Espiões Season One
2 Capítulo 1
Sábado, 00:20
Telefone começa a tocar, Daiana o pega de cima de seu criado-mudo, mas viu que não era este que estava tocando, ela então levanta-se e vai até a sala
“Isso lá são horas?” Ela estava inconformada, acabara de voltar de uma missão e já estavam lhe chamando. Ela parou em frente a seu computador, apertou algumas teclas, rapidamente e apareceu seu chefe na tela
- Yun, madrugada de sábado, você não tem mais nada a fazer?
- Venha até a sede – Dito aquilo ele desligou, não lhe dando mais nenhuma explicação.
Yunho sempre fora curto e grosso, mas algo parecia diferente, ele estava sério. Além disto, o que chamou mesmo a atenção de Daiana fora que ele lhe chamou e não alguém da comunicação. “Será que o mundo está acabando? Não poderia ter me deixado descansar mais um diazinho?! Malvado! ToT”
...
Depois de 20 minutos dirigindo, ainda com sono, Daiana parou em frente a um portão, desligou o motor
- Boa noite, Phil – Disse entregando seu crachá ao guarda
- Boa noite, senhorita Daiana – Ele pegou o crachá e passou em um leitor que havia do lado de seu computador digitou algumas coisas e entregou-lhe novamente o crachá – Temos visitas! – Disse e em seguida voltou ao seu posto.
- Tira a sua lata velha do caminho – Era Yoochun buzinando e gritando com ela – Não ta na hora de trocar de carro não?! – Ela apenas lhe fez um sinal com o dedo do meio e ligou novamente o carro, seguiu para sua vaga. Após sair do carro, viu poucos metros dela, Yoochun saindo do carro “Uma missão com ele?! Tão cedo! Eu não quero”. Ela então seguiu por aquele longo estacionamento, viu que ele vinha correndo atrás dela e apressou seu passo
- Hey… You want to me, I want you – Ele gritou e após puxou ela pelo braço – Me espera — Era um galinha incontrolado, esse era um dos motivos que ela não gostava de trabalhar com ele, já havia quase estrago uma missão por causa desse seu péssimo gênio
- Você sabe por acaso por que nós chamaram aqui? – Perguntou ignorando o que ele havia dito e puxando de volta seu braço
- Só sei que deixei uma bela morena na cama por eles, tem que ser algo grande, afinal, o chefe me chamou, quer dizer que é importante
Ela revirou os olhos, “Como ele se acha!” olhou a sua frente, havia uma porta gigante semi-automática. Daiana passou seu crachá no leitor que havia do lado da porta e falou seu nome. Após alguns instantes a porta começou a se abrir, rangia enquanto abria passagem. Era de ferro, deveria ter mais de 50cm de chumbo e aço misturados entre suas camadas. Todo aquele prédio era uma fortaleza, suas paredes tinham quase um metro de espessura, deveriam aguentar até uma bomba nuclear. Após passarem por aquele primeiro estágio, Yoochun saiu na frente de Daiana e cumprimento o guarda, os dois passaram juntos o crachá, liberando acesso a segunda porta
- Primeiro as damas – E fez sinal para ela passar, ela cumprimento o guarda e seguiu, deixando-o, seguia para o terceiro estágio. Mesmo passando por ali todos os dias, nunca conseguia deixar de ficar arrepiada com aquele corredor, totalmente espelhado, dando a sensação de estar sempre sendo vigiada, após caminhar os 100 metros da passarela de espelhos, ela ficou de frente ao leitor biométrico, abriu bem seu olho e afastou a franja, um beep era o sinal para ela prosseguir, ela disse seu nome claramente, a porta se abriu. Agora ela via o grande salão da CIA, várias mesas espalhadas pelo salão, mas havia algo diferente, todos operacionais estavam ali, correndo de um lado para o outro com papeis e mais papeis nas mãos, ela começou a andar e deu de cara com um agente interno, Changmin, ‘o gênio comilão’, como todos o conheciam.
- Ei, olha por onde anda – Disse ele para Daiana, sem deixar ela se desculpar e juntando os papeis. Ela começou a juntar os papeis com ele
- Ei, Changmin, desculpa, mas não temos tempo, Yunho está nos chamando – Disse Yoochun puxando Daiana
- Então vocês estão indo na direção errada. Ele não está em sua sala, mas no CPD – Disse ele terminando de juntar os papeis e seguindo para o CPD, seu lar, onde ele colocava seu cérebro, grandioso, para funcionar. Era o chefe da sessão
- Ah, ok, então deixa que eu te ajudo – Daiana se ofereceu, pegando um maço de papeis que ele carregava, desajeitado, e seguindo
...
- Já não era sem tempo – Resmungou Yunho
- Reunião as escondidas no CPD é?! – Brincou Yoochun, mas fora recebido com uma cara fechada, Yunho não parecia estar de bom humor
- Eu sei que vocês não queriam estar aqui – falou após ver Daiana desabando em uma cadeira– Mas se trata de algo de extrema importância... – Passava a mão nos cabelos bagunçados — Por isso exigi a vinda de vocês três. São poucos os que eu posso confiar, então vou precisar do sigilo de todos os presentes – Ele olhou para Changmin, Daiana e Yoochun, todos ficaram sérios e apenas assentiram com a cabeça. Yunho fez um sinal com a mão para Changmin, ele se dirigiu aquela porta de vidro e a fechou. Aquela seção da CIA, como todas as outras, era como um grande aquário, as poucas salas que haviam lá, tinham suas paredes de vidro, assim o diretor, Yunho, poderia sempre saber o que todos faziam ali. A sala do CPD como a de reuniões e do próprio diretor era uma das poucas que tinham cortinas. Após Changmin fechá-las, Yunho ligou um dispositivo que tinha em cima da mesa, com aquilo, se houvesse alguma escuta próxima dali, ela não iria conseguir receptar a conversa.
Ele virou uma pequena tela de computador para eles e lhes mostrou algumas fotos e nomes.
- Todos que vocês veem aqui são agentes, agentes duplos, espiões e assassinos de aluguel – Ele então começou a passar as fotos com os nomes, informações pessoais e algumas informações sobre ultimo paradeiro.
- Esperai, senhor, quer dizer que ela também? – Daiana ficou espantada com a foto e o nome que vira na tela.
- Sim, descobrimos seu nome, mas infelizmente foi após ela fugir com a lista e nossa filha – Era a esposa do senhor Jung, Jocasta
- Ela levou Nathy? – Daiana perguntou levantando-se da cadeira e olhando para Yunho. Ele estava realmente arrasado, a mulher com quem vivera por cinco anos, a pessoa que ele enchia a boca para dizer que ama mais que qualquer coisa. Por ela ele deixara de subir de cargo várias vezes, para poder ficar sempre ao lado dela. Ela o tinha traído. Ninguém sabia o que dizer, dava para ver nos olhos de Yunho sua profunda tristeza.
Depois daquela estressante reunião eles teriam que voltar a suas vidas como se nada tivesse ocorrido e tentar achar o paradeiro de Jocasta antes que a equipe de inquérito interno descobrisse. Sim, outro fato que ele explicou, devido a um vazamento de informação, todos estavam sob suspeita e estavam sendo investigados. Mas o que mais preocupava a todos naquele momento era a lista e o paradeiro de Jo. Mesmo com a traição, Yunho estava relutante em mandar uma equipe atrás dela, oficialmente.
Após ficarem sabendo que a sessão em que eles trabalhavam passava por um inquérito por alta traição, devido a e-mail’s que estavam sendo trocados de alguém dali e alguns contatos do mercado negro, assassinos de aluguel e outras organizações obscuras, tudo estava revirado de cabeça para baixo.
- Preciso falar com meus contatos – Sussurrou Daiana para Yoochun – Precisamos achar a Jo antes que eles descubram e matem-na.
- Mas você ainda quer protegê-la?! Ela é uma traidora, você ouviu o que o Yunho disse, ela inclusive seqüestrou a Nathy, ela tem só 5 anos – Falava Yoochun enquanto segurava o braço dela
- Eu irei protegê-la como ela sempre fez comigo – Daiana começou a pegar alguns papeis em sua mesa, os poucos que ainda não haviam sido levados – Ela sempre me ajudou, inclusive quando meus pais morreram, foi ela quem ficou ao meu lado. Duvido que ela seja uma mera traidora, deve ter algo por trás disso. – Ela pegou seu telefone e saiu, foi em direção ao terraço, ficou parada na escadaria em frente à porta que dava ao terraço. Olhava para a lista com o vários nomes e digitava no celular. Mandava mensagem de texto a todos. Assim que terminou de digitar a última mensagem, guardou o papel e o telefone no bolso de sua jaqueta. Abriu aquela pesada porta de aço e viu que aquela bela noite já estava terminando e dando inicio a um lindo dia. Ela esticou os braços a sua frente e após acima da cabeça, começou a se alongar, já estava dura e dolorida, por ter ficado tanto tempo na mesma posição durante a reunião. Eles ficaram discutindo sobre as melhores formas de encontrar Jo e tapar aquele ‘furo’.
Ela sentou-se em um banco qualquer e após recostou-se, deitando, ainda estava com sua mente cheia, não havia percebido que tinha companhia. Quem estava ali largou uma latinha de cerveja em sua testa e seguiu para a porta, ela abriu os olhos e viu apenas sua silhueta, o sol estava começando a nascer e não permitiu que ela visse melhor a pessoa que passava pela porta. Ela sentou-se e sacudiu a latinha, estava na metade, “Realmente eu estava precisando disto” ela tomou um gole, estava ainda bem gelada “Blehhhh odeio cerveja, mas é melhor que nada” e voltou a tomar outro gole.
Ela sentiu o telefone em seu bolso vibrar, ela colocou aquela latinha, agora vazia, numa lixeira ao lado do banco e atendeu
- Daiana, não diga nada, apenas me escute – Ela conhecia aquela voz, era sua amiga, Jo
- Você tem a cara de pau de me ligar? Você tem noção de como o Yunho está?! De como eu fiquei ao saber... – Daiana acabou desembuchando o que estava preso em sua garganta
- Daiana, eu vou explicar, mas agora não tenho tempo, eles ameaçaram a vida da Nathy e do Yunho eu não podia fazer nada... Faziam cinco anos que eu estava inativa, desde que conheci o Yunho, mas algo aconteceu, eles me chamaram e eu não pude recusar, se não eles...Eles apareceram de repente... Disseram que iriam matar Nathy... Eu não conseguiria suportaria a dor... Amiga eu estou... Você? – Jo falava agora com outra pessoa, mas Daiana ainda conseguia escutar as palavras de Jo — O que você quer? – Jo estava visivelmente nervosa do outro lado da linha, expressava seus sentimentos de raiva e surpresa do outro lado da linha. Daiana não conseguia entender o que falavam com sua amiga, apenas conseguiu perceber que era uma voz masculina – Você já tem o que queria, agora nos deixe em paz – Jo estava desesperada, Daiana conseguia sentir os sentimentos de sua amiga – Jo, fale o nome e endereço – Daiana disse a Jo, para tentar localizar, Jo continuou discutindo com aquele homem, Daiana saiu correndo desesperada, empurrou a porta de metal e descia as escadas, esbarrou em um rapaz, era da sua estatura, mas ela não tinha tempo para ficar reparando em quem havia lhe animado um pouco o dia com a cerveja, ela desculpou-se e voltou a correr, chegou em sua mesa e ainda escutava os gritos de Jo, plugou seu telefone em um cabo que havia ligado no seu computador e começou a digitar, apareceu um mapa e ele tentava rastrear a origem da chamada, primeiro apareceu o mundo, mas lentamente ia se fechando, em circulos, Ásia, depois Japão, Tokyo e a ligação caiu, Daiana ficou angustiada, não pode ajudar sua amiga e ela parecia passar por problemas. Ela imprimiu aquele relatório e correu ate a mesa de Yunho. O mesmo rapaz que ela havia topado estava falando com ele a portas fechadas. Ela entrou desesperada na sala, estava sem fôlego
- Daiana, estou ocupado – Ele então apontou para o rapaz que estava ao seu lado – Ela simplesmente ignorou a ordem de seu chefe e o puxou para fora da sala. – O que é tão importante – Ela não conseguia falar, apenas entregou o relatório a Yunho. Ao ver aquilo ele começou a chorar, abraçou forte Daiana, limpou as lágrimas que insistiam em cair, se recompôs e voltou a sua sala, antes de fechar a porta, agradeceu mais uma vez a ela.
Daiana olhou através do vidro, o rapaz encarava ela, ela se sentiu intimidada e voltou seus olhos para o pedaço de papel “Tokyo, ela está em Tokyo”, sua mente recaiu na realidade “Droga, Tokyo Jo?! É pequena, mas é enorme em questão de população, o que eu faço agora”.
Ela levantou sua cabeça, tentando não olhar novamente para a sala de Yunho, não olhar novamente para aquele rapaz, enxergou longe Yoochun, conversava com uma das agentes internas. Ela correu até ele
- Vem, temos trabalho – Disse ela puxando a orelha dele
- Ei, isso dói – Disse ele tentando se livrar das garras dela
- Pode parar, não chora seu crianção!! – Ela continuou o puxando pela orelha, por aquele grande salão.
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