Especial Inner Beauty
20 Capitulo Dezenove
Notas iniciais
Capitulo Dezenove
Extra
O resto daquela viagem foi em uma palavra: Frustrante. A madrinha não nos deixou sozinhos em nenhum momento e eu podia dizer que ela é muito no posto de vigia. Nem mesmo quando Michael tentava distrair ela com alguém querendo roubar a atenção do tio Dillan ela deu o braço a torcer.
Para piorar esses ficaram para a queima de fogos e dormiram no nosso quarto, eu e a madrinha na cama e eles se viraram no sofá. Nem mesmo na viagem de volta de carro ela deu brecha, preferiu ir conosco do que com o padrinho e não me deixou ir no banco da frente.
Então posso dizer que quando chegamos na casa dela ao invés de feliz eu estava extremamente zangada e estressada.
— Sophie! Não senhorita! Você vai para o quarto da Gaby. — Semicerrei os olhos encarando minha madrinha, eu sempre idolatrei o padrinho e a madrinha, mas naquele momento queria estrangular os dois. — Fizemos um acordo meu anjo! — Ela completou num sorriso ao ver meu olhar mortal.
— Eu não fiz acordo, o Michael fez. — Resmunguei.
— Que acordo? — Fiquei pálida no mesmo instante me virando assustada. Meu pai estava sorrindo com os braços erguidos para um abraço. Fui até ele e o abracei forte.
— Papai! Como passou a virada do ano? — Mudei de assunto rapidamente. Pelo sorriso enorme na cara dele muito bem.
— Foi ótimo, e a sua? — Dei uma rápida olhada para a madrinha que sorriu.
— Ahhh foi incrível! Assistimos os fogos de um píer! Uma pena não terem ido com a gente. — Ela mente como uma profissional.
— Teríamos ido se vocês não tivessem saído escondidos as três da manhã. — Dessa vez a voz foi da minha mãe que saiu do quarto e veio no meu rumo.
— Não seja dramática Kailyn, até parece que não aproveitou a nossa ausência. — Falou de modo sugestivo. Minha mãe ficou roxa de vergonha o que significa que a madrinha acertou e explica muito a cara feliz do meu pai.
— Eu não preciso ouvir isso... — Murmurei tentando entrar no quarto do Michael de novo, mas a madrinha colocou a mão na frente.
— No da Gaby, espertinha. — Fiz um bico dando meia volta e indo a caminho no quarto da minha prima.
Tudo que eu pensava no momento era: “EU NÃO ACREDITO QUE O MICHAEL ACEITOU ISSO!”
Tsunami e furacão se encontravam juntos na cama com um notebook passando algum desenho japonês. Pelo que parecia esses dois viraram o ano assistindo isso. Rolei os olhos não gostando nem um pouco de ter que voltar para ali. Eu adoro os dois, mas queria estar em outro lugar.
— Certo! — Disse o Michael entrando rapidamente no quarto meio ofegando. Me levantei toda feliz para abraça-lo, só que daí eu lembrei dos dois ali dentro e o acordo com a madrinha. Me fez um sinal de espera e fechou o notebook das crianças.
— Michael! Por que fez isso? — Perguntou Gaby nervosa tentando pegar o aparelho, mas o irmão mais velho deu um passo atrás.
— Prestem atenção! Eu preciso de vocês dois! Dez para cada! — Eu não entendi nada. Logan o fitou seco.
— Nossos serviços estão temporariamente suspensos, estamos de férias, agora se...
— Calado Logan! Se não eu conto para todo mundo do colégio de vocês que ainda tomam banho juntos! — Revidou o Michael. Gaby fechou a cara.
— Essa não é uma abordagem muito amigável para quem precisa da gente! E também não ligamos. — Rebateu a baixinha e eu estava perplexa.
— Vocês ainda tomam banho juntos? Vocês tem doze anos... — Disse especialmente olhando para o Logan que estava a poucos centímetros de ficar maior que o Michael.
— E daí? O Logan nem tem pelos! — Contradisse a Gaby. Deu para notar que o amigo dela não gostou muito.
— E você não tem peitos! — Ela rangeu os dentes fechando o punho prestes a soca-lo.
— Chega! O assunto não é esse! Eu preciso de cúmplices e vocês foram cotados para o cargo. — Interveio o Michael impaciente olhando para a porta. As crianças se olharam desconfiadas.
— Eu e meu sócio estamos ouvindo sua proposta, o que exatamente você não quer que a mamãe saiba? — Meu corpo gelou quando a Gaby perguntou. Ele vai contar a eles?
— Não é um trabalho difícil, só tem que acobertar a Sophie para mim, por exemplo, hoje à noite ela vai sair comigo e tem que parecer que vai sair com vocês. — Explicou. Espantados um olhou para o outro com horror.
— Tá dormindo com a Sophie?! — Questionaram ambos em uníssono.
— Que nojo Sophie, você pode arrumar coisa melhor, sei disso! — Disse Logan fazendo careta, Michael ia dar um soco nele quando pulou para de trás da amiga.
— Na verdade... Isso é bom para mim. — Retrucou Gaby coçando o queixo.
— Como é que isso é bom para você? — Ela sorriu empolgada.
— Tá brincando? Michael dormiu com a única pessoa no mundo que a mamãe não aprova, acabei de ganhar uma carta branca para namorar quem eu QUISER! — Arregalei os olhos. Ok, naquele momento eu percebi por que o Michael dizia que eu era mais inocente que a Gaby e concordava com isso.
— Perfeito, agora é só achar alguém que queira ser seu saco de pancada e ter o Logan de brinde no relacionamento! — Isso fez ela encolher os ombros.
— Isso é ótimo, mas nada disso me favorece, então... — Ia dizendo o garoto.
— Dou vinte pratas! — Disse o Michael de supetão.
— Ah Michael, minha mãe é casada com um velho gaga podre de rico, se dinheiro fosse o problema eu recorria a ela.
— O que você quer? — Ele fitou a melhor amiga que sorriu em retorno.
— Comic con! — Michael pensou por um momento.
— Esse ano não, ano que vem!
— FEITO! — Gritou os dois muito empolgados e se abraçando – que depois virou tapas e socos.
— Então... Vamos conversar sobre nossa missão.
[...]
Eu estava muito nervosa. Nunca tinha feito coisas assim, como a madrinha não nos deixou sair à noite, eles bolaram um jeito de eu sair de fininho num momento de distração da madrinha. O Logan vigiava os passos dela e a Gaby agia rapidamente para me colocar fora de casa, enquanto Michael fingiu que tinha saído, mas estava escondido nos jardins da própria casa me esperando.
— Qualquer coisa me deem um toque no celular. — Sussurrou o Michael para a irmã mais nova que riu.
— Não está falando com amadores Michael, somos especialistas em driblar a mamãe, ela não vai descobrir a não ser que você dê bandeira. Então vê se liga para gente antes de chegar com a Sophie. — Retrucou empinando o nariz. Ele foi até ela dando um beijo em sua testa.
— Tá bom ooo especialista, eu te ligo. — Pegou na minha mão e fomos em passos leves para o final da rua, onde seu carro estava. Meu olhar não podia estar mais abismado.
Assim que entrei no carro fiquei estática. O que exatamente aconteceu ali?
— Você está bem? — Perguntou ao me ver encarar o nada com espanto.
— Eu... Eles... Você... Ahhh eu to confusa! Você não disse que aceitava o acordo que a sua mãe propôs? — Assentiu num sorriso convencido.
— E estou cumprindo. — Ergui as mãos.
— Não está não!
— Estou sim! Ela disse que não podíamos namorar, oficialmente não estamos. Ela disse para manter uma distância VISIVÉL e estamos longe do campo de visão deles. Então tecnicamente não estamos descumprindo o acordo. — Comecei a rir incrédula.
— Você sabe que está distorcendo o acordo, né? — Ele sorriu largo.
— Sophie, minha mãe é advogada, se tem uma coisa que dona Eloise é boa e ensinou aos filhos é como burlar as leis estando dentro das leis. — Mordi o lábio inferior sentindo as bochechas esquentarem.
— Então posso beijar você? — Me sorriu malicioso acenando com a mão.
— Vem cá! — E eu girei o corpo levando meu rosto perto do seu até seu boca estar contra minha. Não foi ‘aqueles’ beijos, era um carinhoso e lento. Uma leve caricia entre nossas línguas que se concluiu com um selinho. — Vamos indo. — Ligou o carro.
— Aonde vamos? — Nisso ele sorriu.
— Você disse que gostaria de ir em qualquer lugar comigo, lembra? — Mexi os ombros assentindo.
— Mas estou torcendo para não ser uma tourada. — Brinquei e ele negou.
— Nop! Nada tão divertido. — Debochou e fomos.
Não sabia dizer se ele me levou ali por que gostava daquilo ou por que achava que eu ia gostar. Era uma praça mais distante que ficava num lugar alto. Vários bancos colocados na extensão em linha reta, no qual deles se podia sentar e ter uma vista privilegiada das luzes da cidade. Atrás dos bancos tinha rua uma só para pedestres – ou pelo menos foi o que pareceu já que não tinha nenhum veículo por perto – e mais atrás dela vários barzinhos e restaurantes simples.
Não era de se admirar que ali estivesse cheio de gente – grande maioria jovem, acho que aqui é o ‘Starbucks’ dessa cidade. Tanto que não achamos nenhum banco livre – tinha uns folgados que deitavam nos bancos – então, Michael que já estava preparado colocou o tecido que trouxe no chão e sentamos.
— Tenho que perguntar... Você está tentando ser romântico de novo ou é um lugar que costuma frequentar?— Fiquei em dúvida por que ele chegou a cumprimentar alguns pessoas por quem passava.
— Eu venho sempre, principalmente quando quero relaxar. — Respondeu. Uma brisa suave soprou contra nós o que foi muito agradável.
— Então finalmente posso dizer que compartilhamos de um gosto em comum. — Ele sorriu.
— Que isso? Temos muitas coisas em comum... — Me aproximei nele até estar sentada com meu ombro colado ao seu.
— Temos não! Somos quase opostos, eu diria. E eu queria ter algo em comum com você para fazermos juntos sem que você ficasse entediado. — Passou os braços pelos meus ombros negando.
— Que besteira, Sophie.
— Besteira nada, aposto que você tinha algum hobby em comum com algumas das suas ex, como assistir futebol. — Ele fez careta.
— Não gosto futebol, e você pelo visto gosta de se torturar falando das minhas ex, não é? Você acha que eu fico perdendo tempo me comparando com o James? — O fitei com descaso.
— Você se considera superior a ele, então se faz isso é definitivamente se gabando. — Deu uma risada divertida.
— Para e pensa, Sophie. Do que adianta eu ter tido hobbies em comum com elas, ter gostos em comuns ou por mais parecido que fossemos, se no final os resultados são os mesmos? Ainda estou aqui e com você. — Sorri tendo que concordar. E o que começou em selinhos rápidos, perdeu o ritmo e foi se tornando mais demorados até ele morder meu lábio inferior e iniciarmos um beijo de verdade.
‘Aquele’ beijo. Cujo sua língua pressiona sobre a minha com lascívia e domínio. Eu retrucava seus movimentos deslizando com uma pressão maior, mas não demorava muito para me render e deixa a língua dele se mover contra minha como bem entendia.
Ele se divertia com isso, dava para ouvir sua risadinha presa na garganta, como se fosse uma questão honra que todos nossos beijos intensos obrigatoriamente devesse terminar comigo soltando um gemido vergonhoso. Beijou minha bochecha com ternura segurando meu rosto e não saia da minha cabeça a possibilidade de repetirmos os eventos que ocorreram em Santa Mônica antes dos pais dele chegarem.
— Me traindo boneco de totó? — Levei um susto com voz masculina atrás de nós. Era um cara enorme com a barba preenchendo o rosto e um sorriso perverso ao lado de uma moça loira bonita que ria da piadinha.
— Amor não é o que está pensando! Essa maluca caiu em cima de mim e enfiou a língua na minha boca! — Se defendeu Michael. A primeiro momento fiquei chocada depois que vi eles rindo comecei a rir também só que sem graça. — Você sabe que eu jamais trocaria meu bolão de almondega por uma mulher! — O grandão gargalhou.
— Pelo visto a tua mãe não cortou seu mini-pau de 2 centímetros. — Fiquei vermelha na hora. Michael se levantou e apertou a mão do gigante junto a um tapa nas costas.
— Mini-pau? Você nunca reclamou do tamanho nas nossas noites!? — Fez uma vozinha afeminada. — E aí, Joy?! Ainda respirando? Um dia você ainda morre com essa Mobidique em cima de você. — Dessa vez cumprimentou a moça que gargalhou.
— Seu palhaço! Quem é a pobre moça que caiu sem querer no rumo da sua boca, hein?! — Me levantei acanhada e um sorriso tímido.
— Sophie, Joy e Montanha, Montanha e joy, essa é a Sophie! Minha namorada não oficial e visivelmente distante! — Eles ficaram confusos. — Regras da dona Eloise para não cortar o meu piu-piu. — Eu seguirei o riso, mas os dois a minha frente caíram na gargalhada. Ainda tímida apertei as mãos dele com as bochechas coradas.
— O pessoal está para lá? Não querem se juntar? — Michael fez uma careta para a pergunta do amigo que apontou para uns bares.
— Hoje não e vocês não me viram aqui, hein?! —O mirei confusa.
— Certo, vou fingir que não jogou nosso relacionamento de treze anos no ralo. — Debochou entre risos. — Até mais proprietária de anão de jardim. — Acenou tchau para mim. Devolvi um pouco vermelha segurando para não rir.
— Tchau Michael, tchau Sophie, foi um prazer. — Disse a Joy dando um aperto no braço do grandão provavelmente por ele dito aquilo.
— Te mando uns nudes da minha régua mais tarde para você se animar! — Falou em alto tom o suficiente para quem estivesse perto ouvir. Um pessoal começou a rir olhando no rumo do Michael e no Montanha que o xingou de longe.
— Michael, está todo mundo nos observando... — Murmurei baixinho roxa de vergonha e querendo muito rir.
— E daí? Vem... — Me convidou a sentar com novamente. Passou o braço envolta dos meus ombros e ficamos assim.
Depois de alguns minutos de silêncio resolvi tirar algumas dúvidas.
— Tem certeza que não quer ir nos seus amigos? — Tornou a fazer a mesma careta negando.
— Sophie, daqui dois dias você vai embora, minha mãe fez o favor de estragar o fim da nossa viagem, se eu for vão ficar no meu pé a noite inteira e eu quero aproveitar esses dois dias com você. — Beijou o topo da minha cabeça.
— Você e seu amigo são engraçados, por que falam assim um com o outro? — Ele deu uma risada divertida.
— Bom, eu e o Montanha sempre nos tratamos assim, tipo, um meio que xingando o outro, sabe? — Assenti.— Agora, essa coisa do relacionamento foi de uns tempo para cá. Uma garota que eu namorava implicou com ele, eu passava muito tempo com ele, é meu melhor amigo e ela não gostou nada. Resumindo a história ela fez um barraco e queria que eu escolhesse entre ela e o Montanha. — Franzi o cenho.
— Que idiotice... — Comentei e ele concordou.
— Pois é, e ficou óbvio quem eu escolhi. Não vou trocar meu amigo de infância por uma maluca que conheci durante alguns meses. Só que para se vingar na época ela saiu espalhando para o colégio inteiro de que eu e o Montanha éramos gays. — Fiquei chocada. — Eu, particularmente, não estava nem aí, mas o Montanha não levou isso muito bem. Ele, nunca foi muito bom com as mulheres e um boato desse junto as inúmeras piadinhas de mal gosto não ajudaram muito. Então eu comecei a brincar com ele na frente dos outros assim para piadas e os boatos perderem o peso negativo, logo ele achou graça e isso deixou de ser um problema. — Sorri imaginando toda cena. Me aproximei mais um pouquinho me aconchegando nele.
— Eu gosto de ouvir suas histórias. — Admiti. Ele disfarçou, só que eu percebi um rubor nas bochechas dele.
— E quanto as suas? — Rolei os olhos rindo.
— Não tenho histórias assim, as únicas coisas fora do comum que aconteceram na minha vida foi o bullying e o tempo que você passou lá em casa. Sobre a Minerva eu já te contei e o outro você sabe, estava lá. — Contei meio triste. — Vou sentir sua falta... — Me deu um sorriso torto.
— Não faz essa cara se não eu agarro você aqui mesmo na frente de todo mundo! — Apesar de sorrir fiquei meio vermelha.
Bastou esta frase para logo deixar aquele lugar nem tão agradável quanto parecia, de repente Michael resmungou da quantidade de pessoas, depois do barulho e entrei na dele inventando uma desculpa de que estava um tanto frio na praça – estava era muito quente.
Vinte minutos depois nos encontrávamos no estacionamento frente do seu carro aos beijos profundos sem dar importância se a qualquer momento alguém aparecesse. Eu mesma perdi a noção do ambiente em que nos encontrávamos. Michael por sua vez aproveitou que eu o abraçava para enlaçar minha cintura e me apertar com força sem interromper o beijo.
Antes que eu me desse conta suas mãos foram firmes uma em cada coxa e me erguendo até estar sentada no capo do seu carro. O estalo foi o que me fez sair daquele estado de despudor. Separei o beijo olhando para os lados, o que não impediu Michael de continuar com suas caricias levando a boca até embaixo do meu maxilar numa mistura de chupão com lambida que fez suspirar com o toque.
— E se-se... — Tentei dizer sem conseguir completar o raciocínio na minha mente. Seus beijos fizeram uma trilha lenta até minha orelha.
— Se...? — Sussurrou num sopro. Levei minhas mãos até seus cabelos o forçando a olhar para mim.
— Alguém... Vir? — Deu uma rápida olhada ao redor. Teve que concordar que diante o local as chances eram grandes. Suspirou pousando as mãos nas minhas pernas.
— Não podemos ir para o meu quarto... — Me deu um olhar junto a um sorriso perverso. — ...Mas podemos usar o tatame. — Arregalei os olhos.
— O quê? Você-você quer fazer isso... — Claro, fiquei roxa de vergonha. — ...No tatame? — Mexeu os ombros sem muito o que dizer.
— O tatame é separado da casa, quando está tudo fechado quase não dá para ouvir. — Se explicou. Mordi o lábio pensando.
— Não tem outro lugar? — Perguntei tímida. Coçou a cabeça se aproximou do meu rosto.
— Nenhum que eu levaria você. — Me deu um selinho.
— Por que não? — Arregalou os olhos.
— Por que não é lugar para você. — Cruzei os braços e ele já entendeu o que minha expressão nervosa queria dizer. — Não adiante fazer essa cara, eu não vou te levar para qualquer lugar.
— Está querendo me levar para um tatame, mas é contra ideia de me levar num dos seus hotspot.
— Primeiro: O tatame fica na minha casa, pode não ser o lugar ideal, só que é mais agradável do que se imagina. Segundo: Sou contra a ideia de te levar nesses lugares por que não frequento mais tais lugares. — Não me conformei. Olhei para o lado e notei o carro embaixo de mim.
— Titanic! A Rose e o Jack ficaram num carro. — Michael começou a rir.
— Filmes Sophie, não funcionam bem na vida real. Dá última vez dei mal jeito nas costas... — Virou o rosto evitando meu olhar fulminante.
— Você já dormiu com uma garota NESSE carro? — Deu outra risada.
— Fala como se alguma vez na vida eu tivesse tido outro. — Acabei por dando um tapa no ombro dele.
— URGH! Eu devia ter tido mais experiências sexuais antes de me envolver com você, assim não parecia tão injusto você ter dormido com todo mundo e eu não ter tido nada com ninguém. — Continuou rindo para variar.— Já levou quantas garotas para o tatame? — Perguntei séria.
— Eu não vou responder isso, por que não importa. Se te incomoda tanto a ideia do tatame, tudo bem. Você decide. — Abracei meus braços pensando.
— Tá bem, contanto que finja que é a primeira vez que faz isso lá... — Me lançou um sorriso divertido.
— Para você Sophie, até finjo que sou virgem! — Brincou me pegando de cima do carro no colo.
— Idiota. — Bati a mão no seu ombro.
Não posso dizer que aqueles dois dias que me restavam foram bem aproveitados. No dia seguinte após essa noite a madrinha desconfiou que eu dormi com o Michael – não sei como – e que as crianças estavam nos acobertando. O que queria dizer que enquanto não fui embora ficou colada em mim com a desculpa esfarrapada de que sentiria minha falta.
Ao menos antes de eu ir Michael prometeu que iria me visitar o quanto antes. E eu mais uma vez, voltei a aguardar ansiosamente para vê-lo como fazia quando era criança.
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