Espiral

14 Com Um Castelo Como Esse...


Notas iniciais
Desculpem a demora...
Espero que gostem do capitulo...

Com Um Castelo Como Esse... Eu Nem Precisava De Um Príncipe!

O avião estava pousando, meu coração acelerava e meu corpo todo tremia. Corri para o banheiro levando comigo o isqueiro e a carta, eu não conseguia pensar direito. Meu coração batia de forma assustadora, eu sentia meu corpo entrar em combustão. Suando sem parar, eu Iria morre com certeza! Não tinha como escapar. Ah Meu Deus! Eu vou matar toda a minha família, como eles podem contar isso em uma carta? Eu não vou precisar matar toda a minha família. Porque eles vão matar toda a minha família por mim.

Eu já tinha riscado com uma caneta todos os nomes de pessoa que tinha, até o de Maximiliano, depois riscando palavras que podem mudar completamente o sentido da frase. Depois de um tempo eu tinha tomado a decisão de queimar.

Meu Senhor! Eles vão matar minha família. Ligando o isqueiro em velocidade queimei as folhas que tinham toda a confissão. A fumaça estava se alastrando pelo banheiro, abri logo a porta do lixo com as paginas ainda queimando. Eles não podiam perceber que eu estava queimando alguma coisa. Ninguém pareceu notar quando então sai do banheiro voltei para a minha cadeira.

As garotas mais bonitas tinham vinte elas simplesmente fariam qualquer garota da minha idade desistir. Mas eu não me importava. Eu precisava apenas de tempo suficiente para colocar os pen drives em ação, eu precisaria apenas de um dos computadores dele. O espião não deixava nenhum marca e não tinha antivírus ou protetor que percebesse a sua entrada no computador. Eu, Scott e Jack tínhamos tomado todas as precauções para que o programa fosse infalível. Quando precisava de algum tipo de envio de arquivo que ele pedia por permissão

Colocamos o pedido de permissão todo em alemão, modificando poucas palavras para latim. Dificultando qualquer leitor ou programador que esteja procurando por algo. Então não tinha perigo de colocar o instalador, em qualquer que seja o computador.

A aeromoça veio avisando que tínhamos chegado ao nosso pronto, e que precisaríamos apenas descer. Despois de alguns minutos descemos para o aeroporto, vários repórteres queriam mostrar as finalistas do Ceara.

Eu não tinha prazer em nada disso, mas a nossa cidade foi uma das mais populosas. Tinha quase quarenta garotas. As outras cidades ficaram parecidas, mas com apenas trinta mais ou menos. Paramos todas em um lugar chamado inscrição literal. Nós tínhamos que dizer nosso nome, cidade, idade, filiação, seriamos catalogadas.

Depois de vários minutos fomos divididas novamente pela idade agora. Ficamos em grupos. Tinha uma pequena tabela. De vinte e três anos tinha apenas sete garotas. De vinte e dois tinha cinco, de vinte tinha quase vinte e duas garotas, de dezenove tinha na faixa de trinta a trinta e cinco. E de dezoito tinha na faixa de quase cinquenta meninas, de dezessete tinha também quase cinquenta, mas de dezesseis anos estava quase esborratando, tinha quase setenta garotas. Fechou em duzentas e cinquentas garotas.

Tinha muita mulher e na segunda colocação apenas iriam cem garotas. O que seria uma redução exagerada. Quase o dobro de meninas voltaria e não fazíamos nem ideia de como conseguir ser escolhida. Mais uma serie de termos, ainda estávamos presas no aeroporto, vários repórteres tentavam tirar fotos nossa, mas eu sempre me escondia. Eu não queria que nenhuns dos meus amigos que me vissem ficassem preocupados.

Porque eu comecei a ver essa coisa como uma missão, a missão que eu tinha ganhado dos lobisomens para merecer o sangue que eles dizem que tenho. No final fomos levadas por estado novamente. Algumas garotas eram até divertidas, algumas eu não fazia ideia de como tinham passado. Porque simplesmente não se encaixavam no papel de Barbie, como a maioria das garotas que vieram.

Até que notei as roupas que eu estava vestindo. Um short curto, uma camiseta preta frouxa, uma rasteirinha, e sem mais nada. Eu não parecia uma princesa, mas tinha entrado com tanta facilidade no avião que fico surpresa. Fomos conduzidas a ônibus que pareciam de viajem e fomos levadas ao castelo de Aurora na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais.

Chegamos até um muro, o medo se aproximava de mim loucamente, eu não conseguia raciocinar direito. Os portões foram abertos e os ônibus entravam calmamente e só entrava um novo ônibus quando o outro sai, pelos flash que eu conseguia ver de longe, tinha repórteres dentro do castelo por isso não estavam nos descendo todas juntas.

Quando foi nossa vez de entrar eu preferia não estar lá, pensei em me trancar no banheiro do ônibus e partir para longe daqui. Mesmo que fosse sem rumo, eu conseguiria falar com meus pais e eles viriam me busca. Como a garota assustada que você é. Droga para com isso.

Concentrei meus pensamentos na minha missão. Respirei fundo antes de sair, eu não poderia parecer por nenhum momento uma garota frágil, como a maioria das garotas fazia. Porque eu não era. Eu era um Lycan entrando em solo inimigo, eu precisava do mínimo de atenção que um vampiro podia me dar, com o máximo que uma garota qualquer iria querer.

As câmeras dão de cara com o meu rosto, eu abro um sorriso calmo e tímido, as pessoas gostam desse tipo de coisas e vão gostar de votar em mim. Se for realmente verdade o fato que votam pela internet da que eles querem com o mestiço. Eu não acredito muito nessas coisas.

As câmeras capturavam todas as garotas que passavam, eles precisavam fazer uma filmagem perfeita. Eu estava cansada devida a viajem de avião em que eu não estava dormindo nem por um segundo. Ainda fazia horas que eu não dormia. Estava cansada para isso.

Quando parei para reparar no castelo, ele era grande e tinha os muros com tijolos negros, diziam que aquele era o castelo preferido de Aurora, mas eu não saberia dizer, ele tinha o porte de uma catedral grande e antiga, com o estilo barroco, olhando para aquele castelo até mesmo parecia que poderia ter um príncipe à procura de uma princesa.

Por isso eles faziam questão de nos mostrar o castelo, para que quando ficássemos no spa quiséssemos ser as mais belas, afinal precisamos de algum incentivo. Olhando para o castelo penso em como seria o tal mestiço, será que ele é legal? Ou bonito? Ele deve ser bonito. Mas isso não importa como Josh disse, não queira nenhum romance Romeu e Julieta, eles morrem no final.

Balancei a cabeça, eu precisava sair dali, o vento bateu e eu senti um cheiro muito doce, quase na minha cara, o vento pareceu me socar, quando meus olhos fecharam e meu corpo todo parecia inerte, eu fui ao chão, antes que eu caísse, um garoto transmorfo me segurou. Voltei ao normal logo que ele se aproximou tentando guardar o cheiro dele e não querendo sentir novamente o cheiro doce.

— Você ta bem gatinha? – Perguntou um garoto de pele morena e olhos grandes. Recompus-me rapidamente, o cheiro que ele tinha era muito melhor que o cheiro doce que eu tinha sentido.

— Obrigada. – Falei sorrindo. Outro rapaz o chamou de forma agitada, eu o ouvi apenas dizer que eu tinha caído em cima dele, e que ele não teve outra opção, a não ser falar com uma das garotas de Lucius.

Que coisa idiota. Ele só tinha me ajudado a levantar, nada mais. Não precisava de aquilo tudo. Deviam ser ordens que nenhum transmorfo se aproximasse de nenhuma garota que estava concorrendo ao passe para sanguessuga. Eles eram divertidos e me lembravam dos meninos do colégio. Mesmo com as suas Imboás eles continuavam legais.

Entramos no salão, tinham poucas cadeiras que não estavam ocupadas no inicio do salão, e como monarcas tinha as duas cadeiras, uma ao lado da outra, provavelmente do seu filho com ela. Uma mulher calmamente saiu dos aposentos e parou na frente de todas nós. Ela era bonita e sua pele rosada me fazia duvidar que ela fosse brasileira.

Ela estava com um vestido vermelho mais escuro, quase fosco, um salto alto e falava de forma calma e confiante.

— Vocês serão levadas para o spa, onde ficaram por sete dias. No dia 16 de abril, decorem a data, vocês retornaram á este castelos e se vestirão para o baile de Aurora. O que escolherá cem garotas. As roupas que vocês vão usarão estará aqui. Aproveitem o spa. Que um Mestiço sempre lhes queira. – Falou de forma calma e saiu. Ela saiu sorrindo conversando com outra pessoa, ela devia estar muito atarefada para com a festa, que seria um dos acontecimentos do ano.

Fomos em direção ao ônibus novamente. Tudo estava prestes a mudar, era como ser finalista para um jogo cruel, eu tinha que chegar e ganhar o terceiro lugar. Não podia ser mais do que isso.

Notas finais
Gostaram?
Ainda estão com raiva de mim?
Espero que não estejam com muita raiva a ponto de não deixar comentarios...
Serio gente... Desculpa por ter demorado tanto'