Esperança X Vingança

2 Capítulo Dois - Balanço


Notas iniciais
Não demorou nadinha e aqui já estou eu postando o segundo capítulo, estou escrevendo com muito carinho! Espero que gostem...

Alice começou a chorar e Tom se levantou para abraçar. Bati o salto da minha bota cano longo pelo meio da sala até me encostar na parede cruzando os braços a todos ouvidos. Eu sempre admirei mulheres que usavam saltos altos e assim que consegui juntar uma quantia considerável comprei sapatos, calças e casacos a maioria de coro para sustentar o frio que sentia nos meus treinos durante a noite na praia.

– Gostei do novo corte, Will! – elogiou Miller.

Antes de sair do orfanato meu cabelo era longo e ondulado, querendo mudar escolhi cortar ele na altura do ombro sem dó alguma de corta talvez uma marca registrada, meus lindos cabelos negros. E o Will porque sempre achei o nome forte e achava uma besteira ser apenas nome de homem, então quis modificar isso.

– realçou seus olhos. – completou Dave me olhou por baixo de seu óculos escuro estilo bad boy.

– Chega de elogios. – Clarice interrompeu. – Os pais de Alice estão vivos!

– esse é o problema? – perguntei.

– eles procuraram Alice, e o governo os capturaram novamente, mas estão atrás de Alice agora porque ninguém pode saber que eles não matam todos que quebram suas regras. Isso é uma esperança para as pessoas. Temos que proteger Alice, eles vão tentar mata-la.

Alice apertou o choro. Aquilo me estressou, troquei o peso do meu corpo para a perna esquerda.

– Garota para de chorar, seus pais estão vivos! Isso é o desejo de todos aqui e você está aí chorando porque você está correndo risco de vida? Todos estão!

Nervosa demais para permanecer naquele lugar, bati o salto da bota até a porta que bati atrás de mim. Corri até o lado de fora da casa disposta a ir embora, mas encontrei o balanço vazio seguindo o vento. Sentei nele e fitei as arvores sem nenhuma folhagem por conta do outono que se aproximava. Eu estava com raiva de Alice, por pensar só em si e ser egoísta.

Todos ali aprenderam que dar a vida por alguma causa é a coisa certa a fazer. Se eu tivesse a chance de ver meus pais uma única vez morreria por isso. Se eu tivesse a oportunidade de morrer para impedir as crianças fora daquele lugar de sofrer eu morreria.

Ouvi passos atrás de mim e me virei. Tom estava com as mãos no bolso de sua jaqueta de couro marrom que não ousava tirar. Virei novamente e continuei a olhar as arvores. Fechei os olhos quando senti seu perfume bem próximo. Ele se agachou ao lado do balanço para ficar na altura do meu rosto. Fechei os olhos e ele acariciou meu braço depois de sentou no balanço ao lado.

– é nossa hora de agir, quem sabe a gente consiga agora! Pode não ser só os pais dela, Wendy!

– eu os vi morrer, não me de esperança quanto a isso. – disse grossa. – não disse que não vou lutar, eu vou, só acho que é estúpido a atitude da Alice não querer arriscar a vida dela por todos.

– não haja igual ela. – ele estendeu a mão para mim. – vamos entrar nessa, vamos lutar não por Alice, mas por essas crianças terem um futuro melhor que a gente.

Não olhei para ele, apenas encarei sua mão. Ele suspirou forte.

– por que confiar em você? Sendo que não cumpre suas promessas.

– nunca a quebrei, mas isso não vem ao caso. Não faça por mim, faça por eles. – apontou para o local dos dormitórios.

Olhei para ele e com um suspiro assenti me levando e fitando o horizonte novamente com um leve sorriso no rosto. Ele sorriu também e pegou em meu braço me puxando para um abraço que hesitei em retribuir. Voltamos para a sala onde todos estavam sentados e então assenti para Clarice que sorriu.

– como vai ser, teremos que seguir ela 24h por dia? – perguntei.

– não, o plano não é somente protege-la, cansamos da defensiva, vamos atar um pouco. Que tal se quando vierem atrás dela não fazermos umas perguntinhas a eles.

– precisamos de alguém para nos mostrar os pontos fracos desse governo para só então colocar o plano em pratica. Pra começar vocês vão para o centro então quando eles começaram a perseguir Alice, vocês vão não somente tirar ela de lá, como irão trazer um dos homens deles também. Eles não podem desconfiar de nada relacionado ao orfanato. – George pigarreou. – e caso seja necessário, não hesitem em matar! Mas somente se for necessário.

Tom e Dave sorriram com um ar de que estivesse gostando.

– estamos investindo nisso a muitos anos, não só nos como nossos pais! Nunca estivemos em ação antes. E se estamos agora não queremos perder a oportunidade então não ajam sem pensar. – A voz rouca de Clarice soou pela sala.

Notas finais
Digam o que estão achando, isso motiva e quem sabe não ajuda a postar mais rápido, beioos seus lindos.