Espelho, espelho...

6 Capítulo 6 - A liga dos Ruivos


Notas iniciais
Espero que continuem acompanhando, e desculpe pela demora! Boa leitura!

Capítulo 6 — A liga dos Ruivos

– Draco! — Pansy corria na direção do loiro ofegante, ela parecia querer contar algo a Draco que sentava na mesa do dormitório tentando domar seu novo gato de estimação.

Draco tinha finalmente conseguido de volta o respeito dos Sonserinos, e sentia muito orgulho disso. Agora ele finalmente poderia andar pelos corredores de cabeça erguida. Mesmo que tivesse perdido seus amigos; claro que com exceção de Pansy.

– Dois Grifinórios estão nas portas dos calabouços, eu disse para que não entrassem, mas eles insistem em falar com você. Pode ir dar uma olhada? — A garota dizia entre fôlegos.

– Oh, Claro. — Disse com ar dominante. — Cuide do Lorde. — Apontou para o gato siamês que tinha encima da mesa.

A garota revirou os olhos, deixando que o loiro passasse pela porta do dormitório, e então, virou-se para o gato. O mesmo brincava com uma pequena bolinha mágica dos WeasleyWeasley sorriu vendo que Draco estava usando feitiços para que o gato o obedecesse, pegou o felino no colo e olhou a coleira. "Lorde, em? Está na hora de um banho!" A garota sorriu levando o bichano até os banheiros.

Chegando no final dos calabouços Draco avistou o Ruivo — chamava-o assim agora, o loiro chegou a conclusão de que ele não merecia um nome, pelo tamanho da bobagem que fez — e Hermione, conversando sobre algo que provavelmente levaria a uma discussão.

– Me chamaram? — Perguntou calmamente.

– Sim, Hermione teve uma ideia brilhante!– Ron disse, afagando os cabelos da morena ao seu lado, que abriu um sorriso. Draco queria vomitar.

– E qual seria essa ideia brilhante?

– O Pensatório! — Hermione disse, fazendo Ron bater palmas como uma criançinha.

– "O" o que? — Draco arqueou uma sobrancelha.

– Pensatório, — Hermione começou — é uma das ferramentas mais antigas que Dumbledore já utilizou. Harry tinha nos contado sobre ela durante a guerra; quando soube das memórias de Snape. Ela tem o poder de relembrar memórias que foram guardadas ou retiradas!

– Não é brilhante? — Draco já tinha perdido a conta de quantas vezes ouvira o ruivo dizer essa palavra.

– Sim, de fato... Mas como vamos conseguir as memórias?

– Acontece que todas as memórias de Harry sobre você estão presas na varinha de Ron. Tinha certeza de que Harry deveria saber o feitiço, mas quando perguntamos, ele disse que não fazia ideia.

– Depois saiu com a Weasley Fêmea. — Disse com desgosto.

– Olha como fala, ela é minha irmã mesmo odiando-a.

Os dois trocaram olhares mortais, Draco sentia seu sangue ferver e o ruivo estremeceu. Hermione suspirou e voltando com o sorriso no rosto: continuou a explicação.

– Deve ter algum livro na biblioteca que explique tudo isso. Mas vou precisar de tempo para pesquisar.

– Quanto tempo? — Draco perguntou, esperançoso.

– Talvez algumas horas, não mais que isso. Caso eu não encontre, perguntaremos a algum professor. Mas não tenho certeza se diriam pra nós...

– Tenho certeza de que Minerva ficaria feliz em dizer. Mas primeiro é melhor procurarmos. Ela pode não gostar da ideia. — Draco disse.

– Então temos um plano. — Hermione sorriu para Ron, que sorriu de volta.

Draco tentava colocar um sorriso no rosto, mas parecia impossível. Ele só conseguiria sorrir direito se conseguisse seu moreno de volta.

✸✸✸

Um Harry desamparado andava pelos corredores de Hogwarts a procura de seus amigos. Andava de um lado pro outro, com sua varinha nas mãos. Murmurava algo inaudível para os outros, mas completamente límpido para ele.

– Juro solenimente não fazer nada de bom, juro solenimente não fazer nada de bom...

– Harry! — Luna falou ao chegar na frente do garoto de olhos verdes que balançava sua varinha quase que frenéticamente. — O que está aprontando agora? — Sorriu.

– Ah, Luna. Por acaso você viu Ron ou a Mione em algum lugar?

– Não, não... talvez. Acho que ela disse algo sobre ir nos calabouços.

– Calabouços? — Harry finalmente entendeu, mesmo que tivesse sido a última palavra. — Por que ela iria aos calabouços?

– Se não me engano era para encontrar com Draco.

Uma vez Pansy me disse que Hermione poderia estar afim de mim, eu tive que rir!

– Encontrar com Draco? — Harry colocou as mãos no queixo, relembrou atentamente do que a voz do loiro dizia na sua cabeça. Corou até a raiz dos cabelos e arregalou os olhos, Hermione com Draco? Isso ele precisava ver. — Obrigada, muito obrigada Luna! — Deu um beijo na testa da menina que estava quase na sua altura.

– De nada, eu acho.

✸✸✸

Harry correu até os calabouços, esquecendo completamente do que procurava. Chegando lá o moreno se assustou com a presença de Hermione. De fato a menina tinha ido aos calabouços, assim como Luna tinha dito. E se assustou mais ainda com o garoto ao lado dela.

Era Draco.

Os dois conversavam alegremente sobre algo, Draco dava um ou dois sorrisinhos de leve enquanto falava. Harry não deixou de perceber o quão belo o garoto ficava quando sorria.

– Posso me juntar a rodinha de segredos? — Harry chegou de repente, causando Draco de corar absurdamente e Hermione pular no lugar.

– Droga, o que vocês Grifinórios tem com sustos? — Draco disse, deixando uma risada nervosa escapar.

Eu me assusto muito facilmente, você tem que parar com essa mania!

– Harry! — A garota parecia nervosa. Ainda estava com amão no peito pelo susto. — O que faz aqui em baixo?

– Eu que deveria perguntar isso não acha? — sorriu — estava procurando por vocês.

– Eu e Draco? — Hermione sorriu largamente para o loiro, que corou mais ainda, se fosse possível.

– Não, você e Ron. — O pequeno sorriso que tinha no rosto de Draco logo se desfez. O peito de Harry doeu por algum motivo. — Eu estava precisando de vocês pra alguma coisa, não me lembro. Só sei que procurei por todos os cantos e não os encontrava.

Pode me pedir ajuda de vez em quando sabe? Posso não ser ruivo, mas queria ser útil também.

– Ron está na biblioteca, eu pedi que ele buscasse uns livros, e eu estava conversando com Draco sobre poções. Ele é muito habilidoso.

Não sou tão bom assim, acho que você com aquele livro velho me supera.

As vozes na sua cabeça pareciam estar cada vez mais altas e mais aparentes. Draco estava do seu lado e ele tinha tido certeza de que estava ficando maluco, pois o loiro não tinha falado uma palavra desde que chegara. Mas parecia que, de algum modo, quando Harry estava próximo de Draco, as vozes aumentavam.

– Bom, eu...

Um miado ensurdecedor ecoou pelos corredores, Draco olhou para o lado assim como Hermione e Harry. Um pequeno gato siamês viloso e muito bem cheiroso chamado Lorde pulou no colo de Draco, que quase soltou-o no chão com o cheiro absurdo de perfume e shampoo.

– Acho que eu vou indo. — Draco disse, fazendo Harry quase gritar um "Não!" que não passou desprevenido por Hermione. — Acho que vou ter que espancar uma garota.

– Boa sorte. — Hermione colocou a mão na frente do riso.

Draco foi até a garota, murmurando um obrigada em seu ouvido e beijando sua bochecha. A menina sorriu, virando-se para Harry que a olhava com um sorriso malicioso.

– O que? — Ela perguntou, fazendo Harry rir.

Eu nunca vou querer deixar você, por nada nem ninguém, Harry. Você é a minha alma gêmea. E nada vai mudar isso.

De todas as vozes já ouvidas, essa foi a que assustou Harry ao máximo.

Notas finais
Estamos chegando a um resultado por aqui, não é? Espero que tenham gostado. Mereço reviews dos meus amados leitores?