Esposa de Mentirinha

12 How Long Will I Love You


Notas iniciais
Consegui cumprir o prazo aqui esta o novo capitulo.. Este e todo SQ, e acho que seis vão me matar no final, porem próximo espero que vocês me amem... O qual tentarei postar amanha. Dedicado as mulheres da minha vida: Gabys, Isa e Jenny s2 Bom capitulo, obrigada pelos comentários e boa leitura

POV Narrador

A água quente caía sobre as curvas bem desenhadas de Regina, a mulher imersa em seus próprios pensamentos sorria bobamente ao relembrar sobre todo o dia exaustivo que tinha tido. Era automático o formigamento de seus lábios ao lembrar-se do beijo que dera em Emma por conta de seu ciúme.

Sabia que não deveria deixar que seus sentimentos tomassem conta de suas ações, provara amargamente o que era capaz de causar quando não se controlava sobre eles. Desde sua infância era dominada por suas ações imprudentes em base do que estava sentido e dentre todos os mais afetados sempre eram seus pais, aguentando os pais dos filhos a qual ela sem querer fazia quebrar o braço ou coisas do tipo que só Regina Mills era capaz de fazer.

Lembrava dolorosamente qual fora o efeito que a separação de seus pais teve sobre si, de uma menina doce e calma, ela se tornara fria, distante e explosiva. Mesmo depois de todos aqueles anos continuava com o mesmo temperamento ao lado das pessoas que não fossem Emma e Henry.

Quando os dedos finos começaram a ficar enrugados, Regina acabara por desistir da água quente que caía sobre seu corpo e se enrolou na toalha felpuda que tinha levado com si para o banheiro.

As roupas macias e quentes que havia levado quando Emma dissera que as noites naquela cidade eram frias caíram tão bem quanto o banho que tomara há alguns minutos. Estava de calça leg, pantufas de coelhos — que eram de sua melhor amiga, segundo a loira eram as melhores para se passar uma noite fria -, e a camisa da banda favorita de Emma estava em seu corpo. Era sempre assim quando viajavam, a morena adorava roubar as roupas da loira, o que causava um sorriso divertido em ambas pela forma engraçada que Regina ficava.

Devidamente trocada e quente, a morena desceu para ver a partida de futebol do século, como Henry sempre se expressava ao falar de seus jogos com Emma a ela. Sempre ria quando resolvia observar os dois jogando, a competição sem dívida era de genes, porque tanto Emma quanto Henry nunca aceitavam perder e suas partidas duravam tanto quanto suas brigas para ver quem escolhia a estação de rádio quando estavam viajando de carro, as quais a morena sempre intervia por que se deixasse nunca acabariam.

– Henry, cadê Emma? – Regina questionou o menino que estava sentado no sofá olhando abismado para a porta.

– Não sei. – Sussurrou o garoto, olhando para a mãe com os olhos confusos. – Ela estava aqui a pouco quando Mary a chamou e poucos minutos depois ela saiu correndo. – confidenciou o garoto abaixando a cabeça tentado entender o que tinha acontecido.

– Fique calmo, volte a jogar. Daqui a pouco estaremos de volta, tudo bem? – Regina questionou docemente se ajoelhando perto do filho e depositando um beijo sobre os cabelos de tigelinha que ela tanto adorava. Quando por fim viu os olhos do filho calmos pegou as chaves do carro sobre a mesa de centro e correu para fora.

As ruas de Storybrooke estavam desertas, temeu por Emma, a morena sabia o quanto a loira era forte e adorava correr consequência de seus anos no time de basebol da faculdade, porém mesmo assim tinha medo do que poderia acontecer ou o que tinha acontecido para fazer a sua esposa de mentira sair correndo de casa sem avisá-la, o que nunca fora do feito de Emma, que a ligava para informar aonde ia mesmo não serem mais do que apenas melhores amigas.

– Atenda, Emma Swan. – Regina gritou para o celular em suas mãos, pela décima vez a qual tinha ligado para a loira, havia rodado a cidade toda e não tinha a achado, seu coração dava saltos em seu peito, suas mãos tremiam e mesmo que tinha certeza que sua loira estava bem os pensamentos começavam a ficar negativos.

– Oi. – A voz chorosa de Emma soou pelo viva voz do telefone, fazendo a morena suspira aliviada.

– Aonde você está? – Questionou Regina, um pouco alterada. Ainda estava com medo de algo ruim ter acontecido, mas ouvir a voz da loira a fazia ficar um tanto mais calma.

– Na praia. – fora o suficiente para a morena encerar a ligação e contornar o carro dirigindo para o local que Emma estava.

...

POV REGINA

Parei o carro de qualquer jeito, não me interessava o quanto poderia pagar de multa, queria apenas por meus olhos sobre Emma e saber que ela estava bem. Joguei as pantufas sobre o banco e corri para a areia em busca dela, a praia era tão deserta quanto as ruas, porém diferente das ruas a areia nunca tinha gente, muito menos aquele horário.

Não era uma boa corredora como Emma, mas por algumas vezes acompanhá-la em suas caminhadas tinha conseguido fôlego para atravessar a praia e a encontrar sentada abraçando suas pernas perto das pedras em seu próprio casulo.

Suspirei aliviada, observando cada detalhe de seu corpo, buscando algum sinal de machucados, mas pelas lágrimas grossas que escorriam de seu rosto sabia que era dentro que os problemas e feridas estavam. Sem me importar me sentei ao seu lado passando meus braços por seus ombros e a puxando para mim.

– Eu estou aqui, tudo vai ficar bem. – murmurei ao vê-la se aconchegar em meus ombros, beijei seus cabelos e os acariciei, mostrando a ela que não importava o que tinha acontecido estaria ali, para amá-la e apoiá-la em qualquer coisa que precisasse.

...

– Obrigada. – As palavras simples foram pronunciadas depois de longas horas de um silêncio profundo.

– Não importa o que aconteça, sempre estarei aqui para você. – Confidencie como uma promessa muda, fazendo Emma saber que não importasse o que acontecesse daqui para frente ou o que todos aqueles sentimentos que tinha por ela fossem, nossa amizade sempre estaria na frente de qualquer erro ou sentimento.

– Ela pediu desculpas. – novamente ela sussurrou depois de longos minutos em silêncio, era sempre assim, nunca poderia a forçar, Emma tinha seu próprio tempo, suas próprias manias e limitações. Com ela as coisas eram sempre pretas e brancas e quando chegava a hora das variações se escondia, até achar o momento certo para aceitá-la ou apenas as dividir.

– Você a desculpou? – Questionei mesmo sabendo qual seria a resposta, ela nunca fora boa com perdão, preferia passar uma borracha esquecer e seguir em frente, do que ter que encarar a pressão de ser forçada a tomar uma decisão. Pois ela era frágil demais para magoar alguém que não fosse a si mesma.

– Eu não posso a perdoar, não agora. Talvez mais para frente. – As palavras gritavam a desespero conforme ela se abria, e sem deixa-la falar mais beijei sua têmpora, me sentando frente a ela.

– Não se force, deixe as coisas acontecerem. – Sorri para ela entrelaçando nossas mãos, como fazíamos sempre que uma precisava da outra. Um jeito mudo que aprendemos quando tudo dava errado, para mostrar que ainda éramos apenas nós contra o mundo.

– Obrigada novamente. — Emma sussurrou se aproximando e depositando um pequeno selinho em meus lábios, aquilo fora novo fazendo meu coração disparar. – Posso? – Questionou sem afastar seus lábios dos meus, me deixando confusa e sem condições para pensar, queria seus lábios sobre os meus novamente e sem delongas a responder pressionei meus lábios sobre os dela, buscando saciar a sede do gosto adocicado de Emma.

Notas finais
Não me matem pelo final ok? Prometo que próximo e quente....