Esposa de Mentirinha

6 And you let her go


Notas iniciais
Desculpem a demora, fiquei doente passei mais tempo no hospital do que em casa o capitulo e pequeno porem são 3, e a escrita deste e de forma diferente espero que aprovem. Boa leitura

POV Regina

O café da manhã corria o melhor possível, meus olhos não paravam de analisar Emma, o modo que ela brincava com Henry, o jeito que soltava piadas para me fazer sorrir, era tudo único. Sempre fora assim e agora tudo parecia mais forte, coisas que nunca reparei neste momento eram detalhes únicos, que eu procurava avidamente para gravar e relembrar quando estivesse sozinha em minha cama.

Eu estava começando a ficar maluca com toda aquela confusão dentro de mim, primeiramente o ciúmes, depois esta obsessão por reparar em todos os detalhes de Emma, o machucado que tinha na mão agora quase invisível me lembrava a angústia que senti quando ela caiu de moto e quase morreu. Desde então nunca mais a permiti ter uma moto e evitei olhar a mão dela para não me permitir sentir a angústia e o desespero que tomou meu ser quando ela entrou em coma por dois dias. E quando Ruby a abraçou aquele sentimento se repetiu.

Eu não amava Emma de outro jeito, porém sabia se ela casasse com alguém estava correndo o risco de nunca mais a ter e pensar nisto me deixava doente. Era egoísta no final.

– Desculpe a demora. – A voz irritante da morena, me tirou o rumo dos pensamentos, fazendo-me engolir a comida em seco.

– Conseguiu resolver os problemas? – Perguntou minha esposa, parando o que contava para dar atenção a Ruby. Patético.

– Sim, a empresa que nos vende os alimentos estava fazendo um show, porque Storybrooke era muito longe para entregarem. – Comentou gesticulando com a mão, ela me soava falso até o modo que falava. – Emprestáveis preguiçosos. – Ainda de tudo julgava os pobres empregados, como Emma se envolveu com ela?

– Granny sempre sofreu com isto. – Emma sorriu abertamente ao falar da mulher que ela considerava sua avó, ela tinha me confidenciado após Mary e David a falarem da morte da senhora que era avó de Ruby, também pelo que tinha entendido de tudo aquilo.

– Lembro que ela sempre pegava você para desabafar sobre como eles eram “preguiçosos”, que mesmo ela pagando a mais se recusavam a entregar, e ela tinha que revirar metade de Maine até achar um que aceitasse.

– Macacos preguiçosos. – Emma fez uma voz estranha tentando imitar a velha senhora, o que fez Ruby rir e em seguida ela. Fazendo-me querer vomitar, porém me segurei e engoli o café que já estava gelado. – Granny era uma mulher forte, uma inspiração. – Confidenciou, Emma sempre me contava a história da velha mulher, o quanto ela significou em sua vida, o quanto a fez crescer, e que a senhora fora responsável por ela não temer a quem era.

– Sinto saudades dela. – Sussurrou Ruby, tomando um gole do café de Emma o que me fez a olhar mortalmente, quem ela pensava que era para fazer isto com a bebida da minha esposa? – Lembro quando ela pegou a gente na cama. Nunca vou me esquecer daquele sermão de um mês. – As duas riram alto, fiquei feliz por Henry não estar mais ali para ouvir aquilo.

– Porém no fim ela foi a única que nos apoiou. – Emma sussurrou, logo mastigando a rosquinha que uma das garçonetes tinha trazido a pouco por mando da Ruby, a qual eu fiz questão de não provar. Eu nunca odiei alguém como estava odiando aquela oferecida, quem ela achava que era para fazer ficar tocando a minha mulher? – Vou ao banheiro, já volto. – Emma disse se levantando e me deixando novamente sozinha com aquela mulher.

– Você parece gostar mesmo da Emma. – comentou depois de longos minutos.

– O que eu sinto não diz respeito a você. – Murmurei acidamente, não estava com paciência e a última pessoa no mundo a qual gostaria de conversar era com ela. – Então, se não se importa, guarde o que eu pareço sentir ou não para você. – completei tomando o resto do café amargo que sobrara e busquei meu celular tentando ignorar a presença de Ruby ao meu lado.

– Só um aviso. – Como ela ainda tinha a audácia de querer me dar um aviso? Aquela cadela não sabia mesmo com quem estava mexendo. – Não faça Emma sofrer.

– Querida, vou falar apenas uma coisa e espero que seja fácil o suficiente para você entender: Durante 20 anos da vida de Emma, enquanto todos estavam felizes e sem nem ao menos se importar em ir a procurar, eu passei cada segundo secando as lágrimas dela, a acompanhado em cada psicólogo e a dando o que ninguém aqui foi capaz de fazer. – Falei lentamente sem me importar em revelar alguma das coisas que Emma sofreu por todos aqueles idiotas egoístas que só se importavam com o próprio umbigo. – Então pode ter certeza magoar Emma não esteve e nunca estará em meus planos, pois demorei muito para ver aquela mulher ali sorrir novamente e não será por pessoas como você em buscar de um rabo de saia que eu vou a deixar sofrer novamente. Agora se me der licença vou buscar meu filho. – Disse ao jogar alguns trocados na mesa, me retirando o mais rápido possível da frente dela, antes que saísse tudo que gostaria de ter dito a todos daquela cidade.