Espelho, espelho...

3 Capítulo 3 - O que eu quero?


Notas iniciais
Meus queridos leitores, tenho alguns comunicados pra fazer. A história "Espelho, espelho..." foi editada, e houve algumas mudanças na história, sendo elas listadas abaixo: - Draco e Harry não vão mais se encontrar na casa dos gritos. - Harry ainda não se lembra de nada sobre Draco, somente que ele é seu inimigo, e, ex-comensal. Os motivos de tudo isso foram mudanças no final concreto da história, algumas pessoas viram o aviso de atualização do capítulo e ao clica-lo não havia nenhum, a amada TaiKamiya me mandou uma mensagem avisando. Sim queridos e queridas, eu deletei o capítulo antes que vocês pudessem lê-lo, não somente pelo fato da mudança de história, mas sim por causa de uns problemas de edição o cáp estava IMPOSSÍVEL de ler. Peço milhares de desculpas e foi por esses imprevistos que demorei tanto para postar. Me desculpem novamente meus amores. Um beijo de sua escritora que ama muito vcs, Laura. Boa leitura :)

Capítulo 3 — O que eu quero? (Aviso nas notas iniciais, obrigatório para continuar a ler a história! Por favor, leia.)

– O que diabos você fez, Ronald Weasley?! — A voz fina e irritada de Hermione Granger soava pelos corredores vazios de uma Hogwarts a noite.

– Abaixe o volume, por Deus! — Era a vez do ruivo aumentar o volume de sua voz. — Eu vou repetir de novo, eu apaguei as memórias de Harry! Ele não se lembra mais de Draco.

Um sorriso triste passou pelos lábios do amigo, Hermione percebeu que Ron tinha de fato se arrependido do tal feito, que, talvez pudesse ter terminado com uma relação linda.

De fato, Ron nem imaginava que Draco voltaria, muito menos três dias depois de ter lançado o tal obliviate. Mas o que mais ele poderia ter feito pelo amigo? Talvez apenas uns tapinhas nas costas não bastassem para que o moreno voltasse a dormir. Ele tinha entrado em pânico.

– Apagou-as como? — A morena perguntou calmamente, pegando sua varia para conjurar um pouco de luz para aquele corredor imundo.

– Lancei feitiço, Hermione. Lancei um Obliviate, para ser mais preciso.

– Lançou um O QUE?! — Hermione passou as mãos pelos cabelos dourados nervosamente, já não bastava tudo o que eles haviam passado, não?

– Sabe muito bem, sabe-tudo. Lancei e não posso deslançar.

– Por que você fez isso? Tem noção do que aprontou dessa vez? Draco ama Harry, e Harry deveria amar Draco também! — A garota só fazia o ruivo se sentir ainda mais culpado. — Mas não! Você tinha que se meter em tudo isso!

– Eu não queria que isso terminasse assim Hermione! — Ron parecia muito bravo, mas a garota podia ver em seus olhos seu arrependimento. — Imaginei que a fuinha estivesse morta!

O grito saiu inesperado, amedrontando a garota que o olhava de olhos arregalados, fazendo algumas lágrimas que já se acumulavam ali caíssem. Ron automaticamente colocou sua mão com calma nas bochechas rosadas de Hermione, usando seu polegar para gentilmente secar algumas lágrimas.

– Sinto muito. É que toda essa confusão... está me deixando louco!

– Ron...

– Sim? — O garoto disse gentilmente, dando um pequeno beijo na testa da morena.

– Você precisa concertar isso!

– Mas como?

– Primeiro de tudo, — Disse Hermione se acalmando e limpando a garganta delicadamente. — precisamos conversar com Draco, antes que ele faça algo que se arrependa!

✸✸✸

O loiro estava sentando nos campos de lírios de Hogwarts. Ele amava aquele lugar no inverno, tudo ficava lindo branco como a neve. A única flor naquele castelo todo capaz de florescer no inverno, e sua favorita. ele tinha que aproveitar os únicos momentos que tinha para apreciar as belas flores antes que nevasse e tudo fosse por água a baixo.

Afinal ele teve sorte que não tinha nevado ainda, ele podia sentar naquelas pedras que ficavam próximas ao campo e apenas aproveitar a solidão de ser um ex-comensal.

Seus colegas nem olhavam mais na sua cara, e isso era a última coisa que ele esperava. Ele sempre fora o "Rei" da Sonserina e mesmo que a casa tenha sido trata com desgaste durante a guerra sendo mandada para os calabouços, todos ficaram sabendo de seu feito como comensal.

– Queria nunca ter feito isso... — murmurou para... si mesmo?

– Espero que esteja falando de uma pessoa, porque temos uma coisa pra conversar com você.

– Deus! — Draco berrou, colocando a mão no peito. — Têm noção do susto que me deram? O que querem aqui, Granger?

– Pensei que já tivesse respondido essa pergunta. — Hermione respondeu ríspida.

– Ora desculpe, sobre quem eu deveria estar falando, então?

– Sobre Harry. — Ron disse, inexpressivo.

– O que tem Potter?

– Ah por favor, — Começou Hermione, cruzando os braços e sentando-se ao lado de Draco. — sabemos de seu namoro, pensou mesmo que ele não nos contaria?

Draco arregalou os olhos, Harry de fato disse que contou a Hermione mas não a Ron! Ele sabia de seu ódio pelo ruivo e não gostava de vê-los juntos, mas Harry sempre dizia que não perderia sua palavra, e muito menos o trocaria por Ron. Nem conseguia pensar no ruivo daquela forma.

Mas Draco teimava em desacreditar as palavras da loura na sua frente. Ela falava de seu namoro sem nenhum nojo ou arrependimento, como ela conseguia? Como ela conseguia aceitar Harry tão prontamente, quando ele mesmo — o namorado — ainda duvidava?

E Ron? Esse garoto ruivo na sua frente estava parado no mesmo lugar a conversa inteira, trocou duas palavras completamente quieto, sem mexer um músculo. O que esses dois estão aprontando agora?

– Se sabe sobre nossa relação deve saber que não vou desistir dele tão fácil assim. — Sorriu cínico.

– Sabemos de uma coisa que você não sabe, Malfoy.

– E o que seria tal? Weasley?

– Harry não...

– Ron! — Foi interrompido pela garota, que se encolheu um pouco com os olhares reprovadores de Draco. A notícia afinal de contas era um pouco difícil de engolir. Ela tinha que falar mais delicadamente. — Eu explico.

O ruivo assentiu, se virando de costas e olhando para o belo campo de flores.

– Draco você esteve longe por muito tempo. E Harry sofreu muito com isso.

Draco olhou para baixo por um instante, ele tinha feito isso, não é? Tinha abandonado Harry quando ele mais precisava, deixado o garoto que tanto amava no escuro de todos os acontecimentos sem nem pensar direito. Algumas lágrimas brotaram de seus olhos, e ele as limpou com calma.

O peito de Hermione doeu. — Ele ficou bem pra baixo e... bem... Ron deu um jeito nisso.

Ron? Agora Draco estava furioso. — Deu um jeito como? — Perguntou irônico, ele sabia o que viria a seguir, só podia ser. Harry e Ron estavam namorando.

– Ele apagou as memórias de Harry. — Ela falou tão rápido que o garoto não conseguiu prestar atenção, estava ocupado mandando olhares mortais ao ruivo na sua frente.

– Como? — Perguntou voltando a loura.

– Porra, Draco! Eu apaguei as memórias de seu namorado! Apaguei, apaguei e apaguei! — Ron disse com raiva, apontando para os céus e berrando altos pulmões. Seus cabelos antes arrumados estavam agora desgrenhados com o vento, ele respirava pesadamente e seus dedos pressionavam as unhas contra a pele da mão suada com força. Algumas lágrimas rolavam pelos seus olhos, lágrimas de arrependimento.

Draco estava atônito; não moveu um músculo. Suas mãos tremiam e ele sentia um forte vontade de chorar tudo o que podia ali e agora. Mas seu orgulho não o permitiria.

– Saiam. — Draco disse praticamente inaudível.

– O que? — Hermione perguntou fazendo uma voz calma, enquanto afagava as costas do loiro.

– Eu disse SAIAM. — Draco surtou, tirando os braços de Hermione — ou até mesmo a garota — de perto de si, e apontando para o castelo. Sua expressão mostrava puro sofrimento, mas tanto, que os dois amigos se sentiram obrigados a deixá-lo sozinho.

Mas quem Draco queria enganar? A última coisa que ele queria era ficar sozinho naquele momento.

Ele queria Harry.

Notas finais
Qualquer coisa é so me mandar uma DM, ou comentar caso tenham alguma dúvida. Muito obrigada por me apoiarem isso significa muito pra mim. Um beijo, Laura.