Esposa de Mentirinha

2 Sometimes I want to disappear


Notas iniciais
Bem aqui esta o novo capitulo... Não disse que ia tentar postar todo dia? to tentado u_u Bem a musica que escolhi para o capitulo e Houdini - Foster The People Não tem nada a ver mas digamos que ela me inspirou a escrever. Boa leitura espero que gostem

– Emma, pare de roer as unhas. – pediu Regina educadamente ao revisar novamente a mala de Henry e dela própria para saber se não tinha esquecido nada, mas a agitação da loira a estava desconcentrando. – Está me deixando nervosa.

– Desculpe. – sussurrou mordendo os lábios e abaixando a cabeça, uma cópia perfeita de Henry quando Regina os repreendia. Às vezes se perguntava se era um truque deles para fazê-la se sentir culpada.

– Swan, tem certeza que não está esquecendo nada? – perguntou a morena para loira pela centésima vez aquele dia. Sabia como Emma era esquecida e em todas as viagens que fazia juntas algo ficava para trás. Ano passado fora a mala de Henry, o que as custaram um bom dinheiro e, mas é claro, um sorriso enorme do garoto pelas roupas novas.

– Fiz uma lista e a conferi duas vezes, tudo que preciso está no carro. – suspirou se deitado na enorme cama do quarto de Regina, tentado relaxar e livrar os pensamentos negativos que a rondavam desde que acordara. – Na lista só faltam você e Henry acomodados dentro do meu carro para irmos logo para nossa vida de casadas. – ironizou.

– Vá à merda e me ajude a arrumar logo esta mala, se quiser ir rápido. – argumentou a morena dando um tapa nas coxas de Emma a fazendo levantar e começar a tentar ajudar.

– Por favor, Emma, se não ajuda não atrapalha. – chiou Regina ao olhar para a mala de Henry e ver a desordem a qual se encontrava. A morena sempre fora assim, organizada e cheia de grilos, sair com ela era planeja dias antes porque Emma tinha ideia do quanto ela era sistemática e odiava atrasos ou desordem, uma perfeita dama de ferro, como a loira adorava a chamar para irrita-la.

– Desculpe, dama de ferro. – Emma levantou as mãos em desarmamento. – Vou comer algo e deixar você fazer as coisas com calma e sozinha. – Gritou já correndo para as escadas.

...

– Todos prontos? – Questionou a morena ao encontrar seu filho e sua melhor amiga parados em frente sua Mercedes, com cara de quem estava ali há muito tempo, ela sorriu como um pedido de desculpas o que fez Henry e Emma deixarem seus bicos de lado.

– Antes. – Sussurrou a loira se ajoelhando e pegando as mãos de Regina. – Sabe, sei que é por uma semana, mas aceita ser minha esposa de mentirinha Regina Mills? – Riu a loira abrindo a caixinha de alianças que havia comprado há alguns dias antes, sabia que não poderia simplesmente falar para seus pais “estou casada” e nem ao menos carregar uma aliança nos dedos era sem dúvidas algo que os faria desconfiar, e também não poderia perder a cara de revolta de sua melhor amiga.

– Oh, eu não sei o que falar. – murmurou falsamente a morena em um tom emocionado, colocando a mão que se encontrava livre sobre o coração. – É apenas uma semana correto? Recuso-me a aturar seus roncos mais do que sete dias. – Sorriu abertamente quando Emma colocava a aliança de ouro sobre os dedos magros de sua mão.

Regina não era doce e nem um pouco simpática com as pessoas, sempre foi assim desde pequena, fazia todos se afastarem os mantinham longe, com suas manias e regras que nem uma criança de 5 anos deveria ter, mas a menininha cresceu e virou a dama de ferro de uma empresa multibilionária. E só sabia ser leve quando sua melhor amiga e seu filho estavam presentes, era estranho, mas ninguém tinha os sorrisos de Regina se não fossem uma certa loira e um pirralho que era uma cópia perfeita da loira com sentimentos iguais aos da morena.

– Okay, agora podemos ir? Desejo chegar a Maine ainda hoje. – Argumentou à morena, fazendo todos entrem no carro, o qual a loira iria dirigindo até o aeroporto.

...

Regina passou a viagem de carro toda rodando o aro grosso que agora ocupava seus dedos, era uma sensação doce, mesmo que fosse mentira a aliança em seu dedo e a história ensaiada que pretendia contar aos pais de Emma. De algum modo aquilo estava mexendo com ela, não sabia se eram os hormônios ou apenas ansiedade, mas Regina sabia que aquela viagem traria mudanças. Que ela não tinha ideia ate que ponto poderia ser boa e até aonde poderia ser ruim.

– Mãe? – Henry sussurrou tirando a morena de seus pensamentos, ela sorriu para o garoto, notando a semelhança que ele tinha com Emma, a mesma boca, os mesmos olhos aventureiros, a mesma alegria. Eles eram tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes.

– Fale, querido.

– Mãe, como vai ser lá? Quero dizer, eu sei que você e Emma vão ser um casal e que vou ser o fruto deste amor. Mas e depois? Quando eles forem nos visitar no natal? Vamos inventar novamente que estão casadas? E se um dia vocês conhecerem outras pessoas? – perguntou despejando todas as dúvidas que a muito tinha nascido em sua cabeça, Regina o admirava por ser tão maduro, por ver coisas além de qualquer criança e às vezes dela mesma.

– Eu não sei Henry, agora eu só sei que devemos fazer isto por Emma. – sussurrou, guardando tudo que o filho tinha dito para um pouco mais para frente pensar e resolver tudo aquilo com a amiga. Talvez pudessem chegar a algum lugar.

– Eu só não quero que vocês duas saiam machucadas, eu amo vocês e sei o quanto vocês são cabeças duras quando querem. – Suspirou o menino, logo balançando a cabeça e voltando a jogar em seu PSP.

...

Depois de longas duas horas de avião e alguns longas horas de carro, enfim tinham chegado a Storybrooke.

– Estamos no fim do mundo? – questionou Regina ao passar pela placa de sejam bem-vindos, fazia tanto tempo de viagem que estava começando a se questionar se aquele lugar existia ou se estava tendo miragens.

– Acho que sim, agradeci muito quando saí deste lugar. – Disse Emma lembrando da infância e de tudo que tinha descoberto. – Eu conseguia percorrer esta cidade de bicicleta em menos de 3 horas. O único lugar para se divertir era a floresta e olhe lá. Tinha o robbit hole, mas só pude conhecer seus prazeres depois dos 18, porque mesmo com identidade falsa a cidade inteira me conhecia. – suspirou olhando a paisagem em sua volta, nada tinha mudado muito, todas as casas tinham as mesmas cores, os mesmo estabelecimentos, era como se nunca tivesse saído daquela cidade. Como se ainda tivesse seu 15 anos e tudo que tinha vivido até aquele momento não tivesse acontecido.

– Emma acho que chegamos. – Informou Regina olhando para a maior casa da cidade, a casa em que só tinha visto uma vez em uma foto amassada escondida nas caixas da loira.

– Acho que é hora de enfrentar o passado. – Emma pela primeira vez naquela semana tinha notado o quanto não poderia fazer aquilo. Eles a expulsaram e a disseram coisas horríveis, porque ainda tinha aquela vontade provar a eles que era capaz? De que tinha feito tudo e muito mais e que ela não era o erro e sim o preconceito deles. – Podemos voltar? – ela sussurrou o mais baixo que pode para Regina, queria fugir agora, queria não ver a cara deles, queria poder esquecer e voltar à vida que tinha sem saber que eles se importavam com ela. Naquele momento ela só queria estar segura.

– Eu estou com você, Henry está aqui. – Disse Regina pegando as mãos da loira para com as suas. – Vamos enfrentar isto juntos, porque uma hora você vai ter que enfrentar, Emma. Já estamos aqui, então que seja agora não? – argumentou a morena com doçura acariciando as palmas da mão da loira e logo dando um beijo sobre elas. – Podemos ir agora?

– Sim. – sussurrou ainda incerta, tirando o cinto e saindo do carro, ela tinha Regina com ela e se nada daquilo deste certo seu carro estaria bem ali, não tinha o que ter medo. Pensou Emma, entrelaçando suas mãos a de Henry e Regina ao saírem do carro indo para a porta que pensou que nunca mais veria.

Notas finais
Então me digam o que estão achando o que tenho que mudar e tudo mais