Espiral
3 Colégio? Isso ta mais para um ringue de luta!
Notas iniciais
Se encontrarem algum erro perdoem, eu ainda não tenho uma beta....
Colégio? Isso ta mais pra um ringue de luta!
- Oi humana sem lobo... O que algo tão frágil faz em uma escola como esta? – Perguntou um transmorfo que estava sentado com amigos. Não se encontrava muitas mulheres na escola afinal, apenas uma garota transmorfa tinha nascido. Ela cuidava da guarda pessoal de ninguém menos que Aurora Êdor.
- Nada que seja da sua conta. – Respondi atrevida, nunca tinha sido fácil controlar minha língua, meus pais concordavam que esse defeito era a melhor coisa que eu tinha ganhado. Ele se levantou ficando irritado por ser rejeitado, minha experiência com transmorfos me dizia que não era boa coisa deixa-lo irritado.
- Não é da minha conta? Você está me provocando? – Perguntou esperando ver algum medo em mim, mas eu já tinha lidado com coisas mais perigosas que ele, vampiros, por exemplo, eles me deixavam nervosa. – Agora não vai dizer nada?
- Eu poderia sentir medo de você... Se não fosse apenas um cachorrinho pedindo por atenção... Ainda não encontrou alguém para amar não é? – Ri de forma cruel, ele tinha mexido com uma garota de 15 anos que estava prestes a ir para o Cruore onde seria morte na certa, menstruada e tendo problemas em casa. Ele com certeza não sabia no que estava se metendo.
- Você... – Seu corpo foi se abaixando e levantando de forma rápida, ele estava se transformando, eu já tinha lidado com alguns carinhas irritados e virando cachorros enormes não tinha problema com isso. Afinal o que ele poderia fazer? Nada! Ou poderia?
Eu o olho concentrada até um rapaz aparece rapidamente e se por entre nós. Ele é grande e parece ser muito poderoso. Ele mandou que o outro se controla-se, e para a minha surpresa, ele obedeceu sem resmungar.
- O que queria fazer? Se matar? – Perguntou de forma rude, eu o olhei de forma desafiadora, eu não consigo deixar ninguém mandar em mim, é uma coisa que foge ao meu controle.
- E você acha que ele irritado iria me matar? Por favor, não me faça rir. – Falei debochada saindo de perto dele, caminhei até a minha sala, eu ainda faria muita confusão e essa briga não seria boa coisa no meu currículo, mas eu nada poderia fazer. No momento em que cheguei à sala me senti sozinha, eu nunca tinha estado longe dos meus irmãos, eu me sentia desprotegida.
- Você não devia trata-lo dessa forma, ele apenas ficou preocupado que algo acontecesse com você. – Um rapaz que tinha aparecido do nada me falou de forma reprobatória e eu o trataria mal, se ele não parecesse com Scott.
- Eu sei... Mas é difícil sabia. Ser praticamente a única garota daqui, pelo menos a única que não tem lobo para proteger. – Falei abaixando um pouco a cabeça, a garota que estava ao lado dele abriu um pequeno sorriso, ela percebeu que eu não era uma pessoa má. Apenas assustada com esse novo mundo.
- Ela está apenas assustada Ed. Vem comigo vou te iniciar com as meninas daqui, elas estão loucas pra conhecer carne nova, e vai ser legal ter uma solteira conosco, vamos poder colocar você para conhecer garotos. – Falou toda empolgada, ela parecia muito legal, mas ainda sim era muito agitada para estar com lobos.
Os olhos castanhos claros combinavam com o cabelo grande cacheado e boca carnuda. O namorado ficou com uma carinha triste, mas depois se juntou com outros lobos e deixou as brincadeiras masculinas consumirem o tempo.
– A e quase me esquecendo, meu nome é Clara Santos. Aquele é o meu namorado o Eduardo Rodriguez, aquele que você quase pirou é o Victor, não é má pessoa só é irritante. O que te protegeu é o líder dos lobos daqui, Ivan Lopez. Ah e essa vindo ao nosso encontro é Mariane. – Ela falou apontando e logo em seguida abraçando a garota. Ela tinha os cabelos curtos e olhos escuros, pele bronzeada como qualquer garota que mora no litoral Brasileiro. Que me olhou curiosa. — Mary essa é a novata Suzanna Hale.
- Prazer... Qual é o seu lobo? – Perguntou olhando para um grupo de rapazes que estavam olhando para nós.
- Nenhum. – Respondi esperando pela sua reação, que foi de choque a surpresa e por ultimo, falta de entendimento.
- Perai você não tem lobo? E como veio parar aqui? Eu não to entendendo...
- Ela não tem lobo e conseguiu vir para cá porque o pai deve ser alguma coisa... Não importa, apenas temos carne nova... – Falou Clara abrindo um sorriso de modo estranho para Mariane que pareceu entender o recado e completou.
- E precisa de um lobo. Afinal todas precisam. – As duas começaram a rir e percebi que não devia ter falado com nenhuma das duas, até que um garoto chegou por trás de Mariane a beijando no pescoço e percebi que todas as garotas já tinham o seu definido.
- Vamos? – Perguntou Clara me tirando de perto do casal. Ela era gentil e tinha sido uma pessoa excepcional, mas eu não sabia se devia conversar com elas, ou algo do tipo. Andávamos em direção ao pátio, Mariane trouxe mais duas amigas para perto de nós.
- Essa é Andreia da Silva Santos, e está é Ana Cristina Cabral. – Andreia tinha os cabelos loiros escuros e pela clara, olhos bem pretos e corpo bem desenhado. Ana já parecia ser desengonçada pelas grandes pernas que tinha, mas tinha o rosto lindo e cabelos cacheados que a deixavam cor ar de menina. – E está é Suzanna.
- Prazer garota sem lobo, você é o assunto do colégio. – Sorri um pouco constrangida com a declaração. Elas riram alto enquanto os namorados se aproximavam.
- Su, esse é o meu namorado João. – Falou Andreia mostrando o lindo negro que namorava, ele tinha um sorriso lindo e percebi o quanto eles combinavam. — Prazer. Você é a GSL nê? Soube que você fez o Victor quase se transformar...
- Foi incrível, ele deu uma daquelas cantadas idiotas dele, e ela rebateu a altura e deixou ele nervosinho. – Falou Clara rindo, o que diabos seria GSL? Eu queria fazer a pergunta, mas todos começaram a comentar a briga e chegou mais dois garotos. Um sendo o namorado de Ana e o namorado da Mary. Eu sabia o que era GLS, não GSL.
- Prazer Marcos. Prazer Jeferson. – Falou primeiro o namorado da Ana que era um quase nerd, tinha uns óculos quadrado e tinha camisas grandes, o segundo era baixo e tinha os olhos grandes, todos eram bonitos, mas com diferenciais, eram musculosos e tinha um ‘q’ de perigo, o que fazia aquelas garotas todas apaixonadas.
- Vocês não sabem quem gamou na novata?
- Quem? – Perguntou Ana curiosa, seu namorado brincou as tirando do serio.
- Já vão fofocar? Amor não faz isso... – Marcos colocando as mãos na cabeça fazendo sinais de desistência.
- Quem? – Perguntou Jeferson, parecendo curioso.
- Adivinha... – Falou Clara nos olhando de forma engraçada, eu ainda não tinha notado quem tinha gamado em mim, porque todos tinham notado alguma coisa e eu não? Decidi saber quem é e soltei a frase em bom som.
- Eu não vi esse ai.
- Até parece... Todos que chegaram cedo sabem quem é...
- Quem? Diz logo. – Falou Ana, quase tendo um ataque cardíaco, ela devia levar a serio a fofoca.
- Ivan.
- Ivan? Ta de brincadeira nê? – Perguntou Andreia esperando que fosse uma engraçada piada.
- Acho que não devíamos falar sobre isso... – Falou Eduardo chegando ao grupo, Ivan era o rapaz que tinha me protegido, e pela primeira vez no dia reparei nele de verdade. Ele era alto e forte, tinha os olhos cor de mel, e tinha os cabelos para cima com as pontas loiras. Ele chegou calmamente perto de nós com a típica postura de quem está acostumado a mandar.
- Qual era o assuntou? – Perguntou rindo, ele tinha um sorriso bonito, mas ainda sim tinha me tratado mal pelo quase incidente.
- A GSL claro... – Respondeu Jeferson fazendo cara de ‘obvio’. Ele abriu um sorriso de ‘ah’ entendo o porquê de estarem falando.
- O que é GSL? – Perguntei olhando para os meninos, eu já tinha um apelido, eu só não sabia o que ele significava.
- Garota Sem Lobo. – Respondeu Eduardo quase do meu lado. Eu o olhei compreendendo, eles deviam estar sem entender o porquê de eu estar em um colégio como o deles. Mas eu conseguia entender, meu pai não me queria nos colégios normais, para que eu não fosse pegue como um dos lanches dos vampiros. O que acontecia frequentemente em escolas publicas.
- Já está melhor? – Perguntou Ivan me olhando com um sorriso de lado, eu abri um pequeno sorriso que fazia os garotos declararem amor eterno.
- Obrigado por me proteger daquele menino. Eu só não estou muito boa hoje. – Falei com os olhos de garota inocente, ele pareceu cair no meu charme e respondeu de imediato.
- Sem problema. Eu nunca tinha visto uma humana ser tão atrevida e desapaixonada pela vida. – Falou rindo mais os amigos, depois de alguns minutos o sinal tocou e cada um foi dirigido para as suas salas, os casais e os solteiros. Eles dividiam pelo estado emocional e serie.
Eu fiquei na sala dos solteiros, o que seria um problema por ser a única menina e no segundo ano. Quando entrei na sala senti todos os olhares se cruzarem com os meus, todos os garotos me examinavam, e esperavam que eu tivesse um lobo protetor. Andei até a terceira cadeira da ultima fila, a única vazia, e senti que todos falariam sobre mim.
- Eu soube que ela quase fez o Victor quase se transformar, e que o Ivan teve que se meter e controla-lo...
- Odeio quando o Ivan se mete nas coisas. Ele se acha só porque o uivo dele é o mais alto. – Dois garotos que estavam atrás de mim falavam sobre a briga de cedo, eles comentavam com certa inveja Ivan.
Os professores pareciam encantados comigo, e me davam total atenção, eles conversavam comigo e ensinavam quase particularmente, eles estavam adorando uma garota na sala dos solteiros, eu ria conversando com os professores pasmados. Com pouco tempo alguns meninos da sala falavam comigo, eles parecia ser bem legais, mas curiosos ao extremo. Quando o sinal tocou para o lanche, eu estava arrumando as coisas quando sinto que todos da sala pararam.
- Oi professor. Como está indo? – Perguntou Ivan ao professor de português, que o cumprimentou a altura.
- Maravilhosamente bem, nunca vi os meninos tão interessados nas aulas. Acho que querem impressionar nossa querida Suzanna. – Falou me olhando, eu fiquei um pouco envergonhada com a declaração do professor, mas decidi fingir que não estava falando serio.
- Isso é um perigo. – Foi à única coisa que Ivan disse, os garotos começaram a sair da sala e eu me virei procurando algum tipo de explicação.
- Isso é um perigo? O que é um perigo? – Perguntei colocando minha mão direita na cintura, ele abriu a boca e deu uma boa gargalhada.
- Você! Você é um perigo. É capaz de tirar qualquer transmorfo do serio.
- Ei. – Falei batendo em seu braço e percebendo que minha mão doeu, ele começou a rir e levou a mão até o braço dizendo.
- Ai. Doeu! – Ele me acompanhou até a mesa em que estavam sentados todos, e começaram a brincar, olhando para as outras mesas percebi que eles eram os mais populares e que as únicas garotas do colégio estavam todas sentadas na mesma mesa.
- Porque todas as garotas estão aqui? Nesse grupo, se é que é um grupo. – Perguntei para Ivan que tinha sentado ao meu lado, o banco em que estávamos sentados era de madeira, e ele tinha sentado de frente para mim, com as pernas abertas, como todos os outros casais da mesa.
- Isso é um grupo, e todas as garotas estão aqui porque todos os transmorfos que ganham uma namorada acabam entrando para o nosso grupo. – Falou olhando-me nos olhos, eu não estavam acostumada com tamanhas complexidades.
- Você parece o líder, mas não tem uma namorada. Como entrou para o grupo? – Perguntei não ligando para os ouvidos que tinha notado nossa conversa reservada. Ele abriu um sorriso e disse de forma calma.
- Assim que entrei aqui, eles começaram os teste, e bom eu me dei bem em quase todos, e chegou o teste final e bom, eu fui um dos melhores. E quando eu percebi Eduardo virou meu melhor amigo, e trouxe de presente Jeferson.
- Teste final? Esse é o teste do uivo? – Perguntei lembrando-se das palavras do garoto da minha sala.
- É, mas como você sabe? – Perguntou curioso, sorrir dessa nova versão dele, e respondi de forma misteriosa.
- Você nunca saberá! – Ele abriu um sorriso malicioso e rebateu.
- Posso fazer você falar... – Aquelas palavras eram perigosas, mas eu não estava muito a fim de arranjar um lobo de forma desonesta.
- Acho melhor não. – Todos da mesa prestavam atenção em nossa conversa, afinal eu era a novata que gostava de arrumar confusão e ele o líder dos transmorfos do colégio. Continuei merendando até que o sinal tocou novamente. Mas agora todos se dirigiam para a quadra do colégio, Ivan quebrando todas as regras e mostrando quem manda, pegou minhas mãos e entrelaçou seus dedos.
Tentei soltar, mas ele era muito mais forte que eu. Então desisti, todos os novatos nos olhavam e perguntavam se eu era o Imboá dele. Eu já tinha ouvido falar nisso, mas eu não entendia afinal, o que seria Imboá? Todos se dirigiram para a arquibancada e sentaram, nenhum caminhou e sentou na ultima fileira, e depois eu entendi que ali era o lugar deles.
Pelo que podia observar nesse colégio tinha muitas regras e todas eram regidas pelos mais fortes lobos do lugar. Ivan sentou ao meu lado colocando o braço por cima do meu ombro, todos os casais estavam da mesma forma, e eu poderia até adivinhar que todos estavam duvidando da minha entrada.
- O que é Imboá? – Deixei minha curiosidade me levar. Ele me olhou de repente ficando todo errado, mas depois voltando ao normal. Aproximou-me do corpo dele e colocou a boca perto meu ouvido dizendo calmamente.
- Imboá é o amor de um lobo, é a pessoa por quem ele vive. Sua alma gêmea. A pessoa que ele deve proteger sobre tudo, de todos. A única que faz o seu coração bater mais rápido, a garota que ele daria a vida, a garota que ele vai preferir envelhecer junto a viver eternamente. A mulher que tem os genes certos para ter outros transmorfos. A pessoa certa. – Palavras lindas e perigosas, ele sentia tudo aquilo que falava e percebi que era isso que todos aqueles lobos sentiam pelas meninas ao seu lado, sentiam que deviam estar sempre por perto para protegê-las.
- Eu sou seu Imboá? – Perguntei receosa, não que Ivan não fosse incrível, mas eu não o conhecia e ainda tinha o fato de ninguém conseguir estudar no colégio dos transmorfos e lá estar eu. Ele abriu um sorriso e riu de forma triste.
- É uma pena, mas não. Você não é meu Imboá. Bem que você queria, mas não. – Eu abri um sorriso pela presunção dele, ele parecia uma pessoa muito legal. Mas as duvidas se formavam na minha cabeça.
- Vocês nunca namoram até encontrar seu Imboá?
- Claro que namoramos alguns transmorfos nunca encontra seu Imboá. É isso que todos eles têm medo. Nunca envelhecemos até decidirmos envelhecer, e só decidimos envelhecer quando vemos nosso Imboá envelhecer. Tem transmorfos que viveram por duzentos anos sem nunca encontrar. – Deveria ser horrível não conseguir encontrar seu Imboá, viver eternamente a procura do seu amor sem nunca conseguir concretizar.
- Mas e se elas recusarem? Sei lá já estiverem apaixonadas? – Perguntei imaginando a cena, ele pareceu gostar da hipótese e disse de forma tranquila e brincalhona.
- Não á mulher que resista ao charme de um transmorfo, principalmente uma Imboá. Andreia namorava um comandante vampiro, que já estava consternando os papeis para transforma-la em vampira. E bastou ela esbarrar em João em uma das suas corridas matinais para esquecer completamente do comandante.
- Ela seria uma vampira? Conta essa historia com todos os detalhes possíveis. – Falei me virando para ficar de frente para ele, enquanto todos assistiam a um vídeo sobre os transmorfos e os lideres vampiros, eu estava mais interessada na historia de Andreia e João.
- Mulheres sempre curiosas demais.
- Me conta!
- Ta certo. Ela caminhava todo dia de manhã, e em um dia normal decidimos que não iriamos para a aula, João tinha acabado de ser transferido para o colégio, e já estava andando com a gente. E quando vimos ela estava lá correndo e ele teve o ataque Imboá, e depois ele estava correndo na direção dela e esbarrou nela quase a derrubando. Ele a segurou antes disso virando para que ela caísse por sobre seu corpo.
- Ai, que fofo!
- Ela ficou envergonhada e eles começaram conversar, eles se davam muito bem e ela por um impulso deu seu numero para que ele ligasse.
- Que safada namorando e deu o numero para outro. – Falei brincado, ele sorriu e continuou a historia.
- Até que alguns guardas transmorfos chegaram e a levaram para casa. Pensamos que era uma garota rica que tinha proteção de lobos, mas depois percebemos que ela era noiva de um comandante. Ele não podia fazer mais nada já estava apaixonado, na verdade pior sobre a influencia Imboá.
- Deve ter sido horrível para ele. E para ela. – Eu senti pena dos dois, afinal ela era noiva e bom ele a amava incondicionalmente, o noivo pelo caso também a amava, que furada em que ela tinha se metido.
- Ela não conseguiu ficar longe dele e um dia bateu aqui no colégio de mala e cuia. Foi engraçado, um dos guardas dela a deixou na porta do colégio, a abraçando. Todo o colégio parou afinal ela vivia nas colunas do jornal, porque seria o casamento do momento.
- Uau. Casamento do momento... O que será que o vampiro fez?
- Já chego nessa parte. Agora para de me interromper.
- Sim Senhor! – Ele me olhou com cara de raiva porque eu já tinha interrompido novamente.
- Ela correu vendo ele e abraçou-o começando a beija-lo. Imagina como esse colégio ficou. – Eu podia ver a cara de todos por ver uma garota que não devia estar ali, expressando seu amor a uma pessoa que não podia tê-la. – E ele falou que a amava e que ela era o Imboá dele, e ela respondeu que já sabia. E os dois correram até o cartório e ele a declarou Imboá e eles casaram no mesmo dia.
- Mas e o vampiro?
- Ele quase mata o João, mas nós o protegemos e nenhum dos transmorfos que trabalhavam para ele se moveu para matar João, afinal ele a amava e eles sabiam o que significava seu um Imboá, e bom Andreia foi banida de casa e foi tirada do testamento e ela vive aqui no colégio com ele.
- Mas ficou por isso mesmo?
- Não. O vampiro tentou anular o casamento na justiça, mas a justiça concordou que a garota foi por livre e espontânea vontade e que ele tinha que deixa-la em paz, pois ela agora era uma Imboá.
- Que sorte a deles. Deve ter sido um sufoco casar escondido, mas agora está tudo bem porque eles se amam.
- Às vezes quem decide tudo é o Imboá, porque o transmorfo às vezes não tem força própria.
- Como assim? – Perguntei não entendendo o que ele tinha dito. Ele respirou fundo procurando se expressar melhor.
- O lobo luta com todas as forças pelo ser Imboá, mas tudo não depende dele, João nunca sequestraria Andreia ou a tiraria de casa, ela precisou vir com as próprias pernas para ele. Para que ele tivesse força para leva-la ao altar e ser quase morto por causa dela.
- Então o Imboá precisa dizer o que sente ao Transmorfo para que ele lute pelo seu amor?
- Mais ou Menos isso.
- Nossa como vocês são complicados, é pior que mulher. – Falei rindo, ele acompanhou, e depois a apresentação na quadra terminou, caminhamos de volta para as salas, ele me deixou na porta da sala mostrando para os outros lobos que eu estava com ele. O que não era verdade.
Assiste a outras aulas, e no final da tarde fui para casa. Ivan fez questão de me deixar na porta de casa, onde fui recebida por Josh que olhava Ivan com raiva. Ivan fez a sua típica cara de transmorfo mais poderoso do lugar, e Josh não suportava esse tipo de olhar. Despedi-me rapidamente de Ivan e entrei em casa.
- Porque esse cara veio deixar você? – Ele perguntou assim que a porta foi fechada sabendo que Ivan estava escutando claramente.
- Quem veio deixa-la? – Perguntou Jackson antes que eu pudesse responder, e em poucos segundos Scott chegou esperando minha resposta.
- É um amigo meu. Não precisa dessa crise.
- Um amigo seu? Transmorfo? – Ele não falava comigo, mas sim com Josh que balançou a cabeça concordando. Eu queria rir do ciúme deles, mas eram tempos perigosos e eles apenas queriam me proteger.
- Não traga mais nenhum transmorfo aqui. Não venha com mais nenhum transmorfo. Não traga ninguém aqui. – Jackson falou serio, agora eles estavam sendo exagerados demais, o que tinha haver eu não poder ter um amigo transmorfo.
- Por quê?
- PORQUE NÃO SUZANNA! – Os três gritaram ao mesmo tempo, eu não podia nem discutir, eu precisava da minha mãe e minha tia para poder ter algum poder naquela casa. Virei-me triste e corri para o meu quarto. Eu só ouvi a voz de Josh na cozinha.
- Eu não vou adula-la, ela precisa aprender que a vida não é assim.
- Ela só tem dezesseis anos tem calma. – Scott tentava me ajudar com Josh, que antes era o meu melhor amigo a pessoa em quem eu mais confiava. Agora um completo idiota que só sabia dar ordens e mais ordens. – Bom, ainda nem tem.
- Jack aprendeu com dezesseis anos ela já pode aprender. Ela não é mais criança e os tempos são difíceis. – Josh estava alterado, eu não conseguia acompanhar esse novo Josh, mesmo sabendo que eu estava causando toda aquela loucura neles.
Notas finais
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