Especial Inner Beauty

14 Capitulo Quatorze - Final de ano Parte I


Notas iniciais
Oláááá! Nossa como demorei, né? Que nada! Perguntem as leitoras de In Your world aí o que é ficar na espera! kkkkkk Em breve caras, em breve! Bom eu estou muito contente por que recebi um monte de recomendações magnificas! Uhuuu! Então vamos lá, um agradecimento especial a Gabriela Niches, KalieM, Joelise Dias e a Feita de sonhos pelas incríveis recomendações! E claro não posso deixar de agradecer a todos os comentários lindos que vocês me mandam - estou respondendo todos aos poucos xD Bom, chega de conversa e vamos ao que interessa! Boa leitura e desculpa os erros!

Final de Ano

Parte I

O ano dos meus dezessete anos nem tinha terminado e eu já me sentia como uma garota de dezoito anos pouco preparada para essa idade. Desde a despedida do Michael não conseguia parar de pensar no futuro ou no que deveria esperar dele. De vez em quando me pegava me perguntando se eu havia realmente entendido direito ou tudo não passou de um mal entendido... Seria vergonhoso me encontrar com ele, dizer coisas meio intimas e receber um sorriso confuso em resposta quase dizendo: Ficou louca Sophie?

O nervosismo me tomou por inteira. Sensações que eu nunca senti com o James por perto sentia aos montes com o Michael longe, ás vezes até ficava meio boba tocando o pescoço relembrando aquela cena... E sim, eu estava parecendo uma daquelas idiotas que eu sempre detesto nos livros.

Por isso antes de ir para a casa da madrinha eu tomei uma decisão bem séria: Só vou abrir espaço se tiver certeza que isso não é loucura da minha cabeça.

Vai que tudo não passou de uma vontade inconsciente – por que ficava cada vez mais claro de que eu realmente queria ter algo a mais com ele – e estou fazendo papel de palhaça?

Não, tudo deveria ser friamente calculado para evitar danos. Vai que quando eu chego lá e o Michael já está até com uma namorada nova? Com que cara eu vou falar com ele?

Não, não! Eu tinha que pôr os pés no chão, respirar fundo e analisar a situação.

[...]

Minha mãe bateu no vidro do carro do lado que eu estava fazendo o claro aceno de ‘Vai descer ou não vai?’. Levei um pequeno susto saindo do devaneio que havia entrado assim que o carro parou na porta da casa da madrinha. Minhas mãos suavam, meu coração palpitava forte e eu tinha completa certeza de que meu rosto devia estar muito vermelho. Tanto que mamãe tocou minha testa umas três vezes, uma antes de sair, outra quando paramos no posto e no instante em que saí do carro.

— Já disse que estou bem... — Falei suavemente para ela que suspirou.

— Espero que não seja gripe. — Ahhh mamãe, nem te conto a razão dessa vermelhidão se não você conta para o papai e ele nos leva embora na mesma hora. Peguei minha bagagem vendo a madrinha na porta com as mãos na cintura com um sorriso largo.

— Ah! Não acredito que sobreviveu ao seu primo, princesa! Aposto que ele te infernizou até o último dia... — Dei um sorriso tímido para ela a abraçando. Espera! Se eu namoro com o Michael ela vira minha sogra? Madrinha/tia/sogra? Aí Jesus...

— Que nada! Levou um tempo, mas eles se entenderam que foi uma beleza, não é Sophie? — Contou minha mãe atrás de mim e eu concordei.

— Michael protegeu a honra da minha filha, a ida de dele foi obra divina, Eloise. — Comentou o meu pai. O fuzilei rangendo os dentes.

— Pai! — Ele apontou o indicador para mim sério.

— Meu Deus, pelo visto eu vou ter muita história para ouvir... — Disse a madrinha entre risos. Eu não queria nem sonhar em estar perto deles durante aquele momento.

— Uhh! Se prepare! — Replicou minha mãe rindo.

— A Gaby e o Logan estão aí? — Perguntei já nos últimos degraus e minha tia correu até onde eu estava pegando minha mala.

— Ah meu amor, você vai ficar no quarto do Michael dessa vez...

Certo... O mesmo choque que eu tive quando era pequena e fui proibida de entrar naquele cômodo abateu em mim novamente como se minha alma tivesse saído e entrado num piscar de olhos.

Deu um branco completo na minha mente. Travei no mesmo momento sem conseguir dá um passo a mais. Meus olhos se arregalaram e balbuciei amedrontada com a ideia.

— O-o-o quê? Nãoo! Esqueceu que ele me proibiu de entrar no quarto dele, madrinha? — Andei às pressas até o lado dela já com ás mãos tendo tremedeira. Ficar no mesmo quarto que ele já seria tenso, fica no quarto dele seria... Não sabia dizer, uma mistura de apavorante com deleite. Já se faziam anos desde a última vez que havia colocado os pés ali.

— Puf...! Besteira meu anjo! Quem manda nessa casa sou eu! Seu primo não é dono nem dá própria bunda enquanto viver aqui! — Ela abriu a porta do quarto dele e sinceramente eu não estava preparada psicologicamente para encontrá-lo.

— Madrinha, eu prefiro ficar com a Gaby, o Michael pode se sentir desconfortável com uma garota no quarto! — Ela soltou uma risada maliciosa.

— Então ele devia parar de trazer tantas! — Fechei o sorriso, me perguntei se falava no tempo presente ou passado.

— Ele está namorando? — A pergunta saiu quase falha, cogitou um pouco e entrou no quarto.

— Não que tenha me apresentado, se bem que ultimamente ele não tem apresentado ninguém... Garoto sem vergonha. — Resmungou, criei coragem para entrar vendo um quarto vazio e arrumado. — Não precisa se preocupar Sophie, o Michael foi quem deu a ideia e é o mínimo que ele pode fazer depois de te atazanar por seis meses, não é? — Quando ela disse que o Michael foi quem deu a ideia minhas pernas ficaram bambas... Ele deu a ideia? Ele queria que eu ficasse ali? Com qual intuito? Só de imaginar a razão já me fazia perder o ar e acabei me desesperando.

— Eu realmente prefiro ficar com a Gaby, insisto que o Michael não vai gostar nada tia! E se ele quiser trazer uma das namoradas dele aqui e pintar um clima estranho? — Ela balançou a mão negando.

— Não esquenta Sophie, e não vou te deixar com a Gaby esse ano por que... — A madrinha ergueu as sobrancelhas num meio sorriso. — ...Vem aqui... — Me chamou caminhando até o quarto da Gaby e abriu uma fresta pequena mostrando a cena bizarra lá dentro.

Tudo completamente escuro pela cortina com os dois lado a lado, não, erro meu, não estavam lada a lado, a Gaby se encontrava em cima do Logan – que está quase o dobro do tamanho dela – na cama assistindo alguma coisa barulhenta com um idioma esquisito. Mirei a tia que suspirou e fechou a porta.

— Eles estão assistindo essa porcaria desde a semana passada, estavam virando a noite na sala e eu tive que mandar os dois ou assistir um episódio por dia ou irem para outro lugar... — Sorri contente pela amizades deles não terem mudado em nada. — ...Ontem foram tomar banho duas da manhã e infelizmente não posso falar nada por que estão de férias e tiraram boas notas no ano letivo... — Contou retornando para o quarto do Michael.

— O que é aquilo que estão vendo? — Ela fez careta.

— A droga de um desenho japonês que não acaba nunca! Culpa do Dillan que trouxe um filme para eles assistirem e os dois viraram essa inhaca querendo assistir tudo que é desenho japonês. Eu é que não vou deixar você lá naquela barulheira! — Cruzei os braços pensativa.

— Tem certeza que o Michael não vai se chatear? — Ela sorriu largo negando.

— Nãooo! Que isso! Já disse ele foi quem deu a ideia quando percebeu a situação desses dois, e além do mais o seu primo foi acampar com o seu padrinho, só volta na outra semana... Então fique tranquila e a vontade. — Forcei um sorriso largo enquanto ela saia e ele morreu no mesmo tempo que ela fechou a porta.

Ele não estava aqui?

Em parte um alivio, em parte uma pequena decepção... Ele realmente não estava aqui? Seria um jeito dele dizer que mudou de ideia? Será que tinha se arrependido do que disse? Suspirei tristonha andando até a cama e me sentando.

Observei como aquele quarto tinha mudado, para começar não era mais uma cama de solteiro e sim uma de casal, o fetiche dele por carros continuava, porém agora vinham acompanhados de uma linda mulher em cima dele de biquínis – pôsteres ridículos, por que homens gostam disso? – uns poucos livros jogados em um canto, um computador com cara de que quase nunca é utilizado e uma guitarra vermelha com preto no canto. Michael tinha um espaço só para tênis – havia uns quatro pares de diferentes estilos e aposto que tinha levado um bocado com ele.

Mas o que mais me chamou atenção foi uma prateleira com fotos, várias da família, alguns de amigos e me encolhi ao perceber que nenhuma daquelas quando éramos crianças. Era verdade que o retrato que eu possuía dele quando pequeno estava escondido no meu guarda-roupa, só que eu queria encontrar alguma coisa ali que indicasse que gostava de mim e matasse essa dúvida me corroendo.

Suspirei longamente me jogando na cama puxando um dos travesseiro cheia de insegurança. Seria mais fácil esquecer tudo isso e sermos só amigos, mas eu não queria.

[...]

Nos dias que se seguiram eu tinha como foco acalmar meus nervos e tratar toda aquela situação com a maior naturalidade possível – mesmo que seja impossível. Pensei em passar esse tempo com as crianças e assim esquecer todos aqueles pensamentos impróprios que dominavam minha mente, o problema era que não existia essa hipótese de não cogitar sobre o Michael estando no quarto dele.

Tudo bem, vou confessar de uma vez que nos dias que se seguiram eu desenvolvi hábitos pouco comuns, algo bem fora dos eixos da minha personalidade que por mais que eu dissesse a mim mesma: Não faça de novo!

Eu acabava fazendo.

Refletindo melhor sobre isso percebo que se tratando da minha situação, minhas atitudes eram justificáveis. Afinal eu estava na casa do Michael, cheia de incertezas, sentimentos a flor da pele envolvendo ele e sem absolutamente nada para fazer – não consegui assistir o desenhos com as crianças, era meio bobo e fantasioso.

Esse meu hábito se desenvolveu já no primeiro dia, havia pedido a madrinha um travesseiro e ela me disse para pegar tudo que precisar no guarda-roupa do Michael. Fico imaginando se outras garotas fariam o mesmo que eu, pois depois de pegar o que precisava ali dentro não tinha como não cogitar a ideia de mexer no que se encontrava ali.

A primeira vez foi bem inocente, tanto que nem tranquei a porta do quarto e mexi nos seus casacos como se estivesse numa loja escolhendo uma roupa para comprar. Um frio tão agradável no estomago me tomava quando tocava aquelas que ele mais usava.

No segundo dia eu comecei a analisar as prateleiras ao redor – sempre voltando tudo para o mesmo lugar para ninguém desconfiar – mas a Gaby entrou de uma vez no quarto e eu quase tive um ataque cardíaco. Felizmente ela me pegou vendo apenas as fotos e foi fácil inventar uma desculpa ao ponto dela engolir.

No terceiro dia comecei a tomar banho três vezes por dia para justificar a porta trancada – alegando que ou eu estava me trocando ou arrumando o cabelo — Quando na verdade meu péssimo hábito tinha atingido um ponto quase anormal...: Comecei a abrir as gavetas e olhar objeto por objeto.

Michael tinha um nível organizacional que na certa só ele compreendia. Uma mistura confusa de contas antigas com gomas de mascar, fotos de estranhos – algumas de mulheres, tive que me conter para não rasgar e jogar fora – misturado com meias que pareciam faltar um par.

No fundo eu queria mesmo era encontrar algum traço que me tirasse aquela dúvida me corroendo sobre ele gostar ou não de mim. Se aquilo que aconteceu era real ou ilusão.

Eu ainda não tinha tido a audácia de mexer nas gavetas do guarda-roupa, normalmente isso é muito íntimo, e se ele mexesse nas minhas por exemplo ia encontrar uma foto de nós dois quando éramos pequeno no fundo da gaveta blusas. Também ia encontrar uma foto da minha bisavó e outros objetos que eu considerava importante.

Disse várias vezes para mim o quanto aquilo era feio e que eu deveria parar urgente, afinal não foi para isso que me colocaram naquele quarto – ainda não acho que seja por conta do desenho das crianças, mas enfim.

Só que aquele hábito se tornou mais forte do que eu e no quarto dia voltei a mexer nas coisas dentro do guarda-roupa sempre com os olhos na porta. Entrei numa briga mental de ‘abro, não abro’ até perder o medo e abrir a primeira gaveta de cima.

Ali havia somente camisas das mais variadas cores misturadas – como eu disse o nível organizacional dele é complexo, as minhas eu classificava por cores, tecidos e mangas, assim não tinha perda de tempo. Peguei uma verde escura com um símbolo estranho escrito Link Park. Dobrei do mesmo jeito que estava antes e voltando a seu lugar.

Observei se no fundo tinha algo e não achei nada. Passei para a gaveta de baixo que só tinha bermudas de tecido fino e fez ferver dos pés à cabeça de vergonha lembrando a cena caótica de minha pessoa caindo e puxando a bermuda dele para baixo. Verifiquei rapidamente o fundo da gaveta com as mãos meio tremulas e passei para a de baixo.

Abri de uma vez percebendo logo do que se tratava aquela gaveta... Uhhh! Meu rosto esquentou e foi inevitável soltar um gemido de ‘Ohhh’ espantada. A gaveta de cuecas e meias. A primeiro momento eu fiquei muito sem graça com a ideia de fiscalizar naquele meio – como se fosse completamente normal fiscalizar as demais outras.

Mas depois respirei fundo e evitei tocar nas roupas intimas do Michael – como se fosse possível. E sim, naquela gaveta, sim, tinha coisas escondidas, bom não sei se exatamente escondidas, porém se encontravam entre as roupas. No impulso de ter achado algo peguei de uma única vez o objeto de cor vermelha cintilante e a porcaria do ‘tal’ objeto se desdobrou em sete o que me fez soltar outro gemido surpresa.

Preservativos, muitos preservativos! Oh minha nossa! Ainda bem que não tinha ninguém ali comigo ou eu enfiaria a cara em um buraco de tanta vergonha. Tentei embolar apressadamente aquelas camisinhas, mas de repente aquilo parecia um cubo mágico que nunca ficava do jeito certo.

Na vergonha que senti e no dilema desesperado que estava sendo tentar voltar os preservativos ao formato correto o infeliz do objeto escapou das minhas vão e voou para de baixo da cama. Minhas mãos não paravam de tremer, minha respiração descompassada, não por que eram preservativos e sim por que não saía da minha cabeça a ideia de que ele havia comprado aquilo para usar comigo.

Ainda muito nervosa me enfiei debaixo da cama tentando alcançar as camisinhas que se encontravam do outro lado da cama encostadas na parede. E lá estava eu... Sophie Taylor embaixo da cama me contorcendo para pegar um punhado de camisinhas alheias que eu não devia nem ter mexido quando:

— Sophie!!! — Bateram cinco vezes na porta me chamando e no susto levantei a cabeça de uma vez chocando com a grade da cama. Me virei de costas colocando a mão direto na boca para abafar o gemido de dor na hora. — Sophieee! Mamãe está chamando para o jantar!

— Estou indo! — Gritei em retorno quase com a voz falha. — Droga... — Resmunguei ouvindo os passos da Gaby se afastarem. Peguei aquela coisa alisando o galo na minha cabeça.

De tão nervosa joguei os preservativos na última gaveta chegando à conclusão de que o Michael não era nenhum gênio com memória aidética para recordar o local e posição exato deles ali dentro. Durante o curto tempo sentada no chão, refleti sobre minhas atitudes nem um pouco maduras.

Mexer nas coisas dele? Procurar por objetos escondidos? Eu nunca nem mesmo sonhei com algo semelhante quando estava com James, jamais, nem mesmo passou pela minha cabeça investigar qualquer coisa relacionada a ele. Então por que será que quando o assunto era o Michael me tornava outra pessoa?

Dei um longo suspiro ouvindo uma resposta involuntária sussurrar no silêncio...

Por que eu gosto dele e eu acho que sempre gostei.

Foi uma semana difícil de suportar, as crianças só davam atenção para o desenho ou iam jogar basquete numa quadra distante, os adultos tinham seus próprios assuntos – e eu evitei ficar perto da madrinha Eloise pelo motivo que minha mãe contou sobre o desastre do meu baile e ela não parava de se desculpar pelo Michael ter se tornado um ‘empata-foda’ – de modo que minha nova mania feia não desaparecia pela falta do que fazer.

Cheguei ao ponto de ficar brincando com o perfume dele que dava uma sensação meio bizarra de que tinha passado por ali e ao dormir era contemplada com vários sonhos desconcertantes envolvendo ele, eu, a rodoviária e vários beijos que não aconteceram.

Confesso... Era uma sensação muito agradável.

[...]

Deitada num sofá lendo um livro pelo celular, evitando não ficar mais tanto tempo no quarto para não pensar besteiras – como se não pensasse nisso fora dele –, ele chegou.

Era de tarde, e ao lado do padrinho com uma mochila nas costas Michael havia chegado entre sorrisos para o desespero dos meus nervos. Desajeitada quase caí do sofá perdendo a habilidade de agir racionalmente apenas assistindo o tumulto na porta de todos recebendo os dois – minha tia em especial que quase agarrou o padrinho na porta mesmo.

Eu me encontrava paralisada em pé recostada no sofá sem saber o que fazer e com mil e uma alternativas na cabeça. “Falo ‘oi’?”, “Dou um abraço ou é intimo demais?”, “Confesso vergonhosamente que senti muita falta dele ou não digo nada?”, “Beijo sua bochecha ou vai ser estranho?”, “Faço perguntas triviais ou apenas dou um aceno?” ...Ahhh, eu não tinha um raciocínio lógico no momento, então deixei fluir os acontecimentos sem intervenção do meu medo.

— Sophie! — Cumprimentou meu padrinho me dando um abraço forte e não pude evitar de pensar que era a primeira vez que eu queria abraçar o filho dele e não ele. Devolvi o afago num sorriso. — Que menina que está a cara da mãe! — Abaixei o rosto tímida.

— Para o desespero do pai... — Comentou minha madrinha. Minhas bochechas coraram no mesmo instante com todo mundo rindo.

— Que lindo... Agora o meu! — Pediu o Michael me puxando de leve no seu rumo sorrindo de forma travessa abrindo os braços.

Em outras circunstancias a timidez me impediria de fazer aquilo, porém ao estar de frente com ele foi inevitável dar um pequeno pulo em cima dele num abraço tão forte quanto o que dei no padrinho. Sentia tanta sua falta que meu corpo praticamente moveu sozinho. A alegria bateu tão forte no peito que meus lábios entraram nessa de ter vida própria e conversar sem minha autorização...

— Eu senti sua falta... — Nem mesmo notei que tinha dito aquilo, mesmo que baixinho no ouvido dele. Só percebi o que tinha feito quando me respondeu em retorno...

— Eu também... — Sussurrou me apertando mais.

Gostaria muito de dizer que esse reencontro foi memorável, que brincamos e conversamos sobre aquele assunto ou como nossa relação deveria ficar. Por mim até mesmo se tivéssemos só passado um tempo juntos batendo papo furado já seria uma coisa boa, mas infelizmente a realidade foi outra totalmente diferente.

Ele chegou, colocou as coisas num quarto, tomou um banho e saiu.

Assim, sem nem avisar ninguém, quando demos conta – eu, a madrinha, o padrinho e o resto do pessoal – ele já tinha saído de casa sem data para voltar. E francamente... Isso foi muito desanimador e até deprimente, ainda que não pudesse fazer nada para mudar. Ficou evidente que ele só disse que sentiu minha falta da boca para fora e que talvez nem fizesse questão de ficar perto de mim.

Foi uma tarde longa de pensamentos negativos me questionando se eu havia feito algo errado ou se ele mudou de opnião. Para piorar minha desilusão todo mundo resolveu sair, meus pais e os padrinhos foram num jantar de casais, a Gaby e o Logan num jogo de basquete com o pai dele, o Michael sem previsão de retorno e eu acabei sozinha enfiada numa bacia de pipoca assistindo a um filme de terror chato sobre fantasmas.

— Cheguei de novo família! — Gritou a voz daquele infeliz que eu já não queria nem ver pintado de ouro. Aliás, nem deu moral! Fiquei quietinha na sala mastigando minha pipoca como se a voz dele não passasse de um mosquitinho incomodo no meu ouvido. Onde já se viu? Desaparecer sem dizer nada? Podia pelo menos ter dito ‘olha Sophie, vou sair um pouco, mas depois conversamos sobre aquilo, está bem?’...Não! Ele não estava nem aí, então paguei na mesma moeda. — Hey! Oiii! Tem alguém aquiii!? — Questionou andando pela casa até que entrou na sala e me viu. — Sophie! O que está fazendo nesse escuro? — Ligou a luz, eu apenas dei uma olhada rápida no rumo dele.

— Assistindo filme... — Revidei somente enchendo a boca em seguida de mais pipoca.

— Sozinha? — Com imenso sarcasmo olhei para os lados.

— Bom, eu acho que sim, mas de acordo com o filme não. — Respondi com certa ironia. Para variar ele soltou uma risadinha se aproximando do sofá.

— Atividade paranormal?! E você não tem medo de assistir sozinha no escuro? — Comi mais algumas pipocas dando ombros.

— É um filme, não é real para dar medo. — Respirei fundo, será que ficaria de perguntinhas bobas? Senti ele me observar, mas assim que virei no seu rumo ele disfarçou sorriso.

— Cadê todo mundo? — Coloquei a pipoca de lado.

— Nossos pais iam num encontro de casais, pelo menos foi o que me disseram. A Gaby e o Logan foram assistir a um jogo de basquete, me chamaram, só que eu não entendo nada então preferi ficar. — Soltou um ‘ahhh’ sonoro.

— E você ficou sozinha? — Franzi o cenho confusa com a pergunta.

— É, como sempre, qual a novidade? — Desviou o olhar balançando a cabeça.

— Nada... — Replicou. Retornei minha vista para a televisão sem conseguir prestar atenção, com ele por perto era difícil concentrar em alguma coisa.

— Quer pipoca? — Quebrei o silêncio incomodo que se fazia aproximando a tigela. Me lançou um meio sorriso negando.

— Não, eu vou sair para comer. — Forcei o sorriso mais falso do ano fingindo novamente que via o filme.

— Ah. — Murmurei. O silêncio pairou de novo e dessa vez decidi deixa-lo continuar.

— Você-... — Pronunciou depois de alguns longos minutos pigarreando. — ...Quer ir? — O fitei perdida.

— Aonde? — Eu sei, pergunta idiota, mas minhas esperanças tinham caído drasticamente. Sorriu torto negando com a cabeça.

— Ir jantar comigo, é bem perto. — Fiquei mais confusa ainda. Abri a boca algumas vezes analisando a roupa que eu vestia e não pareceu apropriada para um jantar, em seguida comecei a cogitar que a razão dele me convidar talvez fosse pena por eu ter que ficar ali sozinha. Sorri sem graça negando.

— Eu não estou com fome. — Michael enfiou as mãos no bolsos da calça cabisbaixo e assentiu.

— Oook! Vou tomar uma ducha e trocar de roupa... Érr... Bom filme. — Forcei outro sorriso em agradecimento.

Quando saiu da sala afundei no sofá choramingando. Ahhh! Não era assim que eu queria que acontecesse! Não era para as coisas ficarem desse jeito! Nós deveríamos conversar e entender o que se passava entre a gente, não esse clima estranho que não vai para frente nem para trás.

No impulso pulei do sofá ignorando todos os pensamentos na minha cabeça indo ás pressas no caminho que o Michael seguiu, e levei um pequeno susto quando o vi com a cabeça encostada na porta do quarto resmungando alguma coisa inteligível.

— Está rezando ou o quê? — Se virou surpreso e começou a rir.

— Me motivando! — Entortei o rosto estranhando, mas ao final ri. Não foi para isso que eu o segui.

— Mudei de ideia, eu vou! Digo... Se não tiver problema... — Vai que ele não quer mais. Felizmente sorriu.

— Claro que não, se apronta e a gente vai. — Afirmei me aproximando da porta, lancei um sorriso irônico para ele.

— Vai continuar se motivando ou posso entrar? — Semicerrou os olhos e no fim riu.

— Engraçadinha... — Abriu a porta para mim.

[...]

Fiquei imensamente impressionada com o restaurante ao qual ele me levou, já tinha vindo nele uma ou duas vezes com a família, porém estava totalmente diferente do que eu me lembrava. Bem maior, com muito mais mesas tanto para uma pessoa quanto para oito e se não me engano até mais. E como aquele lugar ficou bonito, quase nem prestei atenção na comida.

— Quando seu avô reformou? — Cogitou consigo e disse por fim.

— Início do ano passado, se não me engano... Ficaram fechados durante um bom tempo até reabrirem. — Contou. Acenou com um sorriso largo para mais uma pessoa que passou o cumprimentando. Isso aconteceu inúmeras vezes desde que chegamos.

— Você conhece um bocado de gente por aqui, não é? — Assentiu rindo.

— Quase todo mundo, eu trabalhei aqui por um tempão. — Cortei um pedaço do suflê vegetariano e saboreando, estava tão gostoso que não consegui segurar um gemido de prazer. Michael me tornou uma careta de nojo. — Aí Sophie, como consegue comer isso? É como misturar ingredientes que ninguém come... — Resmungou e o fitei.

— O mesmo vale para mim vendo essa coisa sangrando no seu prato! — Apontei para o pedaço enorme de carne no prato dele.

— Não queira comparar meu filé com esse monte de legumes sem gosto, viu?! — Cortou um pedação enfiando na boca com um olhar desafiador.

— Cresce Michael! — Disse rindo junto com ele.

— Falou com a maluquinha esses dias? — Estranhei a pergunta, mas afirmei.

— Sim, ela mandou um ‘vá se danar’ para você. — Retruquei brincando e ele riu. — Ela ainda não te perdoou pelo baile, na visão dela você estragou ‘o melhor momento da minha vida’. — Dei ênfase na última rindo.

— É, a minha mãe também acha. — Comentou. — Mas nós sabemos que não é verdade, não é? — Franzi o cenho confusa.

— Como é que eu vou saber? Não aconteceu. — Michael deu uma risada balançando a cabeça.

— Sophie você é a inocência em pessoa. — Apesar dele dizer isso com carinho, eu não gostei de ouvir. Fiz um bico negando.

— Não sou não! Eu entendo muitas coisas nada inocentes... — Rolei os olhos. — ...Na teoria. — Completei sem jeito o fazendo rir.

— Nem na teoria, minha irmã tem doze anos e entende mais na teoria que você. — O mirei seca.

— Talvez eu não alcance seus altos níveis de malicia, mas eu não sou inocente como pensa. — Relaxou na cadeira a minha frente num sorriso travesso.

— Você nem sabe para que eu a trouxe aqui! — Larguei o garfo nervosa no mesmo tempo.

— Sei sim! Fez isso por que ficou com pena de me ver sozinha na sua casa. — Ao invés de chocado com a minha revelação o infeliz começou a rir e me deixar mais nervosa.

— Foi por isso que você recusou de primeira, não foi? — Questionou entre risos.

— Ah! É claro que não! Fique sabendo que...

— Mike! — Nós dois levamos um susto com a moça que se aproximou do nada na nossa mesa. Ele se levantou e deu um abraço nela – meu estomago fez um nó de desagrado.

— Leah! Achei que tivesse se mudado?! — A morena de cabelos presos sorriu largo dando um tapinha no ombro dele.

— Não deu certo o trampo, então achei melhor voltar. Retornei tem quase um mês, mas fiquei sabendo que você estava fazendo estágio fora por que saiu nos tapas com um professor... — Comentou rindo divertida – não conhecia ela, mas meu estomago não tinha gostado dela.

— Tapas? Foi porrada mesmo, só que é uma lonnnga história. — Retrucou se sentando de volta. Pelo menos isso, né?

— E essa princesinha da Disney? Não me diga que está saindo com ela? Olha garota, falo por experiência própria, foge desse cara! — Princesinha da Disney? Fiquei perplexa... Princesinha da Disney? Dei uma ligeira olhada na minha roupa.

Vesti um blazer preto florido, uma blusa branca folgada e uma saia vermelho cereja, junto a um sapato fechado da mesma cor. E eu ia contestar ou mesmo perguntar por que ela me chamou de princesinha da Disney quando...

— Nãooo! Ela é minha prima! — Fechei a boca no mesmo instante sem a capacidade de argumentar mais nada. Engoli em seco e abri um sorriso forçado concordando.

— Ahhh! Tá explicadoo! Sorte sua princesa! — Disse ela me dando uma piscadela – eu NÃO gostei dessa garota.

— Sophie, meu nome é Sophie, não princesa. — Revidei seca e quase avancei no pescoço dela quando começou a rir.

— Sophie? Até nome de princesa você tem! Meu Deus, não sabia... — Lá se foi meu suco de uva todo no rosto daquela linda moça conhecida do Michael. Segurei meu garfo com força e a encarei num olhar assassino.

— Me chama de princesa mais uma vez. — A garota se intimidou encolhendo os ombros e olhando para o Michael. Esse estava espantado, acho que ele nunca esperou que eu fizesse algo parecido.

— Te ligo depois... — E saiu às pressas – isso minha filha, saí do meu território se não mando-lhe cortar a cabeça.

Ao nosso redor algumas pessoas estavam surpresas com a cena e outras assustadas, respirei fundo me acalmando enquanto ele me olhava sem palavras.

— Não me olhe assim, você fez coisa muito pior por muito menos. — Falei comendo outro pedaço do meu suflê. — Podemos terminar e ir embora? — Pedi desviando o olhar com a voz embargada.

— Hum... Claro. — Respondeu sem jeito.

Tudo estava tão perfeito até aquela maldita garota aparecer, tudo estava tão magnifico até ele proferir aquela maldita frase e acabar com todo o encanto do momento. Com certeza ela era uma das ex-namoradas e ficou com vergonha de mim, ou talvez nem tivesse intensão alguma de ser algo além disso.

Quase não conversamos durante a refeição, nada de brincadeiras e nem mesmo trocar olhares ou sorrisos, ele pediu desculpas num certo momento pela ‘amiga’, mas nem dei moral por conta do ressentimento que tomou meu peito. Antes tivesse ficado em casa e não teria passado por essa situação.

Chegamos na sua casa em total silêncio, não havia uma alma viva ali dentro e a escuridão tomava conta do ambiente. Como se tudo já não fosse constrangedor o suficiente, nós dividiríamos o quarto.

— Vou me trocar... — Avisei que era para ele nem mesmo subir junto comigo. Entrei no seu quarto já tirando a roupa de uma vez e soltando um longo e sofrido suspiro. — ...Só prima...? — Murmurei tristonha. Peguei meu pijama e comecei a vestir querendo entrar naquela maré de depressão de novo e chorar. — ...Mais um ano... — Choraminguei com a frase rasgando minha garganta. Me sentei na casa tão contrariada que o biquinho tremulo foi involuntário.

Mais um ano... Mais um ano que as coisas ficaram do mesmo jeito, mais um ano em que eu sou a prima de visita e não a pessoa com quem ele quer do lado, mais um ano e nada mudou. Comecei a pensar se por acaso a Claritta passasse por isso ela teria os mesmo resultados.

A resposta era óbvio: Não!

Se fosse a Claritta no meu lugar ia mandar um grande foda-se e não... Se fosse a Claritta ela já teria agido a muito tempo e sem arrependimentos... Se fosse...

De repente uma luz clareou a minha mente.

Quantos anos mais iriam se passar até que eu tomasse uma providencia para mudar as coisas das quais eu não gosto? Quantos anos mais eu esperaria sentada por uma atitude diferente do Michael enquanto eu mesma poderia fazer essa diferença?

Toda minha vida se resumiu em esperar tudo acontecer espontaneamente ao invés de ir atrás delas! Quanto tempo mais eu ia engolir esse ‘prima’ até não suportar a situação e tomar coragem para mudar isso?

Me levantei, me olhei, ergui o queixo e permiti meus pés seguirem com destino ao verdadeiro reencontro que eu queria ter tido assim que cheguei aqui. Ele estava na porta da sala e deu um longo suspiro ao me ver...

— Ahhh Sophie, escute, nós precisamos... — Deixei as palavras voarem sem sentido fechando os olhos abrindo os braços e o enlaçando pelo pescoço e finalmente – finalmente mesmo – o beijei.

E por um momento eu senti como se quisesse fazer aquilo a minha vida inteira. Demorou uns poucos segundos até sentir suas mãos tomarem meu rosto e devolver o beijo na mesma tranquilidade. Foi simples, singelo e o suficiente para fazer minhas intenções ficarem claras. Quando nossos lábios se separaram, eu o fitei bem séria.

— Agora já não pode dizer mais que sou sua prima... — Ao invés de sem graça ele começou a rir – Michael vai morrer um palhaço, nem numa hora dessas me leva a sério.

— Me beijou para isso? — Semicerrei os olhos.

— Não, é que eu não sei como vai estar no ano que vem, talvez nem goste mais de mim, talvez torne a agir como um babaca pretensioso, cada ano que passa você parece mais indeciso, então eu resolvi aproveitar esse ano em que você está olhando para mim... Pode ser o último, não sei. — Dessa vez o Michael me encarou sério e até um tanto nervoso.

— Como é que é? — Se afastou de mim. — Então pela sua lógica ano que vem eu já não sinto mais nada...? — Cruzei os braços.

— Pela minha lógica não, pela lógica das suas ações! — Isso o deixou mais zangado ainda. — Me disse coisas estranhas na rodoviária e cheguei aqui e você diz que sou só sua prima, me diz?! Quem garante que daqui pouco tempo você já não mudou de ideia de novo?!

— Quer uma garantia de que não é minha prima? — Quando me perguntou olhando intensamente para mim me encolhi engolindo em seco.

Se aproximou deslizando os dedos lentamente pelo meu braço subindo até a curva do meu pescoço, o que já me fez perder completamente a postura e a discussão fechando os olhos e inclinando o rosto sobre a palma da sua mão. Ao abri os olhos outra vez ele já se mantinha na minha frente com as duas mãos segurando meu rosto e movendo para si.

Fechei os olhos mais uma vez esperando o beijo doce acontecer, o que não houve, pois uma das mãos desceu até minha cintura me puxou contra ele e colou nossas bocas numa intensidade que me pegou de surpresa. Sua língua entrou na minha boca e de repente eu não sabia mais nem beijar de língua... Me perdi plenamente na caricia que ela fazia sobre a minha.

Ahhh O fogo... O famoso fogo que a Claritta tanto falava começou a subir das pernas até o último fio de cabelo e me deu estímulo para me apoiar em seus ombros – por que as pernas esqueceram as funções delas e pareciam gelatinas.

Quando eu estava recobrando os sentidos e conseguindo aproveitar o beijo tocando sua língua com a minha o filha da mãe parou.

— Acho que... — Eu mandaria ele calar a bola se desse conta de falar.

Agarrei seu rosto grudando nosso lábios mais uma vez recebendo um grunhido em resposta que não durou muito e me beijou de volta.

Se eu soubesse que beijar o Michael era tão bom eu tinha feito isso a muito tempo atrás!

Ele me empurrou com calma sem interromper o beijo – eu não largava do seu pescoço por nada – até uma parede próxima da escadaria. Consegui mexer a língua a ponto de tocar a dele mesmo que tímida e participar daqueles movimentos que faziam o tal ‘fogo’ tomar proporções quase racionais. A cada gesto e toque eu acabava por soltar pequenos gemidos que saiam contra minha vontade.

Uma mão dele desceu a minha barriga entrando por baixo do meu pijama, ele interrompeu o beijo e antes que eu pudesse reclama avançou sobre meu ponto fraco roçando os lábios úmidos... Pronto... Tinha ficado totalmente mole nos seus braços. Como é que o James nunca descobriu esse lugar?

Prendi a respiração no mesmo instante em que senti sua mão subir e...

— Não estou nem aí, não quero voltar lá mesmo! — Michael levantou o rosto no meu rumo tão assustado com a voz que surgiu nos fundos quanto eu. Era a voz da madrinha!

Tentamos nos recompor o mais ligeiro que podíamos e quando menos esperávamos os quatro já estavam na nossa frente rindo de alguma coisa. Michael saiu correndo Deus sabe por que me deixando sozinha com nossos pais.

— O que deu nesse menino? — Perguntou a madrinha e dei de ombros.

— Nã-não sei, vocês voltaram cedo! — Falei limpando meu pescoço que estava meio úmido e evitando não ficar roxa de vergonha. Felizmente eles estavam com a cabeça longe.

— Fomos expulsos do encontro Sophie! Sua madrinha saiu no tapa com uma mulher lá?! — Contou minha mãe e só de imaginar a cena comecei a rir.

— Ela deu em cima do padrinho? — Minha tia inflou os peito nervosa.

— Perguntou se eu queria fazer uma troca! UMA TROCA! — Coloquei a mão na boca abafando o riso — Eu tinha que defender meu território! — Ela completou a frase grudando no braço do padrinho que sorriu divertido.

— Pelo menos se divertiram, né? — Questionei meus pais que pareciam muito alegres – apesar de terem sido expulsos por conta da tia.

— Essa coisa de encontro de casais é um saco, nós podíamos ir em algo como competição de casais, aí sim ia ser divertido! — Deu a ideia meu pai.

— Uhhh! Eu apoio!!! — Disse a madrinha empolgada.

— Eu não, você é muito competitiva. — Retrucou meu padrinho.

E fui saindo de fininho enquanto eles discutiam sobre a ideia do meu pai.

— Eu vou dormir, boa noite para vocês... — Acenei e eles nem me ouviram.

Entrei no quarto do Michael e olhei em volta, eu nunca fiquei tão contente de poder ficar naquele quarto. Sentei na cama ansiosa com uma sessão sem interrupções daqueles beijos e quando entrou meu coração já começou a acelerar, dei uma risadinha.

— Você é um baita de um cavalheiro, me largando sozinha lá embaixo. — Ele enxugou o cabelo rindo.

— Na situação que eu estava era mais cavalheiro sair do que ficar, vai por mim. — Franzi cenho perdida.

— Não entendi, por quê? — Riu balançando a cabeça. Colocou a toalha sobre a cadeira e se aproximou num sorriso carinhoso sentando na beirada da cama.

— Quer conversar? — Neguei no mesmo tempo.

— Não, quero te beijar... — Avancei meus braços sobre seus ombros o que o fez rir.

— Finalmente concordamos com alguma coisa. — Retrucou sorrindo fechando o espaço que faltava entre nós.

[...]

Continua...

Notas finais
Calmaaaa! Não me matem! Eu sei que prometi hentai, mas é que achei eu demoro muito para escrever hentai. Tipo, eu escrevo VARIAS vezes as cenas e apago inúmeras vezes, até ficar aquele tipo de cena que combina com os personagens... Então demora um pouquinho mesmo. Por isso cortei e vou postar separado kkkkk Quando? Bom, eu estou estudando para uma prova aqui, se eu adiantar os estudos até o final de semana no domingo eu já posto alguma coisa, mas não é certeza =/ Até o proximo e não deixem de comentar!