Esperança X Vingança

5 Capítulo cinco - Novidades


Notas iniciais
Oiiiii pessoinhas, como vão? Mas um capítulo para vocês! Espero que gostem...

Tom

Eu a vi eles a levarem sem poder fazer nada, eu saberia que ela escolheria proteger as crianças, mas por que logo agora que iriamos nos acertar, por que logo agora? Deis do primeiro momento que eu vi a garotinha marrenta de oito anos na minha frente eu tive uma queda...

A deixei uma vez e me arrependo mais do que tudo, talvez tudo tivesse sendo diferente... Agora ela estava indo embora para salvar aquelas centenas de crianças, e a gente sendo separados mais uma vez! O pior não é a separação e sim o medo dela não voltar mais para meus braços.

Assim que ela passou pela porta cai de joelhos e comecei a chorar, ali mesmo no meio de todos! Perdi tudo que eu amava, e agora estou perdendo ela sem poder fazer nada. Joguei a porra do fuzil no chão, não me ajudou em nada!

Alguém tocou em meu ombro minutos depois, era Dave. Não queria ouvir nada, só queria destruir essa merda onde eu nasci e poder viver com ela. Levantei e fui para a garagem pegar meu carro. Encontrei George no caminho com sangue na cara.

– aonde pensa que vai?

– parado aqui que não vou ficar.

Antes que ele respondesse andei mais rápido e fui para o carro branco. Talvez nunca fossemos felizes, nossos destinos não é ficar juntos, mas não vou desistir de tentar. Eu sabia que era burrice seguir os carros, mas não podia ficar naquele lugar. Desci de novo do carro e peguei algumas roupas no quarto, sai quase de noite e segui para o bar que Wendy passou nesses últimos tempos.

Por que eu não fiz nada? Por que aceitei que ela se entregasse daquela forma? Bati no volante algumas vezes, a raiva me consumia e se eu achasse quem a havia levado não hesitaria antes de matar.

Já era quase manhã quando estacionei o carro enfrente ao bar que cheirava a camarão frito e sal da agua do mar que cintilava enquanto as ondas se quebravam a poucos metros dali. O bar ainda não havia aberto. Desci do carro e caminhei ate a areia da praia, a algum tempo vi Wendy sentada ali abraçando os joelhos enquanto chorava, ela corria a praia por horas, socava o ar, com uma força de vontade incrível disposta a conseguir o que queria.

Eu sabia o que se passava pela cabeça dela enquanto ela sentava ali e chorava, era o que passava pela minha cabeça também, e de todas as outras que perderam algo! Fomos treinados para mudar o lugar que vivíamos, aprendi a morrer e matar pelo aquilo que eu acreditava, mas nunca tinha visto como vejo agora.

Um espirito batalhador dentro de mim, de reconstituía... Precisava encontra-la, e eu ia! Fazer qualquer coisa para olhar nos olhos dela e dizer o que me neguei sentir deis de sempre, mas não só isso. Aquilo era só o começo, a esperança de derrubar o Estado e se vingar dele era o que me dominava agora... Não iria perder essa chance.

Corri para o carro, e dirigi a caminho do orfanato... Com um plano em mente e disposto a qualquer coisa para conseguir o que eu queria! O que parecia ser o fim, agora se transformava no começo...

Wendy

O carro seguiu estrada adiante, olhei para trás e vi o lugar que eu cresci ficar cinzento bem mais mortiço do que quando eu cheguei ali. Ali eu cresci, criei princípios, conheci pessoas que amo e jamais esquecerei... eu já havia deixado aquele lugar para a morte duas vezes, mas nunca tive tanta certeza de que ela chegaria do que agora.

Por que eles me queriam? Qual o sentido de ter que me levar para me matar? E por que minhas exigências foram aceitas, por que simplesmente não me mataram, ou me obrigaram a entrar no carro?

Silêncio total até chegarmos ao centro da cidade, já quase de manhã, o orfanato não era tão próximo do centro. Onde pararam até o enorme prédio acinzentado da prefeitura, onde moravam os aliados do presidente do Estado. O presidente morava em uma casa isolada, mas ao afastado do centro, mas meus livros de historia mostravam um palácio isolado de tudo, ninguém sabia ao certo como era lá dentro.

Como eu nasci muito tempo depois de toda a revolução acontecer, não sabia como era o antes, no orfanato a gente aprendeu a lutar para destruir esse regime, mas ninguém sabia como era o outro.

Os homens saíram do carro e abriram a porta para que eu saísse, um deles pegou em meu braço e eu puxei com força, com uma risadinha aceitaram que não iriam me tocar.

– Vamos garota. – Disse um com a voz grossa.

Segui para dentro do edifício que o que tinha de cinzento do lado de fora, tinha de lindo do lado de dentro. Uma mulher loira sorridente me aguardava, ela era alta, com pernas longas e usava um vestido mais curto que tudo. Ela estendeu a mão quando me viu entrar.

– Sou Ana. – quando não apertei sua mão ela fechou o sorriso. – Irá passar o dia aqui, até de tarde quando pegara o avião, vou te levar até o seu quarto.

– Eu tenho um quarto? – eu ri sem graça alguma. – pensei que fosse ficar presa em uma torre ou algo do tipo.

Segui ela pelas escadas gigantes, um rapaz moreno, um pouco maior que eu, parecendo um ou dois anos mais novo que eu estava parado no canto da escada. Ana seguiu em frente, mas ele pegou meu braço quando o encarei, levei um susto.

– só princesa é presa em torres. – Sussurrou em meu ouvido.

– me larga, seu otário. – puxei meu braço.

– Alan não enche a garota. – Ana disse, e ele riu colocando a mão na boca, me olhando de cima a baixo.

Virei para frente, e continuei andando até uma porta de madeira, o quarto era gigante, e com apenas uma cama não varias como eu estava acostumada. Sem contar que a cama era gigante e parecia macia, uma cadeira no canto do quarto fez me lembrar o quarto que eu tinha a muitos anos atrás na casa dos meus pais, as cortinas cor de nada chacoalhava com o vento vindo da janela com vista para uma piscina, andei até a janela e vi crianças de diversas idades preparadas para tomar brincar com a neve, me lembrei que alguns dos aliados do Presidente morava ali e que eles tinham filhos.

– Tem roupas dentro daquela cômoda. – Ana apontou para uma cômoda antiga, porém conservada, depois apontou para uma porta que não havia notado. – tome um banho e se troque, mais tarde virei busca-la. Qualquer coisa me chame. – então saiu do quarto.

Continuei parada enfrente a janela. Qual era o truque? Pensei que fosse ser encurralada, e não que teria esse tratamento todo andei até a cômoda e abri as gavetas, roupas do meu estilo (escura, couro e nada delicadas) foram o que eu encontrei. Até roupas intimas havia em uma das gavetas, pensei no meu guarda roupa do bar que passei muito tempo, eram idênticas aquelas roupas. Peguei uma calça de lã, uma simples blusa preta, e um casaco de couro até na altura da coxa. Deixei tudo em cima da cama, e segui para o banheiro com as roupas intimas na mão,

O banheiro que era dividido no orfanato nem se comparava com aquilo, toalhas estavam sobre a gigante pia de mármore, um flash de uma pia parecida veio a minha cabeça, eu estava ao lado de uma mulher morena, minha mãe. Meus olhos encheram de lágrimas, mas prometi ali naquele momento que não choraria mais na minha vida, não me permitiria ser fraca em momento algum.

Tomei meu banho, tentando entender tudo aquilo se é que eu podia entender de uma hora para outra. Lembrei dos olhos de Tom ao deixar o orfanato, um nó se formou em minhas garganta e segurei as lágrimas com uma dor percorrendo meu corpo. Torci o cabelo fazendo um coque e me sequei com a toalha, coloquei o sutiã e a calcinha e me enrolei na toalha. Abi a porta do banheiro e segui para a cama.

– Nossa! – Falou Alan fazendo meu rosto percorrer o quarto todo, eles estava sentado na cadeira próximo a janela.

– o que você está fazendo aqui? – gritei.

– deveria aprender trancar a porta princesa.

– some daqui moleque. – apontei para o seu quarto. – quantos anos você tem? Vai crescer menino. Ta ficando louco.

Ele se levantou e andou até mim, passando do meu lado e parando do meu lado.

– 19, princesa! Só por que é um ano mais velho não quer dizer que tenha mais experiências do que eu. Pelo contrario... – ele deixou a frase no ar e caminhou até a porta parando de costas pra mim. – esqueci, vim avisa que o avião está a nossa espera. Chegaram mais cedo!

– espera! – Falei confusa. – você vai comigo?

Ele colocou as mãos na cintura, e pude ver um sorriso.

– Você está indo para minha casa, acho que devo estar lá para de receber não é?

– sua casa? – perguntei, mas ele bateu a porta.

Bati as mãos ao lado do corpo. Um tarado? Eu estava indo pra casa daquele moleque que estava me desafiando? Quem era aquele otário? Marchei até a porta e a tranquei... Eu estava perdida sem saber pra onde iriam me levar, ou o que aconteceria com os que ficariam.

Vesti as roupas e coloquei minhas botas. Alguém bateu a porta e pensei seriamente em não abrir, mas minhas rebeldias podiam significar coisas ruins para o orfanato. Olhei para a porta, e a abri. Ana estava com um casaco grosso e um gorro na cabeça e com uma bolsa na mão que estendeu para mim.

– Pegue. – peguei e abri, havia uma carteira, dois celulares e seus carregadores, e uma maletinha com um notebook. – vai precisar disso.

– para que? Pode me dizer aonde vamos?

– Para casa do Sr. Jeff!

– Então por que aquele garoto disse que eu ia para a casa dele?

Meu queixo caiu, Alan era filho do homem que arrancou de mim os meus pais, os pais de todas aquelas crianças que eu conheci? Forcei-me a respirar quando o ar me faltou a garganta, então comecei a raciocinar, eu teria que conviver com um dos homens que mandou matar meus pais?

– que garoto? – perguntou Ana, vendo minha expressão de choque.

– nenhum.

Levantei a cabeça disposta a me livras desse sentimento. Eu iria conseguir minha vingança.

– para que essas coisas? – perguntei.

– você irá precisar.

Foi o que ela disse, a seguir pelo corredor segurando a bolsa pelas alças. Parado do lado de fora encostado em um carro estava Alan, olhei com total nojo em sua direção que continuou com seu sorrisinho sínico. Ana entrou no carro que ele havia aberto a porta, antes que eu entrasse ele segurou meu braço antes que eu pudesse me soltar ele disse?

– Preparada para virar princesa, gata borralheira?

Soltei de seu braço e entrei no carro. Ele entrou em seguida mandando o motorista seguir! Ele parecia gostar de curtir com minha cara, e as palavras dele não tinham nenhum valor. Me apertei no meio daqueles estranho e peguei um dos celular dentro da bolsa sem saber muito bem como mexer.

Alan debochou da minha cara, o que me deixou com ainda mais raiva, o carro fez uma curva e pendi para o seu lado.

– Pode encostar-se a mim, não me importo! Princesa.

Ele sabia como me provocar. Tirou do bolso um aparelho igual o que eu segurava e depois um fiozinho, me entregou um dos lados e fiquei sem saber o que fazer.

– ela vem de algum tipo de aldeia, Ana?

– cala a boca. – disse jogando o fio para ele.

Ele colocou um dos lados em seu ouvido e me entregou novamente o outro, virei a cara, e ele colocou o outro lado do fiozinho na orelha. Mexeu no celular um som alto começou chiar e ele batucar em seu joelho. Fiz uma careta e fechei os olhos, só queria que tudo passasse.

As vezes me vinha uma sensação de saudade de casa, não do orfanato, muito menos do bar, mas de casa mesmo! Eu ainda tinha firme na memoria, os dias de domingo envolta da mesa, o pudim de leite da mamãe. Interrompi meus pensamentos quando vi minhas mãos tremerem.

– Para o carro! – gritei.

– o que? – perguntou Ana.

– Para o carro...

Notas finais
Espero que tenham gostado... Digam o que estão achando, logo menos terá mais! Beijooos