Esperança X Vingança

4 Capítulo Quatro - Reconciliação e Separação


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiii Gente liiinda! Quanto tempo kkk tive alguns problemas e parei de postar, mas aqui esta mais um capítulo! Vou tentar continuar postando... Espero que gostem... Boa leitura!

Passei alguns dias em recuperação, todos acreditavam que teria que ficar um mês ou mais parada, por conta de grande quantidade de sangue que perdi. Mas na segunda semana eu já não aguentava mais ficar parada então comecei a frequentar o treino das crianças e em questão de dias a treinar novamente com elas.

Nem sobre tortura o homem revelou por que o Estado me queria. Ele continua trancado no galpão. Até conseguirmos convence-lo a trabalhar do nosso lado o que está sendo bem difícil. O que me intriga é que a primeira vez que fui vê-lo e ele viu meu ferimento ele pediu perdão por aquilo.

Alice só chorava, Michel se isolou em treinamentos, ele disse que precisava ficar mais forte, pois da próxima não poderíamos falhar. Miller parecia ser a mais controlada de todas e agia como antes, sendo gentil com todos. Tive a oportunidade de conversar com Dave e perdi perdão, pois me sentia culpada por aquilo, ele chorou me deixando sem reação e disse que tentaria ser mais frio da próxima vez.

Tom no começo não saia do meu lado, mas começou a se afastar conforme eu melhorava. Eu não queria que ele se afastasse mais uma vez, já bastava os quatro anos separados. Durante a noite quando a dor vinha e o quarto vazio fazia com que um frio intenso tomasse conta de mim, era a hora que eu mais sentia falta dele.

Na manhã de um sábado friento eu me vesti e fui para o refeitório, sorri para algumas crianças que me cumprimentaram e segui para a mesa dos fundos onde Miller e Tom estavam sentados. Sentei e sorri para eles que retribuíram.

– como se sente? – Miller perguntou.

– nova.

Essa foram as únicas palavras que trocamos, comemos em silêncio até Miller levantar da mesa. Olhei para Tom e ele sorriu, decidi que talvez eu devesse passar por cima do meu orgulho.

– podemos conversar? – arrisquei.

– claro.

Acho que ele ficou esperando que eu falasse algo, mas eu não queria conversar ali então me levantei e ele entendeu. Um pequeno trânsito se formou a minha frente perto da porta, e sua mão se apoiou de leve nas minhas costas. O local em que sua mão pousou ficou quente e me afastei por insistindo. Ele balbuciou desculpas e não voltou a me tocar.

Me sentei no balanço que costumávamos passar muito tempo, o salto da bota preta que eu usava cravou na neve abaixo do balança. Ele ao invés de sentar na balança ao lado se sentou de frente para mim no gelo.

– vai ficar doente.

– não vou.

Ele esticou a mão na altura do meu rosto e o acariciou fechei os olhos e deixei-o passar a mão em cada traço do meu rosto. Enquanto sua mão deslizava um calor intenso gritava no meu peito. Eu queria beija-lo. Ele estava tão diferente do menino que eu havia conhecido.

Ele era um homem agora, um homem que me atraia, um homem que eu desejava, um homem que eu não conhecia como antes. Ele passou a mão em meus lábios entre abertos e se ajoelhou a minha gente ficando na mesma altura. Abri um pouco os olhos e vi um sorriso em seu rosto.

Eu confesso já havia beijado ele, ali naquele mesmo lugar. Um pouco antes de nos separarmos, foi meu primeiro beijo. Mas eu não queria tanto quanto eu queria agora. Ele se aproximou dos meus lábios fazendo com que eu olhasse para os dele.

– senti saudades. – ele sussurrou.

– por que não me procurou então?

Ele riu.

– Te procurei todas as noites, e quando te encontrei... – seus olhos brilharam. – você deu a entender que não queria.

– eu estava com raiva.

– já fazia dois anos.

– você acha justo aparecer do nada dois anos depois?

– Eu te vi treinar todas as noites, cuidei de você de longe quando você se sentava na areia da praia abraçava os joelhos e começava a chorar!

Um flashback das noites que eu treinava na praia, nas vezes que eu chorava sozinha veio diante dos meus olhos que se encheram de lágrimas. E me odiei por ter sido grossa quando ele me procurou, pensei que ele estava sendo egoísta, mas eu quem acabei sendo... Sem saber o que dizer permaneci calada segurando minhas lagrimas.

– Dois meses depois de ir embora voltei aqui para saber de você, e quando soube que você tinha ido embora procurei você em todos os lugares do Estado, até um dia já quase pra desistir parei naquele bar perto da praia e uma senhora me atendeu, lembro de não conseguir falar e sair correndo para ver você ali na praia correndo. Eu confesso ter sido covarde de não ter ido falar com você... fiquei com medo de não querer olhar na minha cara! – Tom então desviou o olhar– me desculpa, por te criado coragem tarde demais.

Não consegui conter meu choro, apenas em meio as lagrimas o abracei e sussurrei:

– Desculpa!

Em meio às lagrimas ouvimos Clarice gritando e em alerta levantamos e corremos para o refeitório. Meu abdômen ainda doía com esforços, mas mesmo assim corri um pouco atrás de Tom. No refeitório estavam todas as crianças em uma superlotação! Frank me estendeu aa 12 idêntica a que estava na moto, entregou um fuzil pra Tom.

– o homem do galpão fugiu, creio que fomos descobertos. – falou Frank com pressa – cuidem das crianças, iremos tentar resolver isso!

Então vi todos meus lideres, professores, e dirigentes do orfanato sair pela porta com armas na mão! O tempo para processar tudo foi curto, crianças mais novas choravam e os mais velhos as acolhiam. Os meus mestres iam de lá para cá nas áreas fora do refeitório a procura do fugitivo e de seu possível ajudante. Empunhei a arma e resolvi reagir, pelas janelas observava o movimento lá fora enquanto ficava de olha nas crianças. Tom organizou os maiores que empunhavam uma arma nas portas que davam acesso.

Me aproximei de Tom e sussurrei em seu ouvido.

– como tiraremos todos daqui se precisarm...

Antes de terminar a frase um tiro, todas as crianças se abaixaram e gritaram, outras choraram, o pior de tudo o tiro vinha de dentro do refeitório... rodei com os olhos em questão de segundos e segui o tiro que acertou uma das mesas, dois homens de preto na porta lateral esquerda. La fora homens de preto lutavam a corpo.

O homem do refeitório apontou a arma pra cabeça de uma das crianças, gritei e corri quando ele colocou a mão no gatilho! Parei próximo ao homem que se movimentava para mais perto de mim... apontei a arma pra ele, Dave apontou para o outro homem e Tom se aproximou de mim com cuidado.

– Wendy Parker! – disse sorrindo. – Você quem eu procurava, abaixa a arma.

– Para você me matar?

– Não posso te matar, abaixe a arma.

– Não confio em você. – retruquei.

– Não posso matar você, mas as crianças estão na sua mão! Tem muita gente lá fora, que vai entrar e matar sem dó e as que restarem vão para um lugar que você já esteve e sofreu muito.

– acho que sou a pessoa errada.

– Abaixe a arma.

– Só se você abaixar a sua!

Ele abaixou a arma dele, então abaixei a minha e fiz um gesto para quem estava apontando a arma abaixasse também.

– o que querem comigo?

– Que venha conosco.

– Só se prometerem a segurança de todos aqui, e que não vão matar ninguém!

– Se vier conosco pode pedir o que quiser! – Ele completou.

– Mande todos pararem lá fora, tem minha promessa que irei com vocês.

O homem sorriu maliciosamente e pegou o celular, Tom levantou a arma e apontou pra eles.

– Não a levara daqui.

Coloquei a mão no cano do fuzil.

– Abaixe a arma. – ele obedeceu e eu cheguei mais perto de seu rosto – eu preciso ir, olhe para todas as crianças eu preciso ir.

O homem de preto com cara carrancuda olhou para mim com um sorriso enquanto falava no celular.

– Precisamos ir, estão nos esperando lá fora mocinha.

– Quero uma garantia que o orfanato vai continuar funcionando e ninguém vai se machucar.

Ele me entregou o celular e coloquei na orelha, uma voz soou do outro lado da linha.

– Senhorita Parker... Aqui e Mark Triller, presidente do Estado. – me engasguei ao ouvir aquilo. – Quais são suas exigências para acompanhar meus homens?

– O que quer comigo?

– conversaremos quando chegar aqui. Quais são as exigências?

– o orfanato fique intacto. Como posso confiar em você?

– ou confia e vem ou veja a destruição enquanto fica. – a rigidez em sua voz me assustou.

– tudo bem.

– breve nos encontraremos.

Entreguei o celular para o homem.

– Já podemos ir. – disse. O homem veio em minha direção. – Espera. – virei me para Tom.

– eu vou te encontrar.

Coloquei a mão em seu rosto, e toquei seus lábios.

– eu sei.

O homem que não abriu a boca momento algum, segui na minha frente enquanto o outro me guiava por trás, saímos do refeitório, do lado de fora todos os meus mestres rendidos enquanto me guiavam para um dos carros pretos. Todos os outros homens e mulheres de pretos que se destacavam na neve entraram nos carros sem sobrar nenhum.

Notas finais
Espero que tenham gostado anjinhos, compartilhem a historia se gostarem... mais leitores é mais motivação! Até a próxima, beiijoos!