Espiral
4 Mais um Paciente, quer dizer Hospede...
Notas iniciais
Se encontrarem algum erro, novamente ainda não tenho Beta...
Alguém se candidata?
Mais um paciente, quer dizer Hospede...
Procurei dormir, mas não consegui, me guiei para a cozinha, onde Scott estava sentado olhando para o nada, ele estava sentado no chão imaginando talvez um futuro diferente. Abri um pequeno sorriso sentando ao seu lado. Ele me olhou pegando minha mão e entrelaçando com a sua, eu me sentia tão frágil sem eles. Ele beijou minha testa e disse.
— Você vai ficar bem... Eu prometo. – Me aconcheguei nele esperando alguma coisa horrível acontecer, já estava se tornando normal. Jackson estava no quarto deles, conversando com Josh que ainda estava com raiva de mim. Quando cheguei à porta do quarto, Jackson beijou minha testa e disse de forma brincalhona.
— Por favor eu não quero a policia na porta, então não se matem. – Entrei decidindo o que faria, mas quando eu o vi no chão do quarto com os olhos inchados de provavelmente chorar, corri em sua direção o abraçando.
— Me perdoa... Se você quiser, eu não falo com nenhum transmorfo, eu não faço nada... Me perdoa... – Implorei chorando abraçada com ele, Josh pareceu se recuperar do choque e disse de forma controlada.
— Não. Eu só não quero que os traga aqui, é claro que você pode falar com transmorfos. – Josh me abraçava como uma forma de pedir perdão, coisa que eu sempre compreendi. Josh não era o tipo de rapaz que demonstrava o que sentia, sendo muitas vezes considerado insensível, mas essa era a sua capa. – Sabe que ninguém pode saber o que fazemos aqui não sabe?
— Eu quero saber o porquê de ter dois filhos meus sentados no chão abraçados. – Falou Minha mãe, abri um pequeno sorriso soltando Josh indo abraça-la, rindo do gesto ela falou com Josh.
Minha mãe parecia a menos afetada sobre meus dezesseis anos. Minha tia sempre me olhava esperançosa tudo o que eu mais queria era ver os sorrisos de volta nos rostos. Scott andou até a cozinha acompanhado de Jackson trazendo o corpo de um homem quase morto. Minha mãe estava voltando para a sala, onde já tinha colocado o sofá na forma cama e estendido alguns acolchoamentos por cima.
— Quem nós temos?
— Um transmorfo que eles mandaram dar a esperança. – Minha tia falou apontando para o fogão. Andei até a torneira pegando uma panela e colocando a agua para esquentar.
— Então vamos ter que curar mais um?
— Isso mesmo. É assim que se fala. – Falou minha tia abrindo a geladeira e pegando um estrato de ervas que ela mesma tinha feito meu irmão já estava com uma faca na mão, ele iria tirar a bala dele.
— Vamos Caroline. Ele não vai sobreviver.
— Ele está voltando ao normal! – Meu irmão gritou, ela sabia que isso teria varias consequências.
— Coloque mais sedativo nele. Ele não pode se transformar aqui. – Eu prestava atenção ao que elas diziam, quando eu percebi que a agua já estava quente, tirei do fogo levando a agua até minha mãe que estava ao lado dele. Ela mergulhou um pano me fazendo o algemar, meus irmãos os seguravam enquanto era feito o procedimento.
As balas eram extraídas dele como se ele fosse um simples boneco de pano cheio de alfinetes. Eu não conseguia entender como um ser conseguia sobreviver tendo tantas balas no corpo. Meu irmão ligou para o meu pai, provavelmente falando da situação, avisando de forma sutil que ele não poderia trazer nenhum dos amigos policias.
Minha mãe e minha tia já tinham esse histórico de salva vidas. Elas como trabalhavam no hospital, também tinham acesso às pessoas que deveriam receber a esperança. Nome do remédio letal que é dado para os transmorfos. Ela é feita de uma substancia chamada Argamonô, encontrada no sangue dos vampiros misturado a ferro. Mas dar uma dose letal em uma pessoa que pode implorar por sua vida nunca é uma tarefa fácil. Por isso minhas tias sempre conseguem convencer as mulheres que dão a vacina que elas o farão.
— Vai ficar tudo bem. As balas acabaram, precisamos daquilo. – Minha tia falou querendo me expulsar do lugar. Mas eu não era boba, peguei meu celular batendo uma foto dele e indo em direção ao quarto. Minha mãe sempre me incentivou a conseguir usar meu talento e por causa da minha total curiosidade aprendi rapidamente a mexer em computadores.
Josh em pouco tempo teria que voltar ao trabalho, Scott também sairia por causa do trabalho que faria na casa de uma cliente. Jackson ficaria sozinho com minha tia e minha mãe, enquanto meu pai não chegasse. Seria perigoso que ele se transformasse, mas eu não tinha medo disso. Peguei a foto passando para o computador, minha arma.
Ela passou por um dos meus programas enquanto eu tirava todo o fundo da foto e depois utilizava um remodelador de rosto, pois eu tinha apenas a lateral dele. Tirando as gotas de sangue era fácil, eu tinha o rosto do nosso querido convidado. Abri um dos meus programas de buscas por face. Você pode mudar seu nome, mas a sua cara é mais difícil.
Estava se completando as buscas. Muitas vezes minha família conseguia que eles ficassem vivos, e quando isso acontecia era necessário, identidades novas, tudo novo. Minha mãe e Tia cuidavam para que eles ficassem vivos, meu pai cuidava para que eles virassem pessoas publicas, que as outras conheciam, eu cuidava e Jackson cuidávamos dos documentos deles. Ao terminar o programa o resultado foi unanime.
Nome: Carlos Magno
Idade: 27 anos
Filiação Materna: Angelina Magno (Falecida)
Filiação Paterna: Ricardo Magno (Falecido)
Ocupação: Mecânico.
Nota: Ao uso exagerado do álcool o transmorfo pode ficar de certa forma muito perigoso, pois alega que os vampiros mataram sua família sem motivo nenhum. Para que seja controlado foi colocado em sua perna um dispositivo de localização, onde em qualquer lugar ele pode ser acionado.
— MÃE! – Corri em direção à porta do quarto, eles precisavam tirar aquilo de sua perna.
— O que?
— Ele tem um dispositivo de localização na perna. – Falei por um fio de voz, minha tia virou sua perna a cortando com a faca, ele gritou de dor, sendo novamente dopado com mais anestésicos, minha mente estava preocupada, não poderia descobrir o que minha família faz, nunca.
Voltei para o computador tentando puxar mais informações, mas não encontrava, tentei saber de onde vinha à frequência de comando, assim eu poderia hackear. Minhas mãos tremiam e minha mente parecia um grande processador, eu precisava decodificar a frequência e assim descobrir como fecha-la.
Nenhum programa que eu já tinha estalado no computador conseguiu mudar a frequência do córtex, mas eu consegui espiar, graça a meu querido pai, que fez com que chamassem o Scott para concertar os computadores da policia, Scott que não é nenhum pouco idiota instalou um pequeno espião, que me converte todas as informações que são recebidas.
Uma das novas informações era que o príncipe Lucius querido mestiço da toda poderosa Êdor, fazia questão de escolher sua parceira, e que ele faria duas escolhidas na festa, uma para ser sua incubadora e outra para ser a nova rainha vampira. Eu não conseguia entender como as garotas brigavam para que ele as escolhesse.
Meu irmão chegou à porta do quarto, olhando as novas informações, tudo parecia calmo, o que significa que eles tinham conseguido tirar do pé do Carlos. Ele abriu um pequeno sorriso me vendo trabalhar, ele gostava de me ver ajudando os outros, principalmente os transmorfos. Que ele dizia ser os mais parecidos conosco.
— Você foi incrível, se não tivesse descoberto nós teríamos sido achados. – Falou abrindo um sorriso inabalável. Ele tinha o jeito de conquistar as pessoas e perto dele eu nunca me sentia sozinha. – Já escolheu o nome?
— Eu gosto de Lucas. – Falei rindo da brincadeira dele, nós tínhamos que criar um numero de CPF que não batesse com o de ninguém por perto, enquanto a identidade, e varias outras coisas. Ele fez cara de nojo e disse.
— Paulo de Lima. – Escolheu a dedo, um nome fácil de misturar e de se encontrar no maior site de pesquisa. Lima era um sobrenome bem comum por isso muito inteligente, começamos a fazer a sua identidade no computador, precisávamos apenas da foto que em poucos dias podíamos tirar. Minha mãe passou procurando algumas roupas imprestáveis dos meus irmãos para o nosso hospede.
Jackson ficou catalogando numero por numero por força bruta, era o que podíamos fazer, muitos números eram já cadastrados em nosso computador, todas as antigas identidades e outros pertences eram guardados e colocado em nossos arquivos e nos arquivos da policia um novo nome, uma nova identidade, uma nova ocupação um novo rosto.
Sempre conseguimos fazer essa limpeza no sistema, eu apenas nunca entendi o porquê de fazermos isso. Minha tia falava em liberdade. Meu pai falava em justiça, minha mãe falava em bondade, Josh falava em cura, Scott falava em limpeza, Jack falava em direito. Eu poderia olhar para cada palavra que eles diziam e avalia-la.
LIBERDADE, JUSTIÇA, BONDADE, CURA, LIMPEZA, DIREITO.
Mas eu não sabia que palavra eu chamava essa atitude. Eu não sabia por que eu os ajudava, ou porque não os temia ou porque queria protege-los, eu apenas queria. E muitas vezes eu procurei uma palavra, mas ela não me vinha, eu simplesmente queria e fazia.
Depois de algum tempo, fiquei cansada de olhar os números se descriptando. Andei até a minha querida cozinha, vendo o quase vivo Carlos, que agora era Paulo. Andei até o sofá, ajeitei o Paulo, e coloquei o soro em uma posição melhor, onde descesse com mais velocidade.
Eles tinham um metabolismo mais rápido, então facilmente poderia absorver mais remédios que nós. Lembrei-me de pegar minha bolsa, Jack ainda estava na frente do computador. Eu peguei meu pequeno quite e peguei uma injeção, eu precisava de um pouco do sangue dele. Algumas das minhas pesquisas envolviam a cura do vampirismo.
Se os transmorfos podem ser mortos com o sangue vampiros então porque os vampiros não podem morrer da mesma forma? Então eu comecei a coletar um pouco de sangue de todos os transmorfos que passam pela minha casa. Tirei quinze ml de sangue o colocando dentro de um tubinho etiquetando com o nome. Fazia a pequena fixa com o que eu sabia dele. Depois que acordasse eu pegaria o resto das informações.
Minha vida sempre tinha sido assim, cuidando de quem não deveria cuidar e ajudando a revolução, mesmo que ocultamente. Meus pais me contavam historias fantásticas sobre um mundo sem vampiros, sobre que preocupações teriam, isso era incrível.
Notas finais
Espero que sim...
Não se esqueçam dos comentarios...
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