Espiral
5 Erva de Lobo? Precisamos Dela!
Notas iniciais
Isso é porque vocês não estão me dando atenção...
Erva de Lobo? Precisamos dela! Alguns dias passaram desde a briga, correndo contra o relógio para ajudar os outros e também me ensinado para que não fosse mais uma qualquer. Meu pai lutando para que ninguém soubesse minha idade e minha tia e mãe para que o moribundo sobrevivesse, meus irmãos para que ninguém me reconhecesse. Uma luta desleal. No colégio transmorfo comecei a ter aulas particulares de luta corporal com Ivan, minhas notas eram as maiores. Meu professor permitiu que eu coletasse sangue dos colegas de sala, pegando os melhores alunos para que me auxiliassem nas minhas pesquisas. Faltava pouco para que eu conseguisse tirar uma pesquisa completa sobre o sangue transmorfo. Jorge Sales e Caio Fernandes, eram os alunos que trabalhavam comigo sobre as pesquisas. Jorge era um alto moreno de olhos verdes e boca escancarada em um sorriso que nunca saia do seu rosto, Caio era um pouco serio baixo e com as costas por assim dizer largas demais. — Consegui descobrir quanto tempo em media um transmorfo leva para se curar de um corte normal, e de um corte com prata. – Falou Caio trazendo seu tablet na mão, ele tinha conseguido permissão com a direção para fazer experiências com os alunos, que não gostava muito que nós brincássemos com eles, mas ajudava nas notas. — E eu consegui com uma pesquisa árdua, que eu espero ser reconhecida, que existe uma planta chamada Aconitum Lycoctonum, ou erva de lobo está sendo plantada aqui no Brasil a mando da nossa querida Imperatriz. – Eu parei olhando com estagnação, como ela podia mandar plantar aqui esse tipo de arma? Ela queria que todos fossem mortos, mas isso nos ajudaria. Nós poderíamos estudar os efeitos da planta. Jorge estava com um pequeno sorriso devido a minha cara pasmada. — Onde está sendo plantada? – Perguntei deixando surgira a ideia na minha cabeça. – Onde? — No sul, em uma ilha. Não diz exatamente onde por causa do ataque que provavelmente sofreriam. – Falou casual, ele não se importava muito, ou fingia muito bem. Caio estava colocando tudo no nosso caderno de campo, ou seja, transcrevendo para uns três cadernos, o que tinha encontrado. — O que está passando pela sua cabeça? – Perguntou Caio terminando de escrever no caderno. Eu olhei perdida naquela sala pouco iluminada devido ao uso de toxinas que não podiam ter tanta luz, ele estava parado perto do microscópio. Jorge estava no computador que usávamos para pesquisas apropriadas. — Eu queria estudar essa planta, porque ela faz mal, como ela faz mal, se faz mal a vocês também, se faz mal até pra mim. Queria saber se posso fazer um antidoto. Tudo. – Falei voltando para o meu caderno onde tinha todas as velocidades que um transmorfo conseguia chegar, os batimentos cardíacos. Eu estava estudando com voracidade tudo o que podia sobre eles. — Mas é muito difícil nunca nos deixariam ficar com essa planta, nunca. Eu vou mandar imprimir esse artigo sobre essa planta. Vou pegar algumas fotos e vai ficar no nosso caderno. – Falou pesquisando algo. Minha mente estava vagando, faltava tão pouco tempo para tudo eu precisava apenas de algo que mudasse algo. — Erva de Lobo? – Pela primeira vez Caio perguntava sobre a planta, mas não parecia uma pergunta, mas sim uma avaliação. — Precisamos dela.
Notas finais
Porque eu (praticamente) só tenho leitor fantasma?
Gente vem pra luz... E deixa um comentariozinho, só pra dizer que passou por aqui...
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