedrontador.

Se soubesse o quanto aquele dia poderia mexer comigo, jamais teria a pedido em casamento. Me ajoelhado em meio a um coração de rosas e feito aquelas palavras que agora eram tão irritantes para o meu emocional. “E se ela falasse não?”, “E se ela não aparecer?”. me questionava em todas as horas daquele dia, que parecia não passar, e quando passava mais as perguntas ficavam constantes. Sabia que ela me amava, sabia que não faria isso, mas naquele momento mesmo que não tivesse duvidas sobre os sentimentos que nos rodeava. Tudo parecia mais intenso e fodidamente confuso para poder assimilar.



— Posso entrar? — a voz que me tirava a sanidade questionou ao abrir um pouco a fresta da porta do quarto a qual terminava de me arrumar.

— Vocês não podem se ver antes do casamento. — Elsa gritou sobre a porta com Regina, me fazendo revirar os olhos.

— Achei que isso só rolasse em casamentos heteros. — Disse já bufando irritada, indo em direção a porta em busca de conseguir matar minhas duvidas a vendo do meu lado, sabendo como ela estaria linda com o vestido que escolhesse.

– Se abrir essa porta eu juro Emma, irei embora sem ser a madrinha de vocês. — Novamente Elsa gritou, e me veio a imagem de uma mulher alta com as mãos na cintura, batendo os pés e olhando feito tanto pra porta, quanto pra regina. Pois não deixaria Elsa há arrastar de volta para o quarto ao lado nem por decreto ou sentença de morte.

– Tudo bem, mas podemos ao menos conversar sem você aqui, com a porta nos separando? — Pedi, tentando ver se convencia a loira a uma mentira básica, que no momento que ela desse um passo puxaria regina pra dentro.

– 10 Minutos, e se souber que Regina esteve ai dentro. Não me responsabilizo pelo azar. — Apenas ri quando ouvi os passos de salto se afastando, abri a porta e puxei uma Regina sem reação para dentro.

– Emma. — Isso foi tudo que ela conseguiu falar antes de meus lábios dominarem os dela e enfim ter toda a sensação de nervoso sumir.

– Eu te amo. — Sussurrei quando consegui me afastar para poder admirar a visão de Regina vestida de “noiva”, nunca tinha há visto tão a angelical, tão doce, com feições tão inocentes. O vestido branco que caia liso ate metade de suas coxas deixava a visão mais linda de uma mulher pronta para casar. — Você esta tão perfeita. — falei quando enfim consegui me recuperar da visão única que era aquela mulher.

– Eu também te amo. — Respondeu Regina por fim, depois de longos minutos me analisando em silencio. — Você esta muito mais bonita que eu, mas não vim aqui para falar o quanto sou sortuda por estar me casando com você e sim para descobrir porque de ter xingando ate a ultima geração de todo mundo que entrou aqui.

– Digamos que estou um pouco estressada. — Falei, ao morder meus lábios e olhar para o chão em uma tentativa falha de disfarçar a vergonha que seria assumir o porque de tudo aquilo.

– Eu te amo, se lembre disso ok? — Disse ao me dar vários beijos em meu rosto e se afastar ate a porta. — Te espero no altar.

Flashback off

Sai das lembranças assim que coloquei Anna em sua cadeirinha e entrei no carro, olhando para a mulher perfeita no volante e de como todos os dias depois do nosso casamento, só a amava mais e a queria e ainda quero todos os dias da minha vida.

– Eu te amo. — Disse antes de nossos meus lábios se encontraram em um rápido contanto a fazendo sorrir, e me puxar mais para ela, buscando em meus lábios a sensação que nunca cansávamos de sentir.

– Eca, mamães. — A exclamação de nojo de Anna, me fez cair em uma alta gargalhada, junto com Regina, que logo voltou seu corpo para trás, para beijar a bochecha dela a fazendo novamente fazer uma careta e repetir as palavras sobre o nosso beijo.

– Nós também te amamos, princesinha. — Disse, Gina ao voltar a posição inicial dando partida no carro.



Fim

Notas finais
Você sentir saudades. P.S: O nome da filha delas e Anna, pois seria o nome de Emma em once upon a time e eu adoro ele. Então não achem que é Anna por frozen. Bem abraços apertados para todas vocês e evil kisses ate a próxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!