Especial Inner Beauty

12 Capitulo Doze - Dezessete Part IV


Notas iniciais
Uhuuu!!! Não demorei tanto demorei? Olha gente eu só não respondi todos os comentários por que fiquei escrevendo, mas assim que der eu respondo todos viu?! >—<Entãooo... Quanto ódio eu li nesses comentário, gente querendo matar o Michael e a Claritta - não é para menos né - mas eu avisei desde o inicio "Não se apegue a ninguém" Mas vocês são teimosas como a Sophie kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu sei que nem querem ler o que escrevi aqui, só que eu tenho a obrigação o dever e a honra de agradecer mais uma linda recomendação que recebi da Stardust e claro a todas vocês também pelos comentário! Eles tem me divertido bastante xD Músicas dos sitadas no capitulo: => Indila - Dernière Danse - Simmm eu tirei o nome do animal da Sophie de uma cantora francesa! Ainda bem que ela nunca vai ler essa história kkkkk => Gilbert O'Sullivan - Alone Again Sem mais enrolação! Boa leitura e desculpem os erros!

Dezessete

Parte IV

Abracei meus joelhos com os olhos presos as gotas de chuva que grudavam na janela, as músicas da minha playlist voltaram a ser depressivas e de repente nem ler mais eu tinha vontade. A culpa de certo modo me tomava, se eu não tivesse sido desleixada talvez a única criatura que realmente nunca me decepcionou não teria morrido de forma tão trágica.

Por diversas vezes o James veio me visitar, mas eu estava indiferente a tudo e a todos, não conseguia parar de chorar e ao mesmo tempo ficar fria diante as coisas... Era a tal da depressão. E estava tão forte que um dia durante o trabalho eu não consegui segurar e comecei a chorar na frente das crianças assim que uma delas me perguntou por que parecia triste.

Como a situação parecia séria a diretora da creche achou melhor me mandar para casa durante duas semanas, para ver se nesse período eu melhorava. O que era óbvio que não, mandar um depressivo não fazer nada é a pior coisa que se pode fazer.

E nos dias que se seguiam tudo que eu queria era ficar deitada o dia inteiro.

— Chega Sophie! Você já faltou aula o suficiente, levanta dessa cama e trate de colocar o uniforme para ir para a escola. — Ordenou meu pai e tudo que fiz foi cobrir o rosto com a coberta. — SOPHIE! Ou a senhorita levanta ou chamo seus avós para vir cuidar de você, o que acha? — Arregalei os olhos sentindo um arrepio na espinha. Se ele tinha me ameaçado com aquilo, era óbvio que se tratava dos meus avós paternos, pois os maternos só me paparicavam.

— Está bem... — Disse deprimida saindo da cama. Tomei um banho quente nem um pouco animador, vesti meu uniforme e penteei o cabelo. Tudo com uma expressão deplorável que me fazia querer chorar a todo momento. Eu me sentia sozinha, incapaz, culpada e terrivelmente triste. Naquele momento eu odiava mais a mim mesma do que qualquer outra pessoa... Afinal, a Indila morreu por minha causa. — ...Está feliz?! — Resmunguei assim que me assentei junto aos demais.

— Não, mas já me agrada suficiente. Se for para ficar assim toda vez que um mascote seu morrer, pode esquecer a ideia de ter outro, viu? — Revidou meu pai nervoso. Cruzei os braços mirando a mamãe que resolveu não me apoiar dessa vez.

— Meu anjo, eu sei que está triste por causa da Indila, só que ficar matando aula assim não vai consertar as coisas. — Suspirei ignorando.

— Tanto faz. — Evitei trocar olhares com o Michael, tinha quase certeza que se sentia vitorioso pelo o que aconteceu. Eu ofendi ele e agora quem estava na pior era eu, imaginava que devia estar feliz com tudo aquilo.

No colégio... Era terrível, eu não me sentia bem perto de ninguém, isso incluía o James que tentava até demais me animar. Claritta ficava espreitando lançando olhares para o Salmon aliviar o lado dela como se eu não estivesse percebendo, fato é que ignorei tudo.

— Não fica assim Sophie... Você já passou por tanta coisa, não pode se deixar abater por isso. — Salmon me serviu uma taça de sorvete de morango. — Você superou a Miss Mine, qualquer outra coisa é fichinha... — O fitei rapidamente voltando meu olhar para o sorvete rosa.

— Você não entende... Eu perdi minha melhor amiga... — Respondi engolindo em seco.

— Mas a Cla...

— Estou falando da Indila, a Claritta não é minha melhor amiga! Ela traiu minha confiança, e eu... Decepcionei a Indila... — O interrompi séria.

— E como estão as coisas com o Michael? — Mexi os ombros.

— Não estão, ele felizmente se tocou e esqueceu que eu existo... Não quero falar disso... — Respirei fundo o fitando. Melhor a fazer era mudar de assunto. — ... Você já sabe para qual universidade ir? — Ele me deu um meio sorriso tomando o sorvete de pistache.

— Vou dar tiro para todo lado, minhas notas são boas, mas nem tanto, então... Qualquer um que me aceitar já é muito bom. — Soltei um sorriso forçado. — E você?

— Não sei, meu pai acha interessante formar na França, mas minha mãe não aprovaria. — Comentei nem um pouco animada.

E a conversa ali não durou muito, logo o assunto morreu e eu voltei para casa sentindo um vazio imenso tomar conta. Coloquei a música no celular para tocar enfiando os fones nos ouvidos deixando tudo pior do que estava.

Tirei o uniforme, troquei por um pijama e me joguei para variar na cama as três da tarde com o sol escondido pelas nuvens. E fiquei com o olhar fixo na janela, num certo momento parecia até que a música depressiva me resumia por completa, tanto que aumentei o volume...

“Oh, meu doce sofrimento, por que ao se esforçar tu recomeças...

Eu sou um ser sem importância, sem ele eu sou um pouco perturbada

Eu vago sozinha no metrô, uma última dança

Para esquecer minha imensa dor...”

A música mexia profundamente comigo, aos poucos fui me deixando levar e não demorou muito para estar melancólica novamente. O orgulho? Ah esse tinha abandonado de vez e me deixou sozinha com a dor para me virar. Para dar um toque a mais no drama voltou a chover e tornei a acompanhar ela de vez ou outra olhando para o terrário da Indila que estava... Vazio.

De repente começou a tocar Alone again de Gilbert O’Sullivan na minha playlist... Aí pronto! Afundei de vez no fundo do poço, só faltava uma corda no meio do quarto para encerrar o problema desse desastre que era minha vida.

Mas naquela mesma tarde o voto de silêncio foi quebrado, aquela criatura inconveniente entrou no meu quarto balançando os cabelos molhados e me lançando um olhar meio assustado. Limpei os olhos rapidamente para não ver que estava chorando – inutilmente já que estavam vermelhos – e tentei parar de fungar me cobrindo com o cobertor meio envergonhada por já estar de pijama só esperando o dia terminar – e ainda nem eram cinco da tarde.

— Ahhh Michael... Por favor... Agora não... — Resmunguei passando as mãos pelos cabelos – que deviam estar piores do que os da Merinda quando acorda. Ele deu uma olhada em volta do quarto fazendo careta e por alguma razão abando com a mão – que segurava um envelope.

— Nossa, que clima pesado é esse? — Apenas rolei os olhos.

— Saí daqui! — Joguei um travesseiro nele que desviou num sorriso tranquilo.

— Ah! Errou! — Me joguei na cama deitando num suspiro. Não tinha animo para aturar ele, principalmente ele. — Você... — Aumentei ao máximo a música e comecei a contar para ver se ele se tocava que eu não queria papo.

But as if to knock me down, reality came around and without so much as a mere touch cut me into little pieces leaving me to doubt... — Cantei olhando para ele acenando para sair do meu quarto, o que o fez rir e se sentar na beirada da cama tirando meu fone.

— Meu Deus, já escolheu uma música de suicídio? A coisa é mais séria do que eu pensei! — O irônico é que ele diz que é sério e começa a rir. Dei um tapa na mão dele puxando o fio do meu fone, no entanto o filha da mãe não ia sair sem conversar comigo.

— Me erra, Michael?! Vai sair com seus amigos idiotas, ver um jogo, encher a cara e ou procura uma garota fácil para passar a noite, sei lá, só me deixa em paz. — Ele fez um biquinho infantil negando.

— Sophie já se perguntou por que está assim? E não diga que é pela Xena, por que eu sei que não é. — Soltei um sorriso amargo.

— Afinal, você sabe mais do que eu, é mais velho, certo? — Revidei com a voz meio rouca me aconchegando na cama.

— E experiente! — Disse em timbre de brincadeira. — Só que não, não é por isso que eu sei. — Deitou ao meu lado sem encostar em mim de lado. Criatura folgada! — Eu te conheço desde quando você ainda nem sabia andar, então, eu posso dizer que o que sente pela Xena é mais culpa do que qualquer outra coisa, o que me leva a crer que todo esse drama envolve seus amigos. — Gemi apertando o travesseiro, como eu o odiava!

— Que amigos? O James que quando eu precisei dele ele fugiu com o rabo entre as pernas? A Claritta que na primeira oportunidade traiu minha confiança? Ou talvez você?! Ahhh sim, o senhor mais velho, o sabidão que não quer a prima por perto, mas a amiga dela é bem vinda no quarto, não é?! — Ele fez uma careta confuso.

— Essa última aí saiu meio estranha... E que história é essa do James? — Suspirei sentindo o peito doer.

— Que importa? A única boa amiga que eu tive e que nunca virou as costas para mim, está agora numa caixa de papelão enterrada no quintal... — Conclui com a voz embargada sentindo mais uma vez as lágrimas quererem vir.

— Claro, é um animal, não sabe falar, porque se soubesse ia xingar você por sempre manter ela em cativeiro e nunca tê-la apresentado um macho descente! — Aí que vontade que me deu de unhar a cara dele quando disse aquilo.

— Ela é uma iguana, iguanas são animais solitários, eles não são como você que precisa trepar o tempo todo!!! — Esbravejei e ao invés de sem jeito ele riu.

— Nossa... Sua impressão sobre mim piorou 100% depois daquele dia, não é? — Semicerrei os olhos como se fosse óbvio.

— O que acha? — Retruquei com sarcasmo. Coçou a nuca suspirando.

— O que eu quero dizer é que... Não importa quem seja, pode ser a pessoa mais santa do mundo que mais cedo ou mais tarde vai errar e é com esse erro que acaba machucando outras pessoas. — Apertei o travesseiro.

— Humanos desprezíveis... — Murmurei.

— Não! Não, olha é um processo natural Sophie, é errando que se aprende e cresce, não dá para amadurecer só fazendo a coisa certa, e você não está isenta desse processo. Infelizmente vai acabar se machucando e machucando algumas pessoas assim diversas vezes na vida... — Mordi o lábio inferior segurando o choro. — ...Mas a dor é mais suportável quando a gente divide ela com outra pessoa.

— Você só quer que eu faça as pazes com a Claritta para se sentir melhor...— O acusei com a voz falha. Fez se um breve silêncio até que ele me mostrou o envelope que segurava.

— Bom, ela te mandou uma carta, em pleno século 21, provavelmente está cheio de pedido de desculpas e muito mais, mas quer saber? — Colocou a carta no meu criado mudo. — Esqueça isso por um momento, me deixa te contar uma história...

— Michael...

— É curtinha. — Retrucou quando eu resmunguei. — ...Uma vez eu e o Montanha brigamos, e como você sabe ele é o meu melhor amigo, aquele tipo de amizade que a gente confia a vida na pessoa... Só que essa briga foi muito séria, tanto que ele passou a fingir que não me conhecia e a gente se xingou de montão, foi muito sério, fiquei muito magoado e prometi a mim mesmo que não iria dar o braço a torcer e jamais iria atrás dele. Até que minha mãe veio conversar comigo sobre a balança.

— Balança? — Perguntei confusa.

— Isso. Ela me disse assim: Pense no Montanha, coloque uma balança no peito dele. De um lado você vai pesar todas as coisas ruins que ele fez, tudo mesmo, desde coisas que te incomodou a olhares que você não gostou. Do outro lado vai colocar o que você gosta nele e tudo que ele já fez que te agradou, isso vale para desde que o conheceu, então, vai analisar qual lado pesou mais, se foi o lado ruim... Claro, significa que não vale a pena você ir atrás dele, agora se a balança pesou mais para o lado bom então levante a bunda daí e vá falar com ele de uma vez. — Quase sorri, parecia de fato algo que a tia Eloise diria.

— Quer que eu faça isso com a Claritta? — Michael respirou fundo.

— Eu quero que reflita se vale mesmo a pena perder uma amiga por... Você sabe. — Soltei um sorriso amargo.

— É que... Toda vez que eu gosto de alguém... Essa pessoa me machuca e eu não sei lidar com isso... — Desabafei com os olhos já em lágrimas de novo. — ...E a única criatura que não me decepcionou morreu por que eu não soube cuidar dela direito... — Eu percebi que ele ia me abraçar, mas se conteve sem jeito.

— Ok. Preste atenção, independente de quem você conheça no decorrer da vida, essa pessoa seja ela quem for ou o que ela for, vai te ferir, por que todo mundo erra, faz parte! Meu pai que você admira tanto, magoou minha mãe não sei quantas vezes, mas ela o perdoa, seus pais não são diferentes, a Gaby e o Logan também, embora eles resolvam a diferença deles na porrada! Mas veja, eu não seria tão amigo do Montanha se aquilo não tivesse acontecido, por que hoje eu consigo olhar ele pensar no quanto de merda que eu já fiz para ele e ainda assim ele me quer como amigo! Quando a gente perdoa quem sabe valorizar ao invés de enfraquecer a relação fica muito mais forte! — Me encolhi mais ainda.

— E como se supera o que a pessoa fez com você? Como você confia numa pessoa que traiu sua confiança? — Ele se ajeitou mais na cama me olhando sério.

— Sophie tem que parar de levar as coisas tão a sério, olha, alguns erros dos outros nós temos que relevar, assim como as pessoas relevam os nossos! Ou você acha que não magoou a Claritta quando disse aquela coisa para ela? Mas ela relevou o seu lado por que você estava nervosa e ainda veio se desculpar, preocupada com por conta do que aconteceu com a Xena. — Afundei o rosto no travesseiro não querendo ouvir aquilo. — Eu sei que não quer ficar sozinha, também sei que doí essa coisa de se envolver com outras pessoas, só que não tem um jeito mais fácil...! Não tem uma frase que diz que não tem como não se ferir, mas é possível escolher quem vai nos ferir? É mais ou menos isso. — Fiquei quietinha refletindo sobre tudo aquilo com o coração apertado. — Pensa nisso, não fica sofrendo sozinha uma coisa que pode muito bem dividir com pessoas que gostam de você, ok? — Assenti levemente ainda com o rosto afundado no travesseiro.

Michael ia fazendo menção de se levantar e sair...

Quando me lembrei de como o quarto fica sombrio só comigo ali dentro, de toda aquela dor que me toma quando estou sozinha, de toda a melancolia e os pensamentos ruins que preenchem minha mente... Minha mão se moveu involuntariamente e segurou a barra da camisa dele. Sem mais orgulho, sem mais raiva, sem mais nada além da vontade de ter alguém por perto.

Eu acho que comecei a realmente amadurecer a partir daí. É, não foi a cena mais gloriosa da minha vida, chorar que nem uma criança pequena nos braços do causador – ou pelo menos que eu pensava que era – de todo desastre da minha vida. Mas o mais curioso de tudo era que na história da balança, eu acho que o Michael não precisava de uma...

Ele finalmente me abraçou e afagou meus cabelos enquanto eu chorava que nem uma condenada molhando a estampa da caveira do vingador da camisa dele. É provável que ele tenha dito uma coisa ou outra mais eu não escutava nada além dos meus fungados tentando respirar e quase não conseguindo com o nariz entupido e as bochechas doloridas.

Talvez tenha dito um ‘vai ficar tudo bem’ ou um ‘isso passa Sophie’ e acho que ouvi um ‘bem vinda a maturidade’, porém se tivesse mesmo dito aquilo eu ia bater nele.

E bem... Ao final de tanto choro, é meio evidente que eu dormir... E foi um sono tranquilo que eu não tinha há algum tempo.

[...]

Passei um longo tempo sozinha no jardim de casa sentada num banco com uma xícara de chá refletindo sobre tudo de errado que deu na minha vida e a razão disso. Na minha infância eu completamente comandada pelo orgulho, não deixava as pessoas se aproximarem de verdade por medo de me acharem estranha – o que de fato eu era um pouco – e todas as minhas ações eram pessimamente calculadas.

Como entrar no clube de Artes fingindo ser uma pessoa que eu não era, ou me isolar atrás de um muro gigantesco de intimidação no colégio, usar os livros como uma forma de escapar da realidade e deixar que meu orgulho interferisse nas minhas decisões.

Aos poucos eu fui percebendo que tantas coisas teriam sido mais fáceis se eu simplesmente tivesse sido mais tolerante ou tolerável.

— Posso me sentar? — Só aí percebi que meu pai estava bem próximo de mim. Num sorriso torto dei espaço no banco para ele.

Achei que ele fosse fazer um discurso longo de três horas, porém ao invés disso ficou calado olhando para o tempo de braços cruzados dando alguns suspiros de vez em quando.

— Não vai dizer nada? — Se virou para mim surpreso.

— Depende, o que quer ouvir? — Sorri novamente negando.

— Uma solução básica para facilitar a vida seria bem-vinda. — Meu pai me voltou um sorriso.

— Desculpa, ainda não terminei a formula para isso. — E ficamos em silêncio de novo até uma curiosidade bater.

— Papai, a mamãe alguma vez já fez algo que realmente te magoou, mas que você conseguiu perdoar? — O estranho é que ele não pensou muito.

— Já, digo, ela já fez inúmeras besteiras, só que... Antes da gente oficializar o namoro de vez ela estava zangada comigo e para se vingar saiu com um cara e disse na frente de todo mundo que eu não era mais do que o amigo do irmão dela... — Confessou fazendo careta. — ...Aquilo, partiu meu coração...

— Mas o senhor a perdoou?! — Ele coçou a bochecha sem jeito rindo.

— Eu era louco por ela, podia ter colocado veneno no meu café que ainda sim tinha perdoado. — Dei uma risadinha. — E... Eu descobri que o sentimento de culpa é uma ótima forma de tirar proveito de quem sente, por quê? Por que quem se sente culpado, faz qualquer coisa pelo perdão... No meu caso, foi uma... — Ele lembrou que eu era filha dele e calou na hora. — ...Massagem! Isso! Ela me fez massagem a semana toda!

— O senhor é um oportunista! — Brinquei.

— Meu amor, ou você tira proveito do que tem ou sofre sem ter nada. O problema dos introvertidos como nós, é que guardamos coisas demais e as vezes uma situação que nem é tão ruim assim fica pior do que já é por que ficamos segurando várias pequenas coisas ruins... De vez em quando, tem que se soltar, fazer alguma algo que tire todo esse acumulo, entende? — Assenti bebendo um pouco do chá.

— Que bom que não precisou matar nenhum animal para termos essa conversa...! — Ele riu.

— Não foi preciso, o vizinho fez o trabalho sujo por mim! — Abri a boca horrorizada enquanto ele ria.

— Pai! — Dei um tapa no seu braço.

— É brincadeira!

Respirei fundo terminando de beber o meu chá sentindo o vento soprar gélido e o sol querendo se esconder atrás das nuvens. Depois de uns minutos acabei perguntando...

— Mudar é bom pai? — Ele franziu o cenho pensando.

— Só se for espontâneo, sabe? Quando a gente compreende que isso é necessário e vai nos fazer bem é bom, agora forçar uma mudança só por mudar... Nunca dá certo. — Concordei suavemente sorrido. Tinha uma vozinha na minha mente dizendo bem calma e carinhosamente que... Era sim espontâneo.

[...]

Faltando poucos meses para o final daquele ano tempestuoso eu tomei três grandes decisões na minha vida, decisões que com orgulho digo que fizeram mesmo a diferença.

A primeira delas era: Se algo realmente me incomodar, por mais bobo que seja eu iria tomar providencias em relação a aquilo. Conversar, discutir, o que fosse para que não ficasse guardado como um rancor, a questão era que não dava para seguir essa mudança tendo ainda aquele rancor antigo dentro de mim.

Então... Comecei minha primeira decisão limpando o estoque do meu peito.

— Michael! — Ele se virou para mim num sorriso divertido para variar comendo alguma coisa – nunca soube para onde ia tanta comida.

— Ah! Parece melhor, como... — Pressionei os lábios e com toda minha ira chutei bem no meio das pernas deles com bastante gosto. Por alguns instantes ele ficou sem ar e começou a gemer deixando a comida cair no chão para colocar as mãos onde eu tinha acertado. — ...Aí... Je-Jesus... — Disse meio sem fôlego e minha mãe que estava por perto ficou escandalizada. — Entendi... Isso-isso é pela-pela Claritta... — Murmurou com muita dificuldade e com um sorriso bem grande eu neguei.

— Não! Isso é pelo que fez comigo no passado, por ter dado mais importância aos seus hormônios do que a sua priminha aqui que achava que você era um máximo! — Expliquei claramente. — Até hoje eu venho guardado rancor de você por aquilo, MAS, agora... — Apontei para o que fiz sorrindo mais ainda. — ...Estamos quites! E está perdoado por ter sido um moleque idiota! — Ahhh como fazer e dizer isto me fez bem, senti um peso tão grande sair das minhas costas que até minha respiração saio mais leve. Com uma mãos na região intima e outra fazendo sinal de ‘Ok’ com o polegar com muito custo ele respondeu...

— Que bom! — Falou com a voz fina.

— Sim, só que isso não quer dizer que se fizer idiotices futuras eu não vá descontar de novo, fui clara? — Assentiu tentando se levantar.

— Claríssima... — Soltou mais um gemido de dor. Pronto, o primeiro assunto eu tinha resolvido.

— Sobre a Claritta... — Levou as mãos até as partes de baixo no mesmo tempo.

— Eu não vou fazer mais, eu não vou fazer mais, eu juro... Fico celibatário durante o tempo quiser, mas não machuque Michael de baixo mais... — Fiz careta negando.

— Não... Eu vim me desculpar por isso. — Michael ficou meio estático com isso... Eu imaginava. — Não é da minha conta, você é meu primo e ela é minha amiga, só que eu não tinha o direito de agir como se isso tivesse a ver comigo. — Completei. — Eu fiquei chocada e acabei exagerando, então... Me desculpe. — Jurava que ele fosse dizer algo mais substancial do que:

— Está bem. — O sorriso não era o mesmo, porém resolvi não questionar.

— Sério?! Nenhum ressentimento? — Respirou fundo engolindo seco.

— O Michael de baixo está bem ressentindo, um pouco inconsciente, mas por mim tudo bem. — Rolei os olhos rindo, ele nunca vai deixar de ser um palhaço. Ergui a mão para selarmos o acordo de paz. Michael sorriu e ao invés de apertar minha mão me puxou num abraço forte.

É, eu acho que dessa vez as pazes eram para valer, sem aquela de no próximo ano as coisas estarem estranhas novamente, bom, pelo menos da minha parte.

A segunda grande decisão foi: Ser mais flexível as diversidades. Eu sempre me mantive longe dos outros alunos por que eles mantinham distante, afinal tinham medo de mim. Só que ficou claro que eu nunca dei abertura para ninguém se aproximar, então decide que não olharia para as pessoas como se quisesse ver o pescoço delas dilacerados só para elas sentirem medo de mim por que eu tinha medo delas me machucarem.

E se alguém mesmo depois disso conseguiu se aproximar de mim e não se importar, é claro que eu ia dar importância, por essa razão resolvi também fazer as pazes com a Claritta, com uma condição claro!

— Dá próxima vez que eu disser para você não fazer algo e você fizer eu juro que mando queimar seu clitóris com ferro de passar roupa! — Ameacei com olhos assassinos para ela que se encolheu toda e levou a mão assustada para a região intima.

— Eu nunca mais chego perto do Michael, juro... — No fundo, ouvir aquilo me agradou, só que não foi bem esse o combinado que fiz na minha mente então...

— Não, não! Quanto a isso, eu percebo que fui injusta, não tinha o direito de impor com quem você deve ou não dormir por mais que essa pessoa seja meu primo... Me desculpa Claritta, principalmente pela coisa horrível que eu disse para você! Mesmo que durma com o papa, não importa com quem você tem relações, isso não torna te uma amiga ruim, talvez uma herege entre os católicos, mas com certeza não te define como amiga. — Ah! Os olhinhos dela se encheram de lágrimas e ela pulou em cima de mim.

— Pimentinhaaaa!!! Eu juro que dá próxima vez que você me proibir de algo eu NÃO VOU FAZER! — Abracei ela de volta sorrindo. Também era muito bom tê-la de volta, não digo que confio nela 100%, só que eu acho que isso se constrói de novo com o tempo.

Claro, conversamos bem mais do que isso, e no final eu confessei que fiquei com ciúmes deles e não sei por que ela interpretou que eu na verdade estava com ciúmes do Michael me roubar a amizade dela. Mas deixei por isso mesmo, pelo menos não se sentia tão culpada e sem jeito... Se Claritta soubesse dos sentimentos confusos que tinha pelo Michael com certeza ia ficar muito sem graça.

E a última grande decisão na minha vida foi justamente sobre o Michael, eu decidi ignorar tudo que sentia por ele, deixar toda essa confusão de lado por que tinha absoluta certeza que não ia dar em nada. Michael seria apenas mais um primo e não importava as sensações estranhas que tinha em relação a ele... Não deveria me importar com isso, para todo pensamento ou sentimento eu repetiria para mim: “Isso não é nada”.

Foi com essa linha de raciocínio que essa decisão me fez tomar a iniciativa e... Pedir o James em namoro. Eu sabia que era incomum uma garota pedir um garoto em namoro, mas se eu fosse esperar coragem da parte dele as coisas não iam para frente nunca!

E confesso que a alegria dele quando disse ‘sim’ foi... Muito meigo.

[...]

As provas finais chegaram, meus dias no colégio estavam contados e apesar de nunca gostar muito do colégio já me sentia meio nostálgica. E conforme o ano ia chegando ao fim os dias da estádia do Michael lá em casa também, o que era triste também por que finalmente estávamos nos entendendo da nossa maneira.

— Uhhh que jogada foi essa...? — Resmungou de boca cheia para a televisão que passava um jogo de basquete.

— Não é o seu time, é? — Negou no mesmo tempo. Ele usava a ‘tal’ bermuda sem nada quando o time dele jogava e pela falta de gritos era óbvio que não era o time dele.

— Não, Celtic só joga semana que vem. — Voltei meus olhos para o livro.

— Hum.

— E o peixe namoradinho? Não vão sair? — Franzi o nariz sabendo que aquilo era para me irritar. Desde que eu comecei a namorar com o James ele deixou de o chamar pelo o nome para chama-lo de ‘peixe-namoradinho’.

— E as biscates? Não vai sair com alguma? — E eu havia resolvido que toda vez que me irritasse eu daria o troco na mesma moeda. — Tentar pegar uma DST hoje? Vai na fé, tenho certeza que consegue. — Ironizei e para variar ele começou a rir.

— Michael Junior sofreu traumatismo craniano, ainda está em recuperação e só participando de treinos, então nem se eu quisesse... — Segurei os lábios para não rir, mesmo não entendendo muito o que ele quis dizer com ‘treinos’. Aquilo já fazia tempo, mas sempre que podia ele dava um jeito de jogar isso na minha cara.

— Você é terrível! — Assentiu fazendo um biquinho esnobe.

— É que nunca vejo você sair com peixinho ou ficar no telefone brigando para quem desliga primeiro, me parece uma relação bem fria. — Fechei o livro de vez cruzando os braços.

— James! Ele se chama James, não é peixinho, nem namoradinho, é James sem diminutivo por que se alguém é baixinho aqui, essa pessoa é você meio metro! — Ele tornou a rir, dessa vez de um jeito macabro... E eu já sabia o que significava. — Não! Saí para lá, eu chamo meu pai... — Me levantei às pressas já preparada para correr.

E não deu em outra ele saiu correndo atrás de mim até me pegar pela cintura me carregando de volta a sala e me jogando no sofá. Subiu em cima de mim, segurou meus braços e com um sorriso bem maldoso disse:

— Quem é o meio metro agora, hein? — Tentei me soltar rindo e negando.

— Ficar em cima de mim não vai aumentar sua estatura, seu pirata de aquário!!! — Deu uma gargalhada apertando mais meus braços.

— Da onde você tira isso? — Tentei mexer as pernas, mas era inútil.

— Do seu curriculum!!! — Rebati.

— Ahhh você pediu... — Me lançou um olhar ameaçador. — ...O ponto fraco da Sophie... — E levou uma das mãos bem na minha clavícula fazendo cocegas – ainda não sei como do nada ele descobriu que eu morro de cocegas ali.

— Nãoooo! Não para!! Socorro!!! — Dizia entre risos descontrolados. — Michael... Por favor...! — Apertei a mão dele com a cabeça e não adiantou nada.

— Diz! Diz que eu paro!!! — Mesmo rindo o fitei tentando parecer nervosa.

— NUNCA! — Ele riu mexendo os ombros.

— Está bem, posso ficar nisso o dia in... — Salva pelo o gongo! O celular dele tocou e ele felizmente parou e olhou bem sério para a tela do celular. — ...Droga... — Me recompus.

— O que foi? Onde você vai? — Espreguiçou e suspirou.

— Para universidade, meu orientador quer que eu faça uns trabalhos escravos para ele pelo visto, já que hoje é minha folga. Quer vir comigo? — Sorri negando.

— Bom trabalho... — Apontou o dedo com um olhar sério sobre mim.

— Isso ainda não acabou! — Mostrei a língua para ele que saiu. Idiota!

É, minha relação com o Michael não poderia estar melhor... Pelo menos era o que eu gostava de ficar repetindo para mim mesma.

[...]

Fiquei com aquela frase incomoda do Michael na cabeça durante vários dias... “Me parece uma relação bem fria...”. Sei que poderia dizer como desculpa que a razão disso era por que nunca tive um namorado, porém talvez fosse verdade. Afinal, apesar dos encontros, os momentos juntos – estou quase pegando o jeito de beijar – e nossas conversas mais descontraídas, ainda não era aquele fogo que todo mundo falava.

E quando eu ficava curiosa sobre uma coisa meu sangue de cientista ativava e eu tinha que descobrir o motivo de tudo... Primeiro: Especular quem tem experiência.

— Mãe, podemos conversar...? — Era difícil falar com a minha mãe por que além dela contar tudo para o meu pai dava conselhos horríveis que não serviam nem explicavam nada. O que queria dizer que eu precisava fazer as perguntas certas se quisesse ouvir respostas descentes.

— Claro meu amor, tem que ser agora? Eu vou sair com seu pai daqui a pouco... — Assenti.

— É bem rapidinho, pode continuar se arrumando normalmente. — Repliquei escolhendo as palavras. — Você já sabia que amava o papai desde o início que se conheceram? — Ela parou de passar batom dando uma risadinha.

— Eu detestava o seu pai quando o conheci, ele era arrogante, maldoso e tinha um ar prepotente irritante que Deus me livre! — Contou entre risos.

— Mas o papai ainda é arrogante, maldoso e prepotente... — Retruquei confusa e ela me fitou pelo reflexo do espelho.

— Sim, só que eu fui ele aos poucos e a raiva que tinha dele virou amizade e da amizade se tornou um sentimento mais intenso, até que percebi que realmente estava apaixonada por ele. — Acenei que sim.

— A senhora não se sentia atraída por ele desde o início? — Ela tornou a rir fazendo careta.

— Claro que não! Era mais novo que eu, digo, ainda é, só que... Veja, eu tinha dezoito anos e ele tinha quinze anos! Sabe quando garotas de dezoito anos olham para garotos de quinze? Quando eles não aparentam ter quinze e não era o caso do seu pai! — Contou. — Olha... — Se virou para mim com as bochechas coradas. — ...Eu só tive certeza mesmo de que seu pai era o amor da minha vida quando... Quando tivemos nossa primeira vez... Aí sim, eu soube e nem tive vergonha de admitir que estava realmente e completamente apaixonada. — Sorri contente por saber que pelo visto as coisas entre eles não mudaram. — Por que essas perguntas? — Mexi os ombros balançando a cabeça.

— Curiosidade.

Bom, eu já sabia o que tinha que fazer para descobrir se o problema era comigo ou a relação ou pelo menos se eu tinha sentimentos profundos pelo James. E se tem uma pessoa que entende desse assunto e não vai contar a ninguém, esse alguém é a Claritta!

— Resolvi por um ponto final nesse dilema Claritta. — Ela franziu o cenho perdida.

— Que dilema? — A fitei séria.

— Disseram que minha relação com o James é fria demais e eu acho que talvez seja, mas eu ainda não tenho certeza dos meus sentimentos por ele, digo, eu gosto muito do James. — Suspirei. — Então eu decidi ir a fundo nisso, quero saber se tem ou não um problema comigo ou se talvez é só um exagero da parte de todo mundo... — Ela continuava confusa.

— Não estou entendendo nada!

— Estou dizendo que não sinto esse fogo que todo mundo sente e quero fazer algo para descobrir! — A loire fez careta ainda perdida.

— Está falando de sexo? — Ergui as mãos perplexa.

— Não Claritta, estou falando de me jogar numa churrasqueira! — Respondi com sarcasmo nervosa. — É claro que é... — Olhei para a porta do meu quarto com cuidado e sussurrei. — ...Sexo. — Assim que completei ela ficou boquiaberta.

Claritta parecia estática até que começou a abrir um sorriso enorme e pronto não se conteve...

— AHHHHHHHHHH! Minha nossa, minha nossa, minha nossa!!! Você...! — Ia gritando quando acenei para falar baixo. Meu pai não pode nem sonhar! — Você vai transar com o James? — Questionou empolgada, isso por que era eu. — E ele já sabe? — Neguei no mesmo instante.

— Não! Eu decidi isso a pouco tempo, quero que você me diga quais são os procedimentos padrões para... Você sabe, se ter uma relação assim! Digo, eu devo avisar ou deixar rolar? Tenho que levar uma roupa extra? Ou usar perfume íntimo... Sei lá! Você é a especialista nisso! — Emocionada demais para o meu gosto ela respirou fundo, sorriu e controlou a ansiedade.

— Certo, primeiro: TEM que ser no baile! — Franzi o cenho.

— Por quê? — Ela riu como se fosse óbvio.

— Por que todo mundo quer transar depois do baile, lá é romântico e você passa a noite inteira com o seu par e termina numa cama de motel bem confortável com as parte intima dolorida de tanto... — Fiz logo uma expressão assustada.

— Ow-ow-ow! Parte intima dolorida, que papo é esse? Doí? Tipo, como nas hienas? Eu achei que era mentira do meu pai! — Claritta ficou sem fala durante alguns segundos.

— Eu acho que o equipamento do James não é tão grande assim, então, duvido muito que vá doer tanto! — Aquilo com certeza não me tranquilizou. — Pior seria se fosse com o seu primo, ele é bem agre... — Tapei os ouvidos no mesmo tempo fechando os olhos. Eu com certeza não queria ouvir aquilo. — ...Ok, ok, ok! Esquece! Não se preocupa com isso! Garanto que se doer, passa rapidinho! — Suspirei assentindo. Já estava tentada a desistir da ideia.

— Certo, no baile então. Falando nisso eu ainda não arrumei um vestido, podemos ir ver juntas o que acha?

— Perfeito! Assim já escolhemos uma lingerie bem sexy para você usar! Ah eu tenho que conseguir umas camisinhas também, né? — Neguei na hora desesperada.

— Nãoooo! Para mim não! Se o meu pai sonhar em encontrar uma camisinha aqui ele me manda para um convento! — Ela bufou.

— Tá bem! Faz o seguinte, eu entrego para você ou para o James no baile, pode ser? — Concordei meio nervosa com aquele assunto. — Qual tamanho será que é o dele? — Fiz careta negando.

— Sei lá! Eu nem sabia que isso tinha tamanho para escolher... — Eu estava definitivamente roxa falando daquilo. Ela riu para variar.

— Ah tem! Vários tamanhos e formatos... — Cobri os rosto.

— Chega desse assunto... Você já tem um par? — Cruzei os dedos para não ser um daqueles jogadores idiotas com quem ela costuma sair.

— Ahhh! Que bom que perguntou, por que... Eu queria saber se... — Pigarreou. — ...Se você não vai ficar chateada se eu convidar o Michael?! — Fiquei surpresa e um pouco indignada.

— O Michael? Por que ele? — Deu de ombros.

—Ah, ele é simpático, legal e divertido, como você disse que não se importava mais caso eu saísse com ele, então... — É claro que me incomodou, porém aquilo estava fora das minhas decisões. — ...Mas se não quiser, eu...

— Não, não! Tudo bem, a gente já fez as pazes mesmos, só não conta para ele... Você sabe?! Se não ele conta para o meu pai. — Ela bateu palmas animada.

— Ahhh! Que bom! Magnifico! Ele tem me dado fora esses dias dizendo que não queria brigar com você mais, porém agora que você liberou, duvido que ele tenha uma desculpa! — Assenti sem concordar.

Tinha que entender e apagar de vez aqueles sentimentos confusos pelo Michael! E tinha esperança que todos desaparecessem na noite do baile depois que tudo terminasse.

[...]

Continua...

Notas finais
Agora vocês entendem por que eu dividi tanto? Vão dar cinco partes, ficou enorme!!! Para quem gosta bem, mas quem não gosta... Vish... É que eu estava escrevendo e tinha cena que não acabava mais! Eu até exclui alguma pra não ficar enrolando demais. Mas é isso amores, até o proximo! Final de semana eu posto a ultima parte desse ano! Se tem beijo? Olha, vou dar um sploiler para quem lê as notas finais: Vai rolar beijo - muito beijo, beijo demais, a razão do 18+ da fic - quando o Michael voltar para casa! Uhhhh! E ele volta ainda quando ela tem dezessete, hein?! UHHHHHH! Fuiiii!