Especial Inner Beauty

25 Capitulo Vinte e Quatro


Notas iniciais
Oiiiii! Confessem, dessa vez nem demorei tanto! Gente tenham um pouquinho de paciência comigo com questão a responder aos comentários, toda vez que eu paro para responder algo surge. Amanhã ou até hoje mais de noite mesmo eu estarei respondendo, principalmente as leitoras que andaram me fazendo perguntas! Tipo, é que eu gosto de sentar ler um por um com calma e dar uma resposta descente, não só botar um 'obrigada e até'. Eu demoro um pouco kkkkk Boa leitura e desculpem os erros!

Dezenove

PARTE I

O tempo proposto para refletir sobre meu relacionamento com o Michael pela minha madrinha terminava naquele início de ano e apesar da ideia dela e o padrinho nos auxiliarem a contar para os meus pais, eu confesso que nada no mundo diminuiria meu medo da reação do meu pai.

Normalmente ele absorve coisas das quais não gosta de uma maneira muito prática. Como da vez que meus avós resolveram se aposentar e jogou todo o trabalho da universidade nas costas dele sem querer aumentar seu salário por que um dia ele ia herdar tudo, meu pai comprou dois caixões de madeira todo enfeitado e colocou na porta da casa deles com uma linda coroa de flores dizendo “mal posso esperar”. No susto eles entenderam o recado, e acataram as exigências dele para assumir o cargo.

Nosso antigo vizinho que o diga, meu pai pediu a ele umas oito vezes para parar de estacionar o carro na frente da nossa garagem, ele alegava que era o filho adolescente que dizia que o carro ficava mais para o lado da casa deles do que da nossa. Então, meu pai chamou uns alunos de engenharia mecânica e ofereceu meia bolsa durante três meses para eles desmontarem o carro e colocar as peças tudo em uma caixa de papelão.

Na verdade, perdemos bastantes vizinhos com a praticidade que meu pai geralmente tinha para resolver seus problemas.

E eu tinha quase certeza que meu relacionamento com o Michael seria só mais um dos problemas práticos que ele consideraria, na melhor das hipóteses. E conforme o dia ia se aproximando meu nervosismo ia aumentando.

— Adorei o corte de cabelo pai. — Elogiei assim que ele assentou a mesa com uma caneca cheia de café. Franziu o cenho passando a mãos pelos cabelos e sorriu.

— Obrigado! Tem oito semanas, mas obrigado mesmo assim. — Arqueou uma sobrancelha num sorriso torto. — O que você quer? Normalmente não me bajula para pedir dinheiro, é tão caro assim? — Fingi um semblante ofendida.

— Credo! Não posso fazer um elogio gratuito? — Mirou o teto pensando.

— Não. É estranho, não faça. — Respondeu simplesmente. Minha mãe se sentou com uma bandeja de cookies olhando seca para ele.

— Oliver! Sophie te faz um elogio e você acha que ela quer algo? Que horror! — Ele mexeu os ombros.

— Ela é sua filha, tenho motivos de sobra para desconfiar. — Tomou um gole ligando a tela do tablet. Minha mãe o desligou em seguida.

— Então eu só te elogio quando quero algo? — Ele engoliu o café afirmando.

— Na semana passada elogiou meus bíceps, depois me arrastou para comprar um lustre novo para o salão da sua mãe e disse que o presente era seu. — Ela semicerrou os olhos zangada.

— Você quer o dinheiro do lustre? — Meu pai lançou um sorriso carinho dos mais falsos colocando a mão no peito.

— Nãooo... Seus elogios valem mais do que um milhão de lustres, ou passar quatro horas sentado numa loja enquanto você decide qual brilha mais, estou tão feliz que acha meu bíceps firme. — Disse com extremo sarcasmo.

— Você disse que estava empolgado em ir comigo! — Ele arregalou os olhos negando.

Você disse: “Quer ir ver luzinhas no teto comigo?”, eu pensei que fosse... — Parou de falar me fitando. — ...Outra coisa. — Foi quando eu percebi que possivelmente meu pai ainda acha que eu era virgem e comecei a suar frio.

— Talvez se prestasse atenção ao que eu digo saberia do que estava falando, por que eu disse antes que queria comprar um lustre para o salão da minha mãe e não sabia que você não queria... — Ele colocou a mão na frente para ela parar.

— Amo a sua mãe mais do que a minha, se me dissesse desde o início que queria dinheiro para comprar um lustre para ela, eu diria sim e te entregaria meu cartão, mas ao invés disso você me enrolou, me seduziu, jogou um monte de palavras em duplo sentido só para me convencer a isso. — Engoli em seco ouvindo aquilo.

— Você não ia comigo se eu não te fizesse pensar que tinha algo mais, por isso...

— Me enrolou? Pois é, não ia mesmo. — Nisso minha mãe cruzou os braços fazendo um bico.

— Você não quer mais passar um tempo comigo! — Ele pôs a caneca na mesa negando como se fosse óbvio.

— Não numa loja de lustres!

— Ou numa aula de yoga para casais, ou num cinema com filme romântico, ou numa exposição de pisos, ou no supermercado... — E os olhos dela se encheram de lágrimas. — ...Ou num restaurante indiano, ou aqui em casa... Você não me ama maisss! — E minha mãe se levantou aos prantos correndo para dentro do quarto. Fechei os olhos e quando abri lá estava a expressão furiosa do meu pai no meu rumo.

— Tá bom, eu nunca mais vou te elogiar de novo, entendi. — Ele bufou se levantando.

Merci! — E lá foi ele tentar reverter a situação.

[...]

Apesar do meu nervosismo em relação a reação que meu pai teria, eu tinha que confessar que estava vivendo um ótimo momento da minha vida. Ao anoitecer eu e o Michael conversávamos por um longo período e eu até tinha sido inserida em um dos grupos de amigos dele – embora a maioria das conversas eram meio idiotas.

E de vez em quando sem qualquer aviso prévio ele aparecia na saída do meu trabalho já com tudo preparado só para passar um tempo comigo – sem que ninguém soubesse, claro.

— Está cansado..? — Perguntei entre risos ao sair do banheiro do quarto notando ele quase cochilando. Deitado de bruços ele nem se deu ao trabalho de se vestir. — Assim? De primeira? — Me aproximei o ouvindo rir e levantar o rosto para me olhar.

— Você ainda não acredita que eu estou trabalhando, né? — Sorri me sentando ao seu lado.

— Como um adulto? Oito horas por dia? Cinco dias por semana? Acho pouco provável. — Deitou a cabeça no meu colo abraçando minha cintura.

— Sete dias por semana, fique sabendo. Minha avó é uma cabeça dura, eu juro que se ouvir ela dizer mais uma vez ‘Nós sempre fomos assim e vamos continuar assim’ eu vou colocar fogo naquele restaurante. — Resmungou afundando o rosto no meu colo. Acariciei seus cabelos curiosa.

— Achei que se desse bem com os seus avós... — Comentei. Ele ergueu o rosto para me fitar.

— Me dou bem com eles, mas minha avó é uma megera quando o assunto é o restaurante, ela quer que seja tudo igual sempre! O problema é que o restaurante é enorme e para encher ele precisa de uma publicidade melhor, só que ela não quer nem ouvir sobre isso. — Dei um beijo na testa dele rindo.

— Tadinho... — Debochei. — ...Por que não pede o padrinho para te ajudar? Ás vezes ele falando ela ouve. — Michael negou.

— Meu pai e minha avó não são muito íntimos, e já falou que não vai se meter até por conta do tio Devan, que se brincar vai querer entrar no meio também. A minha avó é daquelas pessoas que leva muito para o lado pessoal, qualquer coisa que você crítica no restaurante é como se tivesse atacando ela... — Disse num suspiro longo.

Continuei acariciando seus cabelos suavemente até a coragem sugir para abordar aquele assunto.

— Michael... — Chamei sua atenção séria. — ...Preciamos conversar sobre o meu pai. Essa coisa de esconder as coisas dele não vai soar nada bem quando o padrinho e a madrinha contarem... — Eu achei que ele ficaria tenso com o meu timbre, mas prendeu a respiração por um tempo e soltou tranquilamente levantando o rosto no meu rumo sem preocupações.

— Se isso for um problema resolvemos agora mesmo, eu me visto e a gente abre o jogo. — Ele falou com tanta calma que me irritou. Franzi o cenho nervosa.

— Você acha que tô brincando? Meu pai não é como o seu, ele não resolve as coisas dando uma surra ou conversando, o negócio dele é bem mais complexo! — E ele riu como se fosse piada.

— E o que ele pode fazer? Tentar me assustar com uma cobra? Passei seis meses na sua casa, coração, acho que sou até imune ao veneno delas. — Semicerrei os olhos e puxei os cabelos dele para me fitar nos olhos.

— Michael isso é sério, eu não consigo imaginar uma reação boa vindo do meu pai se tratando do modo como fizemos as coisas. A gente está junto a um ano e ele nem sonha com isso, o papai é liberal em muitos assuntos Michael, mas não em questões de relacionamentos e ele odeia que mintam e escondam coisas dele.

— Seu pai me adora, talvez até fique feliz! — Suspirei rolando os olhos.

— Meu pai te adora por que certamente não imagina que você seria capaz de... — Acenei para o quarto envolta. — ...Ele não vai aceitar isso numa boa. — Ele sorriu negando.

— Então vamos resolver isso, vamos para sua casa e abrimos o jogo com ele! — Neguei.

— Precisamos da madrinha e do....

— Não Sophie, não precisamos dos meus pais! Aliás, eu tenho achado isso cada vez mais idiota, para que a porcaria de uma reunião familiar só para avisarmos que estamos juntos? A gente se gosta, estamos juntos, somos maiores de idade e isso não é motivo para histeria, seria se eu estivesse me aproveitando de você, mas acho que até meus pais perceberam que é sério. — Pensei seriamente no que ele falou. — Se for para acalmar os nervos do seu pai eu até peço você em casamento... — Arregalei os olhos odiando a forma desdenhosa que falou aquilo.

— Eu não vou me casar com você para acalmar os nervos do meu pai, e jamais aceitaria um pedido de casamento feito nesse tom! — Ele respirou e se apoiou nos cotovelos para me encarar.

— É incrível! Não tem uma vez que a gente não brigue antes de depois do sexo, parece até um ritual. — Dei um tapa no ombro dele.

— A culpa é sua! Eu vou tentar preparar o meu pai e depois voltamos nesse assunto, não ouse me pedir em casamento só para alegrar ele por que eu vou recusar na frente de todo mundo. — Revidei impaciente. Afundou o rosto novamente no meu colo soltando um murmúrio concordando. — Michael, tem outra coisa... Meu pai não pode nem sonhar que você me deu anticoncepcional, se... Surgir o assunto sobre se a gente dormiu ou não, se nós nos cuidamos ou não, diga que nunca esquecemos de usar preservativos ou diga que é estéril, mas jamais em hipótese alguma comente o assunto anticoncepcional. — Ele levantou o rosto confuso.

— Por quê?

— Ele é totalmente contra, ele acha que é uma ofensa ao corpo enfiar uma bomba de hormônios só para matar um embrião em formação, diz que há inúmeros meios para se prevenir sem denegrir fisiologicamente o organismo de uma mulher. É coisa dele, precisava ver o escândalo que ele fez quando a ginecologista da minha mãe propôs que ela colocasse um siu, ele queria cassar o diploma dela! Foi uma loucura, levou para o lado pessoal, meu pai acha que é obrigação do homem se prevenir ao invés de enfiar remédios na mulher para ela não engravidar. — Expliquei lentamente. — Se o assunto do nosso ‘descuido’ no acampamento surgir ele vai acusar você de aborto e vai fazer um escândalo terrível. — Arregalou os olhos surpreso.

— Aborto? Que horror, eu dei para você no dia seguinte não deu nem tempo de ter nada... — Respirei fundo.

— Meu pai não enxerga assim, então...

— O que diabos é siu? — Sorri um pouco corada.

— Hum... É um dispositivo que se coloca no útero e fica jogando hormônio para impedir a gravidez. — Fez careta.

— Seu pai se incomoda com isso? — Eu tive que sorrir de modo carinhoso. Eu achava até fofo o cuidado dele com a minha mãe.

— Sim, tem um bocado de coisas que minha mãe deixa de fazer por causa dele. Tipo, ele não deixa ela tomar energético, a nutricionista dela tem que falar com ele primeiro, ele não deixa ela usar qualquer cosmético que encontra, digo, a marca, entende? — Isso fez o Michael ficar sério.

— Nossa Sophie... Isso não é meio abusivo...? — Pensei um pouco e neguei.

— Não por que se ela disser que vai comprar ou vai usar, ele não faz nada, se é que voto de silêncio e chantagem emocional não contam. Olha, normalmente quando meu pai proíbe algo não é em vão, tem algum motivo bem fundamentado e ele banca os argumentos dele. Se ele não quer que minha mãe use uma marca de shampoo ele compra a marca que considera menos nociva para ela por mais cara que seja. — Contei. — Meu pai cuida da minha mãe como se ela fosse de porcelana.

— Imagina a filha então... Tô ferrado... — Murmurou tornando a deitar o rosto no meu colo.

[...]

É óbvio, todo o preparo que eu tentei falhou. Para ele não existe indiretas, uma indireta É uma direta se tratando de Olivier Gasnier, então eu nem sonhei em jogar coisas do tipo para ele não pegar de cara. Mas a verdade viria, mais cedo ou mais tarde ele estando ou não preparado e comigo pronta ou não para confessar.

E ela chegou, sem aviso prévio.

— Sophie! — Ouvi a voz do meu pai me gritar fora de casa. — Sophieee!

— Estou indo! — Revidei irritada com os berros dele sem me tocar do perigo, já que meu pai nunca grita. — Minha nossa que escândalo! O senhor perdeu o aparelho auditivo de novo? — Questionei chegando na entrada de cada procurando por ele. Em pé com as mãos apoiadas na mesa ele apontou para a cadeira.

— Senta. — Ao ver o brilho nervoso do olhar dele e a ruga entre as sobrancelhas engoli em seco obedecendo. Fez se um longo silêncio enquanto ele puxava e soltava o ar, algo que faz quando quer manter a calma. — Quando você tinha dez anos tivemos uma conversa, lembra? — Fiz uma careta tentando recordar.

— Tivemos? — Afirmou.

— Sim, lembra quais as duas piores coisas que poderia fazer contra mim? — Encolhi os ombros tornando a engolir em seco. Eu senti um frio na espinha diante a expressão furiosa dele.

— Mentir para você... E contar a verdade para mamãe antes de conversar com o senhor. — Assentiu semicerrando os olhos.

— Ótimo. Já que sabe que não pode mentir para mim... — Levou a mão, que só agora notei que estava com luvas descartáveis, a cadeira remexeu em uma sacola e tirou uma embalagem rasgada de preservativos. Droga...

Parece mentira se eu contar que aquilo caiu na minha bolsa quando estava com Michael e só vim perceber quando cheguei em casa. Havia embolado aquela coisa em um bolo de papel e joguei no cesto do banheiro... Era para o meu pai nunca ter encontrado aquilo de maneira digna.

— ...Por que isso estava no meu lixo? — A coisa mais coerente que me veio a mente foi:

— Papai... O senhor estava fuçando no lixo? — E de repente ele ficou vermelho, não sei se de vergonha ou raiva, provavelmente os dois.

— EU não estava fuçando no lixo, a porcaria do cachorro dos Dorsey espalhou nosso lixo por toda a calçada para variar! — Respondeu nervoso. — E estava eu indo juntar aquela bagunça quando me deparo com isso! — Pegou a embalagem e virou ela no ar analisando. — Primeiro ponto: Não é uma camisinha vagabunda...

— O que é irônico, né? — Brinquei tentando acalmar ele, foi inútil. Ele continuava sério. — Por que está me perguntando?

— Por que isso aqui não é meu! E se não é meu, então não pode ser da sua mãe já que eu e ela usamos a mesma, não acha? — Me encolhi mordendo os lábios, concordei. — E já que não temos outro morador além da senhorita nessa casa, logo se conclui que seja... Sua. — Quase soltei um gemido de medo. Não devia estar conversando sobre esse assunto sozinha com ele, o Michael devia estar presente também.

— Ahhh... Sim, eu... Ganhei da... Claritta e... Abri por que... Dizia uva e eu queria saber se... Tinha cheiro... — Ele fez uma careta horrorizada. Olhou para a embalagem novamente perplexo.

— Sua amiga te deu um preservativo e você abriu para ver se tinha cheiro? — Pareceu tão idiota e eu estava tão corada que foi muito difícil concordar. A face dele tinha suavidade, parecia ter comprado a mentira, porém quando tornou a analisar a embalagem ficou sério. — Que curioso... Essa farmácia fica perto da universidade... — Engoli em seco. — O que a sua amiga estava fazendo por lá?

— Dando em cima de universitários? — Disse de uma vez tentando parecer menos tensa e quando ele riu jogando a embalagem de volta na sacola. Finalmente respirei aliviada.

— Nossa... Que susto você me deu! — Comentou ele suspirando longamente e tornou a rir. — Eu... Eu achei que você estava saindo com alguém escondido! Que loucura... — Dizia rindo. — ...Para que, não é? Desculpa Sophie, eu não queria fazer um interrogatório, mas...

— Sophie! — A voz da minha mãe surgiu séria atrás de mim. Me virei dando de cara com o olhar repreensivo dela. — Conte, se fizer ele de bobo agora, ele não vai aceitar bem depois, querida. — Meu olhos foram direto para o meu pai que ficou confuso.

— Contar o quê? Você está escondendo alguma coisa de mim? De mim Sophie? — Tornou a ficar nervoso no mesmo tempo. Eu não sabia o que dizer, nem tão pouco acreditava que minha mãe sabia do que tava falando. Me virei para ela só para ter certeza.

— Você sabe? — Afirmou bem zangada.

— Apesar de você e o seu pai acharem que eu sou idiota, eu não sou cega. — Revidou. — Santa Mônica, acampamento no aniversário, quatrocentos dólares em presentes... E temos uma tartaruga que se chama Mike!

— Jabuti. — Dissemos eu e papai em uníssono sem pensar.

— Espera aí... — Murmurou meu pai com uma expressão aterrorizada. — ...Nãoooo! Nãooo! — Me levantei acenando com as mãos para acalmar.

— Pai! Eu não queria que o senhor ficasse paranoico quando...

— NÃO! — Berrou se afastando ainda espantado.

— Papai! Não é para tanto, pelo menos você conhece...

— VOCÊ... E... — Ele não conseguia pronunciar o nome do Michael de tão chocado.

— E o Michael! — Completou minha mãe. — Por Deus homem, o rapaz gastou as economias dele levando nossa filha numa viagem para Santa Mônica! Foram sozinhos, Eloise foi para lá que nem uma doida quando descobriu... Não é possível que você não tenha percebido! — Ele nem prestou atenção no que minha mãe disse. Colocou a mão no peito nem lembrando que estava com a luva descartável suja. Ele não tirava os olhos de mim.

— Eu... Acolhi ele, e vocês...

— Não! Não papai, quando o Michael tava aqui a gente não ficou junto, foi depois! — Começou a olhar para os lados confuso.

— Então... Desde o final do estágio... Vocês estão juntos, e não me disse nada? Mentiu para mim... Durante um ano? — Neguei dando uma risadinha nervosa.

— Omiti, mentir é...

— Me fez acreditar que se viam como irmãos, sabia que eu pensava assim, não é? Por isso eu deixei você ir para tantos lugares com ele, não foi? Achei que estava em boas mãos...

— Papai o senhor esta exagerando, o senhor gosta do Michael! — Ele mais uma vez tirou a embalagem do preservativo da sacola.

— Não foi ajudar sua amiga antes de ontem com um teste vocacional, não é? — Abri a boca e não consegui falar. Apenas acenei que não.

— Oliver... — Ele apontou o dedo para minha mãe.

— Você desconfiava e não me disse nada? — Ela suspirou.

— Eu e você também ficamos juntos escondidos, lembra? Achei que a Sophie merecesse viver as próprias experiências, você está exagerando com tudo isso. — Ele a fitou bem sério.

— Era escondido porque você tinha vergonha de mim, não queria admitir que gostava de um moleque de quinze anos. — Isso deixou minha mãe quieta. — Então minha filha e minha mulher mentem e escondem algo de mim e eu tenho que aceitar como se não fosse nada?

— Pai o Michael...

— Se o Michael fosse bom como eu pensava, não teria feito a minha filha mentir para mim. — Respirou fundo e encarou me encarou. — Mentiu para mim... Para mim Sophie? Eu nunca pensei que pudesse fazer isso comigo... Nunca fiquei tão desapontado com você quanto agora, nem quando você disse que queria fazer curso para ser babá!

— Pedagogia não é...

— Mentiu para mim? — O pior é que dava para ver a dor nos olhos dele. — Como se eu fosse um inimigo?! Até onde você ia levar isso, Sophie? Trocar a confiança de quem te criou por um romance com alguém que nem lembrava de você até pouco tempo? — E ao ouvir aquilo meus olhos se encheram de lágrimas.

— Papai eu... — Minha mãe colocou as mãos nos meus ombros em conforto.

— Oliver para com isso! — Ele levantou o olhar para ela. — Eles se gostam, ficaram com medo da nossa reação, não é o fim do mundo!

— Eu to tentando não envolver você nisso Kailyn, juro que estou tentando ao máximo não relacionar a quebra de confiança da Sophie com a sua, por que por mais idiota que ela tenha sido, não tem nenhum compromisso comigo. Mas você... Você é diferente, é minha esposa! Assim que soubesse de alguma coisa devia ter me contado, só que assistiu a tudo isso sem dizer nada! O que mais você não me conta? — Ao notar onde tudo isso ia dar eu me levantei.

— Calma aí! Isso não tem nada a ver com vocês, é eu e o Michael! — Falei tentando evitar que a discussão se estendesse para o casamento deles.

— Eu sabia que você ia ficar histérico com isso, acontece que a Sophie precisava disso e ela é minha filha, não ia estragar o relacionamento dela por que você não consegue engolir a situação. — Meu pai balançou a cabeça.

— Ahhh o problema sou eu! O pai superprotetor que não quer que a filha desgrace a própria vida com um imbecil que só quer saber de puta e briga? — Arregalei os olhos, eu nunca tinha ouvido aquela palavra sair da boca do meu pai e pela cara da minha mãe nem ela. — É, o problema é o infeliz do Oliver que gastou uma fortuna com a educação da filha para que ela não precisasse depender de ninguém, o problema é o pai que gastou horas com a pobrezinha tentando que ela nunca sentisse a sensação de abandono na pele! — Minha mãe me abraçou por trás.

— Você está levando algo tão simples a um nível...

— Eu não quero discutir com você, Kailyn. Depois de tantos anos, depois de tanto que eu fiz... Aceitei continuar trabalhando para os meus pais diante tanta humilhação só para ficar com você! — Se ele gritasse ao invés de falar tão lentamente e baixinho de um jeito cortante, talvez não fosse tão pesado. — É traiçoeiro da sua parte me tratar como se o errado de tudo fosse eu... — Ele olhou para mim e para ela. — ...Eu me sinto... Um estranho perto de vocês duas nesse momento, nem parece que sou pai ou marido de alguém aqui.

Se virou de costas dando um suspiro longo enquanto um silêncio se fez – nem tanto por que eu fungava e já tava chorando. Quando ficou de frente para nós seus olhos estavam frios e sem emoção.

— Não quero mais saber desse assunto por enquanto... Tô com tanta raiva de vocês que, sinceramente, vou para casa dos meus pais por hoje. — E foi nesse instante que tanto eu quanto a mamãe vimos que ele tinha levado aquele problema a níveis astronômicos.

— Olie, não! Nós vamos conversar...

— Eu não quero conversar! Agora sim... Você pode me acusar o quanto quiser de que não quero ficar perto de você. Não quero mesmo! Nenhuma de vocês! — Ele me fitou bem sério. — Diz para o seu sei-lá-o-que-é-seu que não aprovo nada que vocês tiverem, a essa altura nem parentesco, mas são adultos, não tenho poder sobre isso, só que na minha casa ele não entra mais. — E abri a boca para falar, no entanto, saiu pisando fundo jogando a luva no chão deixando a bagunça do lixo na cozinha.

— Mãe...? Não era para...

— Ele tá nervoso, meu bem, com o tempo vai aceitar melhor. — A voz dela tinha tanta incerteza e tremor de choro que eu duvidei.

E vendo ela segurar o choro acabou me fazendo chorar o que também fez ela chorar em seguida num abraço forte.

[...]

Contei o desastre ao Michael, ele veio com os pais no dia seguinte. Os meus padrinhos ficaram dois dias na minha casa esperando meu pai dar o ar da graça, mas ele havia sumido – estava realmente na casa dos meus avós, só que eles não deixavam ninguém entrar para vê-lo e nem ele queria ver ninguém.

Só que o Michael parecia não ter se dado por vencido.

— Dá para me dizer como é que invadir a casa dos meus avós pode fazer meu pai aceitar nosso namoro? — Ele me ajudou a pular a cerca viva e em seguida pulou junto comigo.

— Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé! — Sussurrou ele do meu lado.

— É ao contrário!

— Você entendeu. Agora me diz, onde acha que seu pai está? — No quintal da casa se podia ouvir os zumbidos das abelhas que meus avós criavam. Pensei rápido.

— Normalmente quando está chateado ele fica perto de qualquer animal que encontra e desabafa com eles. — Começamos a andar no rumo da porta dos fundo.

— Sério? Isso é meio solitário. — Mexi os ombros.

— Meu pai não confia muito nas pessoas. Ele foi criado num internato desde os três anos, e lá não era permitido conexões afetivas entre os professores e alunos... E meu pai ficou surdo nessa época e por ser o único ninguém tentava se aproximar dele, então ele começou ficar mais tempo com os bichos que encontrava do que com as pessoas. O primeiro amigo que teve no internato foi uma barata que ele deu o nome de Joel. — Michael parou de andar me fitando.

— Como é que sabe disso? Não parece ser o tipo de história que seu pai te contaria, é meio triste. — Assenti.

— Eu li. Os meus avós tem uma caixa grande cheios de cadernos com atas feito pela criadora do meu pai no internato. Ela mandava relatórios mensais para eles. Os primeiros registros diziam que meu pai tentava bastante se socializar e quando não conseguia chorava muito. Depois que ficou surdo, os registros apontam que ele mudou, começou a evitar contato com humanos e começou a levar bichos para o quarto. — Meu namorado medroso coçou a nuca apreensivo.

— Será que ninguém nessa família teve uma infância normal? Meu pai teve uma merda de vida quando era criança, seu pai pelo visto também, meus avós maternos cada um teve um momento pior que o outro... Que coisa. — Andamos mais um pouco e chegamos na porta de vidro do fundo.

Do nada senti um puxão no meu braço me afastando o Michael entrando para dentro da casa enquanto ele ficou pelo lado de fora. Fitei meu pai que estava sério e com um borrifador começou a espirrar alguma coisa na cara do Michael.

— Tio! Para com isso! Que merda é essa?

— Nunca mais me chame de tio! Não sou nada seu moleque! Você é parente da Kailyn não meu! — Revidou nervoso fechando a porta de vidro e só então caí a ficha.

— Michael! — Tentei abrir a porta, mas meu pai trancou e tirou a chave. — ARGH! Michael corre!!! — Gritei. — As abelhas Michael! As abelhas! Isso é essência, serve para atrair... — Assim que ele viu o montante de abelhas vindo no rumo dele não precisou de mais avisos e saiu correndo pulando o cercado sem esforço nenhum.

— Droga! Ele é rápido... — Resmungou o meu pai. Me virei para ele incrédula.

— Você ficou maluco pai? Ele pode se machucar! E se for alérgico! — O francês me encarou com desdém.

— Que morra! — E girou entrando mais para dentro da casa.

— Pai! — Clamei.

— Quer dizer que além de te ensinar a mentir agora ele também está te ensinando a invadir a casa dos outros. Que ótima influência, hein? — Rosnei avançando no rumo dele.

— Ele não me ensinou a mentir, aprendi isso com você! Quantas vezes não me fez mentir para mamãe para não magoar ela? Pois é, eu fiz o que você me ensinou, só que com você! — Continuava com a expressão de desdém.

— Ah, deu certo, aprendeu direitinho pelo visto. — Revidou com sarcasmo. Respirei fundo.

— Isso tem que parar, o senhor tem que voltar para casa. Meu padrinho e madrinha estão lá em casa, querem conversar... — Cruzou os braços perplexo.

— Seus padrinhos sabiam? E eu não? — Suspirei.

— Eles descobriram, a madrinha Eloise vê esse tipo de coisa de longe. Vamos para casa, quando eles confirmarem que o Michael realmente mudou você... — Ele se jogou no sofá da casa negando.

— Acredita que a companhia dos meus pais está mais agradável que a de vocês?

— Até da mamãe? — Não respondeu. — Olha, sua raiva é contra mim e tudo bem, pai, eu sei que vai demorar para você confiar em mim de novo, mas não devia descontar nela! Foi o nosso trato lembra? — Continuou imóvel no sofá. — Dá para ouvir os choros dela...

— Tá legal... Eu já entendi! Não precisa narrar uma cena dramática. — Isso tirou um certo peso das minhas costas.

— Esse assunto não vai sumir se você ignorar pai, eu não vou terminar com o Michael só por que você não concorda. — Se levantou se virando para mim sério.

— Vamos acabar logo com isso.

Nunca achei que ele fosse aceitar facilmente, e o fato dele voltar comigo para casa disposto a conversar com todo mundo certamente não me animou nem um pouco. Ficamos todos na sala de estar esperando o Michael sair do banho e quando saiu de lá estava com três calombos vermelhos, um no pescoço, outro perto da orelha e um bem no maxilar.

Minha madrinha segurou o riso o quanto pode, mas no fim gargalhou.

— Valeu tio... — Resmungou, eu ia para perto dele quando meu pai me segurou.

— Não sou seu tio, nem seu parente, só ela. — Apontou para minha mãe que ficou horrorizada.

— Oliver! — Exclamou.

— Vamos ser diretos. — Ficou de pé bem de frente para o Michael e do lado dos meus padrinhos. — Você não tem caráter, dinheiro, responsabilidade, maturidade ou qualquer expectativa significante para ficar com a Sophie. Fez minha filha mentir, agiu pelas minhas costas e só tem uma ficha criminal limpa por que sua mãe é advogada e sua tia uma delegada. — Ele bateu o indicador no peito do Michael. — Não é homem suficiente para minha filha. Se fosse teria falado comigo, teria respeitado ela, teria impedido que ela mentisse para nós e certamente nunca teria me feito pensar que gostava dela como primo, quase irmão, quando na verdade estava dormindo com ela! — Ninguém parecia ter um argumento contra isso. — Coloquei você aqui em casa por que apesar dos seus defeitos achei que tivesse consideração por nós, mas mesmo sabendo como eu me sinto em relação a minha filha você seguiu em frente com tudo isso.

— Não foi de propósito. — Respondeu num fio de voz. — Causar todo esse problema entre você e a Sophie. Nunca amou alguém a ponto de esquecer das consequências disso, tio? — Meu pai rosnou e eu senti minhas bochechas esquentarem.

— Isso não é amor Michael, se soubesse o mínimo de química entenderia a diferença. E agora? Como essa história continua? Você não tem onde cair morto, precisa dos seus pais até para se justificar! — Apontou para os padrinhos que não negaram. — A Sophie quanto muito vai virar babá com esse curso idiota que está fazendo! — Apertei os punhos furiosa.

— Pedagogia não é...

— É sim! Te garanto minha filha, que com esse curso se der sorte vai ser babá de uma criança rica em tempo integral, morar numa mansão as custas dos patrões e isso vai te render algum dinheiro, por que se depender do seu namorado pé rapado vão construir um barracão no quintal da casa dos seus padrinhos só para não pagar aluguel e ter onde comer a vontade! — A madrinha colocou a mão na boca, mas todo mundo ouviu o riso dela.

— Eloise... — Repreendeu o padrinho.

— O quê? Eu não disse nada ainda... — Comentou baixinho.

— Esse é o problema tio, grana? Eu ter onde ficar com a Sophie...

— Não Michael, esse não é o problema! Nem de longe é o problema! O problema é essa reunião idiota para tentarem me fazer aceitar que minha filha fez uma ótima escolha amorosa! Então vamos poupar o discurso melodramático e vamos ao que interessa! — Fitou o Michael sério de novo. — Você não sente nada pela Sophie, eu sei e você sabe! Mais cedo ou mais tarde, vai se cansar dela, e vai jogar a minha filha na minha porta como se não fosse nada como fez com a filha de um monte de gente... — Se virou para mim. — ...Vai estar aberta Sophie, por mais que não vá merecer.

— E dizem que eu sou a dramática da família... — Murmurou a madrinha Eloise. Quando todos olharam para ela resolveu se pronunciar. — ...Minha vez! — Se levantou. — Oliver, por favor, é só um namoro! Do jeito que está falando parece que o Michael tá prostituindo a Sophie e depois que ninguém quiser ela mais ele devolve a carcaça!

— Não vou dar ouvidos a uma louca que acha que uma garçonete dizer ‘posso anotar o seu pedido’ é insinuação de sexo para o seu marido. Sua noção das coisas faz qualquer argumento seu parecer no mínimo discutível. — Revidou meu pai fazendo uma careta. Meu padrinho começou a rir.

— Oliver, somos amigos... Então me ouça, está exagerando. Acho realmente que esse relacionamento é sério, Michael está até trabalhando fixamente, o que é algo bem espantoso. — Meu tio se virou para o padrinho sentado.

— Quando a sua filha, Dillan, começar a namorar uma criatura de caráter duvidável e ela começar a mentir para você e sair com ele escondido, conversamos. Enquanto ela for uma criança, eu me recuso a confrontá-lo num assunto que você não passou por experiência.

— Me testa então! É assim que as coisas funcionam para você, não é? — Michael se intrometeu já nervoso. — Só vai acreditar em algo que for comprovado através dos seus métodos de analises, pois bem! Me testa! Se não presto, se eu realmente não amo a Sophie, tenho certeza que o senhor mais do que qualquer um nessa sala é capaz de descobrir e me desmascarar! — O desafio pegou meu pai desprevenido.

— Qualquer coisa? Que tal castração química? Se fizer eu...

— Quanto tempo acha que leva para conseguir essa prova? Provar para Sophie que não sirvo para ela? — Meu pai levantou o queixo arrogante.

— Um mês! — Michael soltou um risinho torto.

— Te dou três meses tio, até lá eu juro que não fico com a Sophie, mas se em três meses o senhor não tiver nada contra mim... Vai aceitar meu relacionamento com ela e parar com essa bobeira toda. — Papai puxou o ar com toda força pensando. Era um desafio e ele raramente corria de um.

— Se eu tiver algo...

— Terminamos. — Respondeu. Segurei na manga da sua camisa querendo muito dizer que não aprovava nada daquilo. Meu pai deu voltas na sala pensando.

— Vai ficar longe da Sophie? Três meses?

— Não, não foi isso que eu disse e o senhor sabe! — Levantou o dedo informando. — Eu disse que eu não vou ‘ficar’ com a Sophie, foi um eufemismo para sexo, isso ficou bem claro.

— Se fizer fico com seu carro por um dólar. — Michael ficou rígido diante a proposta.

— Tá, se eu dormir com ela nesses três meses o carro é seu. — Se virou de frente para o Michael com o típico sorriso que dá quando está tramando algo.

— Tudo bem Michael, a partir de agora está em fase de teste. Se aguentar tudo durante três meses, te dou meio voto de confiança. — Eu já ia abraçando meu pai como agradecimento, quando ele colocou a mão na frente me impedindo. — Até completar os três meses não quero falar com você.

— Que isso tio... A Sophie...

— Não se meta ou mudo de ideia. — O interrompeu irritado. — Você não quis falar comigo quando começou isto, então EU não quero falar com você até que isso termine. — Se virou para minha mãe que estava no canto do sofá quietinha ouvindo tudo. — A partir de hoje, eu vou tirar o aparelho em casa e se quiser falar comigo vai ter que ser por sinais. Eu sei que tem preguiça de conversar em libras, então isso vai me poupar de ouvir algumas horas de acusações suas. — Ela apenas virou o rosto.

— Achei que não ia envolver a mamãe nisso... — Murmurei para ele.

— Estamos todos envolvidos nisso, se não está de acordo, vamos esquecer os três meses... — Empinei o nariz.

— Ele vai passar, o Michael vai te provar e você vai se arrepender de estar agindo assim. — Papai arqueou uma sobrancelha.

— Meu único arrependimento, querida, foi não ter jogado você em um internato como meus pais fizeram. Talvez assim desse algum valor para a confiança que eu te dei. — Encolhi os ombros. O padrinho se levantou dando um longo suspiro.

— Parece que tudo foi resolvido! Oliver, meu filho é um impulsivo insensível como a mãe, não tenho nada a ver com esse parte do gene dele. Por que não vamos cortar o cabelo? Ouvi dizer que ultimamente as barbearias possuem bar e até sinuca! — Isso inacreditavelmente fez meu pai rir.

— Um vinho e acertar uma bola na sua testa me fariam bem. — E foram saindo. O padrinho fez um sinal discreto com as mãos nas costas que descobri mais tarde que queria dizer para ‘relaxar’. Ele ia tentar conversar com meu pai e amenizar as coisas.

— O legal é que ninguém discutiu consanguinidade ou só eu que fiquei preocupada com isso? — Brincou a madrinha.

Quase sorri se a mamãe não tivesse começado a chorar.

[...]

Continua...

Notas finais
A segunda parte está QUASE pronta, então provavelmente daqui uma hora e meia eu concluo ela e encerro a história de vez! GENTE ESSE É O PENÚLTIMO CAPITULO! Se tiver Extra provavelmente será separado, o próximo é realmente o fim da fic. Se preparem, e até a proxima! AHH tentem não odiar muito o Oliver kkkkkk