Notas iniciais
Olha quem resolveu dar o ar da sua graça? isso mesmo minha pessoa fugida e preguiçosa... Peço desculpas a demora e eu preciso de vocês.... Estou um tanto quanto bloqueada sobre o futuro desta historia então deste modo quero que vocês me deem ideias... Ficaria muito feliz... e bem como escrevo para vocês eu queria realmente saber o que vocês esperam (PAREI COM O LIVRO, vamos para o caps, espero que gostem)

1 mês depois

Emma Swan

Pensar sobre a mudança drástica que tinha acontecido em minha vida em pouco mais do que 30 dias,me deixava feliz, mas ao mesmo tempo com raiva de não poder sentir aquilo há mais tempo. De deixar todos aqueles anos me separar da felicidade plena de ter os braços de Regina a minha volta todas as manhãs, de acordar e saber que tinha alguém que me amava apesar de todas as minhas limitações, claro nem tudo eram flores o tempo todo. Regina e eu poderíamos ser o tipo de casal que se conhecia em todos os sentidos, que nossa amizade fora tão importante para o nosso amor que fazia com que coisas pequenas não nos abalasse igual a alguns outros casais.

Porém nos conhecer tão bem nos trazia problemas com os ciúmes, a compreensão muda em alguns fatos que não ajudavam em muita coisa. Com a adaptação, agora éramos namoradas e não apenas melhores amigas. Dividiríamos bem mais do que já dividíamos, agora era a nossa vida de casal em jogo, e no fim, mesmo que não pudéssemos admitir nossa amizade, tínhamos entrado de cabeça. Havíamos deixado uma pequena parte para trás, com medo de algo der errado e perdermos o que era o mais importante: o que tínhamos antes de tudo isso. Tínhamos nos arriscados em todas as formas possíveis, mas saber que todos os riscos tinha algo muito melhor à espera valia a pena.

No começo estávamos com medo da reação de Henry, mas nosso garoto era a personificação da inteligência, quase fez um coro de aleluia quando contamos a ele nossa decisão de enfim nos amarmos sem o peso da amizade impedindo de aceitarmos os nossos sentimentos.

– Terra chamando Emma. – Os gritos de animação de Henry me fizeram sair da orbita “nova vida” e voltar à atenção ao garoto que dava pulinhos de alegria em meio a sua loja de vídeo games favorita.

– Sim? – Questionei analisando Henry que rola os olhos para mim ao ver minha cara de confusão.

– Perguntei se posso levar. – Suspirou ele, me olhando com cara feia o que me fez sorrir. Regina e ele tinham aquela mania inconfundível de odiar quando eu saia do ar e pensava na vida ao invés de prestar atenção no que eles faziam ou falavam, suas manias únicas de quererem ser o centro do meu universo, o qual com toda certeza eles eram.

– Se prometer contar a sua mãe que eu fiz muitas regras para você, é quase não permiti levar. – Disse cutucando a sua cintura, o fazendo pular para o lado com uma risada sonora. – Sabe como ela faz um discurso enorme de como te mimo mais que o necessário.

– Emma, isso dói. – fez um bico alá Regina, logo voltando a sorrir. – Pode deixar, falarei que você foi à dama de ferro, coisa que ela não vai acreditar como você sabe.

– Não custa tentar, não é? – suspirei dando de ombros, seguindo Henry por entre as prateleiras lotadas de todos os tipos de jogos imagináveis. – Por falar na sua mãe, ela está demorando, não?

– Emma, se acalma. Mamãe está apenas em uma reunião e você odeia isso. – falou com a maior naturalidade do mundo, me fazendo rolar os olhos como uma criança mimada. Sim , eu odiava as reuniões que me davam mais plantas para criar, preferia o silêncio de meu quarto, apenas com o som de alguma música que me desse inspiração para fazer os edifícios, que compunham uma pequena parcela daquela cidade.

– Mas fico preocupada, vai que tem uma ruiva por lá. – falei e acabei rindo fazendo que a Henry me acompanhasse na risada. Ás vezes esquecia que aquela criança era parte de mim de algum modo. Me lembrava de quando ele havia acabado de nascer, quando o peguei em meus braços, quando ele resolveu me chamar de mãe e tive medo da reação de Regina, que sem dúvidas foi a melhor possível.

“Você também é mãe dele Emma.” Aquelas palavras ficaram guardadas e me faziam sorrir sempre que me lembrava do fato que ela dividiu o Henry comigo sem se importar, como ainda hoje não se importava. Que tudo que fizemos uma à outra era de boa fé, jamais colocar nossos sentimentos à frente do que tínhamos me motivava a entender Regina melhor do que todos que a julgaram no decorrer de sua vida.

Ela era uma batalhadora, uma mulher que admirava acima de quaisquer outras que já havia conhecido. Sem dúvidas, a garra lhe deu muito do que tinha hoje em dia, só poderia agradecer por ter me permitido estar presente em todas suas conquistas, desde que sua vida teve o mesmo fim que o meu: provar aos pais que ela era muito mais do que eles acreditavam.

– Poderia ter mil ruivas Emms, minha mãe só sabe ver você. – Disparou, me fazendo sorrir boba pensado sobre aquilo.

– Realmente, ruivas não são nada atraentes. – A voz melodiosa suou perto do meu pescoço, tomando arrepios todo o meu corpo. – na verdade nem uma mulher é atraente perto de você. – completou tomando minha mão para com a sua antes de depositar um beijo sobre meus lábios.

– Claro, até porque sua paixão pela Amy Adams se dá apenas pelo talento dela. – levantei a questão fazendo-a rolar os olhos, como sempre era sobre a minha implicância nítida com sua apreciação pelo trabalho daquela atriz.

– Emma, era apenas uma admiração, por favor, esqueça isso. – O pedido se seguiu de um bico mimado que só ela conseguia fazer, que me tirou uma gargalhada.

– Okay, vou tentar. Mas por precaução, longe das ruivas. – Falei passando meus braços pela cintura dela. – E já que nos resolvemos, que tal um milkshake antes de irmos para casa?

...

Observava atentamente os documentos espalhados pela mesa da cozinha, enquanto Regina preparava o jantar. Me informava todas as pautas da reunião, era até cômico presenciar aquela cena, alguma das vezes quando éramos apenas amigas, fazíamos a mesma coisa, mas agora era diferente, cada vez que ela chegava perto nossos lábios se encontravam e os pensamentos e explicações acabavam ficando perdidos dentre as batidas descompassadas de nossos corações.

– Se há um ano alguém me falasse que Regina Mills, minha melhor amiga, seria a minha namorada e que pararia de falar de assuntos importantes apenas para me beijar, ligaria para um hospício e falaria que aquela pessoa estava louca. – Comentei ao me separar do contato de nossos lábios.

– Bem, quem poderia dizer que seus lábios eram tão viciantes? – Questionou me fazendo sentir seus dedos tocando meu rosto, correndo por minha pele. Sua mão envolvendo minha nuca me puxando mais para ela. Nossos rostos se encontravam ainda mais próximos, já podia sentir seus lábios roçando aos meus.

Iniciou-se em um breve roçar, sua língua pedia passagem sem pressa, a qual logo cedi. Seus lábios moviam-se calmamente aos meus, enquanto seus dedos se afundavam em meus cabelos. Seus lábios sugaram o meu lentamente, contornando-o com a ponta de sua língua em seguida. Nossas línguas dançavam juntas, sincronizadas como nossos lábios.

– Por favor, arranjem um quarto. – O grito contente de uma voz já conhecida, quebrou o encanto do momento nos fazendo rir alto. – Sentiram saudades? – a pergunta alegre dita em tom alto e animado, me fez sorrir feliz enquanto dirigia meu olhar para a mulher de um pouco mais de um e setenta de altura, com longos cabelos loiros e duas orbitas azuis que chamavam a atenção por onde passava.

– Elsa. – o grito mútuo meu e de Regina abafou todo o ambiente, como duas adolescentes com muitas saudades, corremos para abraçá-la.