Notas iniciais
Sei que ainda devo um atualização de She Will Be Loved estou trabalhando nisto, porem esta ideia surgiu e não pude ignorar.Espero que gostem.

– Por favor, Regina, uma semana. É tudo que eu lhe peço. – A voz suplicante fez Regina revirar os olhos, era sempre assim. Emma quase sempre conseguia a convencer de qualquer coisa, com seus grandes olhos verdes suplicantes, a mesma cara que Henry fazia quando queria alguma coisa e como a boa mãe que sem notar caia nos olhos suplicantes e sedia e depois se odiava por ser tão fraca quando o assunto eram eles.

– Emma, você sabe que isto é loucura, okay? — Disse tentando ser a parte racional, já que Emma era o coração, Henry a bondade e ela a cabeça. Naquele time esquisito que ela e Emma formaram na faculdade e Henry o completou anos depois.

– Eles precisam ver que sou uma pessoa diferente de quando me tiraram de casa. – argumentou a loira cruzando os braços e olhando para Regina que estava concentrada na estrada. – Precisam notar que mesmo eu sendo gay, não anula o fato de que posso ter uma família. – Sussurrou mordendo os lábios, Emma os odiou por anos quando contou a eles quem era e Mary e David não aceitaram muito bem e a colocaram para fora de casa, dizendo aos quatro ventos que ela nunca seria feliz, que ela era um pecado para Deus e um erro para a sociedade.

Aquilo deu a loira alguns anos de terapia, até que eles voltaram atrás e a procuraram pedindo desculpas e mesmo que ela ainda sentia mágoa em seu coração, ela queria mostrar a eles que era superior e que não importava o quanto fora ferida, então ela poderia perdoar e mostrar que eles erraram ao disser que ela nunca seria feliz. Pois ela era feliz, mesmo nunca tendo um relacionamento sério, ela tinha Regina e Henry que eram sua família.

– Tudo bem Emma, eu vou com você. – suspirou a morena, parado em frente a um restaurante qualquer, estavam morrendo de fome afinal estava trabalhando até agora sem comer nada. – Agora só convença Henry desta história e partiremos para ver seus “pais” – Regina os odiava, não queria os conhecer e nem que Henry os conhecesse, eles foram os culpados das maiores besteiras de Emma, eles deixaram sua melhor amiga se culpado por tempo demais e só de pensar o quanto eles fizeram mal a sua Emma, a deixava doente de raiva. Mas ela iria pela loira, para dar apoio mesmo que isto fosse ruim para a sua melhor amiga, Regina estava disposta a protegê-la e não se importava se no caminho tivesse que soltar algumas verdades. – Agora por favor, vamos esquecer deste assunto e comer.

– Desculpe, esqueci que você estava tão ocupada que se esqueceu de comer. – Disse Emma com um tom de reprovação, a maioria das vezes era diferente, Regina a repreendia por se esquecer de comer, de levar um casaco ou qualquer outra coisa não significativa que a morena achava importante. – Ficou dando atenção a ruiva peituda e não se lembrou de nada. — as palavras saíram sussurradas, como se fossem pensamentos ditos sem intenção. O que causou risos da parte de Regina.

– Emma, querida, eu também preciso me divertir, okay? Você nunca pediu exclusividade que eu lembre. – brincou, levando seu dedo indicador a cintura da loira a cutucando.

– Okay, senhora engraçadinha. Vamos logo comer, porque agora quem está com fome sou eu. – Disse saindo do carro com um sorriso doce nos lábios. A amizade das duas era algo único e Emma adorava tudo aquilo, adorava ser ela mesma, sem cobranças, sem precisar inventar desculpas para sair do apartamento no meio da noite. Elas se entendiam, e isto era o que elas precisavam.

...

– Henry, nós chegamos. – Gritou Emma assim entraram na casa de Regina, a qual mesmo que diretamente não fosse da loira, ela passava mais noites naquela casa do que na sua própria.

– Emma. – um garoto de pouco mais de 10 anos desceu as escadas correndo para abraçar a loira que não via há dois dias.

– Henry, o que já disse sobre descer escadas correndo? – Regina repreendeu o garoto.

– Desculpe, mamãe. É que estava com saudades de Emma, prometo não fazer mais. – Sussurrou cabisbaixo olhando para o chão, a morena simplesmente suspirou, sabia que ele faria de novo.

– Não jogue a culpa em mim kid, depois quem se ferra sou eu. – Comentou a loira acariciando os cabelos marrons do garoto e logo dando um beijo em sua bochecha. – Trouxe um presente para você de Boston.

– Quando parar de bajular meu filho, senhorita Swan, estarei no meu escritório. – Disse Regina dando um beijo na testa de Henry e marchou para o cubículo que vivia enfurnada deis de que a empresa das duas tinha ganhado nome no mercado.

– O que trouxe Emma? – perguntou o garoto agitando, ao olhar pala o pacote que a loira tinha nas mãos, ela era como sua mãe, na verdade Regina há muito tempo tinha explicado que ele era filho dela, porém não tinha nascido dela e sim de Regina. Aquilo era tão confuso que Henry só entendia que a amizade delas possibilitou dele estar ali hoje, então não questionava nada apenas amava as duas como suas mães.

– Abra e saberá. – Disse dando de ombros, esperando o menino a sua frente rasgar todo o saco de presentes e se deparar com a coleção de livro do Harry Potter.

– Obrigada Emma. – gritou o menino entusiasmado a abraçado e logo desaparecendo pela casa com os livros em mãos.

– Acho que ele gostou do presente. – Emma disse ao entrar no escritório e sentar-se ao lado de Regina, que se encontrava mergulhada na leitura de um contrato de compra e venda. Ainda bem que existia a morena para aquilo se dependesse dela a empresa entrava em falência sobre aqueles documentos. Ela só criava, a administração ficava por conta da dama de ferro que Regina poderia ser para estes assuntos.

– De qualquer livro ele vai gostar, como se não soubesse. – A morena deu de ombros.

– Ele puxou isto de você. – comentou Emma, assinado uns papéis a qual Regina a passava.

– E todo o resto de você, deveria saber quando ofereceu seus genes eu tinha que desconfiar. – riu alegremente ao lembrar o que Emma havia feito para ela, mesmo que para a loira não significasse muito, para ela era tudo. Regina não podia ter filhos, e seu único sonho era poder ser mãe, saber que era estéril a abalou e a loira queria fazer algo para ela, como ela tinha feito para Emma. Então ela doou seus óvulos e juntas buscaram um doador. Por mais estranho que a sociedade encarasse, a loira nunca se arrependeu de dar um filho a Regina, pois nunca tinha visto mãe melhor que ela.

– Ele tinha que puxar a beleza de algum lugar não? – comentou a loira convencida, rindo da careta da morena, que logo beliscou a loira a mandado terminar de preencher os contratos.

Notas finais
Este capitulo e mais para vocês conhecerem elas e o relacionamento delas. Bem espero que gostem.Vou tentar postar um capitulo por dia, se caso der certo e tudo mais.Evil kisses ♥