Especial Inner Beauty

9 Capitulo Nove - Dezessete Part I


Notas iniciais
Olááááá pessoas! Nossa demorei né?! Que novidade, a Mai demorando a atualizar kkkk Fiquei um tempo sem o computador e por esses dias que recebi de volta o meu aewwww! Estou com meu teclado normal de novo xD Enfim, gostaria de agradecer a todos pelos lindos e maravilhosos reviews e dizer que esse final de semana ainda respondo a todas, viu?! Também quero agradecer de coração as magnificas recomendações da LieHades e da Marceline Octos *___* Vamos deixar o papo para depois... Boa leitura e desculpem os erros!

Dezessete

Part I

Nos meus dezessete anos uma autorização inesperada veio da suprema corte da minha casa, meu pai, que parecia determinado a me manter casta pelo resto dos dias resolveu sobre pressão da minha mãe que eu já estava na hora de poder ter uma interação amorosa normal.

Claro, a autorização vinha cheia de regras e limites a serem seguidos.

Nada de sexo antes do casamento, nada de ultrapassar o toque de recolher, nada de roupas que indiquem que estou no meu período de acasalamento – eu ainda não entendi o que essa regra quer dizer, significa não usar roupas curtas talvez? – e principalmente... O parceiro pré-escolhido precisaria passar por uma avaliação rigorosa do patriarca antes de sair com sua filha.

Existia também um desenho anatômico curioso sobre zonas do corpo cujo era permitido beijar e se deixar beijar.

Particularmente... Eu não entendia todo aquele exagero em volta da minha vida amorosa inexistente, cheguei a conclusão de que talvez meus pais pensassem que eu tinha inúmeros pretendentes num fila de espera aguardando o abrir das portas o meu período de acasalamento.

— Sophie ninguém diz ‘período de acasalamento’! Pelo amor de Deus menina, somos animais, mas nem tanto! — Discutiu Claritta perplexa. — E seu pai é louco! Nenhum cara visita o pai da garota só para pedir para sair com ela sem garantia de coisas mais ousadas vão rolar... — Voltei meus olhos para o livro rindo.

— Não faz diferença Claritta, eu não tenho interesse em ninguém mesmo. — Comentei num sussurro afinal estávamos numa biblioteca.

— Precisamos ir a mais festas, tenho completa certeza de que vai acabar esbarrando com o homem dos seus sonhos numa noites dessas. — Apenas suspirei.

— Se ele for o típico bêbado que costuma frequentar ‘suas’ festas, prefiro não conhecer esse homem. — Ela relaxou na cadeira cruzando os braços.

— Pimentinha esquece aquilo, ok?! Você deu azar, um puta de um azar, mas nem todo cara que bebe é um nojento que sai agarrando as garotas por aí, alguns ficam engraçados e dá para tirar proveito quando desmaiam... — Dei uma rápida olhada nela junto a um risinho.

— Chega de festinha, Indila tem ficado com depressão por que não passo muito tempo com ela, então por agora vou me centrar em coisas mais significativas...

— Ahhh aquele calango medonho que você cria? Tenho dó do rapaz que pular sua janela e dar de cara com aquele bicho assustador... — Comentou e foi inevitável não pensar no Michael. Ele pulando minha janela? Quais as chances disso?

— Iguana e ninguém vai pular...

— Ora, ora, ora... — Cochichou me interrompendo. — ...Veja quem temos aqui, seu admirador secreto acaba de entrar... — Num pequeno susto incrédulo deixei o livro de lado a encarando.

— Admirador secreto? Eu não tenho isso. — Ela sorriu maliciosa.

— Ahhh tem sim, só não percebe, mas eu tenho olho vivo e percebi já tem um tempo... — Pisquei os olhos rapidamente mais confusa ainda.

— Você bebeu de novo? — Claritta apoiou os cotovelos na mesa se aproximando.

— Acorda Sophie, ele vive de olho em você, na cantina, nos corredores... E até neste momento, coitado, fica desviando os olhares toda hora fingindo que não é um stalker, mas não para de virar o rosto nesse rumo. Amador... — Falou a última palavra com desdém. Virei à face lentamente na direção que os olhos dela estavam e assim que vi a tal figura suspirei.

— É o Salmon, ele não é um admirador secreto é apenas um ex-amigo, que paranoia a sua... —Franziu o cenho surpresa de boca aberta.

— Salmon? O nome dele é Salmon? Nossa... Até eu teria vergonha de chegar num crush com um nome dele... —Rolei os olhos, quanta gíria... Quanta baboseira.

— Sabe, nem tudo se resume relacionamentos, amor e essas coisas... Na mais provável das hipóteses ele me olha, se que é que realmente faz isso, por remorso ou algo assim. — Expliquei. — E o sobrenome dele é Salmon, o nome é James. — Concluí voltando a ler o livro de história.

Fez se um breve silêncio enquanto ela absorvia tudo que eu havia dito – embora eu não achasse que fosse uma história tão complicada para se levar tanto tempo assim.

— Remorso? Eu conheço muitos olhares Sophie, e aquele não é um olhar de remorso, porém eu preciso entender por que você acha que é remorso... — Fechei o livro desistindo de ler, ela não ia me deixar ler mesmo.

Respirei fundo e contei sem muito rodeos sobre o clube de artes – não a parte que eu fingia, claro – e sobre minha ida no Starbucks junto com o pessoal e as consequentes atitudes do James em relação as crueldades da Miss Mine comigo. Na minha cabeça fazia todo sentido eu o ignorar, mas pelo olhar da Claritta não.

Coçou os cabelos puxando-os para trás e num longo suspiro me mirou balançando a cabeça negativamente.

— Pimentinha, sendo sincera com você... Acho que eu teria feito à mesma coisa. — Arregalei os olhos perplexa e ela se adiantou continuando. — Não é pessoal, mas estamos falando da Miss Mine, olha o que ela e as amigas dela fizeram com você, olha o que fizeram comigo... E com um monte de gente! A vida por aqui já não é fácil, daí vem uma lunática que nem a Miss Mine e nos faz provar um pouquinho do inferno... Não Sophie! Nenhum adolescente ou pré-adolescente tem coragem suficiente para se auto destruir, daí ele não jogaria em você e virava o novo saco de pancada dela, assim ao invés de um seriam dois sofrendo, que bela alternativa... — Relaxei na cadeira pensando no Michael, ele seria capaz de se arriscar.

— Se fosse meu amigo de...

— De verdade? — Me interrompeu certo. — Tá, que tal outro ponto de vista? Que tal se você fosse amiga de verdade dele teria preferido que ele tivesse jogado o suco em você para não sofrer as mesmas coisas, hun?! Eu não estou dizendo que ele tem razão, só quero dizer que condenou o coitado por um pecado que francamente cabe a Minerva ser culpada. — Dei de ombros, não fazia diferença mesmo. — Olha, eu estou surpresa que ele teve coragem de te defender na frente dela, 99% do colégio não teria feito isso... — Ergui as mãos sem entender.

— Que seja, talvez eu tenha exagerado no meu julgamento, só que não muda os fatos. — Ela estalou os dedos apontando para mim.

— Para você talvez não, mas para o stalker ali muda tudo. — Apenas neguei com a cabeça sorrindo.

Como não falamos mais sobre esse assunto durante a semana, imaginei que ele havia se encerrado por definitivo. É provável que estivesse sendo fria, porém eram poucas as coisas que causavam qualquer reação em mim, então... Não fazia diferença.

[...]

A expressão ‘como um peixe fora d’água’ me definia completamente. Era a oitava festa que a Claritta me arrastava e meu animo não estava melhor do que se eu tivesse ido a um funeral de um estranho. Pessoas desconhecidas para todo lado, garotos quase bêbados, garotas mais bêbadas ainda dançando e se beijando numa sala com porta-retratos virado de cabeça para baixo.

Não fazia ideia de quem era aquela casa e por uma dessas fotografias onde os pais abraçavam um filho supostamente obediente, os pais também não tinham ideia da festa na casa deles. Se eu fizesse uma loucura dessa, meu pai colocava arsênico na bebida de todo mundo só para me ensinar uma pequena lição sobre não levar estranhos para dentro de casa.

Na cabeça da Claritta me levar para as festas me ajudaria a me enturmar e deixar de ser tão indiferente, entretanto eu tenho que ressaltar que fiquei mais indiferente às pessoas frequentando essas festas do que antes de vir a elas.

Uma pergunta insistente tomava minha mente: ‘Como crianças tão adoráveis se tornavam esses seres sem responsabilidades?’

Ainda não tive resposta para isso.

— Você... Não consegue se imaginar no meio deles, não é? — Fui surpreendida, primeiro com o som da voz masculina aparecendo atrás de mim, segundo pelo o dono dessa vez desconhecida ser de alguém conhecido e terceiro por esse conhecido aparecer nessa festa e vir falar comigo. De repente eu tinha entendido tudo...

— Claritta, não foi? — Questionei séria o vendo se sentar ao meu lado num suspiro.

— É. Não está zangada, está? Digo, não foi essa a intenção... — Lhe dei um sorriso torto.

— Já me acostumei com as inconveniências dela. — E era verdade, ele sorriu um tanto aliviado e contente. — Não sabia que gostava desse tipo de festas. — Comentei quando um silêncio pairou e a coragem dele parecia ter sumido.

— Não gosto, eu sou mais voltado a... Como posso dizer... Eventos mais familiares, sei que é meio careta um cara da minha idade dizer isso, mas... É isso. — Balancei a cabeça concordando.

— Eu te entendo, particularmente eu só estou aqui por que a Claritta me arrastou, ela tem uma preocupação enorme com a minha falta de interesse no sexo oposto e eu venho por que me preocupa bastante o interesse excessivo dela por isso. — Não foi bem uma piada, mas ele riu.

— É curioso o fato de serem amigas, vocês são muito diferentes. — Assenti.

— Sim, mas tivemos uma inimiga em comum e fomos unidas ironicamente por sermos isoladas do resto dos grupos. — Ele demorou um pouco para entender, porém assim que compreendeu abaixou o rosto.

— Sophie... Eu... Sinto muito sobre aquilo, fiquei apavorado... — Contou apertando as mãos nervoso. — ...Eu sou aquilo tipo de pessoa que entra em desespero quando é pressionado, e na maior parte das vezes eu faço merda quando acontece. — Quando mencionou aquilo uma imagem veio na minha cabeça... A cena de um documentário da Discovery Chanel sobre a vida dos gnus, eles viviam em grandes manadas, possuíam uma força surpreendente, porém era só um predador aparecer e saiam correndo deixando que um deles virassem refeição. Menos de um terço era necessário para impedir o ataque, entretanto eles se limitavam a fugir.

James... Era uma presa, se interage muito bem socialmente, mas é só um predador ameaçar e ele sai correndo atropelando quem estiver pela frente cegado pelo medo. No fundo, eu senti que não podia culpa-lo por isso.

— Tudo bem. Vamos esquecer isso, ok?! — E o sorriso voltou a brotar nos seus lábios como um suspiro aliviado de quem ouviu que a sentença de morte havia sido suspensa.

— Obrigado...

E foi assim que James Salmon voltou ao meu circulo de amigos e tenho que confessar que fiquei contente por isso.

[...]

No meio daquele ano tudo estava indo tão perfeitamente que às vezes antes de dormir eu mal conseguia acreditar que a minha vida finalmente tinha entrado nos eixos. Eu tinha dois bons amigos que me achavam estranha, mas não se importavam, minhas médias continuavam impecáveis, as crianças da creche adoravam os animais que eu levava para elas conhecerem e minha playlist possuía mais músicas alegres do que tristes.

Aquele também foi o ano do meu pai e da minha mãe, papai havia conseguido abrir mais quatro campus na universidade junto com mais cursos que haviam sido aprovados. Já a mamãe recebeu um trabalho peculiar de construir cinco casas de cinco famílias da mesma família de acordo com o gosto de cada um delas... É, era confuso, nem ela entendeu direito a primeiro momento.

A parte ruim do ano era que raramente via meus pais, apenas nas refeições e pouco antes de eu ir dormir. Então uma coisa muito curiosa aconteceu assim que eu cheguei do trabalho numa tarde.

— Mãe?! — A surpreendi arrumando o quarto de hospedes ao lado do meu. — Quem está vindo? — Ela terminou de colocar o lençol.

— Seu primo... — Disse me fitando rapidamente e voltando sua atenção aos travesseiros que precisavam de fronhas.

Ok. Tudo parou por um instante para compreender aquela resposta. Meu coração perdeu o ritmo, minha respiração ficou mais profunda e não sei dizer se de medo ou outra coisa... Arregalei os olhos e processei a mensagem sem acreditar.

— Por favor, me diz que esse primo não é o Michael... — Com travesseiro na mão se virou no meu rumo confusa.

— Claro que é o Michael, quem mais poderia ser? Sabe como os filhos dos seus tios são em relação a essa competição boba entre nossas famílias. Espera, seu pai não te contou? — Franzi o cenho nem um pouco contente.

— Nãoo! Ninguém me falou nada! Que droga o Michael vai vir fazer aqui? — Revidei contrariada.

— Isso é jeito de falar Sophie? Ele é seu primo, quantas vezes já nos recebeu na casa de braços abertos, hun?! — Tive que cruzar os braços ainda não gostando daquilo.

— Só me diz que ele vai ficar uma semana e vai embora! Eu vou para a casa da minha avó e nem preciso ver ele. — Ela jogou o travesseiro na cama ergueu as sobrancelhas e numa expressão de quem está feliz por me contrariar respondeu:

— Ele vai ficar por seis meses, Sophie... — Eu perdi os sentidos naquele instante. Não conseguia pensar em mais nada além das palavras ‘seis meses’. Abri a boca involuntariamente e parei de respirar por uns instantes.

Fiquei tanto nesse estado de choque que quando voltei à realidade minha mãe já tinha saído do quarto e descido para a cozinha. Corri desenfreada até pronta para impor a minha vontade:

— SEIS MESES!!! SEIIIISSSSS MESESSSS!? Cento e oitenta dois dias!!!??? O que é isso ele foi expulso de casa ou o quê? — Questionei perplexa.

— Ele vai fazer um estágio de seis meses com um professor que seu pai indicou... — Fez uma pausa pensando. — ...Earl alguma coisa...?! Não sei o nome dele, de qualquer modo eu e seu pai não íamos deixar o Michael ficar num dormitório qualquer da universidade ou alugar um cubículo quando pode muito bem ficar conosco. — Explicou como se tudo fizesse muito sentido.

— E a minha opinião? Não conta? Afinal eu moro aqui! — Me fitou seca.

— Qual é o problema com o Michael vir para cá? E por favor, se for algum motivo infantil sobre uma briguinha entre vocês dois, me poupe Sophie. — Mordi os lábios percebendo que minha palavra não tinha vez. — É perfeito que ele fique aqui, sabe que eu e seu pai estamos muito ocupados e não gostamos nenhum pouco de te deixar muito tempo sozinha. — Semicerrei os olhos.

— MAS eu prefiro ficar sozinha. — Ela rolou os olhos suspirando.

— MAS eu e seu pai não! E tem mais, eu quero que você trate o Michael com a mesma cortesia que fomos tratados na casa da sua madrinha! — Sorri sarcástica concordando.

— Isso eu posso fazer, ignorar a existência dele é uma das minhas especialidades. — Mamãe me encarou confusa.

— Eu não compreendo, você adorava o Michael, chorava sempre que íamos embora para ficar com ele e...

— Isso foi a muiiittttooooo tempo atrás! — A interrompi imediatamente e com as bochechas coradas. Ela ficou um tempo me encarando perdida e surpresa até suspirar e girar os olhos em desdém.

— Pelos céus Sophie, cresça! É incrível como você volta a ser uma criança sempre que se trata do Michael! — Rebateu em resposta. — Olha, seu pai está muito empolgado com a vinda do Michael, consegue guardar seu desprezo sem sentido só para você? — Rangi os dentes num sorriso falso saindo em passos fundos.

Seis meses... Ele ficaria na minha casa durante seis meses... Estava muito claro que algo drástico ia mudar durante esses seis meses intermináveis.

[...]

De acordo com as informações dadas pelo meu pai a razão pelo Michael viajar trezentos e cinquenta quilômetros só para fazer um estágio era por que ele saiu na porrada com o coordenador do curso dele – o motivo disso não foi dito – o dito cujo em vingança sujou o nome do Michael na praça e ninguém quis oferecer um estágio para ele.

Então perguntou ao meu pai se conhecia algum professor que poderia ajudar ele a conseguir um estágio onde quer que fosse. Meu pai que tem uma lista infinita de doutores e professores indicou Micheal ao Dr. Earl Heins que pelo o que foi dito ele é o cara nessa de relações publicas – eu estava zangada demais para prestar atenção e saber mais sobre isso.

— Ah por aqui, Michael! — Ouvi minha mãe conversar entusiasmada. Eu estava na sala lendo um livro e acariciando a Indila ao pé do sofá quando ouvi eles chegarem. — Faz quanto tempo que não vem aqui, hein?! Não deve ser menos de três anos... — Comentou minha mãe e travei a respiração quando ouvi os passos deles cessarem.

— Nossa tia... Tem muito mais que três anos, cinco ou seis, talvez, até mais... Lembro que o tio Dick nem estava casado ‘oficialmente’ ainda. — Oh céus, era a voz dele... Era hora de deixar o orgulho voltar a agir se não quisesse parecer um idiota. Ergui o queixo, peguei a Indila nos braços jogando o livro sobre o sofá e fui em direção ao som das vozes.

— Isso, acho que foi num... — Mamãe parou de falar ao me ver perto, lançou um olhar de ‘te dou uns cascudos se for mal educada’ como alerta.

— Sophieee! Aposto que ficou uma fera quando descobriu que eu estava vindo para cá!? — Questionou todo animado e segurei minha raiva soltando um suspiro de indiferença.

— Não, mas mamãe disse que eu teria que trata-lo com a mesma cortesia que você me tratava na sua casa, então...

— Uhhh! — Me interrompeu rindo. Pronto, ele já tinha me tirado do sério!

Então, significa que está proibido de entrar no meu quarto e fique longe de mim! — É, eu sabia que aquilo era de uma infantilidade sem tamanho, sem contar na pouca racionalidade de vingar uma coisa que tinha acontecido a mais de seis anos.

— Sophie... — Rosnou minha mãe e o Michael só se divertia rindo.

— Deixa tia, eu tenho uma irmã caçula, sei muito bem lidar com crianças. — Era óbvio que ele tinha dito aquilo para me irritar, não a parte da irmã – que foi a que me irritou – mas sim me comparar a uma criança.

— Vai se ferrar! — Subi as escadas correndo.

Eu não entendia o que acontecia comigo, normalmente nada me tirava o controle, mas bastava ele respirar e pronto... Eu realmente virava uma menininha de onze anos ressentida. Claro, o orgulho não me deixava enxergar isso, ele me cegava ao ponto de fazer parecer que todas as minhas ações eram honrosas, mesmo não sendo.

E eu não sabia lidar com aquilo.

[...]

Continua...

Notas finais
Hey! Agora sim, vocês já podem esperar por 'coisas' acontecendo xD Lembrando que eu vou escrever só até os dezenove anos dela e encerro a história, sim, falta pouco. AHHH antes que eu me esqueça, diferente das demais esse vai ter 3 partes... MUIIITTTAASS coisas vão acontecer e eu precisei cortar xD Até e não esqueçam de dar um 'oi' nos comentários =D Abraços! o/