Especial Inner Beauty

8 Capitulo Oito - Dezesseis Parte II


Notas iniciais
Olá! Tentei postar antes da meia noite, mas enfim. Gente eu fico muito contente e emocionada pelos comentários me motivando a continuar. É só que eu tenho muita dificuldade de lembrar das coisas, eu escrevo uma vez e depois não faço a menor ideia do que escrevi. Tanto que as vezes eu leio minhas histórias e fico rindo pensando da onde diabos eu tinha tirado aquilo xD É todo um processo... Eu crio o enredo, coleto o maximo de imagens possiveis para dar rosto aos personagens - que eu nunca sei de que site tiro - e só depois escrevo os capitulos. Feito isso acabou... Eu não consigo fazer de novo não importa o quanto eu tente e quando eu tento sai completamente diferente... Lá no meu note tinha: Os cinco primeiro capitulos e TODO o enredo de Inner Beauty 3. Tinha imagens que eu ia passar a vocês do Logan e da Gaby... E do Nigel - por quem eu me apaixonei enquanto escrevia ç.ç, Tinha um enredo do especial do Dick e da Undine com imagens que eu ia postar aqui... Foi muito frustrante... E tipo, eu fiquei muito mal - querendo matar minha sobrinha, juro que quase quebrei o tablet dela na vingança. MAS eu vou tentar me acalmar e pensar positivo... Emanem boas vibrações para o meu note não ficar caro por que esse aqui é horrivel... Tipo, o teclado é muito louco e está todo em espanhol kkkkkk Gente, vou encher vocês de dramas mais não... Boa leitura e desculpem os erros.

Dezesseis Part II

Apesar de não ser muito fã de aglomerações, a ida para ver os fogos de artificio na virada do ano me animava. Eu quase me esqueci que os dias anteriores foram de pura tortura com o Michael notando minha presença da forma mais irritante que poderia.

Mas o último dia do ano chegou.

Normalmente minha madrinha ou meus pais levavam eu e as crianças para o píer da cidade para ver os fogos, só que aquele ano confuso foi fechado com chave de ouro em seu recorde de estranheza. Meus pais e meus padrinhos saíram para uma festa entre adultos e imagina só quem ficou para nos levar no píer daquele ano...

— Isso é algum tipo de praga? — Perguntei assim que me sentei no banco do passageiro. — Cadê seus amigos? E os primos? Eu posso levar eles sozinha no píer se a última opção for você. — Mascando um chiclete apenas piscou os olhos.

— Sophie deixa de ser pé no saco por uma noite?! Nós vamos no píer, assistimos aos fogos e voltamos, qual é o problema nisso? Quantas vezes a gente já não assistiu aos fogos juntos? — Virei o rosto.

— Eu não gosto de ficar perto de você, entendeu ou preciso desenhar? — E mais uma vez ele riu e a cada sorriso me deixava mais desarmada e sem saber o que fazer a seguir.

— Sophie, não... — Antes dele completar tsunami e furacão entraram animados no carro.

— Vamos!!! — Falou os dois em uníssono.

— Vamos. — Repetiu Michael ligando o carro.

Foi uma noite bem longa enquanto esperávamos pelos fogos na virada. Assentamos numa mesa próxima ao píer tendo uma vista e tanto o rio e da onde soltariam os fogos. E os amigos do Michael foram surgindo do nada para cumprimenta-lo durante a espera, Logan e Gaby desapareceram no meio das pessoas e eu fiquei ali... Sentada, sozinha, cogitando se era melhor ou não estar na companhia daquele imbecil durante a virada.

Quando aquilo aconteceu...

— Oiii princesinha... — Disse um estranho se sentando na cadeira ao meu lado. Devia ter uns vinte anos ou mais. — ...O que faz aqui tão sozinha? — Arqueei uma sobrancelha.

— Não estou sozinha e você está no lugar dos meus primos, se não... — O desconhecido ousado e com um cheiro forte de álcool passou os dedos pelos meus cabelos me dando um leve susto que me fez ficar de pé e bater contra algo atrás de mim.

— Veja só, você está assustando a ruivinha cara. — Dei um giro notando outro estranho com aproximadamente a mesma idade do amigo com uma garrafa de uma bebida alcoólica na mão... E sim, eles realmente estavam me assustando. A música estava muito alta, tinha muita gente e ninguém prestava atenção em nada.

— Escuta, se vocês não forem embora eu vou chamar... — O que estava em pé puxou meu braço para bem perto dele.

— Calma docinho, nós só queremos bater um papo... — Argh e como ele tinha um bafo horrível de cerveja. Empurrei-o fazendo cara de nojo.

— Me solta seu imbecil! Me solta já! — Ordenei e o bêbado nojento que não me soltava apenas sorriu largo.

— Que gracinha... Só um beijinho docinho... — O empurrei desesperada com tudo que podia quando puxou meu corpo para mais perto, mas como eu sempre digo... Força física, não é meu forte e a merda aconteceu.

E esses senhoras e senhores... Foi o conto do meu primeiro beijo, com um bêbado asqueroso que nunca tinha visto na vida... Sem romantismo, com uma trilha sonora de uma música eletrônica ensurdecedora, com meu coração palpitando de medo e minhas mãos já doloridas de tentar esbofetear aquele infeliz.

Só me restou cuspir no chão e limpar os lábios fazendo refluxo depois do ocorrido.

A parte boa desse conto de horror é que não foi um beijo de língua – aí sim eu teria vomitado de fato – a parte ruim era que a parte boa não me consolava tanto.

Eu estava pronta para correr quando me soltou. Só realmente não corri por que a razão do bêbado ter me soltado foi um belo de um soco bem no meio da fuça que o fez cair literalmente do meu lado. Mirei o Michael espantada e o vi num estado que nunca tinha visto antes... Furioso.

Furioso mesmo, tão enraivecido que até vermelho o rosto dele estava.

Fuzilou o outro sentado na mesa que ficou de pé para ir para cima dele e a pancadaria deu inicio. O caído no chão se levantou e foram os dois bêbados para cima do meu primo levar a última surra do ano. Depois apareceu mais uns amigos desses dois loucos e de repente a briga de rua não tinha fim.

Moral do ano? Bom, eu cheguei a ver os fogos – um pouco deles – da viatura policial. Fomos todos levados detidos, isso incluí tsunami e furacão que entraram na briga sem nem saber o que aconteceu e partiram para a porrada para ajudar o Michael – embora ele não precisasse.

Meu primeiro dia do ano foi sentada numa cadeira na delegacia esperando a boa vontade de oficiais que não queriam trabalhar depois da meia-noite. A Gaby recostou no Logan que fez o mesmo e os dois dormiram ali como se fosse a coisa mais normal do mundo, na verdade eles ficaram mais do que empolgados já que de acordo com o que ouvi ‘Nunca passaram o ano novo numa delegacia e isso era muito maneiro’.

Aproveitei que eles dormiam para minimizar os impactos da noite.

— Já sei. Eu vou dizer que eles queriam a mesa, eu não quis deixar e tentaram tirar a as cadeiras e discutir comigo quando você apareceu e a briga começou. — Expliquei lentamente para o Michael que estava com um papel higiênico enfiado na narina esquerda com sangue e alguns arranhões pelo rosto.

— Qual o problema com a verdade? Não fizemos nada de errado, os policiais... — Dizia e eu tive que olhar para os lados e interrompê-lo em seguida.

— Dane-se os policiais, Michael! Meu pai não pode sonhar com o que aconteceu essa noite, a minha mãe então... Não! De maneira alguma eles podem saber! — Ergueu os braços perdido.

— Por que não? Eu acho que eles tem o direito. — Balancei a cabeça como se fosse óbvio.

— Michael como acha que meus pais vão reagir quando souberam que meu primeiro beijo foi com um bêbado desconhecido que por acaso me agarrou do nada? — Isso o fez encolher os ombros e me olhar com pena. Apontei para ele. — Exato! É exatamente assim que eles vão reagir, meu pai vai ficar paranoico e virar um sociopata atrás desses caras e minha mãe não vai parar de se culpar e chorar por eu não ter tido uma primeira experiência normal. — Justifiquei de frente para ele que me fitou espantado. — Será que, por favor, podemos manter isso em segredo de todo mundo? — Negou.

— Ahhh Sophie é só você não contar isso como seu primeiro beijo, por que tecnicamente não é. — Franzi o cenho me sentando ao seu lado.

— É claro que conta! Encostou a boca na minha, eu quase vomitei, como é que não conta? — Ele girou os olhos.

— Eu me refiro a forma sentimental, digamos que isso foi um contato, não um beijo, entende? — Não, eu não tinha captado, mas compreendi que isso tinha mais a ver com a consciência dele do que com o meu trauma.

— Está bem, assim seja se te fizer sentir melhor, desde que você prometa que vai manter segredo, diga qualquer coisa... Exceto a parte do be... Do contato! — Retruquei num suspiro tentando trocar a paz de espirito dele por um segredo. Jogou a cabeça para trás murmurando.

— Isso não me fez sentir melhor... Que droga... — Resmungou.

— Michael a boca é minha, quem tem que estar chateada sou eu. — Tornou a me fitar.

— E você não está? — Cruzei os braços desviando o olhar.

— Estou, claro que estou, é só que... Eu acho que... — Eu não queria parecer dramática perto dele, porém estava tarde, estava com sono e acabei me deixando levar pela voz arrastada dele. — ...Me acostumei com... Sei lá, esperar o pior... Minha expectativa em relação a isso nunca foi boa então... Só resta amenizar os estragos. — Ele suspirou passando um dos braços em volta de mim num abraço.

— Me desculpe Sophie, não devia ter te deixado sozinha... — Se isso tivesse acontecido a alguns horas atrás eu teria dado uns tapas nele e me afastando gritando para não tocar em mim, entretanto não entendi o que se passou comigo que acabei deixando ele me consolar. — ...Eu estava de olho na mesa, juro, e daí quando dei por mim vi ‘aquilo’... — Dei dois tapinha camaradas no peito dele.

— Tudo bem, vai ficar entre nós? — Perguntei o fitando pelo canto do olho. Sorri com compaixão assentindo de leve.

— Vamos dizer que foram inconvenientes não aceitaram um ‘não’ e eu me irritei. — Um peso saiu do meu coração, tudo que eu realmente queria era não ver minha mãe chorando por conta disso... Meu pai paranoico eu já estava acostumada.

— Obrigada Michael. — Ele me deu um modesto beijo na testa encaixando meu rosto sobre si.

— Você podia ser doce mais vezes, sabia? Olha só como nossa conversa fluiu...

— Não me provoca... — O interrompi rangendo os dentes o fazendo rir.

Duas e meia da manhã, eu estava dormindo quando a delegada responsável chegou com cara de poucos amigos. Para sorte nossa ao que tudo se resumiu essa delegada era tia do Michael e da Gaby que liberou a gente logo em seguida – sem mexer com ficha nem nada – e deixou os bêbados posarem na cela para aprenderem – achei pouco.

Tudo foi esclarecido aos adultos pela manhã que não pareciam nem um pouco surpresos pelo Michael ter brigado numa festa – ao que tudo indicava ele fazia isso com uma frequência corriqueira. E cumpriu com a promessa de não contar ‘aquela’ parte a ninguém.

No segundo dia do ano eu já não odiava o Michael tanto quanto o detestava no dia anterior, era como se uma fagulha se acendesse no meu peito dizendo ‘e se ele tiver conserto?’.

E num curto período em que meu orgulho ferido se distraiu tomei uma decisão repentina de talvez cogitar a possibilidade de fazer as pazes com ele. Não tinha a menor ideia do que dizer, mas sabia que perguntar sobre os ferimentos da briga eram um bom jeito de começar uma conversa e aproveitei isso para comprar uns curativos aparentemente baratos para presenteá-lo, só para melhorar a encenação.

— Ah aí está você... — Disse num sorriso inocente quando chegou ofegante junto com padrinho logo após uma corrida.

E o branco tomou minha mente... E eu esqueci o que ia dizer... E eu não conseguia fechar a boca... E o famoso fogo que a Claritta mencionava começou a ferver no meu estomago... E meus olhos não conseguiam se desviar... E quando ele sorriu para mim eu acabei abaixando o rosto de vergonha sem aptidão para respirar mais...

Ele passou por mim dando um afago carinhoso nos meus cabelos e minhas pernas tremeram e as borboletas devoraram meu estomago... E depois comecei a rir que nem uma retardada com as bochechas vermelhas.

— Olha... Eu já mulheres levarem uma surra da minha mãe por muito menos... — Quando Michael falou isso quase tive um troço de tão inquieta.

— Ahhh eu daria meus órgãos internos para ter o meu primeiro beijo com o seu pai... — Confessei baixinho e ele rolou os olhos desdenhando.

— Meu Deus... Foi para isso que estava me procurando? — Me surpreendi ao ver que aquilo o irritava de certo modo.

— Você se incomodaria se um dia eu acabasse virando sua madrasta? — Eu havia acabado de descobrir o ponto fraco do Michael.

— Ficou louca Sophie? Estamos falando do meu pai, não acha ele um pouquinho velho para você? — Neguei no mesmo tempo com as bochechas mais vermelhas ainda.

— O padrinho Dillan nunca vai ser velho demais para mim... Aí! Como a madrinha deu sorte! — Ele tornou a fazer careta passando por mim quando segurei em seu braço sentindo a pele grudenta. — Argh! Você está pregando! — Ele parou e se virou.

— Chama-se suor sua fresca... Diz logo o que você quer! — Sorri com sarcasmo.

— Tirando seu pai? — Ele mordeu o lábio inferior fechando o punho e fingindo que ia me acertar de raiva.

— Sophie se eu sonho em contar isso para minha mãe, ela te mata! — Balancei a mão negando.

— Em vim em missão de paz, até por que se um dia eu me casar com o seu pai a gente tem que... — Avançou sobre mim rangendo os dentes nervoso.

— OKKK! Você já percebeu que isso me irrita, não é? — Sorri de lado.

— Viu o quanto é divertido irritar os outros? Eu só vim te dar isso... — Me soltou segurando a caixinha.

— Nossa que amor... — Disse com deboche. — ...É algum jogo macabro seu? Vou me comprometer se aceitar? — Rolei os olhos suspirando.

— Não, é a minha forma de agradecer por ter me defendido e tudo mais, você podia ter deixado para lá o que acontecesse comigo, porém se dispôs a me ajudar... Então... É isso. — Pela minha logica ele deveria ficar lisonjeado pela minha atitude ao invés disso fez careta.

— Você precisa trabalhar essa coisa de agradecer, foi fraco, muito fraco. — Zombou. ‘Ingrato’ pensei.

— Me erra Michael. — Deixei ele de lado desistindo da ideia de voltar a sermos amigos.

Quando estava quase perto das escadas recebi um abraço todo grudento de suor pelas costas como vingança ou sei lá por que aquele doido fez aquilo... Não era para me agradar!

Rosnei, tentei acertá-lo sem sucesso e passei um bom tempo tentando me convencer de que aquele cheiro era completamente desagradável e de que não tinha gostado nem um pouco da sensação daqueles braços roçando os meus com a intenção de me sujar.

Minha libido era normal como os das outras garotas da minha idade, o segredo dele...

Pelo visto só funcionava com algumas pessoas.

Notas finais
Uhuuu! Agora podemos dizer que as coisas estão começando a andar. Sei que vocês querem beijos e tudo mais, porém vão ter que aguardar... O romance é meio lento mesmo. Amanhã respondo a todos os comentários! Abraços e até o proximo!!! o/