Especial Inner Beauty

5 Capitulo Cinco - Quatorze Parte II


Notas iniciais
O QUEEEEE???? Eu já tenho uma recomendação????? Não acreditoooooo!!!!! Waaaa! Gente muito obrigada pelos lindos comentários e muiiittttoooo obrigada a Maribella pela maravilhada recomendação *___* Bom, me pediram um capitulo hoje de aniversário, então antes da meia noite eu resolvi postar para a NoodlesDark pelo aniver dela =D Feliz aniversário e se divirta com seu presente xD Boa leitura e desculpem os erros.

Quatorze Part II

Ninguém sabe ao certo como – e não vou contar como fiz – mas assim que eu voltei para o colégio alguém começou a fazer novas pegadinhas com a Minerva e do nada estercos começaram a preencher o dia da Miss Mine. Primeiro no armário, depois na sala, mochila, na bolsa, na carteira e por Deus, essa pessoa doente conseguiu a proeza de colocar esterco sem ela perceber até na comida dela... Coitada.

Se ela veio para cima de mim? Óbvio, só que eu já estava preparada.

— Miss Mine a que devo a honra da sua presença... — Disse fechando e juntando minhas coisas para ir embora.

— Foi você... — Rosnou ao lado das amigas. Girei os olhos em desdém tirando um vidrinho de spray da mochila.

— Foi eu o quê? — Assim que ela abriu a boca eu borrifei o liquido direto lá dentro. — Corre para enfermaria Miss Mine, isso aí é extrato de amendoim, uma criação minha que eu chamei de: ‘Espanta Miss Mine’, gostou do nome? — Arregalou os olhos num desespero só, alguém ia ficar toda empolada e inchada em poucos minutos na frente de um bocado de aluno.

E não é que minha criação não só espantou ela como as amigas dela também?

Até cogitei a possibilidade da Minerva me denunciar, mas daí recordei que se ela fizer isso pode ser pior para o lado dela. Se eu contar que o que fez comigo seria expulsa e iria para outro colégio.

Antes tivesse feito isso, ia ser melhor para ela.

Próximo dia, próxima onda de terror.

Dessa vez uma menos física e mais psicológica. Espalhei duas mil, não, mentira, foram duas mil e trezentas impressões no total. Gastei a noite inteira para fazer e tive que acordar duas horas antes do colégio abrir para preparar tudo numa recepção bem calorosa para ela. Uma linda imagem de Minerva Patel enfiando papel higiênico no sutiã, mas não fui tão cruel ao ponto de expor ela nua, não, eu coloquei uma tarja borrada nos mamilos.

Ela não queria atenção? Bom, eu garanto que vai demorar um tempo para o pessoal esquecer essa imagem patética.

E no próximo dia outra linda surpresa que eu deixei esperando por ela no armário, dessa vez nada de algo fedorento como esterno, nãooo, foi algo mais doce e acolhedor. Um presentinho a Miss Mine que se considerava uma rainha, uma pequena quantidade de abelhas vindas direto da criação do meu avô.

Deu maior trabalho fazer isso sem eles perceberem, mas levar para o colégio e arrumar direitinho para que elas ficassem a vontade com a nova rainha no armário dela? Ah isso foi muito fácil.

Devo dizer até que as abelhas gostaram dela, voaram direto na nova dona assim que ela abriu. Assistir a cena dela correndo desesperada com a cara toda vermelha de picada foi bom? Ahhh isso não teve preço.

Infelizmente, aquelas modestas picadas fizeram Minerva desaparecer por um tempo e causaram uma paz serena no ar.

Só que eu não tinha terminado, ainda tinha algumas cartas na manga.

[...]

Com a Miss Mine fora alguns dias brinquei um pouco com as amigas dela. Peguei alguns dos ratos mortos congelados que meu pai alimentava as cobras dele – minha casa é um conto de terror para quem ouve pela primeira vez – e deixei de presente para elas em suas mesas com seus respectivos nomes escritos com tinta vermelho sangue.

Não é de ver que comecei a receber pedidos de desculpas em bilhetes logo em seguida?

Mas usando as palavras de Miss Mine... Não desculpo não. De carne rato passei a deixar outros presentinhos lindo ramos de urtiga, que as tolinhas pegavam para jogar fora e acabavam com as mãos vermelhas empoladas.

O problema era que com elas não tinha graça e quando a Miss Mine voltou fiquei tão feliz. Estava na hora de dar um cheque-mate nessa história.

— Saiam. — Pedi educadamente com um sorriso doce nos lábios.

— Escuta aqui sua piranhinha... — Dei uma breve risadinha maneando a cabeça e assustando ela.

— Não, não, não, piranha é um peixe que vive em geral em cardume extremamente oportunista que se aproveitam de criaturas mais fracas...Te soa familiar? — Ergui as sobrancelhas dessa vez séria. — Saiam. — Pedi novamente.

— Elas não vão... — Antes de completar tirei a linda serpente preta de cinto e vinte centímetros que me inspirou a causar tudo isso da minha mochila. É, as suas amigas saíram na hora. — ...Aí meu Deus...

— Deus não tem nada a ver com isso Minerva, você é má, por que ele te ouviria? — Dei um passo a frente a deixando apavorada.

— Foi uma-uma-uma brincadeira... — Disse histérica.

— Eu não achei graça! Você jogou suas amigas para cima de mim, por que eu não deveria fazer o mesmo com você? Seria engraçado né? — Levei a cobra até perto do rosto. — Não acha meia-noite? — Mais um sorriso doce nos lábios e eu acho que estava parecendo uma daquelas crianças psicopatas de filmes de terror.

— Não! Não faz isso... Por favor... — Mais um passo a frente esticando minha amiga de escamas negras perto dela que soltou um gritinho abafado. — ...AHHH! — A afastei com calma e sorrindo mais ainda, chegamos aonde eu queria. Tirei uma tesoura de um dos bolsos da mochila e jogando na pia.

— Preciso mesmo dizer o que tem que fazer? — Engoliu seco cheia de medo e pavor. Miss Mine ia recuar, só que aí aproximei a cobra dela fazendo pensar melhor.

Assisti Minerva Patel cortar o cabelo curtinho, até mais do que o meu na minha frente rapidamente, quando acabou tremula e com os olhos cheios de lágrimas fiquei bem pertinho dela com a serpente a milímetros do seu rosto.

— Se você mexer comigo, se você olhar para mim, se você sonhar em tocar em mim de novo Minerva, eu juro que te faço engolir essa cobra inteira goela abaixo. — Sussurrei áspera quase não abrindo os lábios para isso. Dei meia volta e antes de sair sorri de lado... — ...Piranha.

Eu aguentei durante meses daquele ano que nunca terminava as humilhações partindo da Miss Mine, foram litros e litros de suco destinados a mim, para depois vir outro tipo de afronta mais degradante e físico ao ponto de deixarem marcas durante os próximos meses seguintes... Tudo eu tolerei de cabeça erguida sem desistir.

Mas foi só eu ameaçar Minerva com a meia-noite – devia ter feito isso desde o inicio – e ela mudou de colégio. Não ia suportar que todo mundo soubesse que eu venci a guerra, ela preferiu se retirar do campo de batalha as escondidas. Isso foi decepcionante, porém deu sentido a tudo que meu pai dizia.

Não dá para ter dois predadores sem a ver disputa num nicho ecológico. Então, foi melhor para ela e eu ainda mostrei a todos quem estava no todo da cadeia alimentar.

Meus cabelos vermelhos passaram a ser um símbolo de intimidação, os alunos não riam e não mexiam mais comigo, eu era que nem uma coral verdadeira... Pequena, quieta, tímida, solitária, vermelha e com um veneno mortal.

E se eu já era fechada antes... Tudo aquilo me deixou mais introvertida ainda.

[...]

Ás férias chegaram, mas o ano mais longo da minha vida ainda não tinha terminado. Não que algo fosse mudar na virada, entretanto eu queria sentir aquela sensação de que coisas boas podem surgir no ano seguinte.

Minha mãe me deixou escolher, ir com ela e meu pai para a casa da tia Eloise ou ficar novamente com meus avós paternos. Eu ainda tinha inúmeros ferimentos a mostra – principalmente no rosto e nas mão – uma tristeza no peito que não passava nunca e só sonhar que o Michael me visse assim me dava arrepios.

Acreditava que quando me visse daquele jeito com certeza ia rir e acabar dizendo um ‘eu te avisei’ ilógico.

Só que ficar com meus avós seriam terrível, ainda mais por que eles descobriram que fui eu que roubei um favo junto com um monte de abelhas da colônia deles. A ter que passar as férias me redimindo e recebendo punições pelas minhas ações, sem contar que tinha que ouvir minha avó dizer que era tudo culpa da minha mãe e o ‘gene’ irresponsável dela.

Nem em sonho eu cometeria o mesmo erro duas vezes. Sair de perto dos meus pais foi à causa de tudo isso e eu não tornaria a fazer tal burrice.

[...]

A madrinha Eloise não se conformava com a história, quando me viu chegar na casa dela eu achei que ela fosse dar um troço, apertou os punhos, olhou para minha mãe nervosa e estava a um ponto dar uma crise de histeria.

Isso por que todos do lado da família dela sabem lutar e coisas como o que aconteceu comigo jamais acontecem com eles – eles brigam muito, porém ganha boa parte das brigas. Só que o que me deixou mais tranquila foi a noticia de que Michael estava acampando com os amigos e só voltaria para o final da semana, ou seja eu teria tempo para me preparar para seu sorriso irônico de ‘quem te bateu?’.

— Eu também tenho marcas! — Contou Logan com um sorriso largo encantado. Eu não conseguia olhar para ele sem deixar de ficar perplexa todas às vezes... Logan estava enorme! Quase do meu tamanho e tinha apenas nove anos!

— Mesmo? Quem te bateu? — Ele ergueu a blusa com a estampa do Flash mostrando alguns vermelhos no dorso. Uhhh ele não estava brincando, tinha umas marcas bem vermelhas e outras em tom esverdeado.

— A Gaby. — Franzi o cenho, ele continuava rindo como se fosse engraçado.

— A... Gaby fez isso aí? — Não dava, eu tinha que perguntar... — Logan qual sua altura? — Ele tinha aberto a boca para responder a outra pessoa quando parou e pensou na segunda.

— Não sei, um metro e cinquenta e sete?! — Eu tinha um metro e sessenta e quatro, provavelmente era por volta disso.

— Você cresceu muito de um ano para o outro — Empinou o nariz assentindo.

— Dez centímetros mais alto que a... AH! — Gabrielle apareceu do nada pulando em suas com o braço direito forçando em seu pescoço com força. Fiquem pensando quando eles vão cansar de tentar se matarem.

— Pode chegar ao dois metros e ainda vai perder para mim Doug Funnie! — O garoto rosnou raivoso e tentou tirar ela de cima de si.

No final os dois para o chão se debatendo e... É, não sei como vão ser as coisas se algum dia o Logan atingir os dois metros, mas ele ainda perdia para ela com seus um metro e cinquenta e sete de altura. Quando pediu trégua e se levantaram juntos Gaby se voltou séria mostrando o punho fechado.

— Da próxima vez que alguém levantar a mão para você é só me chamar, eu vou dar uma lição naquelas garotas que elas vão aprender a não mexer com um Taylor! — Assenti entre risos, eu acho que Minerva entendeu esse recado já.

— Pode deixar. — Nós três fitamos a mulher em roupa de malha com as mãos na cintura e um olhar severo.

— Foi o Logan mamãe! Eu não sei o que aconteceu, mas foi o Logan! — Disse Gabrielle apavorada levando um beliscão do amigo.

— A ideia foi dela madrinha, eu não sei do que estou sendo acusado, mas foi a Gaby que deu ideia! — Rebateu prontamente e só me restou rir. Os dois não mudaram nada. Minha madrinha girou os olhos com desdém ignorando os ambos.

— É inadmissível que uma Taylor... — Me fuzilou rangendo os dentes. — ...Apanhe sem defesa, só que então eu percebi que a culpa de tudo isso é minha! — Encolhi os ombros confusa.

— Madrinha não...

— Isso! Sou sua madrinha, aquela que precisa te ensinar sobre o mundo e estar com você quando seus pais não puderem! — Ajeitou o velcro da luva de academia semicerrando os olhos. — Tsunami e furacão... — Deu uma giro na sala respirando fundo enquanto eles batiam continência. — ...Vamos ensinar alguns golpes para Sophie! — Tudo que me passou pela cabeça foi ‘essa não...’. Eu juro que não entendi a empolgação dos dois que se abraçaram como se tivessem ganhado um presente muito legal.

Crianças se alegram com qualquer coisa... E eu não quero de jeito nenhum ter que lutar com esses dois que se matam como meio de diversão.

Contra minha vontade me fizeram usar uma roupa colada de malha, luvas de academia e tênis esportivo – ela comprou tudo para mim, estava fora de si.

— Madrinha eu não sou boa com força física... — Resmunguei sem jeito. Ela ajeitava o saco de pancadas de areia levando tudo muito a sério.

— Sophie não precisa ser boa, só precisa aprender a não apanhar tanto. — O quê? Mirei minha prima e o amigo dela que estavam se cutucando discretamente para minha tia não danar com eles.

— Eu não sei se quero aprender isso... — Ela se voltou para mim.

— Se defender é essencial, você tem que aprender isso querendo ou não, assim da próxima vez pode vir com um olho roxo, mas pelo menos a dignidade intacta. — Eu duvido muito que alguém volte a triscar em mim depois do que eu fiz com a Miss Mine. — Agora foi um bando de vadias, amanhã pode ser algo pior, você tem que estar preparada! — Engoli em seco. — E você quer fazer isso... Dar um belo tabefe naquela cretina... — Levantou os punhos fechados. — ...Fique assim, e coloque força na hora de fechar as mãos. — Imitei seus movimentos nem um pouco segura do que fazia. — Me acerte!

— O quê? — A fitei abaixando os braços aterrorizada. — Nãoo...

— Jamais abaixe os punhos diante seu oponente, vamos Sophie! Me acerte! — Neguei com a cabeça e ela abaixou os braços dela num suspiro longo. — Então eu não tenho outra escolha... Gaby! — Mirei minha prima de um metro e meio que ficou do lado da minha madrinha. — Derruba ela...

Foi tão rápido que eu não vi o que aconteceu, de repente tinha uma menina de nove anos em cima de mim com o punho direito apontado na minha cara e eu sentia uma dor aguda na cabeça.

— Sophie imagina que a Gaby é a tal garota, de repente ela te bate e você está embaixo dela sem forças para nada... — Minha tia puxou a gola da blusa da filha que saiu de cima de mim. — ...Vamos tentar de novo, aqui eu não vou deixar ninguém te machucar, mas lá fora meu amor... É cada um por si. — Ofereceu a mão para me levantar e quando eu estava de frente para ela novamente imitei sua posição. — ...Me acerte! — Com certo receio dessa vez eu tentei – eu não queria ser derrubada de novo pela Gaby.

Levei alguns socos, dei alguns também e a madrinha me ensinou alguns golpes para me defender como acertar a garganta em cheio. Gaby e Logan eram os ajudantes dela, ela os fazia lutarem para me explicar cada golpe e já não fiquei tão surpresa assim por ele ter tantos hematomas no corpo. Eu ficaria com pena dele, mas descobri que curiosamente ele gosta de levar uns tapas da melhor amiga.

Eu acho que esse menino é masoquista.

E minha prima? Ah ninguém se compara a ela, a garota nove anos e tinha força fora do normal... Ainda sim, conseguia ser tão amistosa que era impossível ficar com raiva dela depois de um soco.

Com a consciência da minha madrinha saciada eu pude voltar a fazer coisas comuns – embora eu tenha gostado de aliviar a raiva no saco de pancada, me sentia tão mais leve.

Passei os dias brincando com a dupla sinistra, assistindo a filmes, indo nas sorveterias, até fizemos uma fogueira no quintal contando histórias de terror. Eu fiquei feliz por estar ali, a companhia deles me fazia muito bem principalmente por que com eles eu não precisava fingir.

Meu sorriso era de verdade. Poderia dizer qualquer coisa sem parecer estranha, eles iam me sorrir do mesmo jeito, foi quando eu descobri uma coisa sobre mim... Eu... Gostava de crianças. Ficar perto delas me fazia bem.

Quando eu percebi isso não consegui dormir. Estava tentando ler um livro e não conseguia me concentrar e sair da página 32, meus olhos acabam voltando para as duas crianças na cama ao lado... Primeiro eu pensei que os dois já estavam grandinhos demais para continuarem dormindo na mesma cama, depois lembrei que eles ainda até tomam banho juntos e deixei isso de lado.

A questão importante é: Eu só gosto de crianças como o Logan e a Gaby ou em geral?

Levantei da cama andando pela casa buscando uma resposta para onde todas essas perguntas iam dar. Andei pela sala sem fazer muito ruído, caminhei rumo ao tatame que minha tia tinha me feito treinar – sem sucesso, eu ainda sou fraca – liguei as luzes e fiquei de frente para o saco de pancadas.

Durante uns bons cinco minutos apenas o encarei como se tivesse um mistério a ser resolvido dentro dele, no fim suspirei longamente pensei na Miss Mine, juntei toda raiva na minha mão direita e com uma violência que não era minha atingi o saco de areia ouvindo meus dedos estalarem todos de uma única vez.

O gemido foi inevitável e precisei massagear a mão em seguida... Ela ainda estava dolorida e com pequenos hematomas verdes-amarelados.

— Isso deve ter doído... — Meu coração parou de funcionar. Meu rosto se levantou assustado e ficou estático por um tempo em que nem respirar eu conseguia. É estranho dizer que eu quis muito que fosse a voz de um fantasma? Após o comentário deu um risinho abafado.

Fechei os olhos, engoli em seco, umedeci os lábios e desejei muito que não fosse aquela pessoa, supostamente era para o Michael no dia seguinte de tarde. Me virei num movimento rápido o vendo se aproximar sem os sapatos e com um sorriso que morreu assim que nossos olhares se encontrava.

Ele tinha crescido alguns centímetros, usava uma camisa xadrez vermelha, calças jeans rasgadas no joelho e... Minha nossa ele estava usando brinco? Numa orelha só, mas estava. Michael estava mil vezes melhor do que eu...

— Sophie... O que houve com... — Sua mão ia alcançar meu rosto se eu não tivesse impedido com um tapa a tempo. Voltei a respirar e ter comando sobre mim.

— Não te interessa. — Falei áspera saindo correndo.

Ele me viu! Eu tinha planos de colocar maquiagem para amenizar o estrago do meu rosto para ele não rir, mas ele me viu exposta. Senti meu peito se apertar e uma vontade imensa de chorar... Não era para ele me ver!

Agora tiraria sarro de mim o resto dos dias, maldito!

Retornei para o quarto ofegante me reprendendo em mente por ter saído dali. Eu não queria que ele tivesse me visto! Abracei meus joelhos sentada no colchão pensando em como poderia sair por cima disso.

Eu não queria que ele me visse vulnerável.

[...]

Fugi do Michael como o diabo foge da cruz, ele ficou me rondando perto das crianças com olhares que procuravam uma brecha para se comunicar – brecha que eu não dei. Tudo muito sutil para a madrinha Eloise ou o padrinho não se chatearem comigo.

O que ele poderia querer falar? Que assuntos teríamos? O meu ano já tinha sido péssimo para eu permitir que o Michael fechasse com chave de ouro.

Notas finais
É isso, até o proximo! o/